Quinta-feira,17 de Setembro de 2020
“Sabemos o que somos, mas não o que
poderíamos ser.” (William Shakespeare)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 7,36-50
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus,
segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 36um fariseu convidou
Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à
mesa.
37Certa mulher, conhecida na cidade
como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um
frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de
Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos,
cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.
39Vendo isso, o fariseu que o havia
convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que 40tipo
de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
Jesus disse então ao fariseu: “Simão,
tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre”! 41“Certo
credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro
cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual
deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou
mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.
44Então Jesus virou-se para a mulher e
disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me
ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e
enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém,
desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na
minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te
declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou
muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à
mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a
pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua
fé te salvou. Vai em paz”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Tenho uma coisa pra mim: Quem são os
que de fato amam a Deus?
Claro que não vou generalizar, mas quem
são aqueles que vão à missa todos os domingos? Quem são aqueles cuja
participação na comunidade e na celebração é quase despercebida? Será que amam
menos ao Senhor que os que passam vários dias da semana em encontros e
reuniões?
Os verdadeiros adoradores não são
aqueles que vivem na igreja, mas aqueles cuja a igreja mora dentro neles.
Esses são os filhos de Deus que “fazendo
chuva ou sol” estão lá; são aqueles que têm um compromisso firmado com Deus num
determinado horário e local todas as semanas e não uma obrigação formal; é
aquele que adentra no local santo e em silêncio contempla o doce afago de Deus
que paira no ar; é muitas vezes aquele que até teme fazer uma leitura pelo
respeito que tem a palavra de Deus…
Sim! Adorador é aquele que faz louvores
de braços levantados como a Renovação Carismática, mas também é aquele que
silencia como a Legião de Maria; filho de Deus é aquele que toca na missa, mas
também aquele que tenta, mesmo desafinado, acompanhar o refrão; os amados de
Deus são aqueles que O conhecem, mas TAMBÉM são aqueles que pouco tiveram
contato.
Se Deus ama tanto o “santo” como o
filho que esta perdido, por que então não consigo acolher ou receber bem aquele
que ansiosamente deseja uma nova chance? Como posso condenar aquele que o mundo
não cansa de maltratar?
“(…) Se compreendêsseis o sentido
destas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício… não condenaríeis os
inocentes”. (Mateus 12,7)
Estamos vivendo a semana do evangelho
do filho pródigo, meditado no último domingo, e hoje a mulher a quem muito foi
perdoada, juntos, nos mostram o amor de Deus incondicional que acolhe e aguarda
o retorno daquele que andou perdido. Será que eu sempre andei por onde Deus
quis? Será que também eu, um dia, não fui perdoado.
Reparem… Se experimentarmos deixar a
porta da igreja aberta nos surpreenderemos com a quantidade de gente que
adentrará nos horários de almoço e fim de tarde. Veremos gente como a moça do
evangelho de hoje em busca do consolo de Jesus, e também da mesma forma: lançados aos seus pés pedindo ajuda,
conforto, perdão…
É estranho e ao mesmo tempo divino como
aquele que esta alcoolizado, sentindo-se perseguido, desesperançado procura por uma porta de igreja aberta.
“(…) E quando eu for levantado da
terra, atrairei todos os homens a mim“ (João 12, 32)
E nós? O quanto de nossa dívida foi
perdoada?
Um imenso abraço fraterno
MUNDO ANIMAL
Educação do filhote, como entendê-la melhor.
Antropomorfismo, do dicionário Aurélio de língua
portuguesa, significa a aplicação de algum domínio da realidade social,
biológica ou física da linguagem ou conceitos próprios do homem inclusive de
seu comportamento e o cinemorfismo é exatamente o inverso ou seja, a aplicação
de domínio da realidade social, biológica ou física de linguagem ou conceitos
próprios de cão ou de seu comportamento.
Por exemplo: quando um cão com um osso na boca
ameaça um observador humano, na verdade imagina que essa pessoa deseja seu osso
enlameado e pegajoso, fazendo assim faz uso de valores caninos, ou
cinemorfismo.
Os cães são animais sociais cuja sociedade é regida
por uma série de comportamentos a base instintiva e o homem é um animal
humanizado, social e sua sociedade é regida por leis morais.
Porém, o problema é que no decorrer de um ano, o
cão se desenvolve nas mesmas proporções que um humano se desenvolve em vinte
anos, portanto a evolução é vinte vezes mais rápida, tanto no crescimento
corpóreo quanto de comportamento e, portanto, o erro na criação de um filhote,
por menor que seja, é vinte vezes mais grave do que o erro nos humanos.
As crianças conversam por movimentos, posturas e
palavras, enquanto que os cães não tem uma linguagem verbal. O homem tem
deixado de lado muito deste tipo de sentido do animal em troca do
desenvolvimento da aprendizagem por palavras, mas continua esperando que o
companheiro cão entenda palavras e situações, inclusive as punições, tão
facilmente como fazem as crianças.
O cão fala através do corpo e de vocalizações como
latir, gemer, chorar, etc., que muitas vezes não são compreendidas por nós,
para expressar seus desejos ou insafisfações, sua dominância ou sua submissão.
Se você o deixar sozinho, ele pode urinar em seu
tapete por reprovação (dominância) e se você se zangar, talvez ele urine nele,
tremendo e com o rabo entre as pernas por medo (submissão). Uma mesma ação
assume significados totalmente diferentes. Será que entenderíamos isto?
Para o cão, as eliminações corporais são uma
manifestação do mais alto nível, elas o informam sobre sexo, idade, hora e o
momento do indivíduo que passou.
Os maus tratos num filhote se repercutem em sua
personalidade e em seu comportamento pelo resto da sua vida, exatamente como em
uma criança, assim como isolamento e a falta de socialização. Isto conduz a
problemas de comportamento sérios e que, infelizmente, são muito freqüentes.
Entretanto o antropomorfismo e seu erro mais
freqüente é a associação de atitudes animais com posturas humanas. O cão que
olha de lado abaixando a cabeça para evitar de olhar no rosto de seu dono dá a
impressão de provar remorso por uma ação na qual ele se sinta culpado.
Se o proprietário vê em seguida as flores do jardim
reviradas ou os livros rasgados, irá logo ligar os fatos: meu cachorro agiu mal
e sabe disto. Porém não é bem assim, um cão que não é punido dentro dos dez
segundos que seguem um ato repreensível, perde a consciência ou a memória de
que acaba de fazer algo errado, pois já estará completamente ocupado com uma
nova atividade.
Seu comportamento é na verdade uma manifestação de
submissão por antecipação. Ele espera a punição que irá receber porque você
voltou e não porque as flores estão espalhadas pelo jardim ou os livros
estragados. Ele associa a punição com a seu regresso e não com a ação que ele
cometeu impunemente.
Nos filhotes, assim como nas crianças, a
consciência e o sentido do dever não são naturais. Os pais são essencialmente
responsáveis pelo sentido moral e educação de suas crianças, que neste caso, se
realiza principalmente por imitação. No cão isto também pode acontecer, mas ele
agirá desta forma na medida em que isso o divertir ou for proveitoso.
A educação do cão progredirá na medida em que seus
instintos forem equilibrados com as leis morais da sociedade e isto é feito por
nós.
Um cão não quer ser tratado como um humano, porém o
mesmo cão espera que nós sejamos como ele, que participemos de atividades em
grupo, que brinquemos, que cacemos juntos e que durmamos no mesmo lugar que
ele.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um homem encontrou um ovo de águia e o
colocou debaixo da galinha que chocava seus ovos no quintal.
Nasceu uma aguiazinha com os pintos e
com eles crescia normalmente.
Durante todo o tempo a águia fazia o
mesmo que faziam os pintinhos, convencida de que era igual a eles.
Ciscava, ia ao chão buscando insetos e
pipilava como fazem os pintos, e como eles, também batia as asas conseguindo
voar um metro ou dois porque, afinal de contas, é só isso que um frango pode
voar, não é verdade?
Passam anos e a águia ficou velha...
Certo dia, ela viu, riscando o espaço,
num céu azul, uma ave majestosa, planando, no infinito, graciosa, levada,
docemente, pelo vento sem nem sequer bater a asa dourada.
A águia do chão olhou-a com respeito e
logo, perguntou ao seu amigo:
"Que tipo de ave é aquela que lá
vai"?
"É uma águia! É rainha",
diz-lhe o amigo, mas é bom não olhar muito para ela pois nós somos de raça
diferente, simples frangos do chão e nada mais.
Daí por diante, então, a pobre da águia
nunca mais pensou nisso, até morrer convencida de ser uma simples galinha.
Anthony de Mello
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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