Sábado, 26
de setembro de 2020
“Os
poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a
primavera inteira!“ (Che Guevara)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc
9,43b-45
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo:
43bTodos
estavam admirados
com todas
as coisas que Jesus fazia.
Então
Jesus disse a seus discípulos:
44'Prestai
bem atenção às palavras que vou dizer:
O Filho do
Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.'
45Mas os
discípulos não compreendiam o que Jesus dizia.
O sentido
lhes ficava escondido,
de modo
que não podiam entender;
e eles
tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Pe.
Antonio Queiroz
O Filho do Homem vai ser
entregue nas mãos dos homens. Eles tinham medo de fazer perguntas sobre o
assunto.
Este Evangelho narra que, em
meio à euforia do povo pelo que Jesus fazia, ele disse aos discípulos: “O Filho
do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”.
Jesus se auto-aplica o título
messiânico de “Filho do Homem” (Dn 7,13), que ele relaciona com a figura do
servo sofredor do Senhor. “Mas os discípulos não compreenderam e tinham medo de
perguntar.” Tal era a distância entre essa afirmação e a expectativa dos
discípulos em relação ao Messias, que nem entendiam essa linguagem de união
entre Messias e sofrimento. Jesus fez tudo para evitar o “escândalo de cruz”,
mas não houve jeito. Só em Pentecostes os discípulos entenderam.
Entretanto, o fato de ter medo
mostra que os discípulos ficavam inseguros ou “perdidos” quando Jesus falava
isso. É a atitude de quem chega perto do mistério, mas não consegue entrar
nele.
Por incrível que pareça, esse
choque de mentalidades entre o pensamento do mundo e o de Cristo continua até
hoje. Quantos ensinamentos de Jesus são totalmente ignorados pelo mundo
pecador. As pessoas conhecem, mas fazem de conta que não conhecem. Isso em
relação ao casamento, à partilha dos bens, ao modo de se comportar diante de
uma agressão etc. O fato de surgirem seitas em toda parte, criando um
“evangelho” diferente do de Jesus, é outra atitude paradoxal do homem moderno.
Todas as seitas são diferentes uma da outra e todas se entendem como a única
verdade de Cristo! Todas têm o seu fundador e data de fundação, e pensam que
foram fundadas por Jesus Cristo!
O discípulo de Jesus não busca
aplausos. Pelo contrário, fica preocupado quando o mundo pecador o elogia
muito, pois a proposta cristã entra em choque com o mundo.
Quando nós não entendermos
algumas palavras de Jesus, vamos nos lembrar que ele é o próprio Deus
encarnado, portanto é fidedigno. Podemos obedecer os seus ensinamentos “como se
víssemos o invisível”.
O melhor é não ter medo de
fazer perguntas, quando não entendemos alguma coisa da nossa fé. É trocando
conhecimentos e experiências que perseveramos e cresçamos na vida cristã.
“Caminheiro, você sabe, não
existe caminho. Passo a passo, pouco a pouco, o caminho se faz.” Ser discípulo
de Jesus é caminhar com ele. É no caminho que se aprende, inclusive nas quedas.
É pena que, na hora da cruz, muitos desistem, e outros procuram atalhos, com o
objetivo de evitar a cruz!
Não é aqui na terra que
recebemos retorno pelo bem que fazemos. O discípulo de Jesus continua pobre,
aflito e com fome e sede de justiça. Mas ele ou ela confia em Deus e vai em
frente, vencendo todos os obstáculos.
No batismo, nós nos tornamos
discípulos e discípulas e missionários de Jesus Cristo. Ali começamos a nossa
caminhada, procurando imitar Jesus em tudo. “Quero conhecer o Cristo e
tornar-me semelhante a ele em tudo, até no sofrimento” (Fl 3,10-11). “Já não sou
mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Assim como Jesus vivia em
Comunidade com os Apóstolos, nós queremos viver sempre em Comunidade. A vida em
Comunidade é, muitas vezes, uma cruz, mas nem por isso vamos abandoná-la.
“Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum” (At 2,44).
A vida em Comunidade é, ao mesmo tempo, difícil e bela. Ela é uma cruz, mas uma
doce cruz.
O que Jesus mais detesta é o
discípulo convencido, que pensa já ter chegado à perfeição cristã. Essas pessoas
são as primeiras a ver o cisco no olho do irmão, sem reparar na trave do
próprio olho.
“Tenho nojo, detesto as vossas
celebrações. Quem pediu para pisardes nos meus átrios? Mãos sujas de sangue!...
No dia do juízo, Sodoma e Gomorra terão sorte melhor que vós!” (Is 1,10-17).
A melhor atitude do discípulo é
jogar-se nas mãos de Deus como uma criança se joga nos braços da mãe. Cuidar
apenas do momento presente, deixando para Deus o futuro e o passado. Ele nos
protege em tudo, inclusive nos indicando o que devemos falar numa hora difícil.
Não perderemos um só fio de cabelo.
Certa vez, um rapaz
universitário, filho único, estava em sua cidade, de férias. Um dia, ele estava
na praça, viu uma briga e foi apartar. Com isso, infelizmente foi atingido por
uma faca e morreu. O assassino foi preso em flagrante. No julgamento, o moço
pegou vários anos de prisão.
Mas o pai da vítima, que estava
presente, pediu a palavra e disse: “Senhoras e senhores, nós, eu e minha esposa
que está aqui ao meu lado, tínhamos um filho só, o qual amávamos muito. Sua
morte deixou em nossa casa uma grande lacuna. Nós dois gostaríamos de adotar
alguém que preenchesse esse vazio e suavizasse a nossa dor. Resolvemos adotar
como filho o próprio rapaz que acaba de ser julgado. Que ele possa pagar a sua
pena morando em nossa casa. É o que pedimos”.
Todos os presentes ficaram
emocionados diante de tal atitude. Os jurados, unanimemente, e o juiz,
acolheram o pedido, e o casal acolheu, como filho, o assassino do seu próprio
filho!
Dá até para imaginar o que
esses pais pensaram: “Esse rapaz fez isso num momento de bobeira. No fundo, ele
é bom. Quem sabe agora, morando conosco, ele se emenda”. Acontece que esse tipo
de raciocínio vale para qualquer assassino, qualquer criminoso. Para alguns, a gente
vai dizer: “Sim, foi um crime premeditado. Mas olhe o passado dele. No fundo,
ele é bom. O que falta é ser amado, para que aprenda a amar”. A misericórdia
caminha por aí. Ela não é ingênua, é real e verdadeira.
A atitude desse casal foi
parecida com a de Jesus. Vivendo no meio dessa sociedade pecadora, os três,
Jesus e o casal, tiveram um amor universal. Não excluíram ninguém do seu amor,
nem mesmo pessoas que lhes fizeram um grande mal. O nosso perdão deve ser
completo e de coração.
Na vida pública de Jesus,
quando ele era aclamado, Maria certamente estava ali por perto, mas não
aparecia. Quando Jesus foi humilhado na cruz, ela esta estava em destaque, de
pé, sofrendo junto com ele as humilhações, mas sem odiar ninguém. Virgem Mãe
das Dores, rogai por nós!
O Filho do Homem vai ser
entregue nas mãos dos homens. Eles tinham medo de fazer perguntas sobre o
assunto.
CASA, LAR E
FAMÍLIA
Atente ao
rótulo quando comprar água engarrafada
A despeito de toda publicidade
sobre refrigerantes e cervejas e da discussão da fusão das suas indústrias, a
água ainda é o líquido mais apropriado e utilizado para se matar a sede. Tanto
que algumas empresas lançaram recentemente uma nova concorrente para as águas
minerais de mesa: as águas adicionadas de sais.
Preocupados com o consumidor
desatento, os técnicos da Fundação Procon-SP recomendam atenção às informações
do rótulo, uma vez que as embalagens de águas adicionadas de sais são
semelhantes às de água mineral e seu preço um pouco inferior.
As primeiras são águas potáveis
comuns, que após a eliminação de resíduos de cloro usados na sua purificação
são adicionadas de sais minerais de uso permitido como cálcio, magnésio,
potássio ou sódio. Seu rótulo deve incluir a expressão ‘’ÁGUA ADICIONADA DE
SAIS" em caracteres visíveis que a diferencie claramente da água mineral.
É proibida a denominação "’água mineral" e derivações como "água
mineralizada" ou ainda qualquer indicação relacionada a propriedades terapêuticas.
Elas podem conter gás, como dióxido de carbono de padrão alimentício (o mesmo
empregado nos refrigerantes).
Já as águas minerais
tradicionalmente conhecidas são provenientes de fontes naturais ou de fontes
captadas artificialmente. Possuem composição química ou propriedades físicas ou
físico-químicas distintas das águas comuns, que podem lhe conferir ação
medicamentosa, embora nenhuma designação quanto as suas propriedades
terapêuticas possa constar no rótulo sem prévia autorização. Estas águas são
classificadas de acordo com o elemento químico predominante, e podem ser
termais ou gasosas (natural ou artificialmente).
De qualquer forma, as águas
minerais devem conter em seus rótulos:
o nome da fonte;
a natureza da água;
a localidade;
a data e número de concessão da
lavra;
o nome e o endereço do
concessionário;
as constantes físico-químicas;
a composição analítica e
classificação,
além de dados como volume do
conteúdo e indicação com ano e mês do engarrafamento e prazo de validade que
são informações obrigatórias para todas as águas engarrafas.
Esta é única forma do
consumidor se resguardar de enganos e não levar "gato por lebre".
PROCON
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Há muita necessidade de
silêncio nos dias atuais...
As pessoas ansiosas por se
fazer ouvir, falam cada vez mais alto, como se isso bastasse para que os outros
as escutassem.
Em restaurantes, shoppings,
filas, salas de espera, salões de beleza, aeroportos, se ouvem os falatórios.
E, para aumentar o ruído, em alguns lugares tem um som ambiente mais alto
ainda...
E, quando não se tem alguém
para falar, o celular serve. A pessoa faz uma ligação e se esquece de que está
dividindo o ambiente com outros indivíduos, que não estão interessados no seu
assunto.
É impressionante como as
pessoas falam muito, e falam alto...
Além de ser um grande
desrespeito aos ouvidos alheios, essa gritaria torna impossível um diálogo
entre pessoas de voz moderada, nesses ambientes comuns.
Mas não é só a falta de
silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em dia. É também a falta de
silêncio interior.
Poucos indivíduos ouvem a
própria voz e analisam seus pensamentos antes de exteriorizá-los.
O hábito de meditar antes de
expor uma opinião ou um julgamento, é muito pouco cultivado em nossa sociedade.
E isso tem sido motivo de
desarmonia e intrigas, de mal-entendidos e hostilidades.
Saber calar, saber ouvir, ser
senhor de suas palavras e de seus sentimentos é um desafio que merece ser
pensado.
Talvez, foi por ter percebido
essa necessidade em nosso meio, que um amigo nos trouxe a seguinte mensagem:
Aprenda a silenciar a palavra
que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à
mercê das companhias inferiores.
Aprenda a calar...
Aprenda a silenciar a palavra
suave, mas cheia de ironia, que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a
quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou
a enxaqueca.
Aprenda a calar...
Aprenda a silenciar o murmúrio
que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere
como punhal, ao tempo que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se
assustar consigo mesmo.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar o pensamento
cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, nele você se detém mais
do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual
distorcida.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar o julgamento
que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o
que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos
opositores daquele que é julgado.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar todo e qualquer
sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule
e não seja maculado.
Aprenda a vigiar os sentimentos
para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se
aprisiona voluntariamente, e possa alçar voos mais altos e sublimes.
Aprenda a calar...
E, enquanto não consegue deixar
de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses
momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.
Insista na oração até que, um
dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas será sentimento por inteiro,
amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si
mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.
Aprenda, definitivamente, a
calar!
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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