Segunda-feira,
28 de setembro de 2020
“O
preocupante não é a velhice, mas sentir-se velho!”
EVANGELHO DE
HOJE
Lc 9,46-50
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo:
46Houve
entre os discípulos uma discussão,
para saber
qual deles seria o maior.
47Jesus
sabia o que estavam pensando.
Pegou então
uma criança, colocou-a junto de si
48e
disse-lhes:
'Quem
receber esta criança em meu nome,
estará
recebendo a mim.
E quem me
receber,
estará
recebendo aquele que me enviou.
Pois
aquele que entre todos vós for o menor,
esse é o
maior.'
49João
disse a Jesus:
'Mestre,
vimos um homem que expulsa demônios em teu nome.
Mas nós o
proibimos, porque não anda conosco.'
50Jesus
disse-lhe:
'Não o
proibais, pois quem não está contra vós,
está a
vosso favor.'
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom Dia!
Essa história foi escrita no
ano passado, mas tem um tremendo valor ainda no dia de hoje
“(…) Houve certa vez um
conferencia sobre todas as plantas que existiam em uma região. Todos foram
convidados a enviar seus representantes para que ao final saísse qual era a
planta, árvore ou arbusto mais importante.
Horas e horas de longos debates
e apresentações foram necessárias para que três espécimes fossem selecionados
dentre tantas que ali se apresentaram e bravamente foram defendidas. A Sequóia
americana, a Orquídea e a Palma.
A Sequóia começou a ser
apresentada como a rainha imponente da floresta. Aquela que homem nenhum
poderia arrancá-la do solo, pois seu porte de tronco e raízes profundas
deixavam claro sua força e por ser uma arvore americana, ou seja, importada,
era que tinha mais requisitos para o cargo.
Após muitas palmas, o defensor
da Orquídea pôs-se em defesa dela dizendo logo de cara que ninguém consegue ser
tão bela e também tão destemida como ela. Dizia ele que alguns gostam de
difamá-la como fresca por gostar de pouco de sol e de muitos cuidados, mas
desafiava a poderosa Sequóia a ficar presa, com suas raízes fortes nas paredes
de um precipício íngreme igual ela – com o discurso provocativo a orquídea foi
aplaudida de pé.
Veio então a Palma. Uma planta
sem beleza, sem raízes e troncos fortes que se comparassem a poderosa Sequóia;
não era bela ou de aparência agradável tão pouco intrépida ao ponto a se alojar
um penhasco. Seu defensor, sem ter muito que falar pelo clima de “já ganhou” da
Orquídea, pois se então a falar:
- Colegas e irmãos! Reconheço
que temos pouco a apresentar para contrapor a beleza e a força dos nossos
adversários. Deixo claro que não são nossos inimigos, apenas temos nossas
belezas diferentes. Sinto-me feliz em estar aqui! Gostaria de apresentar a
PALMA que nada mais é que um cacto. Ela não possui a beleza da Orquídea e nem a
imponência da rainha Sequóia, mas creio que temos chances… Surgiram alguns
risos na platéia, iguais aos dados a Suzan Boyle no programa Ídolos Inglês.
- Esta é a PALMA! O local que
vive e não fácil. Lá não chove, não tem belas cachoeiras, não tem um terreno
rico para mantê-la sempre bela, mas mesmo assim ela tem flores! Nunca se ouviu
dizer de uma palma que se entregou, pois as condições eram adversas; nunca
ouviu-se dizer que alguém quis tirar fotos com ela para mostrar o quanto era
grossa e imponente; nunca se ouviu dizer seria fácil ser uma ou ter sua vida
- Atrevo-me a dizer, que não
existe nada igual a ela. Animais vêm de longe para poder se alimentar dela,
pois mesmo em condições extremas de calor e sofrimento permanecem vivas. A dor
sempre rondou sua vida, mas mesmo assim era uma referencia para quem tinha fome
- Por fim, creio eu, que certo
dia numa cidade do deserto, quando viu um homem ser levantado numa cruz por
coisas que não fez, homem esse também sem beleza ou força física, a motivou a
também a se dar pelos outros sem precisar perder o que ainda tinha de belo que
eram suas flores. Deixo, portanto a escolha para vocês!
“(…) Cresceu diante dele como
um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para
atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era
a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como
aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso
dele. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos
sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e
humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas
iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às
suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual
nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos
nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se
conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador”. (Ele não abriu
a boca.) (Isaias 53, 2-7)
Conseguiu entender a mensagem?
Criei essa estória para mostrar que existem coisas que ainda preciso aprender
com a vida.
Um imenso abraço fraterno
MOTIVAÇÃO NO
TRABALHO
A sutil
diferença entre persistência e teimosia
Luiz
Marins
Num seminário com mais de 600
empresários uma discussão tomou conta dos participantes. Eles me perguntavam:
até quando você deve persistir com uma ideia, com um negócio ou com uma
empresa, antes de desistir?
Foram inúmeros os depoimentos
de empresários que persistiram muito – chegaram a "quebrar" mais de
uma vez – antes de vencer e conseguir sucesso. As dificuldades, por eles
relatadas, foram imensas. Houve momentos
em que eles estavam querendo "jogar a toalha" e desistir. Não viam
saída alguma para o "buraco" em que estavam...
Numa análise mais profunda que
fizemos com eles próprios, tendo como base os exemplos de vida concreta de cada
um, fizemos com que eles percebessem que a persistência – que os fez vencedores
– foi muito mais com o método de trabalho, com a força da vontade, com a busca
de caminhos alternativos, do que uma teimosia em repetir, sem parar, a mesma
coisa, com os mesmos erros, com as mesmas pessoas até dar certo. Eles não
desistiram frente aos obstáculos, mas buscaram alternativas válidas, pessoas
mais experientes, mercados mais disponíveis, formas mais simples – até que
atingiram seus objetivos.
Depois que os fiz ver a
diferença entre persistência e teimosia eles próprios passaram a relatar – pela
própria experiência – que enquanto foram teimosos não tiveram sucesso. Enquanto
insistiram nas mesmas fórmulas, com as mesmas pessoas, com os mesmos parceiros
de insucesso, só viam o fracasso crescer, o buraco aumentar. Os vencedores são
persistentes, mas não são teimosos. Percebem quando mudar, como mudar, com quem
prosseguir num novo caminho. Não ficam "dando murros em ponta de
faca" como diz o ditado. Mudam com rapidez. Mudam com determinação. Porém
são persistentes na vontade, no querer, na visão de sucesso, na busca de
alternativas, na busca de companheiros e parceiros leais. Erram muito, são
enganados, passados para trás muitas vezes. Mas não se deixam abater e
contabilizam isso tudo numa conta de "experiência" que os faz ainda
mais fortes.
E nós, o que somos?
Persistentes ou Teimosos? Lembre-se que o mundo é dos persistentes e não dos
teimosos.
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Uma amiga ligou com notícias
perturbadoras: a filha solteira estava grávida.
Relatou a cena terrível
ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a
gravidez.
Houve acusações e
recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?"
Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que
se envolveu numa situação complicada como aquela.
Será que eu poderia ajudar,
servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a
situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar
com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi
dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o
conselho de minha mãe:
_ "Quando uma criança está
em apuros, feche a boca e abra os braços."
Tentei seguir o mesmo conselho
na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem
sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim, a mais
velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto.
Depois de me certificar de que
não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma
antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar
ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o
pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.
Então me lembrei das palavras
de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles dizendo: –
Desculpa... Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama,
abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por
fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para
mim do que ela.
– Eu também sinto muito, Kim –
disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais
importante do que abajures.
Ainda bem que você não se
cortou.
Felizmente, ela me perdoou.
O incidente do abajur não
deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua
do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou
frustração.
Quando meus filhos eram
adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos
para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o
desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de
trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores, que
seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela
mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar
o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões em que
me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz
sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito
pouco razoáveis.
É impressionante como a gente
acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está
abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.
Quando eu segurava a língua,
acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e
arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de
coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados,
contudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos fazer
agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio parar
aqui?"
Meus filhos hoje estão
crescidos, a maioria já constituiu a própria família.
Um deles veio me ver há alguns
meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."
Depois de um abraço, nos
sentamos à mesa da cozinha.
Escutei e me limitei a assentir
com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava
o seu problema por uma peneira.
Quando nos levantamos, recebi
um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
– Obrigado, mãe. Sabia que você
me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço
inteligente quando fecho a boca e abro os braços.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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