sábado, 10 de julho de 2021

Domingo 11/07/2021

 Domingo, 11 de julho de 2021

 

“As aparências fragilizam com o tempo. A essência não.“

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE                              

Mc 6,7-13

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Chamando os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.

Estas foram as suas instruções: "Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos;

calcem sandálias, mas não levem túnica extra;

sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem;

e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles".

Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse.

Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz (In memorian)

 

Começou a enviá-los.

Este Evangelho narra o envio dos doze Apóstolos. Por ocasião da escolha deles, o texto diz: “Ele (Jesus) constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova” (Mc 3,14). Eles ficaram um bom tempo com Jesus, escutaram seus ensinamentos e viram suas ações; chega agora o momento de uma nova etapa no discipulado: a missão.

O envio dois a dois dá sentido comunitário à missão apostólica.

Os profetas da época tinham também discípulos, mas o estilo era diferente. O profeta se sentava, os discípulos ficavam em volta e ele ensinava. Jesus, ao contrário, é um profeta itinerante. Seus discípulos o acompanhavam e ele ensinava o povo, pregava a conversão, enfrentava situações difíceis, curava os doentes, expulsava demônios... Agora os discípulos são chamados a fazer o mesmo. A missão dos Apóstolos aparece assim como um prolongamento da missão de Cristo.

Ao enviá-los Jesus deu-lhes umas instruções concretas. “Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”. O missionário deve trabalhar em total pobreza e desprendimento. Libertos de bagagens, eles ficam mais livres, desinstalados e disponíveis para a missão confiada. Esse “como” pregar é o principal testemunho profético.

“Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida.” Esta é a conseqüência da situação de pobreza e de desapego do missionário: fica fácil hospedar e ser hospedado pelo povo, e não precisa ficar mudando de casa em casa.

O nosso testemunho cristão é como uma medalha que tem dois lados. De um lado é a nossa palavra e a nossa aparência; do outro está a nossa vida real, como vivemos no dia-a-dia e o que carregamos conosco. Esses dois testemunhos se completam, e o povo tem ocasião não só de ouvir o Evangelho, mas de ver como ele é vivido. “A palavra convence, o exemplo arrasta”. “O meio é a mensagem”. As nossas atitudes falam mais fundo do que as nossas palavras.

“Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes.” Os profetas da época viviam escondidos do povo, e não se preocupavam em curar doentes. Para Jesus, esse cuidado com o homem todo, alma e corpo, é o sinal de que o Reino de Deus está perto.

“Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Sacudir a poeira dos pés para não levar frustração. O missionário fica contente diante da porta que lhe abre, mas tranqüilo diante da que se fecha; por isso é capaz de assumir a incompreensão dos evangelizandos. Como uma prevenção contra o triunfalismo, Jesus prepara os seus enviados para o possível fracasso da sua missão. A tarefa deles é semear, não colher. O êxito não está garantido, porque o Evangelho é oferta gratuita, não imposição.

Tudo isso vale para todos nós cristãos, que no batismo recebemos a missão profética.

Nas entrelinhas dessas normas concretas nós vemos um estilo apostólico, que foi o do próprio Jesus: pobreza para a liberdade, desinstalação para a disponibilidade e entrega para o serviço do Evangelho, visando o Reino de Deus.

Havia, certa vez, um rapaz que morava perto do mar. Ele gostava de andar na praia, pra lá e pra cá, refletindo sobre seus problemas. Quando ele voltava, via na areia sempre rastos de duas pessoas. Ele pensava: que bom, Cristo caminha comigo!

Um dia, ele estava passando por uma crise muito forte, um sofrimento muito grande, e foi caminhar na praia. Ao voltar, viu rastos apenas de uma pessoa.

Ele disse para o amigo: “Ô Jesus, justamente no meu momento mais difícil, o Senhor me abandona?

Jesus respondeu: “Não, meu irmão, você está enganado. Esse rasto que você vê é meu. É que, nas suas horas mais difíceis, eu o carrego nos meus braços!”

“Ide fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Jesus não falha neste seu compromisso, especialmente nas horas mais difíceis de seus enviados.

Maria Santíssima é a Rainha dos missionários, de ontem e de hoje, pois ela, atendendo ao chamado de Deus Pai, gerou Jesus para nós. Que ela nos ajude a cumprir bem a nossa missão profética.

Começou a enviá-los.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Bem vindo ao museu da família! Neste museu você irá ver e saber acerca deste grupo que está à beira da extinção.

Em meados do século XXI foram vistas as últimas famílias compostas por PAI, MAE E FILHOS.

Um pouco antes desse período, quase não se via uma mãe ou um pai em casa cuidando dos filhos, do lar e da família. Eles foram trabalhar fora.

Já no século XIX, era costume o pai ser recebido pelos filhos em casa, após um dia de trabalho. Ele era o provedor do LAR. Naquela época as crianças tinham um pai que morava com elas. Este pai convivia com os filhos e passeava com eles nos fins de semana. Nas apresentações da escola os filhos procuravam o olhar de seus maiores fãs: seus pais. E o aplauso deles era a garantia da felicidade! Os pais podiam corrigir o erro e disciplinar os filhos. Quando os filhos precisavam de colo tinham um de seus pais por perto para carregá-los a hora que quisessem.

No dia das mães se reuniam na casa da avó e a cama se enchia de presentes dos filhos, dos netos… Era difícil esperar até o segundo domingo de agosto para entregar ao papai o presente feito pelos próprios filhos: A camisa com sua mãozinha, o quadro pintado, o cartão com moldura de gravata...

A melhor comida era a da mamãe.

Era o papai quem ganhava no jogo de dama ou de bola.

Quantas brincadeiras correndo soltas com os irmãos e primos! Esconde esconde, casinha, queimada… Os brinquedos espalhados pela casa... Os risos, os choros.. Fartura de “vida”. Casa cheia não só de gente, mas de amor e contentamento.

Nas famílias havia coisas que não cabem neste museu: abraços, beijos, alegrias, choros, risos, personalidades, cachorros, papagaios…

Os JARDINS! Eles não poderiam faltar neste museu! As casas tinham jardins.

Deles as avós retiravam plantas para enfeitar ou para fazer chazinhos caseiros para os filhos e netos.

Férias também se passavam em família. Na roça, na praia ou na casa dos parentes: estavam todos num feliz ajuntamento. Para eles estar em família era o que fazia a vida valer a pena!

Como foi o fim das famílias? ... Bem, é uma longa história… Mas, lembre-se que, se você os deixar ir, talvez nunca mais os terá de volta. Às vezes, nos ocupamos tanto com nossas próprias vidas, que não notamos que os deixamos ir … Outras vezes nos preocupamos tanto com QUEM está certo ou errado, que nos esquecemos do que é CERTO e do que é ERRADO. Foi assim que as famílias começaram a desaparecer… Mas hoje temos este museu para visitá-las.

 

Certa vez alguém falou sobre um ciclo de morte que estava se instalando nas famílias. E leu na Bíblia como seria a cura no Salmos 128.1-6: "Feliz aquele que teme a Deus, o SENHOR, e vive de acordo com a sua vontade!” Mas parece que não deram atenção suficiente... E as famílias foram se extinguindo...

Nossa visita ao museu termina aqui, com o livro que falou sobre estes acontecimentos: "Ciclos de vida ou de morte, em qual deles sua família está?"

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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