Terça-feira, 26 de julho de 2021
"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."
(Mahatma Gandhi)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,16-17
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Jesus continuou, dizendo:
- Mas vocês, como são felizes! Pois os seus olhos vêem, e os seus
ouvidos ouvem. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: muitos profetas e muitas
outras pessoas do povo de Deus gostariam de ver o que vocês estão vendo, mas
não puderam; e gostariam de ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Qual é a sensação de viver em paz consigo mesmo ao ponto de conseguir
sobrevoar as tempestades que nos são impostas? Será que um dia conseguiremos
essa façanha?
Precisamos entender que nossas decisões nos norteiam… O que desejo que
aconteça?
Somos impostos todos os dias a inúmeras escolhas ou opções que de certo
mudarão como o desfecho do nosso dia. Opções certas, MAIORES CHANCES de um bom
dia; opções equivocadas, a mesma proporção ao inverso.
Certa vez assistindo um desses filmes de ação uma frase me chamou muito
a atenção. Um personagem questionava o protagonista qual era a primeira coisa
que lia no jornal matinal e este relacionava o gesto a quanto viveria em anos
ou o quanto tinha haver com seu dia. O protagonista, mostrando-se o “macho” do
filme diz que lê os obituários (onde esta a relação daqueles que faleceram). O
Personagem o convida a começar o dia pelos quadrinhos (aquelas tirinhas de
humor que todo jornal tem).
O DIA TEM MUITO HAVER COMO EU QUERO ENCARA-LO.
Boa parte do tempo das pessoas que sofrem esta empenhado em pensar no
problema e não na solução dele. Nossas dificuldades estão relacionadas ao
tamanho que damos a elas. O medo nos aprisiona ao ponto de querermos
antecipá-lo. Quantas pessoas passam horas e horas pulando de canal em canal
apenas assistindo aqueles programas policiais sensacionalistas. O que procuram?
O que encontrarão lá além do medo, do pânico, da vontade de se trancar em casa?
Sua vida começa pelo obituário ou pelos quadrinhos? Conheço pessoas que
o dia nunca começa com um bom dia e sim com lamúrias e reclamações. Claro que
as dificuldades, a fome, as urgências não nos oferecem motivos para sorrir, mas
chorar não pagará nossas contas
Meus avós me ensinaram que a não se resignar com as dificuldades ou
sofrimentos do dia-a-dia, pois DIVIDAS, PROBLEMAS e SOFRIMENTOS sempre
teríamos, mas presença deles não é a condição primordial de se dar um sorriso.
Será que nunca nos ensinaram que já somos felizes? “(…) Mas vocês, como
são felizes! Pois os seus olhos vêem, e os seus ouvidos ouvem. Eu afirmo a
vocês que isto é verdade“. Pedimos a Deus os dons do Espírito Santo. Clamamos
por sabedoria, por fé, por fortaleza… Será o que nos falta é um pouco de
CIÊNCIA?
A Ciência nos ensina a ver a promessa de Deus se concretizar nas coisas.
E cada coisa tem uma função na complicada teia do amor de Deus por nós. Por
mais que respeite o livre arbítrio, algo no mundo conspira a nosso favor e
precisamos voltar a ver isso e não os obituários.
Vejam só (…)
O grande mérito do se levantar é poder no dia seguinte dar uma nova
oportunidade ao dia. O dormir tem o intuito de repousar e não ser uma tortura
de sentimentos ou medos. O acordar é ter meia certeza que algo já foi preparado
durante a noite esperando apenas meu ato insistente de fé para que aconteça.
“(…) Mas tu, ó SENHOR, me proteges como um escudo. Tu me dás a vitória e
renovas a minha coragem Eu chamo o SENHOR para me ajudar, e lá do seu monte
santo ele me responde Eu me deito, e durmo tranqüilo, e depois acordo porque o
SENHOR me protege Não tenho medo dos milhares de inimigos que me ameaçam de
todos os lados Vem, ó SENHOR! Salva-me, meu Deus! Tu atacas os meus inimigos;
tu humilhas os maus e acabas com o seu poder. És tu que dás a vitória. Ó SENHOR
Deus, abençoa o teu povo”. (Salmo 3, 3-8)
Mais um dia vai nascendo… “(…) Muitos profetas e muitas outras pessoas
do povo de Deus gostariam de ver o que vocês estão vendo, mas não puderam; e
gostariam de ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram”.
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
O
psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse
que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na
qual quer viver.
Pode-se
aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la.
A
liberdade é uma abstração.
Liberdade
não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum
comportamento para vestir.
No
entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação
pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua
clausura.
São
cativeiros bem mais agradáveis do que Carandiru: podemos pegar sol, ler livros,
receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda
Luiz Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem
pensar.
O
casamento pode ser uma prisão.
E a
maternidade, a pena máxima.
Um
emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar balde e
arriscar novos vôos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia.
Tudo
que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza.
Viver
sem laços igualmente pode nos reter.
Uma
vida mundana, sem dependentes pra sustentar, o céu como limite: prisão também.
Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida
amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada
através de um filho.
Se
nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder
escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória.
Nós
é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados.
É
uma opção consciente.
Não
nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real,
entre quatro paredes.
Nosso
crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o
mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiadas em lugares chamados
analfabetismo, miséria, exclusão...
Brindemos:
temos todos cela especial.
Marta
Medeiros
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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