Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
“Se amas, não firas o objeto amado com
exigências.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 9,7-9
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus,
segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo:
7O tetrarca Herodes ouviu falar
de tudo o que estava acontecendo,
e ficou perplexo, porque alguns diziam
que João Batista tinha ressuscitado dos
mortos.
8Outros diziam que Elias tinha
aparecido;
outros ainda, que um dos antigos
profetas tinha ressuscitado.
9Então Herodes disse: 'Eu mandei
degolar João.
Quem é esse homem, sobre quem ouço
falar essas coisas?'
E procurava ver Jesus.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Herodes estava curioso por saber quem
era esse homem que causava tanto alvoroço por onde passava. O imagino se
questionando: Quem então é esse homem de que falam tanto? “(…) Herodes, o
governador da Galiléia, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou sem
saber o que pensar. Pois alguns diziam que João Batista tinha sido
ressuscitado, outros diziam que Elias tinha aparecido…”.
Imagino tantas pessoas que querem
conhecer Jesus e não o encontram, em contrapartida os “Herodes” que precisam
ser avisados sobre a presença de Jesus no mundo. No penúltimo ano de seu
pontificado, Bento XVI chamava a atenção dos bispos do nordeste da seguinte
forma:
“(…) Diante deste quadro emerge, por um
lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe NUMA NOVA EVANGELIZAÇÃO
QUE NÃO POUPE ESFORÇOS NA BUSCA DE CATÓLICOS AFASTADOS BEM COMO DAQUELAS
PESSOAS QUE POUCO OU NADA CONHECEM SOBRE A MENSAGEM EVANGÉLICA, CONDUZINDO-OS A
UM ENCONTRO PESSOAL COM JESUS CRISTO, VIVO E OPERANTE NA SUA IGREJA”. (Bento
XVI)
Há um povo curioso e sedento de Deus,
mas que não teve a oportunidade de reconhecê-lo ao seu lado, no seu caminhar,
em sua vida. Como o evangelho de domingo nos bem alerta, talvez que nossa
criatividade ou empenho não tenham sido do administrador infiel quando se viu
em uma enrascada e de fato também somos assim…
Esforçamos-nos em ter Deus ao nosso
lado quando estamos em apuros, mas facilmente o esquecemos quando estamos numa
posição privilegiada ou de conforto.
“(…) Todos somos tentados como Cristo:
tentados de voltar às costas a Deus Criador; de pararmos diante das coisas para
possuí-las; de querer dominar sobre os outros, de colocar-nos no centro do
mundo: pessoas e povos, caídos na tentação. Situações de violência e
prepotência onde um exaltado demonstra uma irreprimível vontade de poder” (Dom
Geraldo Majella)
Precisamos estar atentos para não nos
colocar a frente da graça como Herodes. Ele não tinha intenção de matar João
Batista, mas o fez para demonstrar que “manda” e muita gente também não tem a
intenção, mas afasta as pessoas de Deus. Muita gente a frente de movimentos e
pastorais e também por vezes sacerdotes, ministros, seminaristas, (…) esquecem
da ovelha perdida caso sua vontade pessoal não seja feita, cumprida, realizada…
Quantos casos ouvimos de lideranças
arrogantes e prepotentes, que ao invés de discípulos, vestem-se da soberba na
lida com a s pessoas? Fazem belos discursos, mas em off, são pessoas
impossíveis de se lidar. Falam de pobreza de dentro de carros luxuosos; de
desapego e pecado por seus smartphones de última geração… É para esses que
Bento XVI falava e Francisco fala hoje.
Grupos de jovens têm acabado, mas
ninguém se atenta; jovens tentam adentrar nos movimentos e pastorais, mas não
sabemos como falar com eles. Conclui-se turmas de crisma, mas poucos desejam
ficar e os que ficam, sem preparo, já são incorporados a messe… Será que nossos
planos precisam de uma revisada ou recall?
Devemos valorizar o que temos de mais
precioso que é nossa tradição, mas temos dado muito mais atenção a criticar
aquele que proclamou gaguejando a primeira leitura do que incentivá-lo a
continuar. A IGREJA NÃO PRECISA DE MÚSICOS, MAS É MUITO TRISTE SEM ELES, pois
como diz o missal, eles também são comunidade.
A base de nossas comunidades esta
envelhecendo, pois poucos líderes estão sendo formados; poucos seminaristas são
suscitados por serem atraídos pelo mundo e não pelo encanto de se levar a
palavra de Deus, pois os nossos irmãos padres e catequistas também precisam
reaprender a encantar e talvez seja essa a grande mensagem implícita no
discurso de Bento XVI.
“(…) Dirigiu-se Jesus ao templo. E,
enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo
aproximaram-se e perguntaram-lhe: Com que direito fazes isso? Quem te deu esta
autoridade”? (Mateus 21, 23)
O mês das missões esta chegando…
Um imenso abraço fraterno
MUNDO ANIMAL
Educar é ensinar a responsabilidade social
Em ano eleitoral fala-se muito em “ preocupação
com educação. “Educação, no entanto, significa muito mais
do que colocar crianças dentro de escolas. Educar significa também ensinar a
conviver socialmente, respeitando o local onde se vive, as pessoas , os
animais, as plantas, etc.
O respeito e a proteção aos animais são princípios
que devem ser transmitidos `as crianças,
desde muito jovens, e que devem começar em casa.
A idéia de que um animal sente dor e é passível de
sofrimento pode despertar na criança sentimentos de respeito a natureza, auxiliando
na formação de sua personalidade e colaborando para a sedimentação de posturas
adequadas em relação ao meio ambiente. As crianças devem aprender que um animal
não pode ser maltratado, seja ele um cão, um sapo ou uma barata, porque um ser
vivo que foi criado pela natureza, tem sempre um papel no meio ambiente.
O abandono de cães e gatos, além de ser um
transtorno para boa parte da população, é um péssimo exemplo que os adultos dão
as crianças. Com esta atitude, ensina-se o desapego, o desrespeito e a falsa
idéia de que tudo é descartável.
É necessário e urgente fazer um trabalho educativo
junto a população, que precisa aprender
a assumir suas responsabilidades.
A posse responsável é antes
de mais nada, a manutenção dos animais domiciliados.
Muitos proprietários soltam seus cães para “dar uma voltinha“ e não se preocupam com as
conseqüências deste passeio. Quando os cães são soltos nas ruas, eles não só
acasalam à vontade, aumentando o número de filhotes abandonados, como ajudam na
disseminação de diversas doenças entre eles próprios, mas também deles para as
pessoas (zoonoses). Quando as cadelas têm suas crias, seus filhotes são
deixados nas portas de outras pessoas, cabendo a terceiros assumir uma
responsabilidade que não lhes compete. Muitas vezes fazem o mesmo com seus cães
adultos quando adoecem. Esta prática é ainda mais comum diante das clínicas
veterinárias, porque muitos acreditam ser
“ obrigação “ do veterinário recolher animais abandonados.
A apreensão destes animais pela carrocinha, está provado no mundo todo, não resolve coisa
alguma. Engana-se também quem acredita que as campanhas de castração sejam a
única solução do problema.
Por mais que se recolham animais abandonados de
nada adiantará se a população continuar
a soltá-los. É um ciclo vicioso que precisa ser quebrado. Mas, para que isto
aconteça é imprescindível que seja feito um trabalho educativo. É necessário
que as autoridades sanitárias, os professores, aqueles que têm acesso aos meios
de comunicação, tomem consciência do problema e passem a divulgar a idéia da
posse responsável . É preciso que a
população aprenda a assumir suas responsabilidades sempre com a preocupação
primária do respeito social.
Nenhum de nossos pensamentos, desejos e ações, por
mais insignificantes que nos pareçam, deixa de mexer com o cosmo. A toda hora,
sem que o saibamos, estamos rabiscando as páginas do livro da vida universal.
Por isto, somos responsáveis. As conseqüências de nossas ações nos alcançam
imediatamente ou depois, mas sempre nos alcançam e não há lugar que nos
proteja. Cada indivíduo é responsável por seus atos, trazendo para si mesmo o
bem ou o mal, como conseqüência dos atos que pratica. O homem é o artífice de
seu próprio destino, por isto é bom lembrar que nossas crianças serão os
adultos de amanhã e é com nossos
exemplos que se tornarão pessoas dignas, responsáveis e justas.
Dra. Marília Russi de Carvalho- CRMV-SP 3652-
Médica Veterinária
MOMENTO DE REFLEXÃO
Preguiça é uma doença da alma.
Pode até ser que uma pessoa com
determinadas deficiências químicas sofra de inaptidão e indisposição para o
trabalho, em razão de tristezas, perdas e de depressão.
O preguiçoso, todavia, não é vítima de
nada exterior à sua falta de responsabilidade.
Ele sofre do mal daqueles que acham que
o mundo lhes deve alguma coisa.
O preguiçoso é um ser que esconde a sua
covardia atrás do pretexto da indisposição, do cansaço ou dessa suposta falta
de boa vontade da natureza quanto a dar a ele um tratamento diferenciado dos
demais mortais.
Assim, o livro de Provérbios fala ao
preguiçoso o que deve ser dito a todos os preguiçosos:
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso;
olha para os seus caminhos, e sê sábio( Pv 6:6).
E assim, recomenda que o preguiçoso
perceba que a cada um compete uma tarefa na vida.
Ó preguiçoso, até quando ficarás
deitado? Quando te levantarás do teu sono?(Pv 6:9)
O sono do preguiçoso não é sono...é
evasão das responsabilidades da vida.
Como vinagre para os dentes, como
fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam(Pv 10:26).
Ter o preguiçoso como funcionário é uma
tarefa profundamente encardida e ardida.
O preguiçoso deixa de assar a sua caça,
mas ser diligente é o precioso bem do homem(Pv 12:27).
Nem se você der a ele o que comer resolverá
o problema da alma dele. Se ele deixar no fogo, no fogo ficará...até o fogo
deveria saber ajudá-lo a não queimar a comida. Todos devem ao preguiçoso, até o
fogo deve a ele consciência e brandura.
A alma do preguiçoso deseja, e coisa
nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta(Pv 13:4).
O preguiçoso acha que a grande
contribuição que ele tem para dar a vida é desejar...no mais...a vida deve a
ele a realização de seus sonhos.
O caminho do preguiçoso é cercado de
espinhos, mas a vereda dos retos é bem aplanada(Pv 15:19).
Tudo incomoda ao preguiçoso. Não há
caminho de conforto para quem vê desconforto e espinho em qualquer caminho da
vida.
O preguiçoso esconde a sua mão ao seio;
e não tem disposição nem de torná-la à sua boca(Pv 19:24).
Sois Rei! Sois Rei! Esse é o clamor que
o preguiçoso adoraria ouvir.
Quer ser servido. Até o ato de levar a
mão do peito ao prato e do prato à boca lhe é tarefa penosa.
O preguiçoso não lavrará por causa do
inverno, pelo que mendigará na sega, mas nada receberá(Pv 20:4).
Se ficar sem ter o que comer a culpa é
da natureza que não deu a ele o aviso que não haveria fartura se ele não
juntasse para o resto do ano.
O desejo do preguiçoso o mata, porque
as suas mãos recusam trabalhar(Pv 21:25).
Ele é um ser frustrado e vitimado pela
visão ciclicamente auto-vitimada que ele tem da existência. Assim, ele morre de
improdutividade e de insatisfação.
Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora;
serei morto no meio das ruas(Pv 22:13).
Qualquer caminho para fora de sua
letargia é como uma ameaça felina. Sua desculpa para não fazer é o “perigo” de
cada ato na vida.
Passei pelo campo do preguiçoso, e
junto à vinha do homem falto de entendimento(Pv 24:30).
E que o havia eram espinhos e urtigas.
Tudo que ele herdar será perdido. O mato come o que é dele.
Como a porta gira nos seus gonzos,
assim o preguiçoso na sua cama(Pv 26:14).
Ele está “pregado” à cama. Ele acaba
virando parte da mobília.
Mais sábio é o preguiçoso a seus
próprios olhos do que sete homens que respondem bem(Pv 26:16).
O pior é que o preguiçoso quase sempre
se acha malandro, esperto e aquele que sabe das coisas. O mundo só não dá certo
porque suas ordens e desejos não são realizados.
Você conhece alguém assim?
Você é assim?
Veja se esse é um estado crônico ou
apenas uma fase.
Vale ver como andam seus minerais e seu
estado psicológico.
Se tudo estiver em ordem, então, meu
amigo, levante-se de sua doença porque o bicho vida sempre pega o preguiçoso.
Não é o leão que está na rua...é a rua
que vira o leão.
Caio Fábio
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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