sábado, 1 de setembro de 2018

Sábado 01/09/2018

Sábado, 01 de setembro de 2018


“Há muros que só a paciência derruba. E há pontes que só o carinho constrói.”(Cora Coralina)




EVANGELHO DO DIA
Mt 25,14-30


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus
Glória a vós Senhor



Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.
E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.
Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.
E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.
Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.




Palavras da Salvação
Glória a vós Senhor



MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


O noivo está chegando: ide ao seu encontro!
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola das dez jovens que foram, com suas lamparinas acesas, esperar o noivo para a festa nupcial. Cinco delas eram imprevidentes e não levaram reserva de óleo, caso o noivo atrasasse. As outras cinco levaram. Aconteceu que o noivo atrasou e as cinco imprevidentes, com suas lamparinas apagadas, não puderam entrar para a festa! Vemos que a parábola trata da vigilância, isto é, do cuidado constante que devemos ter a fim de que estejamos sempre preparados para o encontro com o Senhor. Jesus mesmo fala no final da parábola: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
Esta parábola era facílima de entender pelo povo daquele tempo, porque trata de um procedimento comum nos casamentos: Eles geralmente eram celebrados à noite, e no mesmo local da festa. A noiva ficava ali esperando, e era o noivo que chegava de forma festiva. Um grupo de moças o recebia do lado de fora, segurando lamparinas acesas, e o levavam em cortejo até a sua noiva. As moças tinham de esperar já com as suas lamparinas acesas, porque não dava tempo de acendê-las na hora. O atraso do noivo era comum, assim como hoje o atraso da noiva. Mas, quando ele chegava, o cortejo já devia estar pronto, com suas lamparinas acesas. As moças o recebiam e entravam com ele no local da festa. Era certamente muito bonito ver o noivo cercado de luzes e de garotas bonitas. Mas neste casamento aconteceu um problema: O noivo atrasou muito e a metade das moças não haviam levado reserva de óleo, contando com esse possível atraso. Elas foram comprar e chegaram atrasadas, sendo impedidas pelo porteiro de participarem da festa.
Aqui a parábola muda de tom. As atrasadas chamam o noivo de Senhor: “Senhor, abre-nos a porta!” Na verdade, não se trata mais do noivo, mas de Deus. O sentido da parábola é claro: As jovens somos nós, e o casamento é o nosso encontro definitivo com Deus.
As lamparinas acesas representam a graça de Deus em nós. Deus virá ao nosso encontro para a grande festa nupcial, que acontecerá no céu. O seu atraso é a duração da nossa vida, que pode chegar a cem anos. Não sabemos quando ele vai chegar, por isso é melhor providenciar muita reserva de óleo. Esta reserva são as virtudes cristãs e as boas obras, que alimentam em nós a graça de Deus. Se alguém se descuidar, de uma hora para outra pode perder a graça de Deus, e “dormir”, aí pronto: Cristo chega de repente e estaremos sem a graça, sendo portanto excluídos do céu!
No batismo, nós recebemos a luz da fé e da graça de Deus. Mas precisamos estar com esta luz acesa na hora do encontro definitivo com ele. E como não sabemos o dia nem a hora, precisamos estar sempre preparados. Não podemos brincar com coisa séria. Podemos cometer imprudências em tudo na vida, menos neste ponto, pois aí está em jogo a nossa eternidade!
Encontrar-nos com Deus é tão bom que Jesus comparou esse encontro com uma festa, um encontro nupcial. Entretanto, Jesus conhece a nossa fraqueza e a importância de estarmos preparados para esse encontro, por isso nos adverte: “Ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”. Vigiar é estar atento, permanecer acordado. Muitas coisas acontecem em nossa vida. Mas existe uma que ganha em importância: um dia vamos morrer. E ali não haverá mais tempo de rever a vida, isto tem de ser feito agora! A maioria das pessoas se esquece disso. Não precisamos ter medo da morte, e sim estarmos sempre preparados para ela.
A nossa vida é uma luta, pois os mais variados apegos são oferecidos a nós. E esses apegos nos levam a deixar de lado o principal. Mas quem ama a Deus sobre todas as coisas, faz tudo em função desse amor.
Hoje celebramos a memória de Santo Agostinho, filho de Santa Mônica, que celebramos ontem. Como jovem, morando em Cartago, longe da família, Agostinho afunda-se nos vícios e na devassidão, seguindo o exemplo do pai. Entretanto, ele sentia um grande desejo de procurar a verdade. Terminado o curso de retórica, fez a faculdade de filosofia, mas não encontrou a verdade. Havia em Cartago uma seita chamada maniqueísmo, baseada na separação entre alma e corpo. Segundo eles, o corpo nos puxa para o mal e a alma para o bem, produzindo uma luta interna. Por muito tempo Agostinho seguiu a seita, mas não se convenceu.
Mudou-se para Roma, e lá, graças à oração da mãe, se converteu ao cristianismo. Ele mesmo descreve, em seu livro chamado Confissões, como foi a sua conversão:
“Um dia eu estava chorando, debaixo de uma figueira, debatendo-me entre sentimentos e forças opostas. Resolvi abrir a Bíblia e ler o que estivesse na frente. Li o seguinte:
‘Caminhemos como de dia. Nada de desonestidades nem de contendas. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13,13-14). Eu não quis ler mais nada. Fechei a Bíblia. Ali estava a verdade que sempre procurei na vida”.
Agostinho levantou-se, procurou o seu amigo Dom Ambrósio, bispo de Milão, hoje Santo Ambrósio, e pediu o batismo. A partir daí foi crescendo na fé, na sabedoria e em todas as virtudes, tornando-se um dos maiores teólogos da Igreja.
“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça” (2Tm 3,16).
Peçamos a Maria Santíssima e a Santo Agostinho que nos ajudem a seguir o exemplo das cinco jovens previdentes.
O noivo está chegando: ide ao seu encontro!




MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Missão ou enganação?
Escrito por Luiz Marins


Não quero polemizar sem necessidade, mas o que falta às empresas é foco e não missão. A missão da maioria das empresas é quase sempre a mesma: ser a melhor ou a maior no que faz ou produz, dar retorno aos acionistas, ser lucrativa, fazer produtos de qualidade, prestar serviços de qualidade, respeitar o meio-ambiente, respeitar os colaboradores, ser o fornecedor preferido de seus clientes,  etc. Todas muito iguais.
 O que falta é foco!
 Aprendemos em filosofia que uma afirmação ou postulado é absurdo quando o seu oposto radical é igualmente absurdo. Assim, quando escrevemos que a missão de nossa empresa é ser a primeira, a maior, a melhor ou ser lucrativa, teríamos que perguntar se seria possível alguma empresa ter como missão ser a última, ter prejuízos, fazer produtos de má qualidade, ou ainda desrespeitar o meio-ambiente, etc. Essas afirmações são, portanto, óbvias e nem precisariam ser escritas como missão de empresa alguma.
 O que falta é foco!
 Vejo que as pessoas que compõem boa parte das empresas sabem muito bem a sua missão, mas desconhecem com a mesma clareza o foco. Onde dispender sua energia, o que fazer e como decidir frente a situações específicas do dia-a-dia, nas relações com clientes, fornecedores e mesmo em relação a problemas concretos de qualidade e produtividade é que deve ser a preocupação de todos.
 Os colaboradores de uma empresa devem ser avaliados pelo seu comprometimento com o foco e não com a missão de uma empresa. Para onde vamos? Como vamos chegar lá? Estamos no caminho certo? Temos os recursos necessários para ir? Quando chegaremos? Isso é que deve ser avaliado. Devemos avaliar comportamentos claros, mensuráveis, concretos, observáveis e não atitudes abstratas como ter apreferência dos clientes....
 Acredito mesmo que esse auto-engano estéril e generalizado que é a discussão da missão de uma empresa, tem levado muitas organizações ao fracasso. Digo isso porque a falta de foco, da discussão exata e clara do que estamos buscando cria o ambiente propício para o baixo comprometimento e a total falta de feedback que vemos nas empresas brasileiras. Basta ler os quadrinhos que enchem as paredes das empresas com sua missão e se verá que são todas iguais, óbvias, ululantes e, portanto, enganadoras.
 Outro dia vendo a missão de uma empresa, fiquei pasmo ao ler que ela afirmava quepagará seus impostos e tributos e agirá com honestidade com clientes e fornecedores”.  O que é isso? Pagar impostos e ser honesto não é missão. É obrigação! Assim como é obrigação de qualquer empresa ou organização que se preze respeitar o meio-ambiente e fazer tudo com a maior qualidade e respeito ao ser humano. Ou não é?
 O que falta é foco. Cada diretoria, cada gerência, cada departamento, cada sessão, puxa para um lado, quer uma coisa diferente e a empresa, confusa e desfocada, não consegue o comprometimento e a motivação das pessoas, que como baratas tontas ficam imaginando o que fazer para cumprir a missão” escrita no quadrinho dourado da recepção.
 Pense nisso. Sucesso!



MOMENTO DE REFLEXÃO

Certa vez, por ocasião do Natal, um menino ganhou um lindo presente: Uma bicicleta nova. Montou nela e saiu para passear na rua.
Um garoto da sua idade viu e ficou encantado com a bicicleta. Perguntou: “Como você conseguiu esta bicicleta?” O outro respondeu: “Foi meu irmão que me deu”.
Ele olhou bem para a bicicleta e disse: “Nossa, como eu gostaria de ser como o seu irmão!”
Em seguida convidou o dono da bicicleta para ir com ele até a sua casa, que era perto. Chegando, ele foi lá dentro, trouxe o seu irmão menor, apontou para a bicicleta e disse: “Quando eu crescer, vou comprar para você uma bicicleta igualzinho a esta”.
Esse menino tinha no cor um presente de Natal muito mais valioso que uma bicicleta: O amor. E este presente ninguém rouba.
Em geral, o nosso desejo numa situação dessas é ser como aquele que ganhou a bicicleta, não como aquele que a deu. Mas este garoto não. O seu desejo era ter a sorte de amar o irmão.
“Descubra a felicidade de servir”. “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35).
Jesus esvaziou-se para nos enriquecer de presentes. Ele mesmo não tinha nem onde reclinar a cabeça, mas nem ligava para isso.
Que o nosso desejo também assim, não ter a sorte de quem recebe, mas ter a felicidade de quem dá.
Quando Maria Santíssima disse que Deus “encheu de bens os famintos”, ela mostrou que sonhava com um mundo em que todos tivessem vida e vida plana. Santa Mãe de Deus, rogai por nós.





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.

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