segunda-feira, 2 de maio de 2022

Terça-feira 03-05-2022

 Terça-feira, 03 de maio de 2022

 

“Certas coisas são tão importantes que precisam ser descobertas sozinhas.” (Paulo Coelho)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 14,6-14

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acre­ditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

 

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

No evangelho de hoje vemos  que  Depois de Jesus ter se apresentado aos discípulos como sendo o Caminho a Verdade e a Vida; e que ninguém iria ao Pai senão por Ele, Filipe rompe o silêncio confuso e de ignorância dos demais discípulos e diz: Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. Como se tivesse dito; Jesus pare de fazer discursos platônicos, seja concreto.

A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos.Na verdade bastaria dar um salto de qualidade para descobrir ,na pessoa de Jesus, o rosto do Pai.

Para isso, precisavam nutrir por Jesus fé  idêntica a dedicada ao Pai.Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a quer vê-lo,mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contempla-la na pessoa de Jesus.

Na verdade o que podemos entender neste evangelho é a revelação  que é no Cristo ressuscitado que está o  fundamento da nossa fé.Cristo é  verdadeiramente a nossa alegria e esperança,pois nos revela o rosto verdadeiro de Deus.Os apóstolos foram entendendo, vivendo e experimentando esta verdade gradualmente.Assim acontece conosco também,no processo de amadurecimento espiritual.

Nós queremos coisas palpáveis, queremos a prova visíveis. Falas-nos de um pai que nem sequer conhecemos. Quem é a final e onde está ele? Mostre-nos quem é. Esta tem sido a preocupação de muitos nos nossos dias! Querer que Deus apareça e atenda o meu pedido no dia e na hora que eu quero.

Esquecemos  que Jesus está bem perto de mim de ti, de nós.Basta termos fé esperança e confiança nele. E assim como Ele respondeu à Filipe também diz: Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê,  vê também o Pai.

A motivação fundamental que presidia às decisões de Jesus, era realizar a vontade de seu Pai. Seu alimento é fazer a vontade do Pai que o enviou e realizar a sua obra. Ele é aquele que não procura fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Assim é a pessoa de Jesus. Sua pessoa significa estreita união de vontades com o Pai. Identifica-se com o Pai em seu amor para com toda a humanidade. Queridos irmãos,isto faz-me lembrar que em Isaias 49.17,enquanto eu lia, só se confirmava aquilo que a vida estava a me ensinar e ainda me ensina:  "Ah!tivesses sido atentos às minhas ordens, teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar,tua posteridade seria como areia..."

Portanto, todos os que crêem em Jesus são chamados a fazer obras maiores do que as que vêem. Jesus é o caminho que nos conduz à Vida em plenitude, eterna. Ele é a Verdade.  Somos cristãos à medida que amamos e expressamos esse amor como Jesus: fazendo a vontade do Pai, construindo seu Reino.Seremos verdadeiros cristãos ,discípulos de Cristo quando no silêncio,na simplicidade e na docilidade de filhos e filhas obedientes,vamos caminhando neste mundo e colaborando na continuidade de sua criação divina.

 

Amém.

 

Abraço carinhoso.

mariareginasilvab@hotmail.com

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Desde muito cedo tive o privilégio de poder ver minha mãe que era extremamente extrovertida e cantava muito bem, entoar várias e várias vezes de maneira empolgada a música do Roberto e do Erasmo Carlos: "É Preciso Saber Viver".

As imagens e doces lembranças dela cantando não me saem da memória. Com freqüência lá estava ela cantarolando com seu talento musical, que foi despertado em concursos de músicas na sua juventude:

 

 

Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão / Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão /É preciso ter cuidado / Prá mais tarde não sofrer / É preciso saber viver...Toda pedra no caminho / Você pode retirar / Numa flor que tem espinhos /Você pode se arranhar / Se o bem e o mau existem / Você pode escolher / É preciso saber viver...É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / Saber viver!... Saber viver

 

Mais tarde porém, depois que tive o dissabor de vê-la sofrendo de insuficiência renal crônica e conseqüente morte aos 57 anos, e de também ter de enfrentar a dor da perda do meu irmão mais novo de 30 anos em um trágico acidente de trânsito, pude lembrar das cenas da minha infância, adolescência e juventude, e entender que: Saber Viver, é Saber Perder também.

A vida tem se encarregado de me mostrar as mais diversas facetas da perda, em diversos níveis de intensidade e nos mais variados caminhos pelos quais ela se manifesta.

Vai desde simples coisas como objetos e projeções pessoais de pouco ou estimado valor, a expressões mais graves, como a perda de gente amada que se foi para a eternidade, deixando o vazio da saudade.

Dentro de nós reside um forte apelo de possessão, que é despertado todas as vezes que estamos diante de uma situação real ou imaginária de perda.

Esse sentimento nos consome, porque nossa inclinação almática que é fruto da natureza adâmica caída, não sabe lidar com os processos da vida que nos fazem sofrer o débito de coisas e valores com os quais amamos e nos apegamos, e que sem os quais consideramos que a vida não é viável.

É por esta razão, que as ansiedades e fobias latentes na nossa alma, entram em conflito com a proposta de descanso do Mestre que diz: “Não vos inquieteis”, “Basta a cada dia seu próprio mal”.

Essa deficiência instalada nas nossas emoções que nos assombra, é que nos faz ter um estilo de vida acelerado, frenético e fibrilante, que só contribui ainda mais para o desgaste da fé e confiança, e do projeto de simplicidade e descanso elaborado no Gênesis.

Verdade é, que alguns sentimentos são até autênticos e legítimos como conseqüência da nossa humanidade e sensibilidade, mas não estamos acostumados a subtração ou divisão, e quando estamos diante dos problemas e desafios da vida, temos a tendência de equacionar somente as percepções que resultem em adição e multiplicação, e nunca a possibilidade do débito, porque o nosso alvo é a tão sonhada “ilha da segurança”, blindada pela falsa idealização de imunidade atemporal.

A perda dói! A perda frustra! A perda desestimula!

A perda dói, porque leva consigo valores, sentimentos e aspirações que reputávamos como essenciais à vida, e que sem piedade nos faz sentir a dor da separação.

A perda frustra, porque revela a fragilidade e transitoriedade dos nossos castelos de areia, construídos na perspectiva do eterno e vitalício que são confrontados com o aqui e o agora.

 

A perda desestimula, porque a percepção que sobrevive em meio a decepção é: “Será que vale a pena tanto esforço e sacrifício sem a certeza de retorno, ou de continuidade daquilo a que tenho me dedicado?”.

Apesar de todos os transtornos causados pela perda, pode ser ela a alavanca e a força motriz para novas possibilidades e realidades, e que nos conduza a felicidade sem utopias, que foi amadurecida pela sabedoria adquirida de “Saber Viver e Saber Perder”.

Cabe a nós resignificá-la em Graça, procurando focar na pedagogia do que elas podem contribuir com o nosso crescimento como seres humanos, e como humanos que ajudem outros seres a crescer em meio às perdas que a vida proporciona.

 

Franklin Rosa

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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