Segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
“"Os ausentes estão sempre errados." Provérbio chinês
EVANGELHO DE HOJE
Mc 2,18-22
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Glória a vós Senhor!
Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e
disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não
jejuam os teus discípulos?
E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto
está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar;
Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão
naqueles dias.
Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo
remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo
rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve
ser deitado em odres novos.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Era um tanto complicado mudar uma opinião ou hábito no tempo de Jesus
(isso ainda não mudou). As pessoas carregavam sobre si anos e anos de tradição
e costumes que os impediam de aceitar a Sua proposta quanto à mudança pessoal.
Assim também somos nós hoje em dia, pois quando nos apegamos a roteiros,
disciplina demasiada, ou seja, com posturas irredutíveis, ancoramos o Espírito
Santo
“(…) Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois
para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se
devem ponderar”. (I Coríntios 2, 14)
Não somos homens e mulheres naturais, mas somos aos poucos apresentados
a eles e não deveria ser assim, pois o cristão é movido na verdade por algo que
não possui roteiros ou explicação, que é a fé, mas a natural inércia que nos
leva ao comodismo, pelo que conheço, que domino, pelo que aprecio ou simpatizo
faz nossos olhos saltarem apenas para os erros em detrimento aos acertos. “(…)
Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam. Por que é que os
discípulos do senhor não jejuam”?
Mas onde esse evangelho pode nos levar a refletir nossa comunidade,
nossos trabalhos?
Tenho visto a dificuldade de pastorais e movimentos em arrebanhar
pessoas; noto também o esfriamento de algumas comunidades, percebo também a
dificuldade de alguns em ter vontade de se engajar ajudar… Mas onde isso tudo
começa? Talvez na percepção dos problemas sobre as soluções.
Quem não ajuda realmente atrapalha, e como é comum encontramos os tais
atrapalhos! Não conseguiremos superar as dificuldades com um estalar de dedos,
pois na lida do dia-a-dia encontraremos dificuldades físicas e pessoais que
sempre nos motivarão a desistir e muitas vezes serão tão insistentes que
fatalmente terão êxito. Penso quantas vezes Jesus precisou se explicar do que
fazia e por que fazia apenas para contentar os fariseus, mas era sabido que não
importava a sua resposta, pois já eram contra sua opinião.
Quem esta engajado, de tantos rebites e pancadas desiste, mas o
evangelho de hoje nos convida a andar na contramão do natural e abraça a idéia
de se apegar a presença do noivo e não esmorecer.
“(…) Disse Davi a Salomão, seu filho: Sê forte e, corajosamente, mete
mãos à obra! Não temas nada e não te amedrontes; pois o Senhor Deus, meu Deus,
estará contigo; ele não te desamparará, nem te abandonará até que tenhas
acabado tudo o que se deve fazer para o serviço do templo”. (I Crônicas, 28,
20)
O homem natural precisa ser novo, nossa própria pele se renova de tempos
em tempos sem deixar cicatrizes. Se nos importarmos com o tombo nunca
aprenderemos o quanto é bom andar de bicicleta e se por ventura estes são
inevitáveis, poucas cicatrizes restarão ao fim da vida para serem lembradas. É
muito feliz e abençoado que busca a santidade, mesmo sabendo da fama dos
tombos.
Não pense que os tombos que me refiro são os erros, pecados ou más
condutas e sim as dificuldades inerentes a todo cristão na hora de julgar e
escolher. Dizer não enquanto a maioria diz sim, dar uma nova chance enquanto
outros já deram por perdido, acreditar nas pessoas, respeitar, ser educado,
prezar pela gentileza enquanto muitos olham apenas por si mesmos… Tombar é ver
o pecado maior que a graça, que a esperança; é sobrepor os pecados sobre as
qualidades; é não parar de rezar o terço enquanto alguém deseja muito um minuto
da nossa atenção…
“(…) Em todas as épocas, as pessoas sempre valorizaram as práticas
religiosas, e, entre essas práticas, o jejum. Na época de Jesus, não era
diferente. Por isso, os fariseus procuram Jesus e o questionam sobre a prática
do jejum por parte dele e dos seus discípulos. Jesus nos mostra que as práticas
religiosas só têm sentido enquanto são manifestações do relacionamento que
temos com Deus, e que o Novo Testamento apresenta essa grande novidade em
relação ao Antigo. ASSIM, PERCEBEMOS QUE JESUS VEIO NOS TRAZER ALGO REALMENTE
NOVO, E NÃO APENAS COLOCAR RÓTULOS NOVOS NAS COISAS VELHAS QUE JÁ EXISTIAM
ANTES DA SUA VINDA AO MUNDO”. (reflexão proposta pela CNBB)
Essa mudança deve ser posta em odres novos! É destinada a quem quer ser
novo! Não desista!
Um Imenso abraço fraterno!
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Max Gehringer responde
PALAVRA DA SEMANA: GREGÁRIO. Uma palavra que, apesar da óbvia
semelhança, nada tem a ver com os habitantes da antiga Grécia. Em latim, grex
era “rebanho” ou “manada”, e daí veio gregarius, “que vive em grupo”.
Atualmente, gregário ainda se aplica a bandos de animais, mas também define
aquela gente que sabe se socializar e aprecia a convivência com outras pessoas.
Trabalho em um órgão público e vou me aposentar daqui a três anos. Estou
inseguro, porque não quero ficar parado, mas não sei o que fazer. Tenho receio
de me sentir imprestável na vida pós-aposentadoria. – J.M.
Eu sugiro que você comece já, prestando serviço a uma ONG. Sua
experiência e seus contatos poderão ser muito úteis a ela, e esse aprendizado
prático talvez lhe permita constituir sua própria ONG daqui a três anos. Outra
sugestão é que você faça aquele curso que você gostaria de ter feito, mas não
fez porque ele teria pouco impacto em sua carreira. Filosofia, por exemplo, já
que todos somos meio filósofos por natureza. O ambiente acadêmico lhe abriria
novas perspectivas, incluindo uma possível docência. De resto, você está
absolutamente certo: a aposentadoria não é o fim, é um recomeço.
Não posso pagar um bom advogado... – Wilson
Existem opções gratuitas, Wilson. A primeira são os sindicatos, que por
lei devem prestar assistência jurídica a seus associados. Como você é de São
Paulo, uma alternativa é o Departamento Jurídico XI de Agosto, órgão ligado à
Faculdade de Direito da USP. Fica na Praça João Mendes, 62, 17o andar. Para
leitores de outras cidades, imagino que faculdades renomadas de Direito ofereçam
serviços semelhantes. Vale a pena pesquisar.
Quando eu tinha 18 anos, fiz um teste vocacional, e a conclusão foi que
eu deveria estudar Psicologia. Confesso que estranhei, porque sempre gostei de
Artes, principalmente Design. Mas minha família me pressionou e eu me formei
psicóloga. Hoje, aos 32 anos, sei que foi a escolha errada. Dá tempo para eu
mudar de rumo? – Luciane
Sempre dá, Luciane. Mas tudo depende de sua situação econômica. Se você
tem um rendimento decente como psicóloga, não abandone o que você já conseguiu
para perseguir um sonho, a não ser que você esteja disposta a baixar seu padrão
de vida. Matricule-se num curso de Design, faça contatos, comece a prestar
serviços como freelance e só depois decida se mudar de rumo lhe será mesmo
conveniente. Depois de ter essa experiência prática, talvez você descubra que o
teste vocacional estava certo, e que Artes poderá vir a ser um belo hobby para
você, mas não uma profissão.
Planejamento de carreira funciona? – Héber
Para pessoas metódicas e disciplinadas, funciona muito bem. Essas
pessoas se colocam objetivos específicos de carreira para daqui a três, cinco e
dez anos e listam o que precisam fazer para atingi-los. A cada seis meses, esse
plano é cuidadosamente reavaliado. Mas eu lhe diria que isso funciona melhor
nos países nórdicos do que por aqui. De modo geral, o profissional brasileiro é
emocional, reativo e imediatista, três fatores que furam qualquer planejamento
de longo prazo. O que a maioria de nós tem é uma noção da direção a seguir,
algo aceitável para um país em que as coisas mudam com muito mais freqüência
que nas nações já estabilizadas.
Estou me formando em Relações Públicas e tenho dúvidas... – Mara
Deve tê-las, Mara. Há seis meses, fiz um comentário não muito
alvissareiro na rádio CBN sobre o mercado de RP. Em troca, foi-me enviado pela
seção paulista da associação um ótimo material com brochuras, o texto da lei
que regula a profissão e um release sobre a importância do profissional de RP.
Respondi agradecendo e fiz duas perguntas: (1) quantos profissionais de RP se
formam por ano no Brasil?; (2) qual é o número de profissionais empregados no
setor? Ainda não recebi as respostas, mas terei prazer em divulgá-las quando (e
se) recebê-las.
Fonte-
Revista Época
MOMENTO DE REFLEXÃO
Em um artigo da Campus Life [A Vida no Campus], uma jovem enfermeira
escreve sobre sua luta para aprender a enxergar em uma paciente a imagem de
Deus sob um “doloroso disfarce”.
Eileen foi uma de suas primeiras pacientes, um caso completamente sem esperanças.
“Um aneurisma cerebral (rompimento de veias no cérebro)”, escreve a enfermeira,
“impedia que ela tivesse consciência do que ocorria em todo o seu corpo.” Logo
os médicos concluíram que Eileen estava totalmente inconsciente, incapaz de
sentir dor e alheia a tudo o que se passava a seu redor.
A equipe de enfermagem do hospital tinha a responsabilidade de virá-la
no leito a cada hora para evitar a formação de escaras e de alimentá-la duas
vezes por dia “com uma espécie de mingau ralo que passava por um tubo até
chegar ao estômago”. Cuidar dela era uma tarefa ingrata.
— Em estados tão graves como esse — dissera-lhe uma enfermeira mais
antiga do hospital —‘ você precisa desligar-se emocionalmente da situação.
Em consequência disso, Eileen começou a ser tratada cada vez mais como
um objeto, um vegetal...
A jovem enfermeira, porém, decidiu que não trataria aquela paciente
assim. Ela conversava com Eileen, cantava para ela, incentivava-a e chegou até
a presenteá-la com algumas lembrancinhas.
Certo dia, quando a situação ficou realmente muito complicada, sendo a
ocasião ideal para a jovem enfermeira descarregar toda a sua frustração sobre a
paciente, ela, pelo contrário, agiu com extrema bondade. Era o Dia de Ações de
Graças, e a enfermeira disse à paciente:
— Eu estava muito mal-humorada esta manhã, Eileen, porque hoje seria o
meu dia de folga. Mas, agora que estou aqui, sinto-me feliz. Eu não poderia
deixar de vê-la no Dia de Ação de Graças. Você sabia que hoje é Dia de Ação de
Graças?
Nesse exato momento, o telefone tocou. Enquanto se virava para
atendê-lo, a enfermeira olhou de relance para a paciente. Ela relatou:
Eileen estava “olhando para mim... chorando. Grandes lágrimas caíam
sobre o travesseiro, e seu corpo inteiro tremia”.
Aquela única manifestação de emoção que Eileen deixou transparecer foi
suficiente para mudar a atitude de todos os funcionários do hospital em relação
a ela.
Pouco tempo depois, Eileen faleceu. A jovem enfermeira encerra seu
artigo dizendo:
“Continuo a pensar nela... Ocorreu-me que devo muito a ela. Se não fosse
Eileen, eu jamais saberia o que significa dedicar-se a alguém que não pode
oferecer nada em troca.
-
Rebecca Manley Pippert, em Histórias Para o Coração.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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