terça-feira, 31 de maio de 2022

Quarta-feira 01-06-2022

 Quarta-feira, 01 de junho de 2022

 

“Não existe nada de tão sério que não possa ser dito com um sorriso.” (Alejandro Casona)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

JO 17,11B-19

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: 11b“Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. 12Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.

13Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. 14Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. 15Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo.

17Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. 18Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. 19Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”.

 

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

 

Algum dia já se perguntou por que não faltam debates ofensivos e às vezes agressivos quando o assunto é religião? Já notou que até com certa insistência, programas, novelas, mini séries, (…) que abordam temas “polêmicos” se limitam apenas a mostrar um ponto de vista? Que mal as pessoas, ou melhor, um pequeno grupo de pessoas vê em se ter uma religião? Será que o que é abordado nesses noticiários é a religião ou erros que qualquer um pode ter independente de sua religião ou falta de religião podem cometer? (…) Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou.

Quantas novelas já nos apresentaram caricaturas de pessoas tão devotas que beiravam o fanatismo (ou seria loucura)? Tão “devotas”, ou melhor, loucas, que em nome de Deus tomavam, nas tramas, o direito de julgar, difamar e até mesmo condenar as pessoas? Quem não recorda da personagem Perpétua na novela Tieta?

Nos dramas e nos filmes são aumentados fatos e características pessoais, ou seja, o mocinho não é só bonzinho, ele é o mais bonzinho de toda novela; e o vilão é aquele que não tem nenhuma qualidade. Quem não recorda o personagem FLORA, interpretado por patrícia Pillar?. Mesmo assim, reconhecemos que realmente existe gente bem próximo aquilo que vemos, mas os erros que vemos não são de sua religião ou do que creem, mas sim do livre arbítrio sem regras de quem as pratica.

Esse dom dado a nós, chamado de livre arbítrio, nos permite fazermos aquilo que nos convém, fazer ou não fazer; falar ou não falar e inclusive, crer ou não crer, talvez isso explique “Estar no mundo, mas não ser do mundo”.

 “(…) ‘Tudo é permitido’, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica. Ninguém busque o seu próprio interesse, mas o do outro”. (I Coríntios 10, 23-24)

É notável e também é interessante o tamanho incômodo que ficam algumas pessoas (fato que independe que religião), por ver a dedicação religiosa dos outros. São brincadeiras, chacotas, apelidos, risos, gozações que de forma alguma devem desmotivar a nossa fé. Essa “vergonha” ou “sentimento que somos ETs” não deve nos desmotivar ou nos fazer esconder dos que realmente precisam de ajuda.

 

Essa perseguição acaba gerando reflexos em nossas vidas. Quando esta com outras pessoas ao seu redor, ao passar em frente a uma igreja, você faz o sinal da cruz sem se esconder para isso? A pressão exercida pelos meios de comunicação gerou num determinado público a vergonha de dizer que tem fé. Apesar disso, não podemos nos desistir de andar.

 

“Estamos no mundo, mas não sejamos do mundo”! Sendo assim não podemos cair na tentação de viver a responder as ofensas ou aos questionamentos (como alguns andam fazendo) com fugas ou agressividade. Somos convidados, como pessoas diferentes, a responder com sabedoria, sorrisos, bênçãos e no último caso com silêncios para que nenhum deles se perca. (…) Tomei conta deles; e nenhum se perdeu. Pois não é nada cristão ofender quem bate a sua porta oferecendo um livro, uma palavra pelo simples fato dele (a) não pertencer a sua identidade ou crença. Diga bom dia! Responda “Vá com Deus!”

 “(…) Uma resposta calma aplaca a ira, a palavra dura atiça o furor” (Provérbios 15,1)

Esse é o mundo que infelizmente construímos e que temos a missão de refazê-lo. Como posso ter medo de anunciar a palavra, mas temos destemor de sobra para gestos como fofocas, correções infundadas, especulações, disputas, inveja, (…)? Por que é que sobra-nos tempo para coisas que não levam a nada, mas não temos tempo para estender a mão a quem precisa de ajuda, de um consolo, de uma oração? E isso deve começar em mim!

Jesus nos confiou à missão de tentar mudar o que ele mais prezava nesse mundo. Algo que valeu a pena o seu sacrifício – Nós!

Ele roga que sejamos um! Unidos a ele como ele é ao Pai!

 

Um Imenso abraço fraterno.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Num quarto modesto, o doente grave pedia silêncio.

Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava.

O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada.

Com a passagem do médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente.

Aquela circunstância trazia, ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos.

Contudo, depois de várias horas de incômodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na velha dobradiça e a porta silenciou, tranqüila e obediente.

 

A lição é singela, mas muito expressiva.

Em muitas ocasiões há tumulto dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.

São as dobradiças das relações fazendo barulho inconveniente.

São problemas complexos, conflitos, inquietações, abalos...

Entretanto, na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias.

Basta que lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda.

Algumas gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas.

Gotas de paciência no momento oportuno podem evitar grandes dissabores.

Poucas gotas de carinho, penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares.

Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos.

É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda.

São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos, ajudando na manutenção da convivência duradoura.

Nas relações de amizade, por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.

Dessa forma, quando você perceber que as dobradiças das relações estão fazendo barulho inconveniente, não espere que o vizinho venha solucionar o problema.

Lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, útil em qualquer circunstância, e sem contra-indicação.

Não é preciso grandes virtudes para lograr êxito nessa empreitada.

Basta agir com sabedoria e bom senso.

Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.

E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos.

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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