Sábado
08/11/2025.
"A
alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato
de vontade. "(Gaston Courtois )
EVANGELHO DE HOJE
Lc 16,9-15
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Por
isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim
de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é
fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas
pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as
riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas
verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o
que é de vocês?
- Um
escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e
preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem
servir a Deus e também servir ao dinheiro.
Os
fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus
disse a eles:
-
Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois
aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Se
vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro
bem?
Este
Evangelho pode ser chamado o Evangelho da cidadania. Nele Jesus nos ensina que,
para sermos bons cristãos, precisamos ser também bons cidadãos. Para possuirmos
os bens sobrenaturais, precisamos administrar bem os bens materiais.
Nós
sabemos que, na prática, não existe diferença entre sagrado e profano, entre
vida espiritual e vida material. Desde que Jesus se encarnou, a terra e o céu
se uniram na pessoa dele, e tudo se tornou sagrado.
“Usai
o dinheiro injusto para fazer amigos... eles vos receberão nas moradas eternas.
Jesus chama o dinheiro de injusto, porque costuma impulsionar as pessoas para a
injustiça, ou é fruto dela. Os amigos que nos receberão nas moradas eternas são
todas as pessoas que ajudamos ou servimos com o nosso dinheiro: os nossos
familiares, os pobres, os missionários...
Jesus
não condena o dinheiro em si, mas o seu mau uso. Dinheiro é sangue em forma de
papel. Mesmo que tenha sido extorquido injustamente, ele é fruto do suor e do
sangue de algum trabalhador. Dinheiro é também pão objetivado e transformado em
valor-coringa e valor não perecível, correspondente a tantos dias-pão. É pão em
forma de papel ou de moeda, pois ele pode, a qualquer momento e em qualquer
lugar, ser convertido em pão. Por isso, o pão e o dinheiro justo têm o mesmo
valor moral.
Acumular
dinheiro é acumular sangue, é acumular pão, o pão que falta na mesa do outro. É
reter a vida humana. “O pão é a vida do pobre, e quem tira a vida de alguém é
assassino. Mata o próximo quem lhe tira os meios de vida e derrama sangue quem
priva o operário de seu salário” (Eclo 34,21-22).
O
dinheiro acumulado e guardado em excesso lembra-nos o caso do maná: “Moisés
disse ao povo: Ninguém guarde nada para amanhã. Alguns, porém, desobedeceram a
Moisés e guardaram o maná para o dia seguinte; mas ele bichou e apodreceu” (Êx
16,19-20).
Acumular
dinheiro na conta bancária e acumular pão na dispensa é o mesmo pecado. Quantas
contas bancárias por aí estão exalando mau cheiro, como o maná apodrecido!
Nós
cristãos devíamos transformar o dinheiro, de injusto, em instrumento de
justiça. “A raiz de todos os males está no amor ao dinheiro. Por causa dele,
muitos se afastaram da fé” (1Tm 6,10). “Onde estiver o teu tesouro, aí estará
também o teu coração” (Mt 6,21).
“Vós
não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” Jesus chama o dinheiro de “senhor”
porque ele exerce uma enorme força sobre nós e facilmente nos torna escravos
dele. O dinheiro, usado de maneira injusta, torna o nosso coração duro como
pedra e insensível às necessidades dos irmãos. A pessoa o coloca em primeiro
lugar, isto é, no lugar de Deus. Assim como o fiel oferece sacrifícios a Deus,
o ganancioso oferece sacrifícios ao dinheiro. Sacrifica em favor dele a saúde,
a família, a fé e, Deus nos livre, a alma. Por isso que Jesus nos pede para
escolher: ou Deus ou o dinheiro.
O
Evangelho de hoje diz que os fariseus, que eram amigos do dinheiro, zombavam de
Jesus. O apego ao dinheiro nos leva até a isto: zombar de Deus.
“Quem
é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas
pequenas também é injusto nas grandes.” Mesmo o nosso uso de Um Real é
importante e determina a nossa fidelidade nas coisas grandes do Reino de Deus.
Resumindo:
enquanto a nossa conversão não atingir o nosso bolso, ela não está completa.
Midas
foi rei da Frigia, no Séc. VIII antes de Cristo. Ele era muito avarento. Por
isso existe uma lenda mitológica a respeito dele.
O
ouro era a moeda corrente. Midas pedia tanto ao deus Dionísio para ajuntar mais
ouro, que esse deus lhe deu um dom especial: tudo o que tocasse se transformava
em ouro.
Midas
gostou. Logo que recebeu o dom, a primeira coisa que se converteu em ouro foi a
sua roupa. Ótimo, pensou Midas. Depois ele tocou no seu cetro real, que também
tornou-se ouro maciço.
Mas
Midas queria mais ouro. Tocou na parede do palácio, pronto, na hora ela se
converteu ouro. Era uma parede todinha de ouro.
Mas
aconteceu um problema para o rei. Quando ele foi tomar água, na hora em que
pegou o copo, este virou ouro. Até aí tudo bem, mas foi só ele tocar a água com
os lábios, esta se tornou também ouro e ele não pode beber água.
E
mais: na hora do almoço, foi só ele sentar-se à mesa, esta virou ouro com
cadeira e tudo. Foi só ele tocar nos talheres, estes viraram ouro. E o pior: na
hora em que ele pôs a comida na boca, esta se converteu em ouro e ele não pode
comer.
Resultado:
Midas morreu de fome e sede, cercado de ouro por todos os lados. Até o caixão
tornou-se ouro. Mas o que adiantou?
Esta
lenda, no seu sentido simbólico, é real. A ganância leva à morte. “Vós não
podeis servir a Deus e ao dinheiro.” Ou uma coisa ou outra. Quanta gente é
igual ao rei Midas! Só pensam no dinheiro, só buscam o dinheiro.
Maria
Santíssima era apegada a uma única riqueza: aquela que o anjo Gabriel destacou,
ao cumprimentá-la: “Ave, cheia de graça!” Que Maria nos ajude a servir sempre a
Deus e nunca ao dinheiro.
Se
vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro
bem?
MOMENTO DE REFLEXÃO
Agátocles, Tirano de
Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou
queimar todos os seus próprios navios e marchou contra Cartago, cujos
habitantes, derrotou. Fez isso para anular – para si próprio e a seus
comandados – qualquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios,
seria impossível recuar.
“Queimar as Naus” significa, pois, ir em
frente, sem sequer poder pensar na possibilidade de voltar ou desistir. Há
vários exemplos na história, de comandantes valorosos que fizeram a mesma
coisa. Dizem que os Vikings faziam o mesmo – ao chegar num porto para invadir
um território e conquistá-lo – queimavam seus navios para impedir qualquer
possibilidade de recuo. “Queimar as Naus” significa, pois, vencer ou vencer!
O que esta história
pode nos ensinar para nossa vida pessoal, profissional e empresarial?
Muitas vezes
começamos um projeto; entramos numa nova empreitada; fazemos uma mudança forte
em nossa vida pessoal e ficamos pensando no passado. Ficamos sempre com a
dúvida se deveríamos ou não ter feito o que fizemos ou tomado a decisão que
tomamos. Estamos sempre com um pé no cais e um pé no navio. Será que não vale a
pena recuar? Não terá sido uma loucura esta decisão?
E aí, se os navios
estiverem no porto a nos esperar, é muito provável que tenhamos a tentação –
mais confortável e segura – de voltar, de recuar. Mas se queimarmos os navios (do passado), não
teremos como recuar. Não haverá navios a nos esperar. Teremos que caminhar, ir
em frente, acreditar, lutar, vencer.
Assim, quando você
tomar uma decisão, pense bem antes e uma vez tomada, queime as naus, ou seja,
não pense mais no passado e vá em frente! Na empresa, quando lançamos um novo
produto ou novo serviço temos que fazer absolutamente tudo para que tudo dê
certo. Se ficarmos pensando na possibilidade de recuar, jamais empreenderemos o
esforço total para vencer os desafios que por certo surgirão à nossa frente. É
a mesma coisa na vida pessoal. Um funcionário que foi transferido para uma nova
função em local diferente terá muitas dificuldades a enfrentar até que a total
adaptação ocorra. Filhos, esposa, escolas, etc. tudo mudará. Se esse(a)
funcionário(a) não “queimar as naus” ficará o tempo todo reclamando e lembrando
os bons tempos do lugar onde morava e vivia. Assim, para vencer é preciso ter a
coragem de “queimar as naus”.
Pense nisso. Boa
semana. Sucesso!
Luiz Marins
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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