quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Terça-feira 22/09/2020


Terça-feira, 22 de Setembro de 2020

“Há pessoas que fazem as coisas acontecerem, outras observam o que está acontecendo e, por fim, outras que não sabem o que está acontecendo.”



EVANGELHO DE HOJE
Lc 8,19-21


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
“(…) Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus”. (site da CNBB)
Se partirmos das reflexões propostas pelo parágrafo acima teríamos muitas laudas para escrever e debater, mas a grande proposta da reflexão acima esta em nos perguntar quais são os motivos que me levam a realizar, eu trabalho comunitário? Se tenho uma vocação pessoal, um serviço pastoral, qual é o foco desse serviço: as pessoas ou a mim mesmo?
Muita gente realiza trabalhos que chamam de assistenciais ou de caridade que pelo gesto é realmente uma grande ação, mas de fato são de caridade? Obras de amor são pagas com o sorriso das pessoas, com a alegria delas, com a promoção a uma condição melhor de vida. Se o que faço visa que me vejam ou busco nessas obras ganhar pontos com Deus, creio que minha missão anda de “FREIO DE MÃO PUXADO”.
Quando uso essa expressão é para deixar claro que o gesto é válido e bem recebido por Deus, mas como qualquer ação ou projeto precisa ser avaliado de tempos em tempos, precisamos nos atentar aos motivos desse nosso empenho.
Muita gente faz lindos trabalhos dentro de suas comunidades ao ponto de viverem quase dentro de suas igrejas de segunda a domingo, mas escondem por trás de uma linda determinação MECANISMOS DE FUGA OU DE DEFESA. Quem nunca ouviu a expressão: fulano (a) é o dono da igreja!? Quantas pessoas conhecemos que se não tem um cargo de coordenação somem de nossas comunidades? Esse é o foco da missão cristã? Ter cargos e locais de destaque?
Começamos a semana com uma profunda reflexão a todos que perdem o foco de suas ações em nome de Deus colocando seus quereres e imaturidades a frente do projeto maior. A primeira leitura de domingo assim dizia:
“(…) Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor”. (Isaias 55,8)
Nenhum trabalho que tenha foco nas pessoas deve ser conduzido por quem não tem maturidade sob o risco de tentar se alto promover ao invés de “esconder da mão esquerda o que a direita fez”. Pessoas imaturas e inconsistentes precisam ser amparadas por pessoas mais sóbrias e sensíveis a ação do Espírito Santo. Obras de caridade não são de caridade se desejo algo de Deus em troca!
“(…) Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam”.
Um imenso abraço fraterno




COMPORTAMENTO

Quem humilha outras pessoas para demonstrar seu poder apenas revela a própria mediocridade
Luiza Fletcher


Essas pessoas podem ser cheias de dinheiro e sorte, mas uma coisa é certa: continuam sendo medíocres, porque preferem espalhar o mal a fazer o bem.
Uma das maneiras mais simples de conhecer o caráter de uma pessoa é analisando a forma como ela trata aqueles ao seu redor, especialmente os que estão em posição menos privilegiada.
Neste mundo, existem pessoas realmente especiais e cheias de valor. Ainda que se encontrem em vantagem sobre a maioria daqueles ao seu redor, elas mantêm a humildade e fazem o que está ao seu alcance para que o mundo seja um lugar mais justo e bom para todos.
Essas pessoas oferecem seu conhecimento, atenção e gentileza a todos ao seu redor, importam-se com suas classes sociais ou benefícios que podem lhes oferecer.
São verdadeiros exemplos, almas evoluídas que usam sua influência para fazer o bem e deixar um legado positivo neste mundo. Seria muito bom, se todas as pessoas fossem como elas, mas infelizmente não é assim.
No polo oposto das pessoas valorosas estão os arrogantes. Eles são os que sentem prazer em ofender e diminuir qualquer um que tenha o mínimo de desvantagem em alguma área da vida.
Os arrogantes não conhecem o respeito, a gratidão e muito menos a lei da vida, que diz que o mundo está sempre girando e as realidades se invertendo.
Adoram humilhar outras pessoas, e fazem isso para demonstrar o poder que acreditam possuir. Para eles, não há propósito em vencer, se não puderem zombar de todos aqueles que não possuem as mesmas oportunidades.
Essas pessoas podem ser cheias de dinheiro e sorte, mas uma coisa é certa: continuam sendo medíocres, porque preferem espalhar o mal em vez de ajudar a construir uma realidade melhor para todos.
Seu coração é preenchido pelo egoísmo, falta de caráter e princípios, e pela maldade. Acreditam ser superiores a todos, mas a verdade é que são dignas de pena por terem coração tão frio e comportamento tão negativo.
Quem humilha outras pessoas para demonstrar seu poder apenas revela sua mediocridade, porque o verdadeiro poder está em apoiar, em fazer a diferença, em lutar pela igualdade e pela felicidade de todos.
A pessoa realmente poderosa tem sabedoria para reconhecer que melhor do que reinar sozinha é viver num mundo de felicidade mútua, onde todos podem compartilhar alegria e sucesso.



MOMENTO DE REFLEXÃO

Outro dia, folheando a revista Veja num consultório médico, li uma reportagem bastante interessante que mostrava, com estatísticas, que as crianças de origem asiática, que vivem no Brasil, apresentam um desempenho escolar superior ao dos estudantes brasileiros.
O texto explicava que, nas classes onde elas são maioria, o silêncio e a atenção são uma constante.
Ouve-se claramente a voz do professor explicando a matéria.
Dizia também que essas crianças dedicam nove horas diárias ao estudo (cinco na escola e quatro em casa) enquanto que as nossas, apenas cinco (as da escola)
Quando chegam em casa, essas crianças pegam seus cadernos, livros e estudam. Fazem os deveres de casa que o professor passa, lêem, treinam equações matemáticas etc
Enquanto os brasileirinhos, em sua maioria, vagueiam pelas ruas empinando pipa ou jogando bola.
Com isso, os asiáticos do nosso país estão conseguindo os melhores postos de trabalho (que são justamente aqueles que exigem maior qualificação e preparo)
Em empresas com ótima remuneração, assistência médico-hospitalar e condições de ascensão profissional.
E tudo isso me fez lembrar de uma menina brasileira que morava no Japão e veio visitar os parentes que ficaram aqui.
A tia dela era Orientadora na escola onde lecionávamos.
Certo dia estávamos em nossas classes, tentando dar aula e explicar a matéria para os alunos que, como sempre, só conversavam e brincavam de costas para a lousa... enquanto isso, a tia , nossa orientadora, vagava com a garota pelos corredores da escola, procurando uma classe mais calma, onde a sobrinha pudesse ficar resolvendo as questões de uma provinha de terceira série que ela (tia) havia preparado, para verificar o aproveitamento e a adaptação da menina na escola japonesa.
Mas a menina ficou aterrorizada com a gritaria dos nossos alunos e preferiu resolver a prova na Biblioteca, alegando que não conseguiria concentrar-se com aquela bagunça
Perguntamos então o que acontecia, na escola dela, com os alunos que só queriam brincar, não estudavam e não respeitavam o professor em sala de aula
Ela disse que eles eram castigados
Perguntamos então qual era o tal castigo.
E sabem o que ela respondeu????
Que não sabia, porque na classe dela nunca havia visto um aluno conversar durante as explicações ou desrespeitar seu professor....
Perceberam a diferença?
Nas escolas públicas de São Paulo, as salas de aula são superlotadas, com até 45 alunos por classe.
Para esse auditório, o professor tem que ensinar:
-o conteúdo das disciplinas (Matemática, Português História, Geografia, Ciências) + cidadania+ valores + educação sexual + higiene +saúde + ética + pluralidade cultural.
Deverá também funcionar como psicólogo, assistente social, orientador educacional e orientador pedagógico, desempenhando também todos os deveres familiares que a sociedade resolver transferir para a escola.
Nossos alunos dizem que as aulas são chatas e alegam que não gostam de ler,que ler não é divertido....que jogar bola e empinar pipa é melhor...
E todos logo gritam em coro:
- Culpa dos professores que não dão uma aula divertida e atraente para as crianças.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo surge em cena alegando que o aluno que temos é assim mesmo e que os professores precisam aprender a ensinar...
Rotula o magistério oficial como “professores nota zero”
O que eles querem esconder é que temos em classe crianças ( filhos de eleitores) que recebem o livro didático, cadernos e até mochilas mas “esquecem” em casa para ficar brincando durante a aula...
Crianças que não fazem lição de casa, não estudam e nem sequer prestam atenção as explicações do professor em classe.
Para agradar os pais eleitores, a Secretaria da Educação encaminha os professores para cursos de “capacitação”, alegando que eles não têm mais capacidade para ensinar.
Contratam firmas para dar esses cursos que segundo eles, tem o poder de transformar “profissionais despreparados” em professores criativos, prontos para dar uma aula eficaz, envolvente, estimulante e, ao mesmo tempo, divertida , capaz de fazer com que os alunos gostem mais da escola do que das partidas de futebol, mais de leitura do que dos jogos no computador.... É claro que esse discurso de responsabilizar o professor e varrer a sujeira pra baixo do tapete não vai levar a Educação a lugar nenhum.
Mas serve perfeitamente para justificar, junto a opinião pública, os baixos salários pagos aos profissionais do estado que mais arrecada impostos no país.
Imagine que você está doente, vai ao médico e ele prescreve determinado remédio
Você não toma o medicamento, não faz a sua parte e culpa o médico por não melhorar,..
Assim acontece nas escolas públicas paulistas: o professor ensina e os alunos não prestam atenção, não estudam, não fazem os deveres de casa , como nossos amiguinhos asiáticos
Daí vem o governo e culpa o professor pelo mau desempenho dos “estudantes”
Para justificar mais uma vez a falta de reajustes e os baixos salários em SP o governo implantou um sistema de avaliação. Os professores recebem um bônus por produtividade, uma vez por ano, se os alunos estudarem, se os alunos não faltarem; se os alunos não se evadirem; se os alunos ...
E assim por diante!
E, como o aluno não quer saber de nada, estamos sem reajustes desde que o PSDB começou a governar (uns 11 anos) .
Sem contar que, nesse sistema de bonificação por produtividade, os aposentados, por não terem mais alunos, são castigados e estão sem reajuste há anos (desde que o governo de SP passou a avaliar professores pelo desempenho dos alunos...)
Ninguém quer sugerir aos eleitores a receitinha das crianças asiáticas: fazer a lição de casa, estudar, empenhar-se, dedicar-se.Enfim, fazer sua parte!
A verdade é que o educador deixou de ser modelo para os jovens: ganhamos mal, nos vestimos mal e somos alvo constante da crítica social .
Hoje, modelo para os jovens, são os milionários jogadores de futebol, pagodeiros e outros mais que prefiro nem relacionar aqui...
Vamos combinar, não dá para falar em Educação de Qualidade enquanto o profissional da educação for sistematicamente desvalorizado , tratado pelo governo, pelas famílias e pela mídia em geral como um inimigo público, um vagabundo etc.
Nessas condições , que aluno vai querer ouvir o que uma pessoa assim tem a dizer?





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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