quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Sábado 11/01/2020s



Sábado, 11 de Janeiro de 2020


“Mais que as ideias são os interesses que separam as pessoas.” (Charles Tocqueville)



EVANGELHO DE HOJE
Jo 3,22-30

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judéia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: "Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele".
27João respondeu: "Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: 'Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele'. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua".


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.


MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz

É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de alegria.
Este último dia do tempo litúrgico do Natal trás o último testemunho de João Batista a respeito de Jesus, antes de ser encarcerado por Herodes. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus, tempo em que João Batista já era muito conhecido e querido do povo do que Jesus.
A missão do precursor era dar testemunho da Luz, que é Jesus. Mas ele não era a Luz (Cf Jo 1). Isto João Batista fez em toda a sua vida. Aqui, ele rebate logo a possível inveja entre seus discípulos e o crescimento da popularidade de Jesus.
Usando uma bela comparação, João define Jesus como o noivo que se casa com a humanidade, e ele é o amigo do noivo, que ajudou a preparar o casamento, e agora se alegra ao vê-lo realizado.
Como se não bastasse a belíssima comparação, João ainda fala: “Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua”. Que modelo de profeta! Enquanto Cristo cresce no meio do povo, o profeta vai diminuindo, mas súper feliz. A Liturgia expressou bem estas palavras de João Batista, colocando o seu nascimento no dia em que a terra está mais distante do sol – 24 de junho – e o nascimento de Jesus no dia em que a terra está mais próxima: 25 de dezembro.
Frequentemente a Bíblia compara a Nova Aliança de Deus com a humanidade com um casamento. O Senhor foi traído pelos homens, quebrando o amor comprometido que tinham com ele. Mas ele busca a reconciliação da esposa infiel, que si prostituiu buscando outros “deuses”. “Eu te desposarei em matrimônio perpétuo” (Os 2,21).
Jesus usa esta mesma imagem várias vezes. Na parábola do banquete, Jesus é o filho do rei, o noivo da festa de casamento (Mt 22,1ss). Ao explicar por que os seus discípulos não jejuavam, Jesus fala: “Acaso os convidados do casamento podem jejuar enquanto o noivo está com eles?” (Mc 2,19).
Nós cristãos, quando exercemos a nossa missão profética, somos esse amigo do noivo, que prepara o casamento do povo com Deus. Quando o casamento acontece, nós ficamos de lado, mas muito felizes por ver as pessoas unidas com Deus. Nós nem queremos que as pessoas fiquem agarradas a nós. “É necessário que ele cresça e eu diminua”.
Quantos “casamentos” acontecem, preparados e articulados pelos amigos de Cristo! Os cristãos líderes não querem o povo em torno deles, mas unidos a Cristo através da sua Igreja. Que aprendamos de João Batista a ser bons líderes cristãos!
O capítulo seguinte (Jo 4) trás um caso parecido. A samaritana encontra-se com Jesus no Poço de Jacó, fica entusiasmada por ele, vai até a cidade e conta para o povo que lá no Poço está um homem maravilhoso que, na opinião dela, é o Messias. Os habitantes da cidade vão até o Poço e confirmam o que ela disse. Convidam Jesus para ficar na cidade e passar a noite. Jesus aceita. No outro dia, eles falam para a samaritana: “Já não é por causa daquilo que contaste que cremos nele, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvados do mundo” (Jo 4,42). Isto significa que eles deixam a samaritana de lado e se reúnem diretamente em torno de Jesus.
Havia, certa vez, uma linda jovem índia chamada Zulu. Naquela aldeia, todas as moças usavam colares. Mas o colar da Zulu era diferente, muito mais bonito que os colares das outras meninas. Por isso, as outras tinham ciúme dela.
Um dia, quando Zulu passeava na beiro do rio, encontrou-se com o grupo de moças, e estas lhe disseram que haviam jogado os seus colares no rio, como oferta a Deus. E pediram que ela também fizesse o mesmo. Ela atendeu, e jogou o seu colar no rio. Então as outras começaram a rir, tirando seus colares dos bolsos, e foram embora contentes.
A jovem caminhava triste pela margem do rio, quando ouviu uma voz dentro de si mesma que lhe dizia: “Atira-te à água!” No mesmo instante, ela se jogou no rio. No fundo do rio, encontrou uma gruta, dentro da qual havia uma velhinha cheia de feridas de aspecto repugnante.
“Beije minhas feridas”, disse a velha. Zulu hesitou um pouco, mas acabou beijando as feridas da velhinha, que logo ficou completamente curada. A mulher disse: “Em retribuição à minha cura, farei com que você se torne invisível às feras”.
Na mesma hora, a jovem escutou a voz de um dragão que gritava: “Quero carne! Quero carne!” Passou ao lado de Zulu e, como não a viu, foi-se embora. Então a mulher deu à jovem um novo colar, muito mais bonito que aquele que ela havia jogado no rio.
Zulu voltou à aldeia. Quando as outras moças a viram, ficaram surpresas e lhe perguntaram onde havia encontrado aquele colar tão bonito. Ela contou que foi uma velhinha que vivia numa gruta no fundo do rio, que lhe dera. As jovens foram correndo ao rio e mergulharam. Encontraram a gruta e dentro dela a velhinha cheia de feridas, que lhes disse: “Beijem minhas feridas!” As moças sentiram repulsa e se recusaram a satisfazer o desejo da velhinha.
Nesse momento, ouviram a voz de um dragão, gritando: “Quero carne! Quero carne!” E como o dragão podia enxergá-las, devorou-as.
Foi a humildade de Zulu, beijando as feridas da velhinha, que salvou a sua vida. Como profetas de Cristo, queremos ser humildes e nunca nos promover a nós mesmos.
Maria Santíssima, através do seu hino Magníficat, mostrou-se uma humilde profetiza. Que ela e João Batista nos ajudem a cumprir bem a nossa missão profética.
É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de alegria.



CASA, LAR E FAMÍLIA

Dicas que vão facilitar sua vida



Alho descascado
Deixe por dez segundos no micro-ondas e em seguida deixe numa vasilha com água. As cascas sairão com facilidade.


Abacate que não escurece
Aplique uma camada fina de farinha de rosca sobre a sobra do abacate.


Frango bem macio
Ao fazer o tempero adicione um pouco de fermento.


Receita caseira para dor no ombro
Faça a seguinte solução:
1 caroço de abacate ralado,
100 ml de álcool,
Deixe curtir por 15 dias.
Massageie com a solução várias vezes ao dia até a dor desaparecer.


Bodas e Aniversários de Casamento
   1 ano - Bodas de Algodão
  2 anos - Bodas de Papel
  3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
  4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
  5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho


MOMENTO DE REFLEXÃO

Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.
Sua vida era  segura e tranquila.
Tranquilidade e segurança, coisas que todos desejam.
Barco ancorado não naufraga.
Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas.
Dentro das gaiolas não há perigos.
Só há monotonia.
Todo dia a mesma coisa.
Tudo o que acontece  todo dia do mesmo jeito é  chato.
Esse é o preço da segurança: a chatice.
Dentro da gaiola não há muito o que fazer, seja ela feita com  arames de ferro ou com deveres.
Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados.
Dizem  que pássaro de olho furado canta mais bonito.
Talvez, cegos, eles se  esqueçam de que estão presos numa gaiola.
Mas, mesmo que não estivessem, de  que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver?
Sua  cegueira é a sua gaiola.
Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos  normais, parecem ver tudo.
Na verdade nada veem, a não ser o seu mundinho.
Sua cegueira é sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia  em que, enganado pelo alpiste,
tentador, saboroso, entrou no alçapão.
Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro.
Mas basta que a  coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que  a morte a abra....
Na porta da gaiola estava escrita uma frase famosa, de um  poeta famoso, Dante Alighieri:
"Deixai toda a esperança vós que entrais".
Mas passarinho não entende nem escritas nem linguagem de gente.
Há um poema famoso, de Guerra Junqueira, sobre o melro,  pássaro que canta risadas de cristal.
Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro.
Ele comia as sementes que o padre semeava.
Um dia, o padre encontra o ninho de melro num arbusto.
Estava cheio de filhotinhos.
O padre, para se vingar da mãe, engaiola os filhotinhos.
A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças para abrir a portinhola de  ferro, traz no seu bico um galho de veneno.
'Meus filhos, a existência é boa só quando é livre", ela disse.
"A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa...
Ó filhos, voemos pelo azul!...comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho engaiolado nunca lera o poema de Guerra Junqueiro porque, ao ver seu filho preso, lhe disse.
"Finalmente minhas orações foram respondidas.
Vocês estão seguros, pelo resto  de suas vidas.
Nada hão de temer.
Nenhum gato o comerá.
Comida não lhe faltará.
Você estará sempre tranquilo.
Se você ficar deprimido, cante.
Quem canta seus males espanta.
Veja: todos os pássaros engaiolados estão cantando!
" A palavras de sua mãe não o convenceram.
Do seu pequeno espaço  ele olhava os outros passarinhos.
Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os  sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de  asas; os urubus, em seus voos tranquilos na fundura do céu; as rolinhas,  arrulhando, fazendo amor; as pombas voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros, livres....Ah!
Se aquela  maldita porta se abrisse...
 Isso era tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a  porta da gaiola aberta?
Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos.
Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo.
Olhou para baixo.
Puxa! Como era alto!
Sentiu um pouco de tontura.
Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho.
Teve medo de cair.
Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante.
Teve vontade de ir até lá.
Perguntou-se se suas asas agüentariam.
Elas não estavam acostumadas.
O  melhor seria não abusar, logo no primeiro dia.
Agarrou-se mais firmemente  ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente de seu  bico.
Chegara a hora.
Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho  não era bobo.
Sumiu mostrando a língua.
"Ei você!" -  era uma passarinha.
"Vamos voar juntos até o  quintal do vizinho?
Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas  vermelhas.
Deliciosas.
 Só é preciso prestar atenção no gato que anda por  lá...
 " Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio.
Disse para a passarinha que  não gostava de pimentas.
A passarinha procurou outro companheiro.
Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo.
A  noite se aproximava.
Onde iria dormir?
Lembrou-se do prego amigo, na parede  na cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada.
Teve saudades dele.
Teria  de dormir num galho de árvore, sem  proteção.
Gatos sobem em árvores?
Eles  enxergam  no escuro?
E era preciso não esquecer os gambás.
E tinha de  pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo.
Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que  têm coragem.
Ele não tinha.
Teve saudades da gaiola.
Voltou.
Felizmente a porta ainda  estava aberta.
Entrou.
Pulou para o poleiro.
Adormeceu agradecido a Deus  pela felicidade da gaiola.
É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono.
Vendo a porta aberta, disse: "Passarinho bobo.
Não  viu que a porta estava aberta.
Deve estar meio cego.
Pois passarinho de  verdade não fica em gaiola.
Gosta mesmo é de voar...".

Rubem Alves




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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