quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Terça-feira 14/01/2020



Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020

“Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível!”



EVANGELHO DE HOJE
Mc 1,21b-28 


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Marcos
Glória a vós, Senhor!



21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Ensinava como quem tem autoridade.
 Este Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.
O povo ficava admirado com a forma com que Jesus falava; era com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança no que falava.
Jesus curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este caso. O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.
Diariamente nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão a disposição de um só comando, que é o demônio. Ele age ou diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado original que ficaram em nós.
Na maioria das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à violência, ao pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!
Esse nosso inimigo não dorme, e vê com antecedência quem são os que podem debilitar o seu império e, mal começam a agir, o demônio levanta-se contra eles aquelas pessoas que ele já conquistou: os medíocres, aqueles que foram mal sucedidos em alguma coisa. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.
Este foi apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Haverá muitos outros, até o dia em que toda a sociedade judia se levantará e matará o Filho de Deus.
Ao ouvir Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o espírito mau que está nele. O pobre homem, Jesus continua amando.
O possesso se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Também hoje, Deus nos defende quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando em testemunho a favor do Reino de Deus.
Jesus é “o Santo”; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.
Mas para isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.” O mal não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.
Certa vez, foi anunciado que o diabo deixaria o seu trabalho e por isso queria vender suas ferramentas. A data e o local da venda foram anunciados.
Quando chegou o dia, muita gente foi lá para ver que ferramentas o diabo usa. Logo que chegavam, viam as ferramentas expostas de uma maneira atraente, para despertar o interesse dos compradores. Estavam ali a malícia, o ódio, a luxúria, a inveja, o ciúme, a mentira, a fraude, a lisonja... Ali estavam todos os instrumentos do mal que o diabo usa. Cada ferramenta tinha o seu preço afixado.
Andando pela exposição, alguém encontrou, em um cantinho escuro, uma ferramenta. Ela tinha aparência inofensiva e apresentava sinais de ser bastante usada. O preço era altíssimo. O mais alto da exposição. E o nome da ferramenta: desânimo.
A pessoa procurou o diabo e perguntou por que aquela ferramenta era tão cara. Ele respondeu: “Porque ela me é muito útil. Os homens e as mulheres a aceitam facilmente, pensando que ela é inofensiva. Eles nem percebem que ela pertence a mim. E, depois que a acolhem, eu posso entrar dentro deles e agir à vontade, colocando as outras ferramentas que eu tenho para levar as pessoas para o inferno.
Cruz credo, não? Vamos tomar cuidado com o desânimo e nunca permitir que ele se instale em nós.
Deus está conosco, um amigo poderoso, zelando vinte e quatro horas pelo nosso bem e salvação. Vamos ouvi-lo e viver “fortes na fé, alegres na esperança e solícitos na caridade”.
Que Maria Santíssima nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus; depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.



COMPORTAMENTO


A metáfora da indelicadeza: o elefante em loja de porcelanas
Jackson Buonocore


A psicanálise se utiliza dos recursos simbólicos, pois o que sentimos, falamos e pensamos sobre a vida e o mundo podem ser explicados pelos conceitos metafóricos.

As metáforas são usadas de modo inconsciente e influenciam a nossa linguagem falada e escrita, que produz sentidos figurados por meio de comparações. A expressão “elefante em loja de porcelanas”, com suas variáveis – cristais ou louças –, é uma metáfora que explica o comportamento de gente grosseira, deselegante ou sem nenhuma delicadeza.
Em geral, essas pessoas são agressivas e colecionam inimizades, porque agem com indelicadeza, sem se preocupar se estão magoando os outros ou não.
É como um elefante numa “sala de cristais”, que não quer entender que nesse ambiente existem seres humanos de diferentes idades, etnias, crenças e ideologias, e que suas atitudes deselegantes geram mal-estar nas empresas, nas famílias, nas escolas e nos demais espaços públicos ou privados.
Essa agressividade pode estar ligada a um desequilíbrio físico ou emocional, que é inconsciente e contém materiais reprimidos da consciência e, quando emergem para o consciente, produzem ansiedade que se reverte em hostilidade. Os indivíduos com esse perfil agem de maneira vil, como se fossem palhaços do circo de horrores ou como um elefante que se mostra tenso na “loja de louças”, constrangendo quem está ao seu redor.
É cada vez mais comum vê-los, inclusive nas redes sociais, sendo ofensivos com pessoas frágeis física e emocionalmente, como crianças, idosos, mulheres grávidas, pessoas com deficiência, pacientes com depressão profunda e doentes crônicos, que não conseguem dar uma resposta aos desaforos. Precisamos protegê-las de palavras afrontosas, que têm o poder simbólico e psicológico de ferir e humilhar os mais fracos.
O ID desses indivíduos tem uma estrutura de personalidade que se comporta de forma caótica, sentindo prazer nas ofensas aos demais.
No entanto, o que eles ganham como isso? Apenas o lançamento dos seus desejos ao consciente pela satisfação plena e imediata da destruição do afeto, do respeito e da confiança, que são delicados como cristais ou porcelanas.
Há duas possíveis análises para entender esse tipo de conduta desagradável. Primeira: está agindo só pelo impulso, como uma criança mimada, que pressiona o ego para satisfazer os seus mais diversos desejos. Segunda: move-se pelo instinto de morte, um instinto autodestruidor, que está na fonte de todos os tipos de agressividade.
Entretanto, para se relacionar com os brutamontes das indelicadezas, precisamos de assertividade, que é dizer o que precisa ser dito, no lugar certo e no momento certo, mas com a mesma elegância dos cristais, uma vez que esses sujeitos não estão acostumados a ser tratados com gentileza. É por isso que a polidez se torna impactante para quebrar a frequência da má-educação, que vem do rico ou do pobre, do culto ou do ignorante, já que ser assertivo e calmo é uma virtude moral e divina.
Enfim, a redenção dessas criaturas é a autocrítica e a busca por ajuda psicoespiritual, a fim de mudar esse padrão inconsciente de hostilidade.
Também devem se dar conta de que é importante ter autocontrole e refletir antes de falar, visto que não se deve colocar para fora tudo o que vem à mente, e pôr na consciência que o mundo não gira em torno do seu umbigo. Aliás, ninguém quer manter na sua loja, ou melhor, na sua vida, um elefante para quebrar seus cristais ou suas louças, já que a restauração desse material é muito custosa.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Muitas vezes por medo, outras por pensar demais, deixamos escapar oportunidades valiosas em nossas vidas. Fazer algo fora das coisas que fazemos habitualmente sempre exige um pouco de empenho a mais, um pouco de coragem a mais.
Não digo isso apenas com relação a coisas grandes, que gerarão mudanças profundas em nossa vida, mas também sobre o nosso cotidiano. Em coisas mínimas, mantemos uma rotina que nos impede de ter novas experiências e aprender com novos fatos. Falta-nos um pouco mais de ousadia!
Quantas pessoas pegam exatamente o mesmo caminho todos os dias, há anos ? Ou, quem não opta sempre pelo mesmo restaurante na hora de comer fora? Talvez você escolha sempre as mesmas cores, na hora de comprar suas roupas!…
Fazemos sempre escolhas mais imediatas, mais simples, menos trabalhosas, porém, menos surpreendentes e com menos sabor de aventura e realização.

Que tal se, em vez de fazer aquele mesmo programa de sempre, neste final de semana você decidir ir a algum lugar diferente? Se em vez de escolher o caminho de sempre, que até pode ser cinco minutos mais rápido do que algum outro, você optar por um novo caminho, apenas para vivenciar experiências diferentes?
Pense nisso! Busque surpreender a si mesmo. Coloque-se em situações nas quais você nunca esteve e experimente o sabor da sua ousadia. O medo imaginário, em geral, é mais assustador do que os fatos em si.
Desfaça-se do medo, confie mais e se arrisque mais. Dessa maneira, a vida tem mais prazer de ser vivida. E seus resultados tendem a ser muito melhores do que aqueles que você normalmente tem obtido.

Roberto Shinyashiki 







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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