Terça-feira,
04 de setembro de 2018
"Antes
de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa auto-estima, primeiro tenha
certeza de que você não está, de fato, cercado por idiotas."(Freud)
EVANGELHO
DO DIA
Lc 4,31-37
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Lucas
Glória a vós
Senhor
E desceu a
Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.
E admiravam
a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.
E estava na
sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta
voz,
Dizendo: Ah!
que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és:
O Santo de Deus.
E Jesus o
repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no
meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal.
E veio
espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta,
que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?
E a sua fama
divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca.
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Aos surdos
faz ouvir e aos mudos falar.
Este
Evangelho trás para nós a belíssima cena de Jesus curando o homem surdo e que
falava com dificuldade.
O texto
começa dizendo: “Jesus saiu de novo...” Jesus caminhava, ia atrás do povo, não
ficava parado. Ele não ficava esperando que as pessoas fossem até ele. O amor
nos dá esse dinamismo. Como é importante nós também aproveitarmos a nossa saúde
e tempo disponível para nos movimentarmos, indo até as pessoas que precisam da
Água Viva, da Boa Nova de Cristo!
Quando Jesus
atravessava uma região, trouxeram-lhe “um homem surdo, que falava com
dificuldade”. Geralmente os surdos têm deficiência na conversa, porque a nossa
fala depende da audição.
Na área
espiritual é a mesma coisa: as pessoas que não ouvem a Palavra de Deus, acabam
não ouvindo também os apelos da realidade que as cerca, e conseqüentemente
tornam-se mudas, não falando a palavra certa na hora certa. Não ficam
indignadas com nada; passam pela vida sem influenciar, indo na onda da
sociedade de consumo.
Uma
Comunidade que não ouve corretamente a Palavra de Deus, confrontando com a
realidade do seu meio, também se torna muda, não fala nem faz nada de
transformador, em direção ao Reino Deus.
Jesus, no
seu primeiro discurso na sinagoga de Nazaré, disse que veio para abrir os olhos
dos cegos, dar audição aos surdos e libertar os oprimidos, anunciando o ano da
graça do Senhor (Cf Lc 4,18-19).
Muitas
pessoas são como aquelas que Jesus citou na parábola do samaritano: passam ao
lado do irmão ferido e fecham os olhos para não ver. Ou então, como o rico da
parábola: vivem uma vida inteira ao lado do Lázaro e não se tocam. Não existe
nada mais forte para tapar os ouvidos, os olhos e a boca das pessoas, do que o
apego às riquezas.
Jesus
“olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer: Abre-te!”
Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido: colocou a
mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”
Quando o
povo hebreu era escravo no Egito, Deus apareceu para Moisés e disse: “Eu vi a
opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores
e tomei conhecimento de seus sofrimentos, e desci para libertá-los” (Ex 3,7-8).
Deus tem os olhos e os ouvidos abertos. Assim como chamou Moisés, ele chama os
seus filhos e filhas, em todos os tempos e lugares, a fim de libertarem o seu povo.
Deus ama o seu povo, e não quer vê-los como ovelhas sem pastor.
“Jesus
afastou-se com o homem para fora da multidão”. É interessante que a primeira
coisa que Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da multidão. O
primeiro objetivo foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não podemos
ficar só “na multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos.
O segundo
objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado, pudesse voltar para o
meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade, inclusive para ajudar os
outros.
Os nossos
bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança de época, e seu
nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser
humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto, a nossa missão é
grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que o povo tenha
mais vida nele”.
Havia, certa
vez, uma menina que morava na roças. E um pássaro muito bonito começou a entrar
no quarto dela. Ela comprou ração apropriada e espalhou em cima do
guarda-roupa, e também uma tacinha de água, já preparada para não transmitir
dengue.
Assim, o
belo passarinho fez amizade com ela. Parecia que os dois eram velhos amigos.
Todos os dias ele aparecia. Suas penas eram brilhantes e seus olhinhos encantadores.
Com medo de
perder o amiguinho, a garota o prendeu numa gaiola. Poucos dias depois, suas
penas perderam o brilho e ele passou a contar diferente, um canto parecido com
choro. Passava o dia todo olhando para a janela.
Quando
percebeu o erro que havia cometido, mais que depressa a menina abriu a gaiola e
a ave foi-se embora, para nunca mais voltar.
Que Cristo
abra os nossos ouvidos e olhos para contemplarmos a natureza, mas sem
prejudicá-la!
O exemplo de
Maria Santíssima é maravilhoso. Ela não foi surda nem muda, mas ouviu o apelo
de Deus, entendeu-o direitinho e o cumpriu com generosidade. No magnificat, ela
mostrou que ouvia também os anseios do povo, e falava com coragem. Que ela nos
ajude a nos aproximarmos de seu Filho, a fim de que ele, dizendo “Efatá!”, nos
cure da surdez e da conseqüente dificuldade em falar.
Aos surdos
faz ouvir e aos mudos falar.
MUNDO ANIMAL
Herança dos
lobos
Por
Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. Colaborou Daniela Ramos.
O que faz de
certas raças, como rottweiler, dobermann, pastor alemão e mastim, entre outros,
verdadeiros vigilantes natos? Diversas especulações têm sido feitas a respeito
do temperamento naturalmente agressivo de certos cachorros. É fato que cães
exibem comportamentos agressivos diante de dor, medo ou frustração, numa
interação competitiva e, principalmente, na tentativa de defender seu
território ou uma posição hierárquica ameaçada. Fatores como idade, sexo,
ambiente e até alguns hormônios exercem influência.
Quando são
treinados para isso e, principalmente, quando a herança genética ajuda, o
desempenho deles é ainda mais eficiente, e tais cães tornam-se agressores em
potencial. Entretanto, o que faz de certos animais grandes guardiões de sua
casa, sua família e seu dono é o fato de apresentarem uma natureza protetora.
Ou seja, eles defendem a casa e a família mesmo sem terem sido treinados para
tal.
Para
tentarmos entender a origem dessa agressividade territorial e protetora tão
evidente em alguns cães é preciso rememorar as origens de algumas raças caninas
e, principalmente, investigar e compreender melhor como se dá esse
comportamento entre os lobos, já que esses são os ancestrais caninos. Os lobos
se organizam em alcateias e, normalmente, o lobo que poderíamos chamar de
“líder” é responsável pela segurança, guarda e proteção de todo o grupo, além
da vigilância do território. Na tentativa de manter o grupo unido, ele exibe
comportamentos desafiadores aos intrusos, o que causa ainda mais admiração por
parte do outros membros da alcateia. Assim, essa habilidade presente nos cães
domésticos pode ter sido herdada de seus ancestrais.
E por que
algumas raças são mais agressivas que outras? Embora não possamos generalizar,
a maior aptidão de certas raças para a vigilância territorial e proteção teve
origem nos antepassados. O rottweiler, por exemplo, foi inicialmente usado como
boiadeiro de rebanhos, puxador de carroça e, principalmente, como guarda do
Império Romano. Já os tataravôs do fila brasileiro caçavam escravos fugidos. Os
antepassados do pit bull tiveram grande participação na luta contra touros em
espetáculos semelhantes às touradas. Mais tarde, o palco foi substituído pela
arena das rinhas de cães. Assim, o temperamento de cada raça foi sendo
selecionado através de diversas gerações, aumentando ou diminuindo determinadas
habilidades e potenciais agressores.
Felizmente,
essa predisposição genética pode ser, até certo ponto, moldada por treinamento
e pelo proprietário. Não se iluda que qualquer cão pode se tornar manso e 100%
confiável simplesmente porque você irá dar muito carinho e contratar um bom
adestrador. Se você já tem um micro poodle que ataca toda a família e ninguém
tem coragem de tirá-lo do sofá, pense duas vezes antes de comprar um filhotinho
de rottweiler. Os melhores cães de guarda costumam ser os mais dominantes e os
mais destemidos. Portanto, o controle muitas vezes é dificílimo para donos não
muito rigorosos e firmes.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
O padre
Alderiges era pároco de Santa Rita de Caldas (MG). Faleceu em 1997 e está em
processo de beatificação.
Um dia, ele
disse: “Eu gostava tanto de ler. Mas a minha vista não ajuda mais. Ficou
fraca”.
Eu adorava
fazer caminhadas. Mas agora o meu joelho dói.
Eu apreciava
uma cervejinha. Mas o médico me proibiu.
Eu era
vidrado numa costela de porco. Meu estômago não aceita mais.
Como Deus é
bom! Ele vai aos poucos nos desprendendo desta terra, para a eternidade”.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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