Sábado, 25 de
Janeiro de 2020
“Quando
não der pra segurar, deixe fugir. Nada obrigado faz a gente feliz.”
EVANGELHO
DE HOJE
Mc 16,15-18
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Marcos
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo
inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será
salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que
crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;
18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal
algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio
Queiroz
Ide
pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
Hoje nós celebramos com alegria a
festa da Conversão de S. Paulo apóstolo. Ele nasceu em Tarso, na Cilícia, que
pertence à atual Turquia. Na primeira Leitura da Missa de hoje, o próprio Paulo
narra a sua conversão:
“Eu sou judeu, nascido na Cilícia, mas
fui criado aqui nesta cidade de Jerusalém. Como discípulo de Gamaliel, fui
instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da
causa de Deus”. Persegui até a morte aqueles que seguiam este Caminho, prendendo
homens e mulheres.
Disso são minhas testemunhas o Sumo
Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de
recomendação... Fui para Damasco, a fim de prender todos (os cristãos) que
encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados.
Ora, aconteceu que na viagem, de
repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra
e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu
perguntei: ‘Quem és tudo, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno,
a quem tu estás perseguindo’. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O
Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o
que deves fazer’.
Como eu não podia enxergar, por causa
do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros.
Um certo Ananias veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a
vista!’ No mesmo instante recuperei a vista e pude vê-lo. Ele então me disse:
‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres
o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu será a sua testemunha diante de
todos os homens. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e
purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele”.
Daí par frente, tudo o que Paulo fez
partiu dessa experiência de ser amado por Jesus. Ele disse: “Eu vivo, mas não
eu: é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Ele tinha convicção de que Cristo
morreu por amor a ele. Portanto a sua fé era uma experiência de amor.
Paulo era um homem forte e combativo,
que soube manejar a espada da palavra. “Apesar de ter sofrido maus tratos e
ultrajes em Filipos... o nosso Deus nos deu coragem e segurança para vos
anunciar o seu Evangelho... Aliás, sabeis muito bem que nunca bajulamos
ninguém, nem fomos movidos por alguma ambição disfarçada” (1Ts 2,2.5).
Para ele, a verdade era por demais
grande e sagrada, e não a sacrificava por nada. A verdade que ele descobriu no
encontro com o Ressuscitado merecia, por ela, toda luta, toda perseguição, todo
sofrimento. Mas o que mais o motivava era a certeza de ser amado por Jesus.
S. Paulo era um homem livre. Para ele,
o que vale é o amor. “Ama, e faze o que queres” (Santo Agostinho). Quem ama a
Cristo como Paulo amava, pode realmente fazer o que quiser, porque o amor liga
a nossa vontade à vontade de Cristo.
No caminho de Damasco, Cristo fala a
Paulo: “Por que me persegues?” Jesus se identifica com a Igreja. Ele se tornou
carne, e a Igreja continua sendo a sua carne. A partir dessa experiência, Paulo
vê a Igreja como Corpo de Cristo. Servir à Igreja é servir a Cristo.
Veja o que Paulo disse sobre o
testemunho: “Não te envergonhes de testemunhar a favor de Nosso Senhor Jesus
Cristo... pois Deus nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas
obras, mas por causa do plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no
Cristo Jesus” (2Tm 1,8-9).
Paulo era um homem coerente com as
suas idéias. Instruído por seu professor Gamaliel, ele achava que o
cristianismo era um mal. Por isso o perseguiu. E como não sabia fazer nada mais
ou menos, perseguiu a Igreja de corpo e alma. Quando, iluminado por Cristo,
percebeu que o cristianismo era um bem, dedicou-se, também de corpo e alma, a
esta nova religião. O mundo precisa de gente assim, que põe em prática as suas
convicções, sejam elas quais forem. Há pessoas que acreditam em um caminho, mas
seguem outro. A esses Cristo quer “vomitá-los de sua boca”.
Havia, certa vez, um rapaz q estava
levando vida errada. O pai lhe dava conselhos, mas pouco adiantava. Um dia, o
pai conseguiu convencê-lo a ir conversar com o avô, que era um homem sensato, carregado
de experiência e sabedoria e muito respeitado pelo neto. O moço obedeceu e foi.
O pai telefonou ao seu pai, pedindo
que desse uns conselhos para o neto. Quando ele chegou, os avós o receberam
muito bem, depois o avô o convidou para ir ao fundo do quintal. Lá havia dois
cães amarrados. Um era super bravo e o outro era amigo, e até gostava de ser
acariciado. O avô então disse: “Como você vê, um desses cachorros é mau e o
outro é bom. Qual dos dois vencerá? O rapaz, sem entender direito a pergunta, arriscou:
“Acho que é o manso, não é?” O avô, que já esperava a resposta, discordou e
justificou. Ele disse: “Não, meu filho. Vencerá aquele que for melhor
alimentado.”
A partir da comparação, o avô falou
sobre os diversos alimentos, intelectuais, morais e religiosos. Precisamos
recebê-los, se quisermos ter um futuro feliz.
A conversão de S. Paulo foi
instantânea, porque foi uma graça especial de Deus. Mas a nossa conversão não é
assim. Ela é lenta e vai depender dos alimentos que dermos para o “homem velho”
e o “homem novo” que está dentro de nós.
“Quando se completou o tempo previsto,
Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher... e assim todos nós recebemos a
dignidade de filhos de Deus” (Gal 4,4-5). Era assim que Paulo via o papel da
Virgem Maria no plano da salvação. Que ela e ele nos ajudem a amar muito a
Cristo e a ser suas testemunhas.
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
CASA, LAR E FAMÍLIA
Guia da horta
doméstica
A produção de hortaliças em casa é fácil, basta
ter espaço no quintal, ou até mesmo caixotes e vasos, para moradores de grandes
cidades, algumas ferramentas e boa vontade.
Ao planejar uma horta devemos ter os conhecimentos
de alguns passos importantes:
a. Área - é necessário um terreno de 6 a 10 m2
para satisfazer as necessidades de verduras e legumes de uma pessoa (sem contar
os passadouros), água perto e suficiente, alguma insolação (sabendo que
hortaliças folhosas: salsa, cebolinha, coentro e alface toleram sombreamento,
já as raízes: cenoura e nabo, bulbos: alho e cebola e frutas: tomate, vagem e
quiabo exigem um bom nível de insolação), abrigo de vento, solo agricultável
(bem drenado) e ser cercado.
Exemplo de instalação de um canteiro:
b. Adubação - o uso de adubo orgânico deve ser de
20-30 litros por m2.
No segundo cultivo, a dosagem poderá ser reduzida
pela metade. A partir do terceiro, já poderá ser possível, em princípio,
conservar a produtividade mantendo a permanente cobertura com palha ou composto
de cobertura. A necessidade de material para cobertura será de 0,3 a 7 cm por
10 m2 de canteiro.
c. Irrigação - como regra geral podemos admitir
que as hortaliças folhosas devem receber irrigação abundante, porém não
exagerada e as raízes suportam e até se beneficiam de baixos níveis de
irrigação.
O período de irrigação deve ser pela manhã e à
tarde. Se necessário usar microaspersores.
d. Cultivo - deve começar pela verificação se as
sementes das hortaliças estão adequadas à época do ano para o plantio e se
estão dentro do prazo de validade. Escolher espécies e variedades
que crescem de maneira
vigorosa, sem necessitarem de defensivos; que tenham ciclo cultural
curto, permitindo um
maior número de
colheitas; que tenham porte relativamente pequeno e apresentem
resistência às pestes em geral. Promover um esquema de rotação de sistema de
produção, utilizando espécies diferentes das anteriores, visando quebrar a
continuidade de infestação por pragas e doenças.
e. Hortaliças que não podem faltar:
Agrião-da-terra - indispensável por seu valor
alimentar e medicinal, passa despercebida na maioria das vezes.
Alface - apesar de ser pobre em fibras, associa-se
muito bem a diversas hortaliças.
Alho - apesar de ser de ciclo longo, possui
notável efeito repelente, associa-se a diferentes espécies e mostra importantes
propriedades medicinais.
Beterraba - compõe com o alho e a alface uma
associação bastante eficiente.
Brócolis - substitui com vantagens a couve-flor (é
mais rico em vitamina A)
Cenoura - muito rica em vitamina A, não poderá
faltar em nenhuma horta caseira.
Cheiro-verde - é o famoso trio cebolinha, coentro
e salsa. São intensamente consumidos e se aclimatam bem em todos os quadrantes
do país.
Chuchu - só poderá estar presente na horta caseira
se puder ser conduzido sobre muros, cercas ou árvores.
Chicória - menos preferida por ser um pouco mais
fibrosa, o que é uma vantagem do ponto de vista nutricional.
Couve - combina bem com outras espécies, desde que
plantada esparsamente para evitar o eventual sombreamento indesejável das
espécies as quais estiver associada.
Couve-flor: é uma das hortaliças mais ricas do
ponto de vista nutricional.
Cará-moela - extraordinário valor alimentar e
elevada produção, precisa ser reabilitado nas nossas hortas. Deve ser plantado
próximo de árvores, muros e cercas.
Feijão-vagem - na horta caseira sempre deverá
haver um canteiro espaldeirado com feijão-vagem
Mostarda - folhosa de sabor picante.
Nabo - excepcionais propriedades alimentares e
medicinais. Rico em sais minerais e vitaminas. Comido cru ou cozido, tem enorme
efeito auxiliar para cura da hiperacidez estomacal e do sangue,
descalcificação, anemia e excesso de colesterol. Sendo diurético, ajuda a
eliminar cálculos renais e da vesícula.
Pimentão - rico em vitaminas A e C. Quatro ou
cinco plantas são suficientes para cada família.
Quiabo - é uma das "preferências
nacionais". Muito rústico e produtivo no período quente, no inverno é
constantemente atacado pelo míldio. Quando podado, rebrota no verão seguinte.
Rabanete - possibilita em 30 dias acabar com a
carência de sais minerais e vitaminas quando associada a algumas hortaliças
como: cebolinha, couve, beterraba, etc. Além disso possui princípio antibiótico
que protege o intestino das bactérias nocivas, sem afetar as benéficas.
Rúcula - igualmente ao rabanete, possui grande
precocidade e valor alimentar.
Tomate – é uma das hortaliças mais populares, e
consumida em maiores quantidades; é contudo, bastante susceptível a pragas e
doenças.
f. Hortaliças facultativas:
Sempre que o espaço permitir, poderá ser
considerado o cultivo de:
Aboboreira - de grande valor alimentar,
fornece-nos frutos e brotos.
Agrião-d'água - é depurativo, antianêmico e
espectorante, necessita de que o solo seja mantido bem úmido.
Batata-doce - produz raízes relativamente pobres
em vitaminas e sais minerais.
Berinjela - é tida como diurética e
desacidificante do sangue e constitui-se ótimo dentifrício e anti-séptico bucal
que auxilia na cura da piorréia.
Cará - do ponto de vista alimentar, é tão valioso
como é o inhame.
Cebola - muito importante pelo elevado valor
medicinal.
Espinafre - apesar da fama de excelente
fortificante, possui alto teor de ácido onálico, o que torna conveniente seu
consumo moderado, não mais que uma vez por semana. Ele poderá provocar a
formação de onalato de cálcio, causando cálculos renais e bursite,
principalmente no organismo das pessoas que comem muita carne.
Inhame - muito rico em amido, proteínas e
vitaminas. Poderoso depurativo do sangue.
Pepino - é considerado excelente diurético.
Pode-se tentar o consórcio com o feijão-vagem, pois ambos necessitam de
espaldeiramento.
Maxixe - justifica-se seu cultivo por ser
extremamente rústico.
Mandioca - a raiz praticamente só contém amido, é
mais seguro considerar as preferências regionais dos agricultores tradicionais.
Repolho - na medicina natural, chega a ser
considerado uma erva medicinal, tal a sua utilidade em cataplasma na cura de
abscessos, nevralgias, erisipelas, etc. É ainda alcalinizante e antianêmico
pelo alto teor de sais minerais e vitaminas.
Taioba - muito saborosa e rústica, mas com alto
conteúdo de ácido oxálico. Seu consumo requer os mesmos cuidados que para o
espinafre.
g. Colheita - O reconhecimento do ponto de
colheita é feita pela idade da planta, pelo desenvolvimento das folhas, hastes,
frutos, raízes ou outras partes que serão consumidas, ou pelo secamento e
amarelecimento das folhas.
De modo geral, as hortaliças folhosas e de hastes
são colhidas quando estão tenras, as de flores quando os botões estão fechados,
as de frutos quando as sementes não estão totalmente formadas e as raízes e
bulbos quando estão completamente desenvolvidas.
Procure sempre saber o valor nutritivo dos
alimentos e faça sempre uma alimentação bem balanceada. Seja vivo com a sua
saúde. Condições adequadas para se preservar a saúde do ser humano devem
existir em todos os lugares.
Fonte: http://www2.ufla.br/~wrmaluf/bth054/bth054.html
MOMENTO DE REFLEXÃO
Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que:
"As borboletas são flores que se desprenderam
da terra... E que as flores são borboletas que a terra apreendeu..."
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as
borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta,
crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a
potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.-
É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo.
Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de
proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar,
das coisas que se processam lentamente. -Simboliza os cuidados com o mundo
físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser
o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. - É como
se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um
casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua
interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! -
Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do
“já conhecido”... É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das
possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é
passageiro.
Assim também somos nós...
Uns vivem para sempre no ovo...
Outros jamais passam de lagarta...
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal,
mas sem nada realizar...
Ainda existem aqueles que, com esforço, se
libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores,
e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como
fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do
antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer
em você esse misterioso processo de se abrir para florescer!
Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu
vôo!
Ana
Ester Nogueira
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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