Sexta-feira
07/11/2025.
"A
alegria compartilhada é uma alegria dobrada." (John Ray )
EVANGELHO DE HOJE
Lc 16,1-8
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Jesus
disse aos seus discípulos:
-
Havia um homem rico que tinha um administrador que cuidava dos seus bens. Foram
dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele.
Por isso ele o chamou e disse: "Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de
você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais
continuar como meu administrador."
- Aí
o administrador pensou: "O patrão está me despedindo. E, agora, o que é
que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir
esmola. Ah! Já sei o que vou fazer... Assim, quando for mandado embora, terei
amigos que me receberão nas suas casas."
-
Então ele chamou todos os devedores do patrão e perguntou para o primeiro:
"Quanto é que você está devendo para o meu patrão?"
-
"Cem barris de azeite!" - respondeu ele.
O
administrador disse:
-
"Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinqüenta."
-
Para o outro ele perguntou: "E você, quanto está devendo?"
-
"Mil medidas de trigo!" - respondeu ele.
-
"Escreva oitocentas!" - mandou o administrador.
- E
o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza.
E
Jesus continuou:
- As
pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas
que pertencem à luz.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Os
filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.
Neste
Evangelho, Jesus nos conta a parábola do administrador infiel que, ao ser
despedido, ficou preocupado com o seu futuro e, antes de prestar contas ao
patrão, fez uma maracutaia, diminuindo as dívidas de muitos devedores. Sua
intenção era, depois, pedir a um desses devedores que, em troca, o recebesse em
sua casa, já que ele não tinha onde morar.
Jesus
coloca o administrador entre os “filhos deste mundo”, em contraste com os filhos
da luz, que são os seus discípulos. Portanto, Jesus não aprova o que o
administrador fez. O que Jesus destaca é a esperteza dele e a inteligência,
para fazer a corrupção de tal modo que o patrão não descubra. Se nós usarmos a
nossa inteligência e a nossa esperteza a serviço do Reino de Deus, certamente o
Reino de Deus vai ganhar, e muito.
A
preocupação do administrador era ter um lugar para morar, sinal que nem isso
ele tinha, apesar de trabalhar para aquele patrão durante muitos anos, pois não
tinha forças para cavar a terra.
É
de se perguntar se o que ele fez foi justo ou não, já que o patrão não lhe
pagou o salário devido, nem seus direitos trabalhistas.
Mas
Jesus não entra nessa questão. A mensagem da parábola é que nós, que vivemos
neste mundo corrupto, precisamos ser muito espertos, senão, quando vamos com a
fubá, o povo já está com o bolo pronto. Precisamos usar a nossa esperteza,
dentro dos critérios do Evangelho, é claro, para ganharmos o céu e para darmos
a mão a outros, ajudando-os a chegar lá.
Jesus
usou várias vezes de astúcias semelhantes. Vou citar uma: “Os sumos sacerdotes
perguntaram a ele: Com que autoridade fazes essas coisas? Jesus disse: Vou
fazer-vos uma só pergunta. Respondei-me, que eu vos direi com que autoridade
faço isso. O batismo de João era do céu ou dos homens? Eles discutiam entre si:
Se respondermos Do céu, ele dirá: Por que então não acreditastes em João? Se
respondermos: Dos homens, temos medo do povo que considera João um profeta.
Responderam então a Jesus: Não sabemos. Jesus lhes disse: Pois eu também não
vos digo com que autoridade faço essas coisas!” (Mc 11,27-33).
Também
S. Paulo fez algo semelhante em Jerusalém, para se livrar da prisão: “Sabendo
que uma parte do tribunal era composta de saduceus e a outra, fariseus, Paulo
exclamou bem alto: Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo
julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos. Apenas falou
isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, a assembléia ficou
dividiu...” (At 23,6-7) e por isso foi encerrada. Sabemos que os fariseus
acreditavam na ressurreição e os saduceus não acreditavam. O que S. Paulo falou
não era mentira, mas também não toda a verdade, porque ele estava sendo acusado
por causa da sua fé em Cristo, da qual a ressurreição é apenas uma parte. Isso
se chama restrição mental ou epiquéia. Consiste em, nas horas difíceis, falar
apensa uma parte da verdade, aquela que vale como defesa própria ou da causa
que defende.
Nós
precisamos usar de muita sagacidade para conseguir cumprir a nossa missão de
cristãos e de construtores do Reino de Deus. Para sobreviver neste mundo
corrupto, precisamos usar, às vezes, de muita astúcia e sagacidade, pondo a
nossa inteligência para funcionar. Afinal, Deus nos capacitou para isso, dando-nos
muitos dons, talentos e carismas. E o próprio Espírito Santo, que é a
inteligência em pessoa, está conosco para nos inspirar e ajudar.
Temos,
portanto, condições de sobra para dominar a terra, cumprindo a ordem de Deus
nas primeiras páginas da Bíblia.
Outro
meio que temos é a vida em Comunidade. Sempre temos um ombro para chorar, um
irmão ou irmã ao nosso lado para pedir ajuda e opinião. Por maiores que sejam
os problemas, nós, junto com Deus e unidos em Comunidade, temos condições de
vencer. Afinal, Deus continua sendo o Senhor do mundo e o condutor de todos os
acontecimentos. Não cai nem uma folha de árvore no chão, sem que ele queira.
Ele permite obstáculos, mas sempre deixa uma brecha para sairmos.
Certa
vez, dois gansos, ao iniciar sua migração anual de outono, encontraram uma rã
que pediu que a levassem com eles para o sul. Os gansos, desejando atender a
vontade da rã, pediram que ela arrumasse uma forma de ser conduzida por eles. A
rã apresentou um talo grande grama e os dois gansos o tomaram, cada um em uma
ponta, enquanto a rã o agarrava, no centro, com sua boca. Dessa forma, os três
seguiram viagem, com sucesso, em direção ao sul.
Alguns
homens, que se encontravam trabalhando em terra, notaram o fato e, com
admiração, comentaram em voz bem alta: “Quem teria imaginado alto tão
inteligente?”
A
rã, cheia de vanglória, abriu a boca para dizer que havia sido ela, mas, logo
que soltou o talo, caiu e se fez em pedaços, ao bater violentamente no solo.
Esta
rã não foi esperta, por isso não venceu na vida.
Depois
de Jesus, quem melhor soube viver neste mundo foi Maria Santíssima. Para fazer
o bem, ela se misturou em todos os ambientes humanos, mas sem pecar nem se
deixar contagiar pelo “fermento dos fariseus”. Santa Maria, ajudai-nos a ser
bons e espertos administradores.
Os
filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Durante anos nas suas
sessões de meditação o mestre observou a presença de um jovem que nada falava e
que parecia indiferente a tudo. Certa noite o jovem chegou um pouco mais cedo e
ao encontrar o mestre sozinho aproximou-se dele interpelando-o:
- Mestre há muitos
anos venho ao seu centro de meditação e tenho reparado no grande número de
monges e freiras ao seu redor e no número ainda maior de leigos homens e
mulheres. Alguns deles alcançaram plenamente a realização. Qualquer um pode
comprovar isso. Outros experimentaram certa mudança em sua vida. Também hoje
são pessoas mais livres. Mas senhor também noto que há um grande número de
pessoas entre as quais me incluo que permanecem como eram ou que talvez estejam
até pior. Não mudaram nada ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim
mestre? Por que o senhor não usa do seu poder e do seu amor para libertar a
todos?
O mestre sorriu e
perguntou:
- De que cidade você
vem?
- Eu venho de
Rajagaha mestre, a trezentos quilômetros daqui.
- Você ainda tem
parentes ou negócios nessa cidade?
- Sim mestre. Tenho
parentes amigos e ainda mantenho negócios em Rajagaha, de modo que
freqüentemente vou para lá.
- Então meu jovem
você deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade.
- Sim mestre eu o
conheço perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o
caminho para Rajagaha tantas vezes o percorri.
- Deve então
acontecer de algumas pessoas às vezes o procurar impedindo-lhe que lhes
explique o caminho até lá. Quando isso ocorre você esconde alguma coisa delas
ou explica-lhes claramente o caminho?
- O que haveria para
esconder mestre? Eu lhes explico claramente o caminho de maneira a não deixar
nenhuma dúvida.
- E essas pessoas às
quais você dá explicações tão claras... todas elas chegam à cidade?
- Como poderiam
mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho até o fim é que chegam a
Rajagaha.
- É exatamente isso
que quero lhe explicar meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém
que já percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam:
"Qual é o caminho para a realização"? E o que há para esconder? Eu
lhes explico claramente o caminho. Se alguém simplesmente abana a cabeça e diz
"Há um lindo caminho mas não me darei ao trabalho de percorrê-lo"como
essa pessoa pode chegar ao seu destino? Eu não carrego ninguém nos ombros.
Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o seu destino. No máximo é
possível dizer: "Este é o caminho e é assim que eu o percorro. Se você
também trabalhar se também caminhar certamente atingirá o seu destino".
Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por
sentir cada um dos seus passos. Quem deu um passo está um passo mais
próximo. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Mas você tem que
percorrer o caminho por si só.
Não conhecemos a autoria, caso você saiba, por favor, entre em
contato para que possamos fazer o devido crédito)
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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