“Há
um ditado popular que diz assim: "As pessoas mais felizes não têm o melhor
de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm." Você terá um
sentido mais profundo de contentamento se você contar suas bênçãos em vez de
ansiar para o que você não tem.
EVANGELHO
DE HOJE
Lc 5,12-16
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!
12Aconteceu
que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem
caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me
purificar". 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero,
fica purificado". E imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus
recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e
oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura".
15Não
obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e
serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares
solitários e se entregava à oração.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
E,
imediatamente, a lepra o deixou.
Este Evangelho narra Jesus curando um
leproso. A lepra era uma das piores doenças; não tinha cura e deformava o
doente. Além disso, o povo a considerava contagiosa. Esta cura do leproso é um
sinal da chegada do Reino de Deus, que vence os males do mundo e liberta as
pessoas de toda miséria, reintegrando-as na sociedade. Jesus veio curar todas
as nossas enfermidades: físicas, mentais e espirituais.
“Vendo Jesus, o leproso caiu aos seus
pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.” A fé é
requisito indispensável para receber as graças de Deus. Como a fé é também uma
graça, precisamos pedi-la.
“Jesus estendeu a mão, tocou nele, e
disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente a lepra o deixou”. O contato
físico significa envolvimento pessoal com o doente. Hoje há leprosos de todos
os tipos. Os vícios são piores que a lepra. Mas Deus cura também os vícios.
“Vai mostrar-te ao sacerdote.” O
leproso devia viver isolado da sociedade e até da família. Para ser
reintegrado, após a cura, a pessoa devia apresentar-se ao sacerdote, a fim de
provar que estava curado. Jesus se interessa não só pela cura, mas pela
integração daquele homem na sociedade. A Boa Nova não se limita a palavras, ela
trás uma mudança de convivência social. Daqui para frente não haverá mais
marginalizados.
“E oferece pela purificação o
prescrito.” Os judeus consideravam a lepra um castigo de Deus. Portanto, a cura
significava o perdão ao leproso. Ele devia, então, fazer uma oferta no Templo
em ação de graças pela purificação.
O testemunho de Jesus, neste caso da
cura do leproso, foi tríplice: Curou um leproso, reintegrou-o na sociedade e
tudo de graça, sem cobrar nada. Isso numa sociedade que não se preocupava em
curar os doentes, mas em preservar-se do contágio deles. É semelhante à
sociedade de hoje, que quer prender os “bandidos”, para livrar-se deles, sem
muita preocupação em recuperá-los.
“Não digas nada a ninguém.” Jesus
fazia milagres como sinais, convidando o povo à conversão ao Reino de Deus. No
entanto, as pessoas estavam mais interessadas em receber curas e outras ajudas
materiais. Por isso que ele pedia a não divulgação. Suas boas obras eram
inteiramente gratuitas; ele não queria nenhum retorno, nem reconhecimento.
“Não obstante, sua fama ia crescendo.”
O testemunho é como o perfume, ele se espalha por si. Por isso, quanto mais
Jesus pedia para não contar, mais a sua fama se espalhava.
Várias vezes, Jesus comparou a si
mesmo, e os seus discípulos, com a luz, o sal e o fermento. A lâmpada não chama
a atenção para si mesma, mas para os objetos que ela ilumina. Nós nem nos
lembramos da lâmpada, a não ser quando ela se apaga. O sal desaparece no meio
da comida. E o fermento também desaparece na massa. Era assim que Jesus queria
viver. No entanto o povo acabava espalhando as suas obras e as multidões a
procuravam. Que Jesus nos liberte da lepra do orgulho e do desejo de ser o maior,
que tanto mal causa à sociedade.
“Ele, porém, se retirava para lugares
solitários e se entregava à oração”. Jesus tinha ima inclinação incontida a
unir-se a sós com Deus, para um diálogo, uma oração livre e descontraída. Isso
acontece com muitos cristãos e cristãs que amam muito a Deus. É uma convivência
semelhante à de pessoas que se amam apaixonadamente.
Certa vez, um senhor quebrou a perna e
o médico a engessou. Como tinha de ficar muito tempo com o gesso, ele resolveu
ir trabalhar assim mesmo. E lá se foi o homem, na rua, com a calça arregaçada
de um lado e aquela perna branca, chamando a atenção.
Quando ia atravessar a rua, os carros
logo paravam para que ele passasse. Quando chegava ao ponto de ônibus, era uma
beleza, todo mundo dava a frente para ele. No elevador, a mesma coisa. Quando
ia tomar táxi, o motorista dava a volta e abria a porta para ele.
Tempo depois, o homem sarou, o gesso
foi retirado e ele começou a andar normal, como antes. Aí voltou àquela vida
cruel: empurrões, buzinas quando atravessava a rua... E aquele homem sentia
saudade do tempo em que tinha a perna engessada.
A sociedade do tempo de Jesus
desprezava os doentes, os pecadores e os pobres. A nossa sociedade faz o
contrário: é delicada com os visivelmente doentes, mas despreza o próximo, as
pessoas que se aproximam de nós no meio da multidão.
Maria Santíssima era humilde e ao
mesmo tempo muito atenciosa e solícita para com todos, tanto os sadios como os
doentes. Santa Maria, rogai por nós.
E, imediatamente, a lepra o deixou.
CULINÁRIA
Gelado
de Maria Mole
Ingredientes
- Gelado de Maria Mole
200 mililitros de água de coco
ou um terço mais meia xícara de chá
50 gramas de mistura em pó para
maria mole ou 1 pacote
200 gramas de leite condensado
ou Meia mais um quarto de xícara de chá
200 gramas de creme de leite de
caixinha ou meia mais um quarto de xícara de chá
200 mililitros de leite de coco
ou 1 xícara de chá
Coco queimado a gosto
Manga cortada em cubos e
temperada com limão a gosto
Modo
de Preparo - Gelado de Maria-mole
Em uma panela em fogo médio
aqueça 200 mililitros de água de coco. Apague o fogo, acrescente 50 gramas de
mistura em pó para maria mole e mexa até dissolver.
Transfira para um
liquidificador, adicione 200 gramas de leite condensado, 200 gramas de creme de
leite de caixinha, 200 mililitros de leite de coco e bata por 2 minutos.
Distribua em taças individuais e leve à geladeira por 4 horas.
Retire da
geladeira e sirva com coco queimado e cubos de manga temperados com limão
MOMENTO DE REFLEXÃO
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava
cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela
primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não
crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver,
disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de
tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela
primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos
cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto
ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo
hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo
porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia?
Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro
teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito,
pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e
lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos?
Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto
não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz
de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o
próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas.
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração
o monstro da indiferença.
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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