quinta-feira, 8 de julho de 2021

Sexta-feira 09/07/2021

 Sexta-feira, 09 de julho de 2021

 

"A pior maneira de não chegar a determinado lugar é pensar que já se está lá." (Roberto Shinyashiki)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE                              

Mt 10,16-23

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

- Escutem! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos. Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas. Tenham cuidado, pois vocês serão presos, e levados ao tribunal, e serão chicoteados nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles e aos não-judeus sobre o evangelho. Quando levarem vocês para serem julgados, não fiquem preocupados com o que deverão dizer ou como irão falar. Quando chegar o momento, Deus dará a vocês o que devem falar. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito do Pai de vocês, que fala por meio de vocês.

- Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais entregarão os filhos. Os filhos ficarão contra os pais e os matarão. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas quem ficar firme até o fim será salvo. Quando vocês forem perseguidos numa cidade, fujam para outra. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês não acabarão o seu trabalho em todas as cidades de Israel antes que venha o Filho do Homem.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Reginaldo Manzotti

 

 

Filhos e filhas,

 

Jesus confia em nós, Ele divide a missão conosco, conforme podemos ver no Evangelho  – Mt 10,16-23. Mas Jesus nos alerta dos perigos da missão:“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer” (Mt 10 ,16-18).

 

E aqui, conforme prometido, quero ressaltar duas virtudes: prudência e simplicidade. Prudência é uma virtude cardeal, ou seja, aquelas que desempenham um papel de dobradiça onde as virtudes se juntam. Prudência é a prática de saber discernir, de escolher o que é bom e justo; em vista do bem escolher o melhor meio.

 

A prudência é a reta norma da ação, escreve São Tomás. Não se confunde, nem com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. É a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena a sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar (Catecismo da Igreja Católica 1806).

 

A prudência nos leva a vencer a dúvida, evitar o mal, o juízo equivocado sobre alguém. A prudência nos faz pessoas comedidas.

 

Para apresentar a virtude da simplicidade, me valho de São Vicente de Paulo. Ele dizia que ter simplicidade significa dar uma opinião clara sobre as coisas que honestamente vemos, sem reservas desnecessárias. Também significa fazer as coisas sem segundas intenções ou manipulações.

 

Cada um de nós, então, deve cuidar de agir sempre com espírito de simplicidade, lembrando que Deus gosta de lidar com os simples, que Ele esconde os segredos dos céus dos espertos deste mundo e revela-os aos pequeninos.

 

Na prática, a virtude da simplicidade é escolher a maneira correta de fazer as coisas. Devemos fazer tudo a partir de um princípio sagrado, pois estamos sempre trabalhando para Deus, escolher a maneira de Deus de desempenhar nossas tarefas, ver e julgar tudo não com a inteligência do mundo e muito menos de acordo com a nossa razão.

 

Faltam-nos, hoje, essas duas virtudes: prudência e simplicidade. Então peçamos a Jesus que nos dê as duas virtudes, para que possamos cumprir o mandato de Jesus: Ide e evangelizai!

 

Senhor, que sejamos como Jesus nos pediu: prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Amém!

 

Deus abençoe,

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

 Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

 O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra "acreditar" e no outro "agir".

 Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

 O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

 Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

 Então o barqueiro disse ao viajante:

 - Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

 - Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

 Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também agir para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

 Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

 Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não violência.

 Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.

 Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou, agiu, e superou a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.

 Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender os nativos, no mais completo anonimato.

 Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.

 E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?

 Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.

 Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

 

...............

 

 

Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:

Verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros.

Se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio.

E, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.

 

Depois de tomar todas essas precauções, siga em frente e boa viagem.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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