“Quem
vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível!”
EVANGELHO
DE HOJE
Mc 1,21b-28
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Marcos
Glória a vós, Senhor!
21bEstando
com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga
e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois
ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava
então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que
queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu
és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26Então
o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E
todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um
ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles
obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a
região da Galileia.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio
Queiroz
Ensinava
como quem tem autoridade.
Este Evangelho narra a cura de um possesso. O
fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da
vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as
reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.
O povo ficava admirado com a forma com
que Jesus falava; era com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram
inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores,
de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança no que falava.
Jesus curava os doentes que pediam;
curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este
caso. O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar
pelas forças do mal e praticava ações más.
Diariamente nós nos encontramos com as
forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão
reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua
própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão a
disposição de um só comando, que é o demônio. Ele age ou diretamente ou através
daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do
mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado
original que ficaram em nós.
Na maioria das vezes o demônio procura
dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições,
ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à
violência, ao pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!
Esse nosso inimigo não dorme, e vê com
antecedência quem são os que podem debilitar o seu império e, mal começam a
agir, o demônio levanta-se contra eles aquelas pessoas que ele já conquistou:
os medíocres, aqueles que foram mal sucedidos em alguma coisa. Por isso que,
mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se levantava contra ele, mesmo
dentro da casa de oração.
Este foi apenas o primeiro
enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Haverá muitos outros, até o dia em
que toda a sociedade judia se levantará e matará o Filho de Deus.
Ao ouvir Jesus, e perceber que ele
podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com
que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não
é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o espírito mau que está nele. O pobre
homem, Jesus continua amando.
O possesso se contradisse. Pela forma
de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: “Que queres
de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o
Santo de Deus”. Também hoje, Deus nos defende quando somos atacados e até vira
ao contrário o ataque, transformando em testemunho a favor do Reino de Deus.
Jesus é “o Santo”; ele está acima de
todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos
desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos
atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.
Mas para isso precisamos ter fé
convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e
mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.
“Então o espírito mau sacudiu o homem
com violência, deu um grande grito e saiu.” O mal não sai das pessoas de graça.
Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há
pouco, era possuída por ele.
Certa vez, foi anunciado que o diabo
deixaria o seu trabalho e por isso queria vender suas ferramentas. A data e o
local da venda foram anunciados.
Quando chegou o dia, muita gente foi
lá para ver que ferramentas o diabo usa. Logo que chegavam, viam as ferramentas
expostas de uma maneira atraente, para despertar o interesse dos compradores.
Estavam ali a malícia, o ódio, a luxúria, a inveja, o ciúme, a mentira, a
fraude, a lisonja... Ali estavam todos os instrumentos do mal que o diabo usa.
Cada ferramenta tinha o seu preço afixado.
Andando pela exposição, alguém
encontrou, em um cantinho escuro, uma ferramenta. Ela tinha aparência
inofensiva e apresentava sinais de ser bastante usada. O preço era altíssimo. O
mais alto da exposição. E o nome da ferramenta: desânimo.
A pessoa procurou o diabo e perguntou
por que aquela ferramenta era tão cara. Ele respondeu: “Porque ela me é muito
útil. Os homens e as mulheres a aceitam facilmente, pensando que ela é
inofensiva. Eles nem percebem que ela pertence a mim. E, depois que a acolhem,
eu posso entrar dentro deles e agir à vontade, colocando as outras ferramentas
que eu tenho para levar as pessoas para o inferno.
Cruz credo, não? Vamos tomar cuidado
com o desânimo e nunca permitir que ele se instale em nós.
Deus está conosco, um amigo poderoso,
zelando vinte e quatro horas pelo nosso bem e salvação. Vamos ouvi-lo e viver
“fortes na fé, alegres na esperança e solícitos na caridade”.
Que Maria Santíssima nos ajude,
primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus; depois, a termos uma fé
convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são
possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.
COMPORTAMENTO
A
metáfora da indelicadeza: o elefante em loja de porcelanas
Jackson
Buonocore
A psicanálise se utiliza dos recursos simbólicos,
pois o que sentimos, falamos e pensamos sobre a vida e o mundo podem ser
explicados pelos conceitos metafóricos.
As metáforas são usadas de modo inconsciente e
influenciam a nossa linguagem falada e escrita, que produz sentidos figurados
por meio de comparações. A expressão “elefante em loja de porcelanas”, com suas
variáveis – cristais ou louças –, é uma metáfora que explica o comportamento de
gente grosseira, deselegante ou sem nenhuma delicadeza.
Em geral, essas pessoas são agressivas e
colecionam inimizades, porque agem com indelicadeza, sem se preocupar se estão
magoando os outros ou não.
É como um elefante numa “sala de cristais”, que
não quer entender que nesse ambiente existem seres humanos de diferentes
idades, etnias, crenças e ideologias, e que suas atitudes deselegantes geram
mal-estar nas empresas, nas famílias, nas escolas e nos demais espaços públicos
ou privados.
Essa agressividade pode estar ligada a um
desequilíbrio físico ou emocional, que é inconsciente e contém materiais
reprimidos da consciência e, quando emergem para o consciente, produzem
ansiedade que se reverte em hostilidade. Os indivíduos com esse perfil agem de
maneira vil, como se fossem palhaços do circo de horrores ou como um elefante
que se mostra tenso na “loja de louças”, constrangendo quem está ao seu redor.
É cada vez mais comum vê-los, inclusive nas redes
sociais, sendo ofensivos com pessoas frágeis física e emocionalmente, como
crianças, idosos, mulheres grávidas, pessoas com deficiência, pacientes com
depressão profunda e doentes crônicos, que não conseguem dar uma resposta aos
desaforos. Precisamos protegê-las de palavras afrontosas, que têm o poder
simbólico e psicológico de ferir e humilhar os mais fracos.
O ID desses indivíduos tem uma estrutura de
personalidade que se comporta de forma caótica, sentindo prazer nas ofensas aos
demais.
No entanto, o que eles ganham como isso? Apenas o
lançamento dos seus desejos ao consciente pela satisfação plena e imediata da
destruição do afeto, do respeito e da confiança, que são delicados como
cristais ou porcelanas.
Há duas possíveis análises para entender esse tipo
de conduta desagradável. Primeira: está agindo só pelo impulso, como uma
criança mimada, que pressiona o ego para satisfazer os seus mais diversos
desejos. Segunda: move-se pelo instinto de morte, um instinto autodestruidor,
que está na fonte de todos os tipos de agressividade.
Entretanto, para se relacionar com os brutamontes
das indelicadezas, precisamos de assertividade, que é dizer o que precisa ser
dito, no lugar certo e no momento certo, mas com a mesma elegância dos
cristais, uma vez que esses sujeitos não estão acostumados a ser tratados com
gentileza. É por isso que a polidez se torna impactante para quebrar a
frequência da má-educação, que vem do rico ou do pobre, do culto ou do
ignorante, já que ser assertivo e calmo é uma virtude moral e divina.
Enfim, a redenção dessas criaturas é a autocrítica
e a busca por ajuda psicoespiritual, a fim de mudar esse padrão inconsciente de
hostilidade.
Também devem se dar conta de
que é importante ter autocontrole e refletir antes de falar, visto que não se
deve colocar para fora tudo o que vem à mente, e pôr na consciência que o mundo
não gira em torno do seu umbigo. Aliás, ninguém quer manter na sua loja, ou
melhor, na sua vida, um elefante para quebrar seus cristais ou suas louças, já
que a restauração desse material é muito custosa.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas vezes por medo, outras por pensar demais,
deixamos escapar oportunidades valiosas em nossas vidas. Fazer algo fora das
coisas que fazemos habitualmente sempre exige um pouco de empenho a mais, um
pouco de coragem a mais.
Não digo isso apenas com relação a coisas grandes,
que gerarão mudanças profundas em nossa vida, mas também sobre o nosso
cotidiano. Em coisas mínimas, mantemos uma rotina que nos impede de ter novas
experiências e aprender com novos fatos. Falta-nos um pouco mais de ousadia!
Quantas pessoas pegam exatamente o mesmo caminho
todos os dias, há anos ? Ou, quem não opta sempre pelo mesmo restaurante na
hora de comer fora? Talvez você escolha sempre as mesmas cores, na hora de
comprar suas roupas!…
Fazemos sempre escolhas mais imediatas, mais
simples, menos trabalhosas, porém, menos surpreendentes e com menos sabor de
aventura e realização.
Que tal se, em vez de fazer aquele mesmo programa
de sempre, neste final de semana você decidir ir a algum lugar diferente? Se em
vez de escolher o caminho de sempre, que até pode ser cinco minutos mais rápido
do que algum outro, você optar por um novo caminho, apenas para vivenciar
experiências diferentes?
Pense nisso! Busque surpreender a si mesmo.
Coloque-se em situações nas quais você nunca esteve e experimente o sabor da
sua ousadia. O medo imaginário, em geral, é mais assustador do que os fatos em
si.
Desfaça-se do medo, confie mais e se arrisque
mais. Dessa maneira, a vida tem mais prazer de ser vivida. E seus resultados
tendem a ser muito melhores do que aqueles que você normalmente tem obtido.
Roberto
Shinyashiki
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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