Terça-feira
04/11/2025.
"Adormeci
e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e
vi que o serviço era alegria. " ( Rabindranath Tagore )
EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,15-24
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Um
dos que estavam à mesa ouviu isso e disse para Jesus:
-
Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!
Então
Jesus lhe disse:
-
Certo homem convidou muita gente para uma festa que ia dar. Quando chegou a
hora, mandou o seu empregado dizer aos convidados: "Venham, que tudo já
está pronto!"
-
Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse ao empregado:
"Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me
desculpe."
-
Outro disse: "Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem.
Peço que me desculpe."
- E
outro disse: "Acabei de casar e por isso não posso ir."
- O
empregado voltou e contou tudo ao patrão. Ele ficou com muita raiva e disse:
"Vá depressa pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os
aleijados, os cegos e os coxos."
-
Mais tarde o empregado disse: "Patrão, já fiz o que o senhor mandou, mas
ainda está sobrando lugar."
- Aí
o patrão respondeu: "Então vá pelas estradas e pelos caminhos e obrigue os
que você encontrar ali a virem, a fim de que a minha casa fique cheia. Pois eu
afirmo a vocês que nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar!"
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Sai
pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa
fique cheia.
Neste
Evangelho, Jesus nos conta a parábola do grande banquete. O dono da casa, que
faz o convite, é Deus. O banquete é o Reino de Deus, que começa aqui na terra e
tem a sua plenitude no céu. Aqui na terra, a principal expressão do Reino de
Deus é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.
Os
primeiros convidados, naquele tempo, eram os judeus. Eles, além de recusar,
mataram o enviado pelo dono da casa: Jesus. Hoje, os primeiros convidados são
todos e todas que recusam o convite de Deus para fazer parte do seu Reino,
participando da Santa Igreja.
Os
demais convidados, os que aceitaram o convite, somos nós, os católicos de todas
as raças e nações. Entretanto, nós sabemos que há muitos que pertencem ao Reino
e não pertencem à Igreja Católica.
Ao
se referir aos convidados que aceitaram, Jesus destaca a pobreza deles: “Traze
para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos”. Já nos primeiros
convidados, que recusaram, Jesus destaca a posse de bens materiais: comprei um
campo, comprei cinco juntas de bois...
O
dono quer ver a sua casa cheia, por isso fica zangado quando alguém recusa o
seu convite para a festa. “Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a
virem aqui, para que minha casa fique cheia”.
A
comparação que Jesus faz entre a Vida Nova trazida por ele e o banquete,
destaca que existe alegria, fraternidade, clima de festa e de banquete entre os
participantes do Reino.
Os
que acolhem o convite não têm nada mais que a sua pobreza. Já os que recusam
possuem campos, animais... eles permanecem tristes, agarrados aos seus bens
materiais.
Na
Missa, o padre nos convida à comunhão com as seguintes palavras: “Felizes os
convidados para a ceia do Senhor”. A Eucaristia é o grande sinal e a
antecipação do eterno banquete do Reino.
O
Evangelho começa citando a frase de um homem, na presença de Jesus: “Feliz
aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus aproveita o paralelo entre o
Reino de Deus e a comida para comparar o Reino de Deus com um banquete. Ele
quis mostrar que, para alguém participar da festa eterna no céu, é necessário
acolher o convite já aqui na terra, participando da Santa Igreja. Não comerá o
pão no Reino de Deus aquela ou aquele que hoje não atende ao chamado de Jesus.
Se
nós perguntássemos, por exemplo, aos que não participam da Missa no domingo,
por que fazem isso, as respostas seriam parecidas: comprei um campo, comprei
cinco juntas de bois, acabo de me casar... São ações boas, mas que não nos
devem impedir de participar da Família de Deus.
É
interessante observar que a participação na Comunidade traz ao cristão alegria,
fraternidade, clima de festa. O cristão, a cristã, têm um brilho diferente no
rosto, que dá para se perceber até na fotografia. É o mesmo brilho que teve
Moisés, quando desceu do monte Sinai, após encontrar-se com Deus (Cf Êx 34,35).
Certa
vez, na antiguidade, um rapaz estava viajando a pé numa estrada. Ele era pobre,
mas de muito bela aparência. Devido ao calor, o jovem resolveu deitar-se à
sombra de uma árvore. E logo dormiu.
Aconteceu
que passou por ali um rei, em sua carruagem, e, ao vê-lo, simpatizou-se com o
moço. Como o rei não tinha filhos, decidiu adotá-lo como seu filho e o herdeiro
de toda a sua riqueza. Parou a carruagem e foi até o jovem. Entretanto, vendo
que ele dormia em pesado sono, não quis acordá-lo e foi-se embora.
Pouco
depois, passou uma linda princesa. Ao ver o jovem, achou-o muito bonito e
pensou em levá-lo para o palácio e, depois, casar-se com ele. Chegou bem
pertinho do moço, esperou um pouco, mas como ele não acordava, foi-se embora.
Mais
tarde, passou por ali um empresário. Gostou da estatura do rapaz e quis
contratá-lo para a sua empresa. Chegou perto, olhou... mas também não quis
acordá-lo e foi-se embora.
O
rapaz nem ficou sabendo dessas oportunidades que perdeu na vida, simplesmente
porque estava dormindo!
Jesus,
o enviado de Deus Pai, vem até nós convidar-nos para o banquete. Mas ele não
marca horário. Que estejamos atentos a fim de não perder a oportunidade de
participar da bela festa e saborear tão gostosos pratos. Porque, se estivermos
dormindo, ele nos respeitará e não vai nos acordar.
“Existe
um nome que consola a terra, e que desterra da tristeza o véu. Bem como aurora
que, com luz brilhante, que fulgurante surge lá no céu. Ó nome bendito da
Virgem Mãe, Maria, Maria, por nós rogai!” Maria Santíssima é uma das grandes
figuras que embelezam o banquete do Reino de Deus. Flor de Israel, rogai por nós.
Sai
pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa
fique cheia.
Padre
Queiroz
MOMENTO DE REFLEXÃO
As pessoas estão
esquecendo que um relacionamento que realmente nos completa, satisfaz e amplia
a nossa dimensão de seres humanos precisa ir muito além dos contatos
superficiais de hoje em dia.
Mais do que nunca, as
pessoas estão morrendo de medo de ser abandonadas. De dizer “eu te amo” e não
ser correspondidas. E, por isso, continuam abandonando, com medo de ser
abandonadas. Dizem não, com medo de ouvi-lo.
O medo da rejeição
nos impede de abrir nosso coração profundamente para os outros, pois não
queremos nos sentir vulneráveis ou fragilizados. Para não ter de enfrentar esse
medo, as pessoas não estão se relacionando em profundidade. Pelo contrário,
buscam criar relacionamentos superficiais.
Nos relacionamentos
atuais, principalmente entre os mais jovens, predomina a postura de “ficar” com
alguém. Às vezes, “fica-se” com mais de uma pessoa no mesmo dia.
Muitas pessoas
abandonaram a busca por uma relação mais amorosa, mais comprometida,
satisfazendo-se com uma companhia de poucas horas. Um simples passatempo.
Assim, no dia seguinte, pode-se ficar com outra pessoa, no outro dia com mais
outra e assim por diante. Sem que qualquer relação se solidifique.
Existe até a prática
de contabilizar quem beijou mais em uma festa ou em um evento qualquer.
Beijam-se pessoas desconhecidas pelo simples ato de beijar, como se bebe água
quando se está com sede. O beijo, nessas circunstâncias, deixou de ser a
expressão de um sentimento afetivo de aproximação entre duas pessoas, deixou de
ser uma entrega, deixou de ser um momento mágico, deixou de ser uma partícula
de ligação e entrou no menu da rotina.
No amor, para muitas
pessoas, a quantidade se tornou mais importante do que a qualidade... Na
verdade, poucas pessoas perceberam que qualidade num relacionamento significa mergulhar
em profundidade.
Nesse tipo de
relacionamento superficial, não há tempo para conhecer o outro. E sem
conhecimento, o amor não se desenvolve. Torna-se quase impossível estabelecer
uma base sólida para a relação.
(Trecho do meu livro
“Amar Pode Dar Certo”).
As pessoas estão
esquecendo que um relacionamento que realmente nos completa, satisfaz e amplia
a nossa dimensão de seres humanos precisa ir muito além disso.
Um relacionamento
precisa ser construído sobre o amor, embalado pela cooperação, alimentado pelo
respeito, forjado com confiança. Precisa ter aconchego, cumplicidade e doação.
Precisamos saber dividir com o outro o nosso cobertor, nas noites frias, mesmo
que para cobrir a orelhe dele precisemos descobrir nossos pés – e ficar feliz
por estar dando ao outro o melhor de nós.
É preciso aprender a
deixar de ver um relacionamento como uma armadilha, de onde não teremos saída,
para descobrir nele a chave da nossa liberdade e da liberdade do outro. E isso
só pode ser conseguido quando aprendemos a confiar mais.
Roberto Shinyashiki
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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