“Mais
que as ideias são os interesses que separam as pessoas.” (Charles Tocqueville)
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 3,22-30
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judéia. Permaneceu aí
com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim,
onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João
ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam
discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram:
"Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste
testemunho, agora está batizando e todos vão a ele".
27João
respondeu: "Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu.
28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: 'Eu não sou o Messias, mas
fui enviado na frente dele'. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que
está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a
minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu
diminua".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
É o
noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de alegria.
Este último dia do tempo litúrgico do
Natal trás o último testemunho de João Batista a respeito de Jesus, antes de
ser encarcerado por Herodes. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus,
tempo em que João Batista já era muito conhecido e querido do povo do que
Jesus.
A missão do precursor era dar
testemunho da Luz, que é Jesus. Mas ele não era a Luz (Cf Jo 1). Isto João
Batista fez em toda a sua vida. Aqui, ele rebate logo a possível inveja entre
seus discípulos e o crescimento da popularidade de Jesus.
Usando uma bela comparação, João
define Jesus como o noivo que se casa com a humanidade, e ele é o amigo do
noivo, que ajudou a preparar o casamento, e agora se alegra ao vê-lo realizado.
Como se não bastasse a belíssima
comparação, João ainda fala: “Esta é a minha alegria, e ela é completa. É
necessário que ele cresça e eu diminua”. Que modelo de profeta! Enquanto Cristo
cresce no meio do povo, o profeta vai diminuindo, mas súper feliz. A Liturgia
expressou bem estas palavras de João Batista, colocando o seu nascimento no dia
em que a terra está mais distante do sol – 24 de junho – e o nascimento de
Jesus no dia em que a terra está mais próxima: 25 de dezembro.
Frequentemente a Bíblia compara a Nova
Aliança de Deus com a humanidade com um casamento. O Senhor foi traído pelos
homens, quebrando o amor comprometido que tinham com ele. Mas ele busca a
reconciliação da esposa infiel, que si prostituiu buscando outros “deuses”. “Eu
te desposarei em matrimônio perpétuo” (Os 2,21).
Jesus usa esta mesma imagem várias
vezes. Na parábola do banquete, Jesus é o filho do rei, o noivo da festa de
casamento (Mt 22,1ss). Ao explicar por que os seus discípulos não jejuavam,
Jesus fala: “Acaso os convidados do casamento podem jejuar enquanto o noivo
está com eles?” (Mc 2,19).
Nós cristãos, quando exercemos a nossa
missão profética, somos esse amigo do noivo, que prepara o casamento do povo
com Deus. Quando o casamento acontece, nós ficamos de lado, mas muito felizes
por ver as pessoas unidas com Deus. Nós nem queremos que as pessoas fiquem
agarradas a nós. “É necessário que ele cresça e eu diminua”.
Quantos “casamentos” acontecem,
preparados e articulados pelos amigos de Cristo! Os cristãos líderes não querem
o povo em torno deles, mas unidos a Cristo através da sua Igreja. Que
aprendamos de João Batista a ser bons líderes cristãos!
O capítulo seguinte (Jo 4) trás um
caso parecido. A samaritana encontra-se com Jesus no Poço de Jacó, fica entusiasmada
por ele, vai até a cidade e conta para o povo que lá no Poço está um homem
maravilhoso que, na opinião dela, é o Messias. Os habitantes da cidade vão até
o Poço e confirmam o que ela disse. Convidam Jesus para ficar na cidade e
passar a noite. Jesus aceita. No outro dia, eles falam para a samaritana: “Já
não é por causa daquilo que contaste que cremos nele, pois nós mesmos ouvimos e
sabemos que este é verdadeiramente o Salvados do mundo” (Jo 4,42). Isto
significa que eles deixam a samaritana de lado e se reúnem diretamente em torno
de Jesus.
Havia, certa vez, uma linda jovem
índia chamada Zulu. Naquela aldeia, todas as moças usavam colares. Mas o colar
da Zulu era diferente, muito mais bonito que os colares das outras meninas. Por
isso, as outras tinham ciúme dela.
Um dia, quando Zulu passeava na beiro
do rio, encontrou-se com o grupo de moças, e estas lhe disseram que haviam
jogado os seus colares no rio, como oferta a Deus. E pediram que ela também
fizesse o mesmo. Ela atendeu, e jogou o seu colar no rio. Então as outras
começaram a rir, tirando seus colares dos bolsos, e foram embora contentes.
A jovem caminhava triste pela margem
do rio, quando ouviu uma voz dentro de si mesma que lhe dizia: “Atira-te à
água!” No mesmo instante, ela se jogou no rio. No fundo do rio, encontrou uma
gruta, dentro da qual havia uma velhinha cheia de feridas de aspecto
repugnante.
“Beije minhas feridas”, disse a velha.
Zulu hesitou um pouco, mas acabou beijando as feridas da velhinha, que logo
ficou completamente curada. A mulher disse: “Em retribuição à minha cura, farei
com que você se torne invisível às feras”.
Na mesma hora, a jovem escutou a voz
de um dragão que gritava: “Quero carne! Quero carne!” Passou ao lado de Zulu e,
como não a viu, foi-se embora. Então a mulher deu à jovem um novo colar, muito
mais bonito que aquele que ela havia jogado no rio.
Zulu voltou à aldeia. Quando as outras
moças a viram, ficaram surpresas e lhe perguntaram onde havia encontrado aquele
colar tão bonito. Ela contou que foi uma velhinha que vivia numa gruta no fundo
do rio, que lhe dera. As jovens foram correndo ao rio e mergulharam.
Encontraram a gruta e dentro dela a velhinha cheia de feridas, que lhes disse:
“Beijem minhas feridas!” As moças sentiram repulsa e se recusaram a satisfazer
o desejo da velhinha.
Nesse momento, ouviram a voz de um
dragão, gritando: “Quero carne! Quero carne!” E como o dragão podia
enxergá-las, devorou-as.
Foi a humildade de Zulu, beijando as
feridas da velhinha, que salvou a sua vida. Como profetas de Cristo, queremos
ser humildes e nunca nos promover a nós mesmos.
Maria Santíssima, através do seu hino
Magníficat, mostrou-se uma humilde profetiza. Que ela e João Batista nos ajudem
a cumprir bem a nossa missão profética.
É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de
alegria.
CASA, LAR E FAMÍLIA
Dicas
que vão facilitar sua vida
Alho descascado
Deixe por dez segundos no
micro-ondas e em seguida deixe numa vasilha com água. As cascas sairão com
facilidade.
Abacate que não escurece
Aplique uma camada fina de
farinha de rosca sobre a sobra do abacate.
Frango bem macio
Ao fazer o tempero adicione um
pouco de fermento.
Receita caseira para dor no
ombro
Faça a seguinte solução:
1 caroço de abacate ralado,
100 ml de álcool,
Deixe curtir por 15 dias.
Massageie com a solução várias
vezes ao dia até a dor desaparecer.
Bodas e Aniversários de
Casamento
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou
Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou
Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou
Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou
Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou
Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou
Alabastre
80 anos -
Bodas de Nogueira ou Carvalho
MOMENTO DE REFLEXÃO
Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.
Sua vida era
segura e tranquila.
Tranquilidade e segurança, coisas que todos
desejam.
Barco ancorado não naufraga.
Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem
gaiolas e passam a viver dentro delas.
Dentro das gaiolas não há perigos.
Só há monotonia.
Todo dia a mesma coisa.
Tudo o que acontece todo dia do mesmo jeito é chato.
Esse é o preço da segurança: a chatice.
Dentro da gaiola não há muito o que fazer, seja
ela feita com arames de ferro ou com
deveres.
Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas,
logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros
engaiolados.
Dizem que
pássaro de olho furado canta mais bonito.
Talvez, cegos, eles se esqueçam de que estão presos numa gaiola.
Mas, mesmo que não estivessem, de que lhes adiantaria ter asas para voar se não
têm olhos para ver?
Sua
cegueira é a sua gaiola.
Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos normais, parecem ver tudo.
Na verdade nada veem, a não ser o seu mundinho.
Sua cegueira é sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se
lembrava do dia em que, enganado pelo
alpiste,
tentador, saboroso, entrou no alçapão.
Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa
dentro.
Mas basta que a
coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até
que a morte a abra....
Na porta da gaiola estava escrita uma frase
famosa, de um poeta famoso, Dante
Alighieri:
"Deixai toda a esperança vós que
entrais".
Mas passarinho não entende nem escritas nem
linguagem de gente.
Há um poema famoso, de Guerra Junqueira, sobre o
melro, pássaro que canta risadas de
cristal.
Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro.
Ele comia as sementes que o padre semeava.
Um dia, o padre encontra o ninho de melro num
arbusto.
Estava cheio de filhotinhos.
O padre, para se vingar da mãe, engaiola os
filhotinhos.
A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças
para abrir a portinhola de ferro, traz
no seu bico um galho de veneno.
'Meus filhos, a existência é boa só quando é
livre", ela disse.
"A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa...
Ó filhos, voemos pelo azul!...comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho engaiolado
nunca lera o poema de Guerra Junqueiro porque, ao ver seu filho preso, lhe
disse.
"Finalmente minhas orações foram respondidas.
Vocês estão seguros, pelo resto de suas vidas.
Nada hão de temer.
Nenhum gato o comerá.
Comida não lhe faltará.
Você estará sempre tranquilo.
Se você ficar deprimido, cante.
Quem canta seus males espanta.
Veja: todos os pássaros engaiolados estão
cantando!
" A palavras de sua mãe não o convenceram.
Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos.
Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os
beija-flores, com seu mágico bater de
asas; os urubus, em seus voos tranquilos na fundura do céu; as
rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as
pombas voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros,
livres....Ah!
Se aquela
maldita porta se abrisse...
Isso era
tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu
dono esqueceu a porta da gaiola aberta?
Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos.
Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo.
Olhou para baixo.
Puxa! Como era alto!
Sentiu um pouco de tontura.
Estava acostumado com o chão da gaiola, bem
pertinho.
Teve medo de cair.
Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante.
Teve vontade de ir até lá.
Perguntou-se se suas asas agüentariam.
Elas não estavam acostumadas.
O melhor
seria não abusar, logo no primeiro dia.
Agarrou-se mais firmemente ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na
frente de seu bico.
Chegara a hora.
Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o
insetinho não era bobo.
Sumiu mostrando a língua.
"Ei você!" - era uma passarinha.
"Vamos voar juntos até o quintal do vizinho?
Há uma linda pimenteira, carregadinha de
pimentas vermelhas.
Deliciosas.
Só é
preciso prestar atenção no gato que anda por
lá...
" Só o
nome "gato" já lhe deu um arrepio.
Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.
A passarinha procurou outro companheiro.
Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do
crepúsculo.
A noite se
aproximava.
Onde iria dormir?
Lembrou-se do prego amigo, na parede na cozinha, onde a sua gaiola ficava
dependurada.
Teve saudades dele.
Teria de
dormir num galho de árvore, sem
proteção.
Gatos sobem em árvores?
Eles
enxergam no escuro?
E era preciso não esquecer os gambás.
E tinha de
pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo.
Nunca imaginara que a liberdade fosse tão
complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem.
Ele não tinha.
Teve saudades da gaiola.
Voltou.
Felizmente a porta ainda estava aberta.
Entrou.
Pulou para o poleiro.
Adormeceu agradecido a Deus pela felicidade da gaiola.
É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono.
Vendo a porta aberta, disse: "Passarinho
bobo.
Não viu que
a porta estava aberta.
Deve estar meio cego.
Pois passarinho de
verdade não fica em gaiola.
Gosta mesmo é de voar...".
Rubem
Alves
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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