Segunda-feira, 16 de maio de 2022
“Muitas vezes nossa maneira de
justificar um erro agrava o erro.” (Shakespeare)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
14,21-26
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os
observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e
me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como
se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe:
“Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e
faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a
palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos
disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai
enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos
tenho dito”.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros.
Neste Evangelho, Jesus
nos apresenta o seu mandamento: amar-nos uns aos outros como ele nos amou. No
Antigo Testamento era “amar o próximo como a si mesmo”; Jesus deu um passo à
frente, porque tirou todos os limites do nosso amor ao próximo. “Ninguém tem maior
amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos”.
Um pouco antes, Jesus
havia chamado este seu mandamento de novo: “Filhinhos.... eu vos dou um novo
mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis
amar-vos uns aos outros” (Jo 13,33-34). O título “filhinhos” mostra o amor que
Cristo tem por nós.
“Nisto conhecerão todos que sois os meus
discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). Portanto, o que nos
identifica como discípulos de Jesus é o amor ao próximo, e ponto final. O amor
é a ponte que liga esta vida terrena com a futura, o Céu. Quem vive no ódio, já
vive neste mundo numa situação de inferno, que depois da morte vai apenas
continuar. Já quem vive no amor, já vive neste mundo numa situação de Céu, que
depois da morte vai apenas continuar.
“Todo aquele que odeia o seu irmão é um
homicida” (1Jo 3,15). Isso porque o amor é tão necessário ao ser humano como a
água para o peixe. Vamos então amar o próximo. Se alguém não nos amar, que não
o deixemos de lado. É assim que mantemos com vida as pessoas que nos cercam.
“Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos
mando.” Quem de nós não quer ser amigo ou amiga de Jesus! Por isso vamos fazer
o que ele nos manda, que é amar-nos uns aos outros.
“Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a
conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.” Os amigos não escondem nada um para o
outro. Quantas vezes nós guardamos para nós informações que fariam bem ao nosso
próximo!
O carvão, quando o fogo
toma conta dele, muda de cor: fica vermelho, brilha e aquece. Não é
propriamente o carvão, mas o fogo que está nele. Com quem vive no amor acontece
a mesma coisa; torna-se uma brasa que aquece o mundo.
A nossa comunhão com
Deus exige que tenhamos comunhão com o nosso próximo, dando preferência para
aqueles e aquelas que mais precisam de nós, mesmo que seja de um simples
sorriso. Onde existe amor, Deus aí está.
“O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele
vo-lo concederá.” Temos portanto aí o instrumento para receber as graças de
Deus: o amor ao próximo. E Jesus volta a insistir: “Isto é o que vos ordeno:
amai-vos uns aos outros”.
Quem ama pensa mais no
outro que em si mesmo, e encontra a sua alegria em servir. A transformação
acontecida dentro de quem ama é como a transformação de um filme branco e preto
em colorido: as cenas são as mesmas do dia-a-dia, mas adquirem colorido,
plenificam a vida.
Certa vez, um casal
estava viajando de carro, numa viagem longa, e à noite, pelas três da
madrugada, um dos pneus furou. Ele foi dirigindo devagar até encontrar um
posto. Ao chegar ao posto, viram, ao lado da bomba de gasolina, um homem. O
motorista parou o carro e pediu se ele podia trocar o pneu. “Sim” – respondeu o
homem – “mas o senhor me empresta as ferramentas?” “Pois não”, disse o
motorista. E lhe entregou o macaco e a chave em cruz.
Enquanto ele fazia o
serviço, viram que uma lanchonete do outro lado da rua abriu as portas. Então o
casal foi até lá tomar um café. Enquanto tomavam o café, contaram para o garçom
o fato, e a sorte de terem encontrado um frentista naquela hora. O garçom
disse: “Não, aquele senhor não trabalha ali não! Ele estava esperando nós
abrirmos aqui para vir tomar café”. O casal quis gratificá-lo, mas ele não
aceitou. “Eu tenho com que viver” – disse ele – “podem ir e boa viagem!”
Durante a nossa vida, as
oportunidades de amar o próximo e servi-lo surgem das mais diversas formas. Se
o casal não tivesse ido tomar o café, não teria descoberto que aquele senhor
não era o frentista.
Maria Santíssima passou
a vida servindo o próximo, seja em casa como mãe e esposa, seja junto aos
vizinhos e parentes. Mãe do belo amor, rogai por nós!
Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas pessoas na vida
são acometidas por uma doença muito grave chamada "Síndorme do
Estrelismo".
Duas grandes ilusões
acompanham os portadores desta síndorme. Primeiramente, pensam que têm brilho
próprio. Em segundo lugar, pensam que o seu brilho dura para sempre.
Toda estrela vive a
ilusão do brilho próprio, e pensa que brilha por si mesma; logo imagina também
que se basta a si mesma. É o complexo de superioridade, sempre acompanhado de
alguns sintomas muito conhecidos, tais como presunção, arrogância, soberba,
orgulho e vaidade.
Geralmente esse tipo de
luz se apaga muito rapidamente e, pior ainda, quando cair, a queda é muito
grande. Neste mundo de DEUS ninguém tem brilho próprio. As noites enluaradas
nada mais são do que reflexo do brilho do sol sobre a lua. O sol brilha e a lua
resplandece.
Se na própria natureza
percebemos o valor da interdependência, da justa cooperação para a beleza maior
do universo, também isso é verdadeiro no plano da vivência humana.
Quando resplandecemos,
alguém está nos emprestando o seu brilho. Quem pensa que brilha sozinho, vive
uma grande ilusão e usurpa uma luz que não lhe pertence. Nossas vitórias e
conquistas trazem o reflexo de muitos brilhos e do brilho de muitos, e que,
mesmo no anonimato, ainda assim são mais importantes do que imaginamos. Uma
outra grande ilusão do portador da síndrome do estrelismo é imaginar que vai
brilhar para sempre. É o complexo de eternidade adoecendo a vida de alguns
pobres mortais. Nesta vida nada é para sempre !
Existem pessoas que não
podem conquistar alguns espaços sociais, especialmente no exercício do poder e
de influência (políticos, religiosos, artistas, intelectuais, etc.), pois
imaginam-se astros-reis, brilhando numa constelação de míseros vaga-lumes. Tais
pessoas esquecem que a vida terrena é muito efêmera, e que as marcas desta
efemeridade estão presentes em toda nossa existência. Tudo na vida é ilusório.
O rei Salomão disse: “Tudo é vaidade !” Isso vale, também, para os que se
imaginam intocáveis e eternos. Neste novo milênio, seremos todos desafiados a
buscar a cooperação mútua, o intercâmbio constante e o reconhecimento de que não
somos estrelas isoladas, mas membros de uma grande constelação, onde o brilho
de todos é também reflexo do brilho de cada um. Precisamos deixar que os outros
brilhem, pois muitas vezes, quando alguém lança uma luz sobre nosso caminho,
aponta-nos o abismo onde iríamos cair. Estrela não tem luz própria. A glória do
universo é apenas um pequeno reflexo da luz maior que provém de DEUS, e todos
nós somos fagulhas de DEUS. Quando
pensamos que estamos brilhando,
é ELE quem nos empresta a Sua luz.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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