Quinta-feira, 05 de maio de 2022
“Chega um dia em que se o homem não
deixar tudo para trás não vai para a frente.” (Micítaus do Issás)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
6,44-51
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Disse
Jesus à multidão: "Ninguém pode vir ter comigo, se o Pai, que me enviou, o
não trouxer. E eu lhe darei a vida eterna. Está escrito nos livros dos
Profetas: Todos hão-de ser ensinados por Deus. Por isso, todo aquele que ouvir
o Pai e compreender o seu ensinamento vem ter comigo. Isto não quer dizer que
já alguém tenha visto o Pai. Só aquele que veio de Deus é que viu o Pai.
Reparem bem no que vos digo: aquele que acredita em mim tem a vida eterna. Eu
sou o pão que dá vida. Os vossos antepassados comeram o maná no deserto, e
morreram, mas aqui está o pão que desceu do céu; quem o comer não morre. Eu sou
esse pão vivo que veio do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre. E o pão
que eu dou é o meu próprio corpo, oferecido para que tenham vida."
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Eu sou o pão vivo
descido do céu.
Neste Evangelho Jesus
nos ensina duas importantes verdades: 1) A origem da fé nele, que brota de uma
graça de Deus Pai. 2) Jesus é o pão vivo que dá vida ao que dele come.
“Quem crê possui a vida
eterna.” Cristo fala no presente: o que responde à atração do Pai, o que crê,
já tem a vida eterna. Esta começa aqui e agora: o eterno entrou no tempo. É a
escatologia realizada. Mas esse dom da fé está condicionado a uma atitude
responsável: escutar Deus. “Todo aquele que escuta o Pai e por ele foi
instruído, vem a mim”. E a nossa salvação é completada no futuro: “Eu o
ressuscitarei no último dia”.
“Eu sou o pão vivo
descido do céu.” Com a expressão “eu sou” (Javé em hebraico), Jesus se auto
define como o pão que dá a vida eterna ao que dele se alimentar. Essa é a
diferença do maná do deserto, que além de ser perecível, quem dele comia depois
morria.
Há uma íntima relação
entre a Eucaristia e a Morte e Ressurreição de Jesus. São os seus dois grandes
gestos de amor a nós. Por isso que ele instituiu a Eucaristia um dia antes de
sua morte, e ao instituí-la disse: “Isto é o meu corpo que será entregue por
vós”, e também: “Isto é o meu sangue que será derramado por vós e por todos”.
A Eucaristia atualiza
para nós a redenção. Cada vez que a celebramos, nós nos envolvemos mais no
mistério pascal, participando da ressurreição de Jesus, que passou pela cruz.
A celebração
eucarística, além de banquete, isto é, de alimento dos cristãos, e de encontro
semanal da Comunidade, tem também esta dimensão: Ela torna presente, em termos
de tempo e de lugar, o gesto redentor de Jesus, com todos os seus efeitos. Por
isso que a chamamos memorial da redenção. Memorial é mais que memória ou recordação.
É vivência hoje, revitalização daquilo que aconteceu no passado. Quando
celebramos a Eucaristia, a Morte e Ressurreição de Jesus acontece
misteriosamente ali, com todos os seus efeitos salvadores. A Assembléia
eucarística torna-se ao mesmo tempo beneficiária e agente da redenção. A Igreja
bebe toda a sua força de amar, e todo o seu dinamismo nesta fonte inesgotável q
é a Eucaristia.
Trazendo para o aqui e
agora o mistério redentor, a Eucaristia envolve a Assembléia participante,
tornando-a Corpo Místico de Cristo e torna cada cristão “outro Cristo” no
mundo. É assim que o sacrifício de Cristo se torna sempre vivo e atuante em
todos os cantos da terra. Ao recebermos a Eucaristia, nós nos tornamos
eucaristia para o mundo
Certa vez, uma jovem mãe
estava com o seu bebê no portão da sua casa. Passou uma senhora, parou e disse:
“Como é bonita esta criança!” A mãe falou: “Espere um pouquinho, eu vou lá
dentro buscar a fotografia dela para a senhora ver que é mais bonita ainda!”
Na verdade, o que aquela
jovem mãe fez foi uma coisa ridícula, porque hoje em dia os fotógrafos podem
falsificar fotografias, “melhorando” as pessoas. Mas há algo parecido com a
nossa redenção. Ela foi além e tornou o original, isto é, o homem criado por
Deus, melhor e mais bonito ainda. Foi por isso que cantamos no sábado santo,
referindo-nos ao pecado original: “Ó culpa tão feliz que há merecido a graça de
um tão grande Redentor”
Quando Maria Santíssima
ouvia, ao participar da santa Missa, estas palavras do seu Filho: “Tomai todos
e comei: Isto é o meu corpo que será entregue por vós. Tomai todos e bebei...”
certamente ela pensava: Este corpo foi gerado no meu útero. E quando ela
comungava, era quase que uma nova encarnação. Aquele coração que batia em seu
ventre, volta agora ao seu ventre, para sustentá-la na caminhada. Claro que
Maria se lembrava também dos maus tratos que Jesus recebeu e continuava a
receber dos homens, e voltava a sentir a espada que, no Calvário, transpassou o
seu coração. Por isso lhe pedimos: “Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores!”
Eu sou o pão vivo
descido do céu.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Nosso medo é nosso
fardo, embora possa ser também nosso meio de defesa.
O medo que gera a
prudência é positivo e necessário.
Podemos observar já em
bebezinhos o medo de perder a mãe. Não sei se vocês já viram um vídeo de um
aborto onde o feto tenta desesperadamente de se agarrar à vida.
Nos animais o medo faz
com que se defendam. Nesse ponto
prepara-os para um eventual perigo.
O medo é o sinal laranja
que nos diz "atenção!"
Mas esse pode ser também
destrutivo, quando deixamos que tome conta da gente. Há pessoas que se deixam
levar por esse sentimento de tal forma que são incapazes de tomar qualquer
atitude. Elas se bloqueiam, se petrificam diante de situações que temem e ficam
sem ação. E fazendo isso, deixam de viver normalmente, são atingidas em pleno
peito pelo que tanto receiam.
Muitos morrem do próprio
temor. Tanto eles temem que acabam atraindo para si mesmos a infelicidade. É o
caso de pessoas que temem acidentes a tal ponto de sentirem-se petrificadas
diante de uma situação que poderiam facilmente evitar. Ou doenças.
Nosso cérebro é algo
extraordináio. Ele coordena e comanda todo o nosso corpo e as nossas ações.
Exercitá-lo diariamente com nossos medos pode ser muito perigoso. Nossas
palavras têm poder e nossos pensamentos também.
Muitos temem amar. Medo
de decepções, de sofrimento. Preferem se fechar numa concha e olhar o mundo
através duma janela do que se abrir e se entregar ao inevitável. Amor traz
sofrimento sim. Mas quanta felicidade traz também, quanta agitação no peito,
quanto suspiro, quanto brilho nos olhos, quanta beleza!
É a velha história do
copo pelo meio: uns vêm meio cheio, outros meio vazio. E isso faz uma grande
diferença!
As pessoas otimistas
preferirão correr o risco e viverão plenamente todas as coisas. As outras serão
apenas passantes da vida, não viventes.
E o medo é algo tão
inerente ao ser humano que até mesmo quando se sente feliz, sente medo. Medo
que seja bom demais, que isso passe, que isso se perca. E no auge da felicidade
o medo se instala. E, se instalando, estraga tudo, nos impede de viver o
momento presente, tão divino. Como o ciúme, que corrói a alma e relacionamentos
e destrói minutos e horas que poderiam ser maravilhosos. Jogamos fora nosso
tempo a troco de nada.
Então troque!
Troque uma boa briga por
um bom beijo! Troque a indiferença por um pouco de atenção! Troque o medo pela
ousadia (só o suficiente!)! O pessimismo
por uma gota de otimismo! Um aperto de mão por um gostoso abraço! Um instante
de inquietação por um segundo de oração. Uma maldição por uma bênção!
Experimente a vida!!!
Letícia Thompson
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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