Quarta-feira, 04 de maio de 2022
“Certos pensamentos são como orações,
há momentos em que, seja qual for a posição do corpo, a alma está, sempre, de
joelhos.” (Victor Hugo)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
6,35-40
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Então
Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá
fome; aquele que crê em mim nunca terá sede.
Mas,
como eu lhes disse, vocês me viram, mas ainda não crêem.
Todo
o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei.
Pois
desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele
que me enviou.
E
esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me
deu, mas os ressuscite no último dia.
Porque
a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a
vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia".
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Esta é a vontade do meu
Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna.
Este Evangelho sublinha
a vontade salvadora de Deus Pai, através do seu Filho. Ver Jesus é mais do que
olhar fisicamente para ele, pois ele reclamou: “Vós me vistes, mas não
acreditais”. Temos de vê-lo com coração aberto e com o desejo de segui-lo.
Assim como Jesus
procurou ser fiel à vontade de Deus Pai sobre ele, fazendo tudo para que
aqueles que o Pai lhe deu não se percam, nós também, como Igreja, fazemos de
tudo para que não se perca nenhum daqueles que Jesus confiou a nós. E
conseguimos isso recebendo e distribuindo a Eucaristia, que nos torna “outros
Cristos” no mundo.
Quem pára de comungar,
precisa pensar bem o que está acontecendo; será que o “agricultor” não está
cortando o galho da videira, porque este galho não está produzindo frutos?
“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá
mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.” Comungar é unir-se com
Cristo numa aliança eterna, de vida e de ideais.
Duas vezes neste
Evangelho Jesus fala que, se morrermos unidos com ele, ele vai nos ressuscitar
no último dia, isto é, após a nossa morte. Esta é a vontade de Deus Pai:
vivermos eternamente unidos com ele no céu. E é também, claro, a nossa vontade.
A Igreja faz a
Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. A Igreja faz a Eucaristia porque é o
padre que, obedecendo a Jesus, preside à Missa na qual acontece a transubstanciação
do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. E a Eucaristia faz a Igreja
porque a Eucaristia é a vida da Igreja. Ela faz na Igreja o que o alimento faz
no nosso corpo. Uma Comunidade que não tem Missa nem Culto dominical, no qual
se distribui a Comunhão, vai enfraquecendo cada vez mais até morrer.
Há uma grande diferença
entre a Eucaristia e os outros seis sacramentos. Nestes recebemos a graça de
Deus; na Eucaristia recebemos o próprio Deus. E Cristo nos vem com todas as
graças, com toda a sua força e o seu amor. Nos outros sacramentos recebemos a
força de Deus para determinadas situações concretas da nossa vida: Nascer
(batismo), crescer (crisma), pecar (confissão), tornar-se padre (ordem),
casar-se (matrimônio) e ficar doente (unção dos enfermos). Já na eucaristia é
toda a vida cristã que é revigorada.
Havia, certa vez, um
menino de oito anos que adorava ouvir o pai tocar violão. À noite, ele sempre
levava o violão para o pai tocar. Na verdade, o pai não sabia tocar violão,
apenas fazia alguns acordes.
Como o pai chegava
sempre cansado em casa, um dia ele comprou para o filho um toca CD e lhe deu de
presente, junto com vários CDs de grandes violonistas. Mas o garoto, em vez de
ligar o toca discos, levava o violão para o pai tocar.
Numa noite, o pai lhe
disse: “Filho, você não gosta de ouvir CD?” “Gosto” – respondeu o menino – mas
eu quero ouvir o senhor tocar!”
Mais importante que o
violão era a amizade com o pai, e os dois ficarem juntos. Como é bom ter Cristo
junto conosco na Eucaristia! Nós dialogamos com ele, ficamos mais felizes e
adquirimos forças para continuar a caminhada.
Maria Santíssima estava
unida, não só ao seu Filho, mas também à santa Igreja que, após a ascensão de
Jesus, reuniu-se no Cenáculo. Depois, obedecendo ao Filho, foi para a casa do
evangelista João e lá participava da Comunidade cristã. Que ela nos ajude a
amar mais a Eucaristia, o Cristo vivo no meio de nós, transformado em alimento.
Esta é a vontade do meu
Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna.
MOMENTO DE REFLEXÃO
(...) Tudo o que existe
precisa dormir. O simples existir cansa. A se acreditar nos poetas e nas
crianças, até mesmo as coisas.
Minha filha de quatro
anos, olhando os vales e montanhas que se perdiam de vista nos horizontes de
Campos do Jordão, fez-me essa pergunta metafísica: “Papai, as coisas não se
cansam de serem coisas?’
Fernando Pessoa teve
suspeita semelhante e escreveu: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto
tempo, há tanto tempo... Tenho dó delas.
Não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas, como das pernas ou de um
braço? Um cansaço de existir, de ser, só de ser, o ser triste, brilhar ou
sorrir..”
Ele, poeta, estava
cansado. Olhava para as estrelas que luziam havia tanto tempo e tinha dó delas.
Elas deveriam estar muito cansadas. Suas pálpebras jamais se fechavam. Seus
olhos estavam sempre abertos, sem poder dormir jamais...
Pergunto-me então se não
haverá um simples cansaço de viver. Será que não chega o momento em que a vida
diz, das profundezas do seu ser, como um pedido de socorro aos que entendem sua
fala:
“Estou cansada. Quero
dormir o grande sono...?”
Os especialistas na arte
da tortura descobriram que uma das técnicas mais eficazes e discretas para se
obter a confissão de um torturado era a de impedir que ele dormisse. Assentando
numa poltrona confortável, o prisioneiro espera. O tempo passa em silêncio, sem
interrogatório. Vem o sono. As pálpebras pesam e querem se fechar. Mas alguém
que o vigia o sacode para impedir que ele durma. E assim o tempo vai passando.
O desejo de dormir vai crescendo, as pálpebras pesam até um ponto insuportável.
Nesse momento, a necessidade de dormir é tão terrível que o prisioneiro está
pronto para confessar qualquer coisa só para poder dormir.
Foi coisa parecida que fizeram com a Eluana
Englaro, mulher italiana com 38 anos de idade, dos quais 17 em vida vegetativa.
Seu sono sem despertar dizia que ela desejava dormir. Mas os torturadores, a
ciência, as leis e a religião lhe negavam esse direito. Obrigavam-na a
continuar viva contra a vontade do seu corpo, que ansiava pelo grande sono.
Ligaram seu corpo a máquinas que impediam que ela dormisse. Vivia
mecanicamente.
Finalmente o direito de
dormir lhe foi concedido. Fantasio que ela dormiu como uma criança, ouvindo a
berceuse de Brahms.
Ruben Braga -“Folha de
S.Paulo”, 17 de fevereiro de 2009.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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