sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sábado 28/09/2018

Sábado, 28 de setembro de 2018

“Algumas coisas não precisam fazer sentido, basta valer a pena.”(Renato Russo)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 9,18-22


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou?
E, respondendo eles, disseram: João o Batista; outros, Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou.
E disse-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.
E, admoestando-os, mandou que a ninguém referissem isso,
Dizendo: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos edos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.
Este Evangelho narra três coisas: a sondagem de Jesus sobre a opinião que a multidão e que os discípulos tinham dele; a profissão de fé de Pedro; e o anuncio da paixão, que corrige a visão que os judeus e os próprios discípulos tinham a respeito do Messias, como o glorioso restaurador político do reino de Davi.
Quem sou eu para você? Essa pergunta feita aos discípulos, Jesus a faz a cada um de nós. E quer uma resposta, não teórica apenas, mas vivencial: qual a resposta que damos a essa pergunta com a nossa vida?
Muitos dizem: para mim, Cristo é um amigo, o meu melhor amigo. Está bom. Mas de vez em quando não viramos as costas para ele? Que tipo de amigos somos de Jesus? O verdadeiro amigo não busca o outro só quando precisa dele (amigo interesseiro), mas lhe é fiel sempre. O amigo sabe ouvir. Jesus nos fala através dos Evangelhos e dos pastores da santa Igreja. Os amigos costumam ter os mesmos ideais. Se somos amigos de Jesus, os sonhos dele são os nossos sonhos.
Depois que Jesus fez o pacto de amizade com os discípulos, revela-lhes o seu mistério: é o Messias sim, mas um Messias sofredor, que foi anunciado pelos profetas e bem diferente das expectativas do povo. Aqueles discípulos que eram verdadeiros amigos de Jesus entenderam, por o amigo lê no coração, sabe entender o outro.
Jesus é o próprio Deus encarnado para nos salvar. Através dele, todos nós recebemos a plenitude da vida. Mas para isso precisamos acolhê-lo com generosidade, pois ele é o nosso caminho, verdade e vida. Mais ainda, precisamos continuar a sua missão na terra: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).
Diante da resposta correta de Pedro, Jesus pediu a todos que não contassem a ninguém quem ele realmente é, para que ele pudesse sofrer a sorte comum de todo ser humano que quer viver segundo o plano de Deus, no meio dessa geração depravada.
Ser amigo de Jesus é caminhar com ele e como ele, participando inclusive dos seus sofrimentos. Nós às vezes caímos. Mas Jesus também caiu várias vezes no caminho do Calvário. O importante é, à imitação dele, levantar-nos sempre e continuar carregando a cruz.
Jesus sempre caminhou, aproveitando ao máximo os seus dias na terra. Nós também caminhamos. Cada dia de manhã, desarmamos a nossa tenda e vamos mais à frente, como o povo hebreu no deserto. Se alguém dica parado, não está sendo igual a Jesus.
A esperança é como o arco-íris, que está sempre na nossa frente mas nunca a atingimos. Só no céu, o nosso arca-íris será plenamente atingido por nós.
Faz parte da nossa missão, convidar outros para caminharem junto conosco. “Vem, entra na roda com a gente. Também você é muito importante, vem!”
Só podemos dizer que Jesus é o nosso verdadeiro amigo quando falamos com ele, dialogamos com ele. “Orai sempre”, pediu Jesus.
“Eis que estou à porta e bato. Se alguém me abrir a porta, e ouvir a minha voz, eu entrarei e vou cear com ele “ (Ap 3,20). Jesus hoje convida você a ser amigo, amiga dele, amigo que dialoga, amigo que abre o coração, amigo para sempre.
Dia 13/08/2000, faleceu em Santo André – SP, o Pe. Alfredinho Kunz. Por opção, ele escolheu morar no Estado do Ceará, em Tauá, uma das cidades mais pobres do Estado. Nesta cidade, a casa mais pobre era a do Pe. Alfredinho.
Ali ele fundou um movimento chamado PAF (Porta Aberta ao Faminto), pois ele não suportava ver pobres com fome. Sua influência foi tão grande que perto de duas mil casas no Ceará tinham na porta a sigla PAF.
Apesar de ser um escritor e ter livros traduzidos em vários idiomas, Pe. Alfredinho andava sempre com roupas de mendigo.
Um dia, ele foi convidado para pregar o retiro para o clero de uma diocese. O retiro aconteceu numa casa própria para encontros. Quinze minutos antes da abertura, quando todos os padres já estavam reunidos esperando o pregador, ele chegou a apertou a campainha. O caseiro foi atender, ele se apresentou direitinho como o Pe. Alfredinho que veio pregar o retiro, mas o caseiro não acreditou e pediu que ele ficasse esperando do lado de fora do portão. Até que o próprio bispo ficou sabendo, veio e o acolheu.
Em 1988, Pe. Alfredinho mudou-se para Santo André, onde foi morar num barraco de favela. Ali viveu até o fim da vida, dedicando-se à sua paróquia e ao movimento PAF. Mas nunca deixou de usar roupas de mendigo.
“O Filho do Homem deve sofrer muito”. Assim como Cristo, também o cristão que quer viver integralmente o Evangelho acaba sofrendo incompreensões e mal-entendidos. Isso porque ele ou ela não suporta viver em paz, ao lado de famintos e de pessoas que sofrem injustiças.
Maria Santíssima, conhecia bem o seu Filho e nunca o fez sofrer. Que ela nos ensine. “Salve Maria, tu és a estrela virginal de Nazaré! És a mais bela entre as mulheres, cheia de graça, esposa de Jose”.
Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.






CASA, LAR E FAMÍLIA



Por que o príncipe William se agacha sempre que fala com o filho.
Por Verónica Palomo- Revista Pazes


A imprensa inglesa, sempre em alerta para os movimentos de sua casa real, raramente deixa escapar algum detalhe. O último que lhe chamou a atenção é por que o príncipe William, da Inglaterra, está de cócoras na grande maioria das fotos em que aparece falando com seu filho, o príncipe George. Nesta posição o vimos no batismo de sua filha mais nova, Charlotte, em um jogo beneficente de pólo e até ao lado do presidente Barack Obama, durante sua visita ao palácio de Kensington.

Em um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, vê-se como a avó dele, a rainha Elizabeth II, lhe chama a atenção por romper o protocolo durante o desfile aéreo da RAF (Royal Air force), realizado na passagem dos 90 anos da monarca, em junho: “Stand up, William” (Fique de pé, William), disse-lhe, com cara de poucos amigos.
William estava fazendo aquilo de novo: havia ficado na altura do menino e, olhando-o nos olhos, respondia a todas as suas perguntas sobre as acrobacias dos aviões, sem pressa e sem se importar que o restante da família já estivesse em pé. Ele não queria dirigir-se ao filho de uma posição superior.
Não é nada novo: trata-se de uma técnica de criação denominada Escuta Ativa, um jeito respeitoso de tratar as crianças, para que se sintam realmente ouvidas. A pedagoga Leticia Garcés Larrea a define como “uma forma de comunicação entre os membros da família que vai permitir desenvolver a empatia e ao mesmo tempo proteger os vínculos afetivos”.
A primeira vez que se fez alusão ao conceito de “escuta ativa” foi em 1957 pelos psicólogos norte-americanos Carl Rogers e Richard E. Farson e, mais à frente, o também psicólogo Thomas Gordon escreveu o manual para aplicá-lo: Parent Effectiveness Training (técnicas eficazes para os pais). Para a psicóloga e psicoterapeuta Isabel Fuster, mais que uma técnica é uma postura diante da vida, uma forma de escutar as pessoas, de nos colocarmos em seu lugar:

“Entre adultos esta comunicação parece mais simples (embora nem sempre sejamos tão empáticos como deveríamos), mas ao tratar com crianças nos deparamos com a dificuldade de que o pequeno não entende o mundo dos mais velhos, cujo principal meio de comunicação é o discurso falado. Até aproximadamente os 12 anos, ele se encontra em um mundo sensorial e perceptivo diferente do nosso.”
A prova mais evidente de que estamos escutando-o é o contato visual. Para isso, é preciso se colocar à altura de seus olhos porque a criança se sentirá mais próxima dos pais, além de isso ajudá-la a empatizar com eles e a lhe transmitir calma e serenidade. O que os especialistas destacam é o aspecto emocional desta comunicação: escutar é saber o que a criança sente, não só o que diz.

“Não quero ir à escola porque não sei fazer os exercícios”

Garcés conta como os pais, “muitas vezes, mais que educar, pretendem obter uma obediência imediata e conveniente: ‘não faça barulho porque isso me incomoda’ ou ‘não fique se mexendo que fico nervosa’. Esta necessidade faz com que não cheguemos a analisar o que realmente acontece a nosso filho para encontrar o motivo de seu acesso de raiva. Por que não quer ir à escola? Por que esperneia e chora ao ter de ir embora da festa de aniversário? Se praticamos a escuta ativa talvez descubramos que a criança tem medo de enfrentar um exame para o qual não estudou o suficiente ou que não podia explicar com palavras que não queria sair da festa sem despedir-se de seu melhor amigo”.
“Por trás de seu mau comportamento se esconde uma emoção, e uma criança necessita que os pais possam identificar o que é. Se uma criança está quebrando coisas, batendo ou insultando, algo está se passando com ela: está buscando uma solução através de sua ação. Se a ameaçamos ou castigamos antes de compreendê-la, talvez faça o que queremos, mas de um jeito manipulado com o qual aprenderá a ter medo em vez de descobrir o que se passa consigo e como solucionar isso. Uma criança de 4 ou 5 anos não entende ainda as leis da responsabilidade nem tem um pensamento reflexivo, por isso voltará a repetir seus comportamentos”, pondera a psicóloga Isabel Fuster.

Seu mau comportamento com você não é algo pessoal

O psicólogo norte-americano especialista em adolescentes e autor de 10 Days to a Less Defiant Child (10 dias para uma criança menos contestadora), Jeffrey Bernstein, explica em seu blog da revista especializada Psychology Today que os pais não devem levar nada para o lado pessoal, sobretudo dos adolescentes ou pré-adolescentes. Para o especialista, os adultos tendem a contestá-los e se enfrentar verbalmente com eles como se estivessem se justificando, sem se dar conta de que o jovem está lutando contra seus próprios problemas, que não são os nossos.
Um dos exemplos com os quais ilustra seu argumento é o seguinte: um pai de um filho problemático de 12 anos passava os dias lhe perguntando infrutiferamente o que havia com ele, por que tinha aquele comportamento, até que decidiu mudar o discurso: “Por favor, filho, preciso entender o motivo por que você está sempre tão zangado”. Esta pequena mudança deixou as portas abertas para que o filho refletisse sobre isso. Pouco depois, conta Bernstein, começou a se abrir e a compartilhar seus pensamentos.
“Uma educação condicionante que modifica condutas, provocando o medo ao castigo, às ameaças, aos gritos ou às comparações entre irmãos (‘olha que grande está o seu irmão porque comeu tudo, e você, não…’), não produzirá hábitos que permitam desenvolver uma vontade com a qual a criança aprenda a se impor seus próprios limites”, afirma Garcés. Ir logo para a cama ou escovar os dentes podem ser regras que a aborreçam e que simplesmente se negue a cumprir. Mas as frases ameaçadoras, como “se você não escova os dentes eles vão cair”, vão gravar em seu cérebro o estado alterado dos pais e, de modo algum, a necessidade de uma higiene correta. Fuster insiste em como é importante não ceder diante do castigo, por mais que a sua vida não seja tão relaxada como a do príncipe e os nervos aflorem com mais naturalidade. “Se ao filho custa muito escovar os dentes, melhor é pegá-lo nos braços e dizer-lhe com um sorriso: ‘compreendo que seja difícil para você, mas é preciso, querido’”, diz.
“A escuta ativa não está livre de pôr limites à criança. Às vezes isso custa, mas é necessário que a criança se frustre, ou se transformará em um tirano” (Isabel Fuster, psicóloga)





MOMENTO DE REFLEXÃO


Santa Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515. Foi irmã carmelita.
Realizou uma obra gigantesca e difícil: Reformar os carmelos, instituição que, naquele tempo, passava por um relaxamento muito grande. Além disso, ainda encontrou tempo para fundar inúmeros novos carmelos e escrever livros, que são lidos até hoje.
Um dia, ela estava viajando a pé, junto com uma irmã nova. Ao cair da tarde, armou uma forte tempestade. Como não tinham onde se abrigar, elas entraram em um depósito de feno, na beira da estrada. E a chuva veio torrencialmente, com ventos e raios, e prosseguiu pela noite. Elas não tinham condições de prosseguir a viagem.

A irmã nova ficou preocupada, com medo de escorpiões, aranhas e cobras venenosas, que se escondem no feno.
Mas a Irmã Teresa, em vez de se preocupar, fez a seguinte oração: “Senhor, nós estamos cansadas e precisamos nos deitar. Protegei-nos nesta noite!” Em seguida, deitou-se em cima do monte de feno e dormiu tranquilamente.
A irmã nova nem conseguiu dormir, de medo.
Deus é providente e cuida de nós. Em todas as situações, precisamos ser tranquilos, fazer a nossa parte e confiar nele.






UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





Nenhum comentário:

Postar um comentário