domingo, 30 de novembro de 2025

DIÁRIO DE SEGUNDA-FEIRA 01/12/2025

 

Segunda-feira 01/12/2025.

 

“É louco quem julgar poder poupar a luz do dia para se servir dela durante a noite.” (Giovanni Guareschi)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 8,5-11

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse:

- Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.

- Eu vou lá curá-lo! - disse Jesus.

O oficial romano respondeu:

- Não, senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: "Vá lá", e ele vai. Digo para outro: "Venha cá", e ele vem. E digo também para o meu empregado: "Faça isto", e ele faz.

Quando Jesus ouviu isso, ficou muito admirado e disse aos que o seguiam:

- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! E digo a vocês que muita gente vai chegar do Leste e do Oeste e se sentar à mesa no Reino do Céu com Abraão, Isaque e Jacó.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Muitos virão do Oriente e do Ocidente para o Reino do Céu.

Este Evangelho narra a cura do empregado do oficial romano. Chamam a nossa atenção a fé e a humildade do oficial, resumidas na sua frase: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. Junto com Jesus, a Igreja expressa a sua admiração à atitude desse oficial, repetindo a sua frase em todas as Missas, na hora da Comunhão.

Ele tinha tanta certeza da divindade de Jesus e do seu poder sobre as doenças, que achava que apenas uma palavra de Jesus já devolveria a saúde ao seu empregado.

A fé é o segredo da felicidade. Quem tem fé “tira de letra” todas as dificuldades e obstáculos que aparecem na vida. Quem tem fé sabe que uma doença, por mais grave que seja, para Deus é um grãozinho de areia.

A fé é uma graça que Deus dá a quem ele quer, do Oriente ou do Ocidente, do Norte ou do Sul. Jesus se referiu aos pontos cardeais, para dizer, primeiro, que todas as pessoas do mundo recebem as graças suficientes para ter fé, esperança e caridade, e para se salvar. Deus ama a todos e não faz distinção de qualquer espécie entre as pessoas.

Segundo, para dizer aos judeus que eles não eram o povo privilegiado de Deus, como pensavam. Não existe povo privilegiado diante de Deus. Simplesmente, Israel recebeu a missão de preparar a vinda do Messias, só isso.

A fé é uma graça que Deus dá a todos os seres humanos indistintamente, sem nenhuma restrição em relação à raça, ao país ou a qualquer outra distinção.

Quem tem fé faz como o oficial fez: vai atrás de Jesus, expõe o seu problema e acredita que Jesus quer e pode resolver, portanto vai resolver. Por isso, quem tem fé não entra em pânico, não se revolta, não desilude, não alvoroça, não perde a alegria nem a esperança, mesmo nas situações mais desafiadores, pois sabe que nenhum problema é maior que Deus.

Ter fé é muito mais que acreditar com a cabeça; é acreditar com o corpo inteiro; por isso já dá o primeiro passo no novo caminho que pediu a Deus. Mas, é claro, ter fé é seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós.

“A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem” (Hb 11,1). É caminhar “como se visse o invisível” (Hb 11,27).

O exemplo de Moisés, na travessia do Mar Vermelho, nos mostra bem o que é fé: “Moisés estendeu o bastão sobre o mar e durante a noite inteira o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte, fazendo recuarem as águas... E assim os hebreus puderam atravessar” (Ex 14,21-22).

Dá impressão que no início as águas não se afastavam, mas Moisés ficou firme, com o seu bastão estendido sobre o mar. Deus quer que nós mostremos a fé nele, mesmo sem ver uma resposta imediata. Em vez de uma noite, ele pode demorar dias ou até anos para nos atender. Mas se permanecermos com o nosso bastão estendido, ele se manifesta e, com toda a certeza, separará as águas.

Nós queremos crescer na fé, porque dela nasce a esperança, e das duas nasce a caridade. Assim, vivendo as três virtudes teologais, seremos certamente felizes, agora e por toda a eternidade.

Certa vez, em um mosteiro, um noviço chegou para o mestre e disse: “Padre mestre, penso que não tenho vocação. Não consigo guardar na memória o que leio na Bíblia, nem as palestras do senhor”.

O mestre não respondeu imediatamente a questão. Apenas disse ao jovem: “Pegue aquele cesto de junco, desça ao riacho, encha-o de água e traga aqui”.

O noviço olhou para o cesto, todo furado e sujo, e achou muito estranha a ordem. Mas obedeceu. Desceu ao riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Quando chegou até o mestre já não havia água, pois se escorreu toda pelos buracos.

O mestre lhe pediu que repetisse a viagem. O noviço voltou ao riacho, afundou o cesto na água, encheu-o e veio trazendo. Mas novamente chegou com o cesto vazio.

Então o mesmo perguntou: “Meu filho, o que você aprendeu?” O rapaz respondeu na hora: “Que cesto de junco não transporta água”.

O mestre lhe disse: “Olhe para o cesto. Vê alguma diferença?” O noviço olhou e disse com um sorriso: “Vejo que o cesto, que antes estava todo sujo e empoeirado, agora está limpo. Se a água não chegou aqui, pelo menos lavou o cesto!”

O mestre concluiu: “Nada importa que você não consiga guardar na memória os textos bíblicos e as palestras; o importante é que a sua vida fique limpa diante de Deus”.

Em relação ao Evangelho de hoje, podemos dizer também: Importa obedecer as Leis de Deus, mesmo que não as entendamos na hora. Deus, o legislador, é mais inteligente que nós, e sabe que seus mandamentos, se não transportam água, pelo menos lavam o cesto.

Isabel elogiou a fé da sua prima Maria Santíssima: “Feliz aquele que acreditou, pois aquilo que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45). Maria nunca vacilou na fé, nem na hora mais difícil, que foi a cruz. Que ela nos ajude a crescer na fé.

Muitos virão do Oriente e do Ocidente para o Reino do Céu.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO 

 

Leia, com toda a atenção, os trechos do Sermão do Santíssimo Sacramento, pregado pelo Padre Antônio Vieira (1608-1697), em Santa Engrácia, no ano de 1662. Ele fala sobre a união. Veja como, o que ele diz no século XVII, se aplica aos dias de hoje.

 “Toda a vida (ainda das coisas que não têm vida) não é mais que uma união. Uma união de pedras é edifício: uma união de tábuas é navio: uma união de homens é exército. E sem essa união, tudo perde o nome e mais o ser. O edifício sem união é ruína: o navio sem união é naufrágio: o exército sem união é despojo. Até o homem (cuja vida consiste na união de alma e corpo) com união é homem, sem união é cadáver.

  “... Por mais alta que esteja a cabeça, se não está unida é pés. Por mais ilustre que seja o ouro, se não está unido é barro. Nobreza e desunida, não pode ser, pois em sendo desunida, deixa de ser nobreza. É vileza.

  “... Para derrubar um reino e muitos reinos onde há desunião, não são necessárias baterias; não são necessários canhões; não são necessários trabucos; não são necessárias balas, nem pólvora. Basta uma pedra: o lápis.

  Para derrubar um reino e muitos reinos onde falta a união não são necessários exércitos, não são necessárias campanhas, não são necessárias batalhas, não são necessários cavalos, não são necessários homens, nem um homem, nem um braço, nem uma mão.  Nós temos muito boas mãos e o sabem muito bem os nossos competidores. Mas se não tivermos união, nem eles haverão mister mãos para nós, nem a nós nos hão de valer as nossas.”

A verdade, de ontem e hoje, é que sem união nada sobrevive, não pode haver sucesso. Nesta semana faça uma reflexão sobre o valor da união para sua vida pessoal e profissional. Lembre-se que “sem união, tudo perde o nome e mais o ser”.

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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sábado, 29 de novembro de 2025

DIÁRIO DE DOMINGO 30/11/2025

 

Domingo 30/11/2025.

 

“Sobre a escultura de Pietá, perguntaram a Michelangelo por que esculpira o rosto da mãe tão jovem quanto o do filho, ele respondeu: As pessoas apaixonadas por Deus não envelhecem.”

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 24,37-44

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

A vinda do Filho do Homem será como aquilo que aconteceu no tempo de Noé. Pois, antes do dilúvio, o povo comia e bebia, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Porém não sabiam o que estava acontecendo, até que veio o dilúvio e levou todos. Assim também será a vinda do Filho do Homem.

- Naquele dia dois homens estarão trabalhando na fazenda: um será levado, e o outro, deixado. Duas mulheres estarão no moinho moendo trigo: uma será levada, e a outra, deixada. Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

José Salviano da Silva

 

NÃO SABEMOS O DIA, POR ISSO ESTEJAMOS PREPARADOS PARA O REINO

No último domingo comemoramos a festa de Cristo rei. Jesus é rei sim, rei do universo, de todos os seres humanos, especialmente dos pobres. Nasceu pobre, optou pela defesa dos pobres discriminados e oprimidos pela classe dominante do seu tempo e de todos os tempos, especialmente dos tempos presentes. Porém, Jesus deixou bem claro quando lhe perguntaram se Ele era Rei, dizendo: “Meu reino não é desse mundo”. Isso significa que Jesus não era um político, ávido por poder e dinheiro, mas sim o próprio Deus que assumiu a natureza humana para nos salvar do pecado, para que estejamos preparados no dia que O Filho do Home virá, e então sejamos perdoados e merecedores da VIDA ETERNA.

Jesus deixou também claro com palavras e ação que o melhor meio de nos prepararmos para a sua vinda é participando da vida do seu reinado. Por isso, na sua imensa bondade, Ele não excluiu ninguém, afirmando que todos os homens são chamados a entrar no seu Reino que foi anunciado primeiro aos filhos de Israel, e em seguida para todos os homens e mulheres. Jesus sendo o Messias prometido pelos profetas, explicou que Este Reino messiânico está destinado a acolher os homens de todas as nações, e não somente aos judeus, como eles pensavam e ou queriam que fosse. E a porta de entrada para o seu Reinado, para ter acesso a ele, é o acolhimento a palavra de Jesus, coisa que muitos judeus não o fizeram, assim como muitos hoje não estão fazendo: Palavra essa que Jesus comparou-a com a semente semeada no campo: os que a ouvem com fé e são contados no número da pequena grei de Cristo receberam o próprio Reino; depois, por sua própria força, a semente germina e cresce até o tempo da messe.

E ao contrário do que os judeus pensavam e queriam, o Reino de Deus pertence aos pobres e aos pequenos, isto é, aos que o acolheram com humildade, ao contrário dos judeus que o rejeitaram com ironia e arrogância, como fazem hoje aqueles que preferem o poder do dinheiro. Jesus foi o enviado para "evangelizar os pobres". E no seu famoso sermão da montanha, Jesus declara-os bem-aventurados, pois "o Reino dos Céus é deles"; foi aos "pequenos" que o Pai se prontificou a revelar o que permanece escondido aos sábios e aos entendidos e poderosos. Jesus compartilha a vida dos pobres desde o seu nascimento na humilde manjedoura até a o momento da morte de cruz; conheceu a fome, a sede e a indigência, o sofrimento, o estresse momentos antes do martírio ao ponto de “suar sangue”. Mais ainda: Cristo Jesus identificou-se com os pobres de todos os tipos, indo ao seu encontro, almoçando com eles, perdoando-lhes, curando-os, libertando-os das suas opressões, convidando-os a segui-lo. Demonstrou que a condição principal para se ingressar no Reino de Deus, é a fé. Basta só lembrar aqui que os apóstolos não eram pessoas perfeitas sem nenhum defeito, mas sim homens de muita fé.

Jesus foi criticado por comer com os pecadores. Mas ao fazer isso, esse gesto significa que os pecadores foram convidados à mesa do Reino: "Não vim chamar justos, mas pecadores". Primeiro Jesus convida os pecadores à conversão, pois sem a qual não se pode entrar no Reino. Ao fazer isso Jesus mostrou com palavras e atos, a infinita misericórdia e a ausência total de discriminação do Pai por eles e a imensa "alegria no céu por um único pecador que se arrepende". E a prova suprema deste amor de Deus por nós foi o sacrifício de sua própria vida "em remissão dos nossos pecados".

Jesus convida a todos sem distinção a entrar no Reino antes que seja tarde. E Ele faz isso por meio das parábolas, nas quais Ele usando um palavreado simples a altura dos seus ouvintes, e baseado nas suas experiências vitais. Pelas parábolas, Jesus nos convida ao festim do Reino, mas exige também uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo de si; as palavras não bastam, é necessário juntar ao ato da entrega, ou da admissão, a prática do amor a Deus e ao próximo pela caridade. Ou seja, a prática dos seus ensinamentos.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. No Evangelho de hoje Jesus nos adverte sobre o perigo de ficarmos por fora, ou de fora do Reino de Deus. Ele nos avisa que a sua segunda vinda será inesperada. E para que não tenhamos uma surpresa decepcionante, precisamos estar inseridos no Reino de Deus anunciado por Ele. Jesus explica que nem todos se salvarão. E, por incrível que nos pareça, dentro da nossa própria família uns poderão se salvar e outros não. É muito triste saber disso. “Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho:

uma será levada e a outra será deixada.” E para que isso não aconteça a nenhum de nós, para que não sejamos pegos de surpresa, vamos estar em sintonia com Deus e com o irmão, e trabalhar pela causa do Reino de Deus. Anunciando-o pela palavra e pelo exemplo.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO 

 

 

Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de "Amor”. Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo... Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem... Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las, no sentimento nobre de amar...

Se não estivesse tão fora de moda,  eu iria falar em "Sinceridade"... Sabe aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor… Aquela sensação que embriaga mais que a bebida, que é ter  numa só pessoa, a soma de tudo que, às vezes, procuramos em muitas...

A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir... Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar em  "Amizade”. Na amizade sincera que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...

O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro, e vice-versa. A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender, para depois gostar... Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar em "Família”. Sim... “Família”... Essa instituição que, ultimamente, vive à beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões:

pai, mãe, irmãos, filhos, casamento, lar...

Família…, aquele bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sangüíneos e protegidas pelas bênçãos divinas… Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias, realização da mais sublime missão humana de seqüenciar a obra do Criador... E depois eu iria, até quem sabe, falar sobre algo como...  a "Felicidade"…

Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo, já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização…

Ainda assim, desejo que sua vida seja repleta dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvida, fazem a diferença !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

DIÁRIO DE SÁBADO 29/11/2025

 

Sábado 29/11/2025.

 

"É melhor morrer de pé do que viver ajoelhado." (Slogan da Revolução Espanhola)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 21,34-36

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

E Jesus terminou, dizendo:

- Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa, como se fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro. Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar a tudo o que deve acontecer.

Neste Evangelho, o último do ano litúrgico, mais uma vez Jesus nos recomenda a vigilância, com um detalhe importante: orai sempre. Vigilância e oração são as virtudes irmãs e inseparáveis que se apóiam mutuamente.

Deus caminha ao nosso lado, nas vinte e quatro horas do dia, e está querendo nos ajudar. Mas ele não entra na nossa vida, se não pedirmos. Agora, se pedirmos, ele vem, e quando ele vem tudo se resolve facilmente, é claro. Quantas vezes sofremos, afogando-nos num copo d’água, e não pedimos ajuda a Deus!

A oração sustenta a fé e a esperança vigilante, mantendo o nosso contato e diálogo com Deus, como fazia Jesus. É também a oração uma grande força para superar as tentações diária que antecipam já o grande combate que acontecerá no final dos tempos. O supremo modela de oração é Cristo no Jardim das Oliveiras. A palavra agonia significa luta. “Vigiai e orai para não cairdes em tentação” (Mt 26,41). No Pai Nosso nós rezamos: “Não nos deixeis cair em tentação”.

Com a força da oração, nós escaparemos a tudo o que deve acontecer e ficaremos de pé diante de Jesus, o Juiz, o Filho do Homem.

Ninguém consegue prever o dia da própria morte. Ela vem de forma inesperada. “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha”. Quantas pessoas vivem como se não fossem morrer nunca!

Recordando o catecismo, após a morte nós iremos para um destes três lugares: ou para o céu, ou para o purgatório, ou para o inferno. O purgatório é uma morada passageira. Mas o céu e o inferno são moradas definitivas e eternas!

Na prática, a escolha do nosso lugar após a morte é feita por nós mesmos, agora, durante a nossa vida terrena. Jesus, o Juiz, vai apenas confirmar-nos naquele lugar no qual escolhemos viver aqui na terra. E ele o fará com tristeza, se morrermos longe do seu Evangelho e dos mandamentos de Deus.

Daí a importância de levarmos a sério os mandamentos de Deus. Jesus veio para nos salvar, e quer nos ver todos no Céu junto com ele. Por isso que nos deixou palavras claras, como as do Evangelho de hoje.

“Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.” Que ele nos encontre como fiéis discípulos e discípulas, obedecendo aos seus mandamentos.

Certa vez, um javali estava afiando sua presas numa pedra. Uma raposa, que passava por ali, perguntou-lhe o motivo de estar afiando suas presas se não havia nenhum caçados, cão de caça ou qualquer outra ameaça rondando o local.

O javali respondeu: “Eu faço isto periodicamente para não ser forçado a afiar minhas armas no exato momento em que tiver de usá-las”.

Que sigamos o exemplo do javali e vivamos sempre preparados, já que não sabemos o dia nem a hora em que o Senhor virá ao nosso encontro.

Maria Santíssima, a nossa Mãe, está pronta a nos ajudar. Peçamos a intercessão dela. “Maria, ó Mãe cheia de graça, protege os filhos teus! Nós queremos contigo estar no Céu!”

Ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar a tudo o que deve acontecer.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO 

 

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar

conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

 

ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

 

 

E S CR EVA em

tAmaNhos diFeRenTes e em CorES

di f E rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

V I V A !!!!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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