Sábado
22/11/2025.
'A
felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido." (Marxwell Maltz)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 20,27-40
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Alguns
saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e
disseram:
-
Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: "Se um homem morrer e
deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem
filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu." Acontece que
havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. Então o
segundo casou com a viúva, e depois, o terceiro. E assim a mesma coisa
aconteceu com os sete irmãos, isto é, todos morreram sem deixar filhos. Depois
a mulher também morreu. Portanto, no dia da ressurreição, de qual dos sete a
mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!
Jesus
respondeu:
-
Nesta vida os homens e as mulheres casam. Mas as pessoas que merecem alcançar a
ressurreição e a vida futura não vão casar lá, pois serão como os anjos e não
poderão morrer. Serão filhos de Deus porque ressuscitaram. E Moisés mostra
claramente que os mortos serão ressuscitados. Quando fala do espinheiro que
estava em fogo, ele escreve que o Senhor é "o Deus de Abraão, o Deus de
Isaque e o Deus de Jacó." Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos
mortos, pois para ele todos estão vivos.
Aí
alguns mestres da Lei disseram:
-
Boa resposta, Mestre!
E
não tinham coragem de lhe fazer mais perguntas.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
Neste Evangelho, nós temos a cena dos saduceus
apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um argumento
contrário à ressurreição dos mortos.
Mas
eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam nela
afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é, teríamos de
comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento...
Jesus
explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado; não
morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas nem as
mulheres terão maridos.
Nós
não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem precisamos
saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que é Jesus e o
seu Evangelho, presentes na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Quando
participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na profissão de
fé: “Creio na ressurreição da carne”. O Prefácio da Missa dos mortos diz assim:
“Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo
mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Não será outro corpo, será
este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.
Jesus
falava que ia ressuscitar (Cf Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava que todos
nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que tivemos um
começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para enfrentar
as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo, mas a
alma, nunca.
Jesus
ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim...) para nos
mostrar que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte. Apesar de esses
milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e nossa, pois
Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e mortal. Mas
os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e sobre o que
acontece depois.
Jesus,
com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo, mas perdeu a
sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e
uma coragem invencíveis!
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus como Deus da
vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os três citados
por Jesus: Abraão, Isac e Jacó. Se Deus fez aliança com eles, podia deixá-los
desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.
A
ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus não
conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado justamente
no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva e não
desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz.
Por
isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de Matusalém,
que viveu 969 anos (Cf Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade completa: Deus
não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a ressurreição e a
vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.
“Eu
vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida em
abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto de
Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para todos.
A
ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e
nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência
não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro
de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a
ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
A
nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas mãos de
Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito”. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos
basta.
Como
que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos ama tanto,
que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não me
abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).
Entretanto,
a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e vigilantes, pois não sabemos
o dia nem a hora. "O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde
a própria vida?" (Mt 16,26). “Não ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt
6,19).
Certa
vez, a muitos anos atrás, um operário e um cavaleiro se encontraram numa
estação de trem. Os dois se apresentaram, conversaram e compraram as passagens
na mesma cabine, porque aquele trem tinha cabines para duas pessoas. O trem
chegou e eles embarcaram.
Na
estação seguinte, entrou também um padre. Ao verem o padre passar no corredor,
o cavaleiro comentou, com um ar de desprezo: “Para que serve um padre?” Como
quem diz: O padre não serve para nada.
O
operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma grande
floresta, o operário disse ao cavaleiro: “Estamos sós. Ninguém nos vê nem nos
ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o seu
dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”
Pálido
de medo, o cavaleiro respondeu: “Você se engana, eu não trago dinheiro comigo”.
“Mentira” retrucou o operário. “Você tem aí trinta mil Reais. Eu o vi pegar no
banco.”
“Você cometeria dois crimes: homicídio e
roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio
e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu pensasse como você, e
não fizesse isso agora, eu seria um bobo. Mas você não tenha medo, porque eu
fui educado por padres, e eles me ensinaram os dez mandamentos: não furtar, não
matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna após a morte, com o Céu
para os bons e o inferno para os maus. Entendeu agora para que serve o padre?”
Certamente
aquele cavaleiro até se esqueceu do cavalo!
A
nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para o que vem
depois!
A
ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão santa que
foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a vivermos de
acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muita gente anda se
perdendo em tormentos tolos, buscando recompensas materiais rápidas, vendendo a
alma, o corpo e seus ideais, em troca de algum conforto material, tentando
compensar suas ausências com joias, celulares caros e cheios de acessórios,
carros com mais potência e luxo, e nada, absolutamente nada o satisfaz.
A felicidade que tanto
buscamos nas coisas, que tentamos encontrar nos outros, no amor que não
vivemos, no amor que partiu, no parente que morreu, no filho que não nasceu, na
semente que não germinou, é tudo ilusão de olhos materiais, olhos que só vêem o
que se vê na superfície, e o iceberg tem apenas uma parte para fora da água,
sua maior porção não está revelada, por isso os tolos batem e afundam.
A felicidade está
onde você a colocar, no vaso de gerânios na janela, na horta que cresce
verdinha e plena das suas mãos, no orfanato que você visita e é reconhecido, no
trabalho onde você é respeitado pela generosidade, na sua casa onde te amam
pela sua compreensão, na igreja onde reconhecem a sua espiritualidade
verdadeira.
A felicidade não
permite aparências, coisas externas, está em nosso semblante, é exibida pelos
olhos, que são espelhos da alma.
Não se frustre por
tão pouco, não se inquiete, deixe de lado as falsas expectativas que você cria,
viva a realidade do dia e Deus, na sua infinita sabedoria, saberá dar-lhe, no
momento oportuno, não o que desejas, pois nem sempre é o melhor para o seu
tempo, mas o que precisas para viver a felicidade que existe em ti.
Isso se chama
Plenitude!
Muita paz para o seu
dia...
Paulo Roberto Gaefke
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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