sexta-feira, 7 de novembro de 2025

DIÁRIO DE SÁBADO 08/11/2025

 

Sábado 08/11/2025.

 

"A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato de vontade. "(Gaston Courtois )

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 16,9-15

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?

- Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.

Os fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus disse a eles:

- Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?

Este Evangelho pode ser chamado o Evangelho da cidadania. Nele Jesus nos ensina que, para sermos bons cristãos, precisamos ser também bons cidadãos. Para possuirmos os bens sobrenaturais, precisamos administrar bem os bens materiais.

Nós sabemos que, na prática, não existe diferença entre sagrado e profano, entre vida espiritual e vida material. Desde que Jesus se encarnou, a terra e o céu se uniram na pessoa dele, e tudo se tornou sagrado.

“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos... eles vos receberão nas moradas eternas. Jesus chama o dinheiro de injusto, porque costuma impulsionar as pessoas para a injustiça, ou é fruto dela. Os amigos que nos receberão nas moradas eternas são todas as pessoas que ajudamos ou servimos com o nosso dinheiro: os nossos familiares, os pobres, os missionários...

Jesus não condena o dinheiro em si, mas o seu mau uso. Dinheiro é sangue em forma de papel. Mesmo que tenha sido extorquido injustamente, ele é fruto do suor e do sangue de algum trabalhador. Dinheiro é também pão objetivado e transformado em valor-coringa e valor não perecível, correspondente a tantos dias-pão. É pão em forma de papel ou de moeda, pois ele pode, a qualquer momento e em qualquer lugar, ser convertido em pão. Por isso, o pão e o dinheiro justo têm o mesmo valor moral.

Acumular dinheiro é acumular sangue, é acumular pão, o pão que falta na mesa do outro. É reter a vida humana. “O pão é a vida do pobre, e quem tira a vida de alguém é assassino. Mata o próximo quem lhe tira os meios de vida e derrama sangue quem priva o operário de seu salário” (Eclo 34,21-22).

O dinheiro acumulado e guardado em excesso lembra-nos o caso do maná: “Moisés disse ao povo: Ninguém guarde nada para amanhã. Alguns, porém, desobedeceram a Moisés e guardaram o maná para o dia seguinte; mas ele bichou e apodreceu” (Êx 16,19-20).

Acumular dinheiro na conta bancária e acumular pão na dispensa é o mesmo pecado. Quantas contas bancárias por aí estão exalando mau cheiro, como o maná apodrecido!

Nós cristãos devíamos transformar o dinheiro, de injusto, em instrumento de justiça. “A raiz de todos os males está no amor ao dinheiro. Por causa dele, muitos se afastaram da fé” (1Tm 6,10). “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,21).

“Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” Jesus chama o dinheiro de “senhor” porque ele exerce uma enorme força sobre nós e facilmente nos torna escravos dele. O dinheiro, usado de maneira injusta, torna o nosso coração duro como pedra e insensível às necessidades dos irmãos. A pessoa o coloca em primeiro lugar, isto é, no lugar de Deus. Assim como o fiel oferece sacrifícios a Deus, o ganancioso oferece sacrifícios ao dinheiro. Sacrifica em favor dele a saúde, a família, a fé e, Deus nos livre, a alma. Por isso que Jesus nos pede para escolher: ou Deus ou o dinheiro.

O Evangelho de hoje diz que os fariseus, que eram amigos do dinheiro, zombavam de Jesus. O apego ao dinheiro nos leva até a isto: zombar de Deus.

“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes.” Mesmo o nosso uso de Um Real é importante e determina a nossa fidelidade nas coisas grandes do Reino de Deus.

Resumindo: enquanto a nossa conversão não atingir o nosso bolso, ela não está completa.

Midas foi rei da Frigia, no Séc. VIII antes de Cristo. Ele era muito avarento. Por isso existe uma lenda mitológica a respeito dele.

O ouro era a moeda corrente. Midas pedia tanto ao deus Dionísio para ajuntar mais ouro, que esse deus lhe deu um dom especial: tudo o que tocasse se transformava em ouro.

Midas gostou. Logo que recebeu o dom, a primeira coisa que se converteu em ouro foi a sua roupa. Ótimo, pensou Midas. Depois ele tocou no seu cetro real, que também tornou-se ouro maciço.

Mas Midas queria mais ouro. Tocou na parede do palácio, pronto, na hora ela se converteu ouro. Era uma parede todinha de ouro.

Mas aconteceu um problema para o rei. Quando ele foi tomar água, na hora em que pegou o copo, este virou ouro. Até aí tudo bem, mas foi só ele tocar a água com os lábios, esta se tornou também ouro e ele não pode beber água.

E mais: na hora do almoço, foi só ele sentar-se à mesa, esta virou ouro com cadeira e tudo. Foi só ele tocar nos talheres, estes viraram ouro. E o pior: na hora em que ele pôs a comida na boca, esta se converteu em ouro e ele não pode comer.

Resultado: Midas morreu de fome e sede, cercado de ouro por todos os lados. Até o caixão tornou-se ouro. Mas o que adiantou?

Esta lenda, no seu sentido simbólico, é real. A ganância leva à morte. “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” Ou uma coisa ou outra. Quanta gente é igual ao rei Midas! Só pensam no dinheiro, só buscam o dinheiro.

Maria Santíssima era apegada a uma única riqueza: aquela que o anjo Gabriel destacou, ao cumprimentá-la: “Ave, cheia de graça!” Que Maria nos ajude a servir sempre a Deus e nunca ao dinheiro.

Se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO 

 

Agátocles, Tirano de Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios e marchou contra Cartago, cujos habitantes, derrotou. Fez isso para anular – para si próprio e a seus comandados – qualquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios, seria impossível recuar.

 “Queimar as Naus” significa, pois, ir em frente, sem sequer poder pensar na possibilidade de voltar ou desistir. Há vários exemplos na história, de comandantes valorosos que fizeram a mesma coisa. Dizem que os Vikings faziam o mesmo – ao chegar num porto para invadir um território e conquistá-lo – queimavam seus navios para impedir qualquer possibilidade de recuo. “Queimar as Naus” significa, pois, vencer ou vencer!

O que esta história pode nos ensinar para nossa vida pessoal, profissional e empresarial?

Muitas vezes começamos um projeto; entramos numa nova empreitada; fazemos uma mudança forte em nossa vida pessoal e ficamos pensando no passado. Ficamos sempre com a dúvida se deveríamos ou não ter feito o que fizemos ou tomado a decisão que tomamos. Estamos sempre com um pé no cais e um pé no navio. Será que não vale a pena recuar? Não terá sido uma loucura esta decisão?

E aí, se os navios estiverem no porto a nos esperar, é muito provável que tenhamos a tentação – mais confortável e segura – de voltar, de recuar.  Mas se queimarmos os navios (do passado), não teremos como recuar. Não haverá navios a nos esperar. Teremos que caminhar, ir em frente, acreditar, lutar, vencer.

Assim, quando você tomar uma decisão, pense bem antes e uma vez tomada, queime as naus, ou seja, não pense mais no passado e vá em frente! Na empresa, quando lançamos um novo produto ou novo serviço temos que fazer absolutamente tudo para que tudo dê certo. Se ficarmos pensando na possibilidade de recuar, jamais empreenderemos o esforço total para vencer os desafios que por certo surgirão à nossa frente. É a mesma coisa na vida pessoal. Um funcionário que foi transferido para uma nova função em local diferente terá muitas dificuldades a enfrentar até que a total adaptação ocorra. Filhos, esposa, escolas, etc. tudo mudará. Se esse(a) funcionário(a) não “queimar as naus” ficará o tempo todo reclamando e lembrando os bons tempos do lugar onde morava e vivia. Assim, para vencer é preciso ter a coragem de “queimar as naus”.

Pense nisso. Boa semana. Sucesso!

Luiz Marins  

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um

DIÁRIO como este.

veraborro@gmail.com

 

 

 

Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:

veraborro@gmail.com

 

 

 

Visite nosso blog, você vai gostar

https://florescersempre2017.blogspot.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário