Terça-feira, 29 de janeiro de 2019
"E a gente tem mesmo é que se libertar do que
nos deixa triste. Deixar de lado tudo o que não nos acrescenta. Porque o que
não vier para o nosso lado com o intuito de trazer leveza, que tome o caminho
de volta."(Bibiana Benites)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,31-35
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Glória a vós Senhor!
Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora,
mandaram alguém chamá-lo.
Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: "Tua mãe
e teus irmãos estão lá fora e te procuram".
"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ", perguntou ele.
Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse:
"Aqui estão minha mãe e meus irmãos!
Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha
mãe".
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Esse evangelho é um dos “preferidos” pelos que não aceitam Maria, mas
prefiro falar e ganhar meu tempo com coisas boas à lembrar desse ou aquele
irmão que infelizmente perde seu tempo procurando máculas em Nossa Senhora
(hunf!). Falam de boca cheia de Ester, Ruth, (…), mas na escolhida por Deus
para gerar seu filho, descem a paulada. Um dia eles mudam…
Esse evangelho, ao contrário do que parece, denota uma profunda
intimidade de Jesus com Maria. Revela muita disciplina, respeito e foco. Jesus
mostra disciplina ao explicar aos que se amontoavam que nem seus parentes, seus
próximos, estavam livres de cumprir regras ou leis. Mostra que ninguém, por
qualquer que seja o motivo, tem privilégio sobre a vontade do Pai. Jesus nunca
perde o seu foco.
Quantas vezes ouvi irmãos e irmãos falarem, por imaturidade, que sua fé
é grande e Deus tem operado muito em sua vida e um irmão rebater que ele que
tem mais fé e Deus sempre o ouve. Nunca ouviu isso? Ou quando ouvimos alguém
dizer: “reze por mim, pois sua fé é maior que a minha e Deus o ouvirá!”. Talvez
não com essas palavras, mas é mais comum do que pensamos!
Outro ponto: Quando você aceita o chamado do Senhor a servir na
construção do reino de Deus, não convém escolher a quem. Deus o chama a olhar
para a assembléia, para os participantes do grupo, para aquela pastoral, para
sua equipe como sendo todos seus irmãos e suas irmãs, independente de rótulos
ou identidades pastorais. E é nesse momento que devemos pedir um coração sempre
novo e sensível aos clamores do Espírito Santo. Um coração bom, que se apaixone
fácil, um apaixonar-se por suas vidas, por suas rotinas, pela vida que levam…
Quando estamos apaixonados nesse sentido e por esse compromisso, não
temos tempo para pensar em privilégios.
Imagino o orgulho de Maria ao ver seu filho cercado de tanta gente.
Pessoas que viam de longe buscá-lO. Ela, em meio a tanta gente, meio que se
escondia para ouvir seu filho, pois era o próprio Deus falando (ela já tinha
certeza disso). Quantos irmãos padres imensamente ungidos e em intimidade com o
Pai nos falam nas missas e muitas vezes não os ouvimos? Quantos comentaristas
(ou seria locutores de rodeio) ou músicos que adoram aparecer e esquecer de
quem é a festa que celebramos? Quantos ficam brigando atrás de cargos de
coordenação, IAC, CPC, CE-CE-RERE-CE-CE, da vida, não pensando no irmão, mas na
sua própria promoção?
Humildade e Abandono irmãos são essenciais para viver e ser um cristão
de fato!
A Deus não importa quantos terços rezamos por dia, mas quantas
ave-marias dedicamos a rezar pelos irmãos! A Ele não importa quem prega, louva,
canta, (…) mas aquele que prega, louva e canta o que Ele pede! A Deus não
importa seu carro novo (pois Ele permitiu que você o adquirisse), mas a quantos
você deu carona… A Deus não importa o padre chato, o irmão difícil, a irmã
intolerante; mas o quanto você ainda se esforça a vê-los felizes, alegres e
tentando encontrar a paz. A Ele não importa o quanto você fala, o dom da sua
oratória, mas o quanto é capaz de se calar para ouvi-lo.
“(…) Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira
família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que
procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto
de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo.
Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família
terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas
duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus,
fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa
vida, que subordina o temporal ao eterno”. (Reflexão sugerida pela CNBB)
Jesus não fez servos e sim discípulos! Pessoas que fossem desapegadas de
si pelo projeto do CAMINHO. Quem se faz servo, pense nisso! Maria era a mãe
Dele, mas maior que ela sempre foi o projeto. Se meu grupo é mais importante
que a missa algo esta errado e bem errado!
Por fim! Deixemos Jesus falar! Apaixonem-se! Coragem!.
(…) Coragem! Lutemos com valor por nosso povo e pelas cidades de nosso
Deus. O Senhor faça o que lhe parecer melhor! (II Samuel 10,12)
COMPORTAMENTO
Você quer melhorar a sua vida em todos os aspectos? Olhe para o seu pai
e para a sua mãe!
Somos constituídos pelos nossos pais e, para encontrá-los, basta nos
olharmos no espelho: eles estão presentes em cada célula nossa.
As Constelações Familiares são uma nova abordagem terapêutica, trazida
pelo alemão Bert Hellinger, que trata do “sistêmico”, ou seja, considera todos
os indivíduos não como seres isolados, mas pertencentes a sistemas, dentre os
quais o sistema familiar, que exerce grande influência em todas as questões da
vida das pessoas: modo de ser, destino, doenças, relacionamentos, profissão,
etc.
As Constelações falam da conexão inconsciente das pessoas com seus
ancestrais – ainda que remotos e desconhecidos – e das dinâmicas ocultas que
existem nas famílias, buscando dissolver padrões negativos – tais como
conflitos – que, de alguma forma, impedem o fluxo livre de amor entre os
membros de um sistema familiar.
Nesse contexto, as Constelações trazem como fundamental cuidarmos da
nossa postura diante do nosso pai e da nossa mãe, o que pode refletir nos mais
variados aspectos da nossa existência, tornando-nos mais aptos para a vida,
diminuindo as nossas dificuldades.
Segundo tal abordagem, os nossos pais biológicos são de suma importância
na nossa vida, pois estão presentes no nosso DNA, ainda que não os tenhamos
conhecido, ainda que nem saibamos quem sejam, ainda que não tenhamos convivido
com eles ou, até mesmo, que essa convivência não tenha sido boa pelos mais
diversos motivos. Somos constituídos pelos nossos pais e, para encontrá-los,
basta nos olharmos no espelho: eles estão presentes em cada célula nossa.
Segundo as Constelações, uma das leis que regulam as relações humanas –
chamadas de “ordens do amor” – é a lei do PERTENCIMENTO, a qual dispõe que
pertencer ao seu sistema familiar é uma necessidade básica das pessoas, sendo
esse vínculo o desejo mais profundo de todos, ainda que não consciente. Portanto,
estarmos em harmonia, internamente, com os nossos pais, é de suma importância.
Segundo Bert, o simples fato de os nossos pais terem nos dado a vida já
é motivo suficiente para que sejamos imensamente gratos.
A vida que nos foi dada é algo tão precioso que, ainda que depois eles
tenham falhado em algum aspecto, ou tenham sido omissos com as nossas
necessidades, esses fatos nunca serão maiores do que o fato de nos terem
permitido nascer.
Todos viemos ao mundo através de um homem e uma mulher e somente com essas
pessoas a nossa vida foi possível, pois se fosse outro pai, ou outra mãe, seria
também outro filho.
Hellinger salienta que precisamos tomar os nossos pais sem ressalvas,
olhando para as pessoas reais – e falhas – que são e perceber a grandeza da sua
missão de pai e de mãe, da forma como foi. Ele ressalta que devemos percebê-los
como pessoas comuns que disseram SIM à nossa vida, trazendo-nos ao mundo,
independentemente da forma como isso tenha ocorrido.
O fato de estarmos vivos já é o suficiente para que tenhamos condições
de irmos, por nós mesmos, atrás do que precisamos. Logo, não devemos ficar na
postura de cobrança em relação aos nossos pais, desejando que eles tivessem
agido diferentemente ou lhes exigindo o que quer que seja, pois estamos aqui e
podemos buscar por nós mesmos.
Nessa perspectiva, a nossa postura deve ser a de permanente e
incondicional gratidão pela oportunidade de viver, sendo que o caminho da
aceitação dos nossos pais é o que nos libera para uma vida mais leve e
abençoada.
Outra questão fundamental que
Bert traz é nos colocarmos, sempre, como pequenos diante dos nossos pais.
Independentemente da idade que tivermos, eles serão os grandes e nós os
pequenos. Eles vieram antes de nós, e isso está ligado a outra “ordem do amor”:
a HIERARQUIA, segundo a qual quem chegou
primeiro em um sistema tem precedência sobre quem entrou depois, sendo o
posicionamento dos membros do grupo ordenados pelo quesito “tempo”.
Então, a não ser no caso de pais realmente incapazes por doenças ou
afins, devemos permanecer na postura de filhos, de pequenos, dos que vieram
depois, e respeitarmos as suas escolhas, deixando que eles dirijam suas
próprias vidas. Ainda que acreditemos que seria melhor para eles fazerem isso
ou aquilo, que fossem mais assim ou assado, não devemos interferir, pois isso,
definitivamente, não nos cabe. Devemos, pois, permanecer constantemente no
nosso lugar, sem tentarmos ser os “maiores”, os que sabem mais ou os que
conduzem.
Para nos harmonizarmos nos mais diversos aspectos da nossa vida, segundo
as Constelações Familiares, precisamos ser verdadeira e incondicionalmente
gratos pela vida, colocando-nos em nosso lugar de pequenos perante os nossos
pais, e largar a postura de cobrança pelo que quer que seja, ou a postura de
quem sabe o que é melhor para eles, tentando resolver as suas questões ou
conduzir a sua vida.
Uma boa maneira de nos conectarmos com essa abordagem é fazermos a
seguinte vivência: num lugar tranquilo, sentarmos com a coluna ereta, fecharmos
os olhos e nos imaginarmos diante dos nossos pais, com o genitor à direita da
genitora. Fazemos, então, uma reverência a eles, nos curvando à sua frente, e
agradecemos pela vida, dizendo-lhes, mentalmente, algo como: “A vida veio a mim
ao preço total que custou a vocês, e eu a aceito com tudo o que veio com ela,
com todas as limitações e oportunidades. Vocês me deram o suficiente e eu
aceito com gratidão e amor, sendo que cuidarei do resto. Agora, os deixo em
paz”.
Importante destacar que essa mudança de postura independe de os pais
estarem vivos, pois trata-se de uma mudança interna. Sempre é tempo, pois, de
tomarmos a vida em toda a sua plenitude e sermos mais leves e felizes!
Direitos autorais
da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / yacobchuk
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia um homem idoso e muito sábio. Todos os dias, ele se sentava em sua
cadeira de balanço, ao lado de um posto de gasolina, e esperava para
cumprimentar os motoristas que transitavam por sua pequena cidade.
Certo dia, a neta desse homem ajoelhou-se aos pés de sua cadeira e
passou um longo tempo fazendo-lhe companhia. Enquanto eles observavam as
pessoas chegando e partindo, um homem alto, que parecia um turista — pois o avô
e a neta conheciam todos os moradores da cidade —, começou a andar de um lado
para o outro como se estivesse examinando o local para morar ali.
O forasteiro aproximou-se dos dois e perguntou:
— Como é esta cidade?
O senhor idoso virou-se lentamente e disse:
— E como é a cidade de onde o senhor vem?
— Na cidade de onde venho — respondeu o turista —, todo mundo critica
todo mundo. Os vizinhos fazem mexericos. É um lugar péssimo para viver. Estou
feliz por sair de lá. Não é muito agradável.
O homem sentado na cadeira de balanço olhou para o forasteiro e disse:
— Sabe de uma coisa? Esta cidade é exatamente assim.
Mais ou menos uma hora depois, uma família que também estava
de passagem pela cidade fez uma parada para reabastecer. O carro
rodou lentamente e parou diante do local onde o senhor idoso e sua neta
se encontravam.
A mãe saltou do carro com duas crianças pequenas e perguntou onde ficava
o banheiro. O homem na cadeira de balanço apontou para uma pequena placa curva
e pendurada, presa apenas por um prego do lado de fora da porta. O pai desceu
do carro e perguntou ao senhor idoso:
— Esta cidade é um lugar bom para a gente viver?
O senhor idoso respondeu com uma pergunta:
— Como é a cidade de onde o senhor vem?
O pai olhou para ele e disse:
— A cidade de onde venho é muito prestativa. Todos estão sempre querendo
ajudar o vizinho. Por todos os lugares que andamos, ouvimos sempre um
cumprimento e uma palavra de agradecimento. Detesto ter de ir embora de lá.
Parece que estou deixando minha família para trás.
O senhor idoso virou-se para o pai e deu-lhe um sorriso caloroso.
— Sabe de uma coisa? Esta cidade é muito parecida com a sua.
A família agradeceu, retornou ao carro, acenou despedindo-se e partiu.
Após alguns minutos, a neta olhou para o avô e perguntou:
— Vovô, por que o senhor disse ao primeiro homem que esta cidade era um
lugar horrível para viver e depois disse ao pai de família que era um lugar
maravilhoso?
O avô olhou carinhosamente para os olhos azuis e inquisitivos da neta e
disse:
— Seja lá qual for a cidade onde vamos morar, carregamos conosco as
mesmas atitudes, e é isso que torna o lugar horrível ou maravilhoso.
- Recontada por Kris Gray, em Histórias
Para o Coração.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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