Segunda-feira, 30 de maio de 2022
“Na verdade, só existe prazer no uso e
no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de
forças onde elas seriam necessárias.” (Arthur Schopenhauer)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
16,29-33
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Então
os discípulos de Jesus disseram: "Agora estás falando claramente, e não
por figuras.
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Agora podemos perceber que sabes todas as coisas e nem precisas que te façam
perguntas. Por isso cremos que vieste de Deus".
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Respondeu Jesus: "Agora vocês creem?
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Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a
sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai
está comigo.
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"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês
terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Essa é uma grande
verdade: NUNCA ESTAMOS SÓS!
Realmente o mundo que
vivemos cada vez mais nos apresenta a solidão, a depressão, o medo. Se
trabalharmos, temos que nos “acostumar” com a inveja, as perseguições, os
“puxões de tapete”; se queremos crescer ou mudar o mundo ao nosso redor e fugir
na inércia, precisamos aprender a filtrar os novos adjetivos que surgirão: como
“arrogantes”, “prepotentes”, “exibicionistas” (…).
No trabalho social e
comunitário NUNCA teremos sossego, mas em Deus SEMPRE teremos paz. “(…) No
mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo”.
Talvez esse seja o
grande conforto que precisamos ter ao levantar para um novo dia. Nossas
discussões comunitárias, no trabalho, na escola, devem nos monitorar e nos
fazer crescer. As posições contrárias devem existir para que eu não cometa o
pecado de acreditar que estou sempre certo e fazer sempre o que quero e do
jeito que quero.
Ao discutir e apresentar
nossas opiniões deve culminar num consenso que seja orientado pela razão. Não
podem trazer problemas pessoais com eles, digo isso que por vezes, no nosso
dia-a-a-dia tomamos decisões motivadas ou carregadas de sentimentos pessoais.
Nossa humanidade às vezes se “desapega” do que Deus quer ai temos algo que
chamamos de INTERESSE ÚNICO E PESSOAL.
Agindo assim não
desistimos da caminhada, mas passamos a lutar desamparados e sozinhos somos
mais susceptíveis às quedas e fracassos. “(…) Então agora vocês creem? Pois
chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim
vão me deixar sozinho”.
Lembro de um testemunho
de um amigo que era um grande pregador. Conta ele que certa vez foi tomado de
tanto orgulho e soberba que se “dava ao luxo” de não se preparar para uma
condução ou pregação. Tinha muito conhecimento e era visível o quanto Deus agia
através de suas palavras.
Certa vez ao sair de
casa para uma pregação foi surpreendido por um pombo que defecou sobre ele
sujando assim toda sua roupa. Naquele momento fez uma profunda reflexão: que
sua soberba não tinha poder algum sobre o mundo ao seu redor. O que havia lhe
acontecido talvez tenha lhe alertado da distancia que estava do que Deus
realmente queria. Que apesar da sua profunda boa vontade, agia como aquele
jovem rico que um dia indagou a Jesus.
“(…) Certo líder judeu
perguntou a Jesus: Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
Jesus respondeu: Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém.
Você conhece os mandamentos: Não cometa adultério, não mate, não roube, não dê
falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe. O homem
respondeu: Desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos. Quando
Jesus ouviu isso, disse: FALTA MAIS UMA COISA PARA VOCÊ FAZER. Venda tudo o que
você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois
venha e me siga. Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era
riquíssimo”. (Lucas 18, 18-23)
O que falta pra mim
hoje?
Para vencer as tramas
desse mundo precisamos muito mais do que apenas de nós mesmos. Se assim
continuarmos a agir, em algum momento também seremos perseguidos e apedrejados
e lá sucumbiremos. “(…) Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês
tenham paz”.
Somos ricos quando
estamos presos ao tronco, como jabuticabas, em Deus. Nossos frutos estão
atrelados a sua presença; murchamos longe Dele.
“(…) Exorta os ricos
deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança nas riquezas
volúveis, mas em Deus, que nos dá abundantemente todas as coisas para delas
fruirmos. Que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos,
comunicativos, ajuntem um tesouro sólido e excelente para seu futuro, a fim de
conquistarem a verdadeira vida”. (I Timóteo 6, 17-19)
Um Imenso abraço
fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
“Falar em perdas é falar
em solidão, tristeza, desesperança, medo.
Quando digo perdas, não
estou me referindo apenas aos que morrem, mas a todos que, de alguma forma, nos
deixam prematuramente, antes que estejamos preparados.
Um amigo que se muda
para longe, um namoro interrompido abruptamente e até mesmo um ente querido que
se vai, sempre provoca em nós uma sensação de vazio. E por que isso? Porque
sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas ou partidas inesperadas são
inerentes a vida e que, portanto, não podemos controlá-las?
Não saberia responder
com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece mais coerente é que nunca
estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta dos que amamos. Por mais
que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão, temos sempre a
predisposição em acreditarmos que quem nos ama nunca nos trairia, nos privando
de seu afeto, carinho e amor. Ledo engano. São justamente aqueles que amamos
que mais nos machucam com suas partidas inesperadas. Vão-se sem aviso prévio e
nos levam a felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não
amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo simples fato de que seremos,
mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida, entregues às nossas
angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito o suficiente por
eles?Creio que não. Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos
que somos queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por
covardia.
Um amor de pai e mãe, o
carinho de um amigo ou afeto de uma relação a dois deve sempre se sobrepujar ao
medo da perda. Porque ela é inevitável; o sentimento, não. Deve ser exercitado
todos os dias de nossas breves vidas. Ele é o que nos move, nos dá o chão para
que possamos caminhar pela vida com a certeza de que, haja o que houver,
teremos sempre alguém com quem contar, que nos apoiará mesmo nos momentos em
que não tenhamos razão. Esta, deve ser a maior lição deixada pelos que partem
sem nos avisar. Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a
intensidade proporcional a brevidade de uma vida. Porque, quando nos faltarem,
saberemos que amamos e fomos amados, que demos e recebemos todo o carinho
esperado, que construimos um sentimento que nenhuma perda poderá apagar.
Este sentimento
transcende o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico. Torna-se parte
de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos dias difíceis, sendo
cúmplices de nossas vitórias pessoais, norteando nossa conduta, nos fazendo
sentir eternamente amados. Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito
sim que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Basta que permitamos
sentir a presença dos que amamos dentro de nós, como se fossem parte de nossa
alma. Só assim seremos inteiros.”
"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas
partem antes de nós".
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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