Quarta-feira, 01 de junho de 2022
“Não existe nada de tão sério que não
possa ser dito com um sorriso.” (Alejandro Casona)
EVANGELHO DE HOJE
JO
17,11B-19
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: 11b“Pai santo,
guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como
nós somos um. 12Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que
me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da
perdição, para se cumprir a Escritura.
13Agora,
eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que
eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. 14Eu lhes dei a tua
palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do
mundo. 15Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.
16Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo.
17Consagra-os
na verdade; a tua palavra é verdade. 18Como tu me enviaste ao mundo, assim
também eu os enviei ao mundo. 19Eu me consagro por eles, a fim de que eles
também sejam consagrados na verdade”.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Algum dia já se
perguntou por que não faltam debates ofensivos e às vezes agressivos quando o
assunto é religião? Já notou que até com certa insistência, programas, novelas,
mini séries, (…) que abordam temas “polêmicos” se limitam apenas a mostrar um
ponto de vista? Que mal as pessoas, ou melhor, um pequeno grupo de pessoas vê
em se ter uma religião? Será que o que é abordado nesses noticiários é a
religião ou erros que qualquer um pode ter independente de sua religião ou
falta de religião podem cometer? (…) Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo
ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou.
Quantas novelas já nos
apresentaram caricaturas de pessoas tão devotas que beiravam o fanatismo (ou
seria loucura)? Tão “devotas”, ou melhor, loucas, que em nome de Deus tomavam,
nas tramas, o direito de julgar, difamar e até mesmo condenar as pessoas? Quem
não recorda da personagem Perpétua na novela Tieta?
Nos dramas e nos filmes
são aumentados fatos e características pessoais, ou seja, o mocinho não é só
bonzinho, ele é o mais bonzinho de toda novela; e o vilão é aquele que não tem
nenhuma qualidade. Quem não recorda o personagem FLORA, interpretado por
patrícia Pillar?. Mesmo assim, reconhecemos que realmente existe gente bem
próximo aquilo que vemos, mas os erros que vemos não são de sua religião ou do
que creem, mas sim do livre arbítrio sem regras de quem as pratica.
Esse dom dado a nós,
chamado de livre arbítrio, nos permite fazermos aquilo que nos convém, fazer ou
não fazer; falar ou não falar e inclusive, crer ou não crer, talvez isso
explique “Estar no mundo, mas não ser do mundo”.
“(…) ‘Tudo é permitido’, mas nem tudo convém.
“Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica. Ninguém busque o seu próprio
interesse, mas o do outro”. (I Coríntios 10, 23-24)
É notável e também é
interessante o tamanho incômodo que ficam algumas pessoas (fato que independe
que religião), por ver a dedicação religiosa dos outros. São brincadeiras,
chacotas, apelidos, risos, gozações que de forma alguma devem desmotivar a
nossa fé. Essa “vergonha” ou “sentimento que somos ETs” não deve nos desmotivar
ou nos fazer esconder dos que realmente precisam de ajuda.
Essa perseguição acaba
gerando reflexos em nossas vidas. Quando esta com outras pessoas ao seu redor,
ao passar em frente a uma igreja, você faz o sinal da cruz sem se esconder para
isso? A pressão exercida pelos meios de comunicação gerou num determinado
público a vergonha de dizer que tem fé. Apesar disso, não podemos nos desistir
de andar.
“Estamos no mundo, mas
não sejamos do mundo”! Sendo assim não podemos cair na tentação de viver a
responder as ofensas ou aos questionamentos (como alguns andam fazendo) com
fugas ou agressividade. Somos convidados, como pessoas diferentes, a responder
com sabedoria, sorrisos, bênçãos e no último caso com silêncios para que nenhum
deles se perca. (…) Tomei conta deles; e nenhum se perdeu. Pois não é nada
cristão ofender quem bate a sua porta oferecendo um livro, uma palavra pelo
simples fato dele (a) não pertencer a sua identidade ou crença. Diga bom dia!
Responda “Vá com Deus!”
“(…) Uma resposta calma aplaca a ira, a
palavra dura atiça o furor” (Provérbios 15,1)
Esse é o mundo que
infelizmente construímos e que temos a missão de refazê-lo. Como posso ter medo
de anunciar a palavra, mas temos destemor de sobra para gestos como fofocas,
correções infundadas, especulações, disputas, inveja, (…)? Por que é que
sobra-nos tempo para coisas que não levam a nada, mas não temos tempo para
estender a mão a quem precisa de ajuda, de um consolo, de uma oração? E isso
deve começar em mim!
Jesus nos confiou à
missão de tentar mudar o que ele mais prezava nesse mundo. Algo que valeu a
pena o seu sacrifício – Nós!
Ele roga que sejamos um!
Unidos a ele como ele é ao Pai!
Um Imenso abraço
fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Num quarto modesto, o
doente grave pedia silêncio.
Mas a velha porta rangia
nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava.
O momento solicitava
quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada.
Com a passagem do
médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos
familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente.
Aquela circunstância trazia,
ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra
de nervos.
Contudo, depois de
várias horas de incômodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo
lubrificante na velha dobradiça e a porta silenciou, tranqüila e obediente.
A lição é singela, mas
muito expressiva.
Em muitas ocasiões há
tumulto dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.
São as dobradiças das
relações fazendo barulho inconveniente.
São problemas complexos,
conflitos, inquietações, abalos...
Entretanto, na maioria
dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das
discórdias.
Basta que lembremos do
recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda.
Algumas gotas de perdão
acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas.
Gotas de paciência no
momento oportuno podem evitar grandes dissabores.
Poucas gotas de carinho,
penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares.
Algumas gotas de
solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos.
É com algumas gotas de
amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações
confiados à sua guarda.
São as gotas de puro
afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos,
ajudando na manutenção da convivência duradoura.
Nas relações de amizade,
por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as
engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.
Dessa forma, quando você
perceber que as dobradiças das relações estão fazendo barulho inconveniente,
não espere que o vizinho venha solucionar o problema.
Lembre-se que você
poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor,
útil em qualquer circunstância, e sem contra-indicação.
Não é preciso grandes
virtudes para lograr êxito nessa empreitada.
Basta agir com sabedoria
e bom senso.
Às vezes, são
necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável
de uma discussão infeliz.
E se você é daqueles que
pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes
montanhas são constituídas de pequenos grãos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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