quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Terça-feira 15/09/2020

Terça-feira,15 de Setembro de 2020

“No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se...”


EVANGELHO DE HOJE
Lc 2,33-35

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda quanto de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
Hoje, poderíamos também partilhar Lucas 2, 33-35 que é justamente o oposto desse momento. Em Lucas nos lembraríamos da apresentação de Jesus no templo, onde fora revelado a Maria o destino final de seu filho, que vemos no Evangelho de João.
Qual seria a dor maior? Saber anos antes (Lucas) ou presenciar o fato (João)?
Quantas pessoas conhecemos que também vivem calvários pessoais? Pessoas que mediante a força dos ventos viram seus planos ir embora; ou vêem algo sair errado ao planejado com relação a família (filhos, esposo, esposa), ao trabalho (desemprego, falta de oportunidade, baixo salário), (…)? Jesus era ainda bebe quando ao templo, portanto Maria guardou em seu coração por cerca de 30 anos um sofrimento silencioso, pois sabia que perderia seu filho.
“(…) Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. (Lucas 2, 34-35)
Que poderíamos pensar no lugar dela? Esconder a criança? Fugir para bem longe? Ela preferiu enfrentar… Maria, por amor ao projeto de Deus, jamais se prostrou diante da dor. Viu seu filho crescer na graça e por fim se entregar na Cruz.
Quantos de nós sofremos por antecedência? Às vezes nem vivenciamos o problema e já estamos sofrendo. Vem o vestibular, a prova de um concurso, uma entrevista de emprego e nosso pensamento já esta derrotado, pessimista, (…). Temos um filho ou filha que nos dá muito trabalho na escola, não se interessa, fica até tarde na rua, (…) e nosso pensamento já diz “o que será dele (a)”; Temos um marido que bebe; um filho sem regras e de vida transviada, o desemprego; dívidas, (…) e nosso pensamento já vai nos destruindo: “Fazer o que?” ou “Resta me conformar!!”
Precisamos PARAR IMEDIATAMENTE de sofrer por antecipação. Há uma possibilidade real que o que imaginamos nunca acontecerá e nós já estamos sofrendo. Saiba que sofrer antecipado é sofrer duas vezes, pois caso os fatos culminem para o que imaginamos sofreremos antes e durante o fato.
Busquemos o exemplo de Maria, a Senhora das Dores, sabendo o que iria acontecer se preocupou em como aproveitar ao máximo o tempo. Ninguém ouviu tão bem como ela, ninguém entendeu o projeto como ela, ninguém acreditou mais do que ela, (…) É importante frisar que longe de mim acreditar que Maria apenas cruzou os braços e aguardou. Maria deixou clara a idéia que temos  muito por fazer. Temos seu exemplo e intervenção nas bodas de Caná; ela esteve perto do seu filho nos momentos mais marcantes… A SENHORA DAS DORES não ficou em casa se lastimando ou sofrendo imaginando o que estava a acontecer com seu filho.
Se temos problemas a serem resolvido, partamos para cima deles! Se ainda não temos, por quê então estamos a imaginá-los? Se ainda são “filhotes”, porque fazê-los crescer? É duro também aceitar que boa parte dos problemas que temos, isso eu insisto e enfatizar, infelizmente foi causado por nossas ações ou nossas omissões do dia-a-dia e talvez por reconhecer esse fato, sofremos mais do que deveríamos.
Meu irmão (ã), quem por acaso nunca errou?
“(…) Filho, pecaste? Não o faças mais. Mas ora pelas tuas faltas passadas, para que te sejam perdoadas. Foge do pecado com se foge de uma serpente; porque, se dela te aproximares, ela te morderá”. (Eclesiástico 21, 1-2)
Que Maria nos abençoe. Que seu espelho de vida, compenetrada, focada e pró-ativa possam nos ajudar a superar nossas dores, nossas fraquezas, nossos erros, (…).
Salve Maria!
Um imenso abraço fraterno




MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Preste atenção em como as pessoas tratam você. Isso é um reflexo de quem elas realmente são.
Carmen Hornick

O que pretendo conversar com você guarda uma relação com as fábulas, aquelas que por meio de uma alegoria, no final, trazem-nos uma lição a ser aprendida.
Autoconhecimento e relacionamento caminham de mãos dadas. Afinal, trata-se de mim, de você e de nossas atitudes, da convergência entre o que se fala e como se comporta. Assunto comum das conversas familiares, de trabalho, de roda de amigos e de redes sociais. Nas relações humanas, há quase sempre alguém indisposto com outro alguém por alguma fala ou por alguma atitude.
Em primeiro lugar, precisamos considerar que somos seres humanos e por essa razão somos falhos, mas por essa mesma razão podemos melhorar a cada dia. É claro que vamos encontrar aqueles que não têm essa percepção, que já se consideram como bons o suficiente, você provavelmente conhece alguém assim, não é mesmo?
Mas, feita essa observação indispensável, vamos lá! O que pretendo conversar com você guarda uma relação com as fábulas, aquelas que por meio de uma alegoria, no final, trazem-nos uma lição a ser aprendida.
Observei que, nas voltas da vida, às vezes, encontramos pessoas malvadas disfarçadas de fadas. Imagino que você saiba do que eu estou falando. Vamos colocar aqui que o termo malvada se refere unicamente às personagens delineadas nas fábulas como pessoas traiçoeiras e capazes de realizar intrigas em benefício próprio. Já as fadas, nesse mesmo contexto, são descritas como figuras etéreas, leves e bondosas.
Com o passar do tempo, concluí que ambas coabitam os nossos seres, mas que, em algum momento, dependendo da situação e do cenário, uma se sobrepõe à outra. Concluí também que as atitudes repetidas podem esboçar uma tendência e, assim, o ser humano aproximar-se mais da fada ou da malvada.
Com essa conclusão, e considerando que o comportamento humano é algo fascinante para mim, passei a observar mais e a questionar os envolvidos em conflitos. Minha primeira preocupação foi a de entender, quando uma situação de conflito recai sobre determinada pessoa, ou seja, determinado indivíduo de um grupo é visto como desonesto, falso, mentiroso.
Entendi que do ponto vista apresentado na obra “Os jogos da vida”, de Eric Berne, nossas interações, sejam elas quais forem, trazem consigo situações inconscientes para a arena.  Nossas posições na transação, quando no triângulo dramático proposto pelo cientista, movimentam-se entre os papéis de vítima, perseguidor e salvador, alternando-se no fluxo da conversação. Então, uma luz no final do túnel começou acenar para mim. Era uma luz luxuriante, aconchegante e amorosa.
À vista disso, com muito afeto e carinho, dei-me conta que as malvadas precisam se comportar assim, afinal são como as raízes de uma árvore que precisam sugar a terra para sobreviver, bem como entendi que as fadas são como as frutas dessa mesma árvore, no entanto, oferecem sua doçura e abundância. Ambas são perfeitas como são, cada uma em seu padrão. Que alívio reconfortante!
Ainda nessa reflexão, por força de algo maior, deparei-me com um conteúdo no site www.iheartintelligence.com, que dialogou comigo como somente um iluminado faria e, sim!, o texto, como num passe de mágica, remeteu-me às minhas aulas de psicologia freudiana: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo.”
Por favor, acompanhe-me nessa percepção. O título do texto, em si, já era um conselho pertinente: “Preste atenção em como as pessoas tratam você. Isso é um reflexo de quem elas realmente são.” Resumidamente ele, o autor Thomas Nelson, falou para mim que algumas pessoas mantêm segredos obscuros sobre si, como uma forma de defesa à exposição ou ao julgamento. Eu, há algum tempo, vinha observando essa dinâmica nas relações sociais.
Na minha opinião, o uso de máscaras sociais é preocupante e nos afasta, cada dia mais, da autenticidade e, portanto, do tão sonhado bem-estar gerador de momentos de felicidade.
Nessa articulação, o autor diz que quando alguém, deliberadamente, lança acusações sobre o outro, ele está simplesmente expondo o seu self agressivo, sua malvada dominante. Note que a ação se enreda como uma metalinguagem, pois ao colocar o outro no centro do acontecimento, a ação do acusador é automaticamente minimizada, haja vista que ele assume o papel da vítima em busca de seu salvador, no caso, a terceira pessoa do triângulo a quem são feitas as revelações/acusações.
Ao mesmo tempo, significa que o estabelecimento do jogo lhe proporciona o conforto emocional de haver encontrado um seu igual, ou alguém que brinque e participe de seus dramas pessoais.
Pelo mesmo caminho, transita a acusação sobre mentira e falsidade. Afinal, os estudos filosóficos e religiosos já se debruçaram sobre a busca da verdade, mas nós, seres humanos, quando mais honestos e “do bem” – entenda-se aqui aquele que se preocupa não só consigo mesmo, mas com o outro –, buscamos manter a coerência entre os nossos valores, o que pensamos, dizemos e fazemos.
Mas sabemos que a verdade, termo abstrato e fluido, sobre fato ou pessoas, nem mesmo a ciência e seus métodos é capaz de revelar. Há, sim, uma aproximação, mas é apenas uma aproximação. Ou seja, só você mesmo é capaz de saber quando está mentindo ou não, quando está sendo falso ou não.
Neste sentido, concluo, juntamente com Thomas, que há uma grande tendência de que o algoz, aquele que acusa o outro de falso ou de mentiroso, ser o próprio mentiroso! A ideia básica percorre o mesmo caminho, qual seja, de acusar o outro para que o próprio comportamento não seja observado, para colocar-se como vítima e para ser salvo pelo seu herói: game over!
Assim, deixo a minha dica para você lidar com situações semelhantes e tão comuns na vida, seja na família ou no trabalho: preste atenção nos provocadores de conflitos e perceba o script em que vivem quando provocam desarmonia.
Caso você seja o alvo, não se sinta infeliz nem confunda os papéis. Entretanto, se você for qualquer um dos outros envolvidos no conflito, veja a situação e analise quem está em qual papel, reenquadre o triângulo e não aceite o que não é seu. Esse é um excelente método para resolver conflitos internos/pessoais, familiares, institucionais, enfim, de relacionamentos.
Lembre-se que todos temos qualidades e defeitos, pois somos, ao mesmo tempo, malvadas e fadas, mas você, assim como eu, precisa lutar para, além de equilibrar essa balança, fazer com que a luz seja mais aparente que a sombra.
Olhe para as malvadas que encontrar com empatia e compaixão, pois elas estão, por alguma razão, revelando para você quem realmente são, na realidade, é o que elas têm para oferecer. Então, aproxime-se, veja, escute, toque, observe que, se lhe enredam no triângulo, de alguma forma, elas percebem você como uma pessoa especial, pois foi convidada para participar do jogo.
Sei que é difícil lidar com uma situação conflituosa com afeição, mas aproveite a oportunidade para se conhecer melhor e para observar as suas atitudes. Mas, por favor: não sofra!



MOMENTO DE REFLEXÃO

Mais velho eu fico, mais aprecio as manhãs de sábado. Talvez seja por causa da quieta solidão que vem com o fato de ser o primeiro a levantar, ou talvez seja a alegria ilimitada por não ter que estar no trabalho. De uma ou outra maneira, as primeiras horas de uma manhã de sábado são muito agradáveis. Há algumas semanas, eu estava arrastando os pés pelo porão com um copo de café em um mão e o jornal na outra. É como começa uma típica manhã de sábado, quando me chegou uma daquelas lições que a vida parece nos entregar de tempos em tempos. Deixe-me contar.
Eu girei o seletor de meu rádio a fim escutar de uma troca de mensagens qualquer. Ao longo do caminho, em meio aos ruídos do intenso tráfego de sábado, eu ouvi uma voz dourada.
Sabe, aquela voz amável que soa como de profissional?  Ele falava à alguém algo sobre "mil bolinhas de gude".
Eu fiquei curioso e parei para escutar o que tinha à dizer.
- Bem, Tom, eu sei como você é ocupado com seu trabalho. Estou certo que lhe pagam bem mas é uma vergonha você ter que ficar fora de casa e longe de sua família por tantas vezes. Difícil acreditar que um jovem tenha que trabalhar sessenta ou setenta horas por semana. Ficou feio... você faltou ao recital de dança da sua filha.
E continuou,
- Deixe-me lhe contar algo Tom, algo que me ajudou muito a trabalhar melhor as minhas próprias prioridades. Foi aí que começou a explicar a sua teoria das "mil bolinhas de gude". - Veja, eu sentei um dia e fiz algumas contas.
Uma pessoa vive, em média, setenta cinco anos.
Eu sei, alguns vivem mais e outros menos, mas em média, as pessoas vivem aproximadamente setenta e cinco anos.
- Então, eu multipliquei 75 vezes 52 e deu 3900 que é o número de sábados que a pessoa tem em sua vida inteira. Preste atenção agora Tom, estou começando a parte mais importante.
- Como eu tinha 55 anos, eu já tinha passado por 2860 sábados. Comecei a pensar que se eu vivesse até setenta e cinco, eu tinha apenas cerca de mil sábados para aproveitar.
- Então, fui a uma loja de brinquedos e comprei todas as bolinhas de gude que tinham. Acabei tendo que visitar três lojas de brinquedos para conseguir 1040 bolinhas de gude.
Cheguei em casa e as coloquei em uma caixa aqui na sala ao lado de minha poltrona. Todo sábado desde então, eu retiro uma bolinha e jogo fora.
- À medida que eu observava as bolinhas diminuírem, eu focava mais a minha atenção nas coisas realmente importantes da vida.
- Agora, deixe-me dizer-lhe uma última coisa antes que eu desligue e volte para o lado de minha encantadora esposa para irmos almoçar fora.
- Esta manhã, eu joguei fora minha última bolinha. Acho que se eu sobreviver até o próximo sábado eu estarei ganhando um tempo extra. Um lucro a mais. E a única coisa que eu posso fazer é aproveitá-lo bem.
- Foi bom falar com você, Tom. Espero que você gaste mais do seu tempo com a sua família, tenha um bom dia!
Podia se ouvir um pingo gotejando quando ele desligou. Acho que ele nos deu muito no que pensar. Eu tinha planejado passar a manhã trabalhando na antena e depois ir encontrar alguns amigos no clube. Ao invés disso, eu subi e acordei minha esposa com um beijo.
- Bom dia querida, estou pensando em levar você e as crianças para um passeio e depois almoçarmos fora.
- O que aconteceu contigo?
Ela perguntou com um sorriso.
- Oh, nada especial, é só porque faz muito tempo que não passo um sábado com as crianças. Ah, aproveitando, será que podemos parar em uma loja de brinquedos pelo caminho?
Eu preciso comprar algumas bolinhas de gude.


Tradução de SergioBarros






UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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