quarta-feira, 5 de novembro de 2025

DIÁRIO DE QUINTA-FEIRA 06/11/2025

 

Quinta-feira 06/11/2025.

 

"Durante a nossa vida. Conhecemos pessoas que vem e ficam...Outras que, vem e passam. Existem aquelas que, vem, ficam e depois de algum tempo se vão. Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar..."( Charles Chaplin )

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 15,1-10

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

Certa ocasião, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram perto de Jesus para o ouvir. Os fariseus e os mestres da Lei criticavam Jesus, dizendo:

- Este homem se mistura com gente de má fama e toma refeições com eles.

Então Jesus contou esta parábola:

- Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la. Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros. Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: "Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida."

- Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender.

A moeda perdida

Jesus continuou:

- Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: "Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida."

- Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte.

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da alegria que existe no céu, quando um só pecador se converte. Foi uma resposta dele aos fariseus, porque estavam criticando Jesus por ele comer na casa de pecadores e viver no meio deles. Jesus está explicando que o objetivo dele é atrair esses pecadores, porque o céu se alegra pela conversão deles, mesmo de um só.

Com as duas parábolas – da ovelha perdida e da moeda de prata – Jesus nos adverte sobre um pecado nosso: Somos mais cuidadosos com os bens materiais do que com a conversão das pessoas. Se alguém perde um bem material – ovelha, moeda... – logo sai procurando e não sossega até encontrar. Por que não fazemos o mesmo quando a nossa Comunidade perde um de seus membros?

Já lá no céu – Deus, seus anjos e santos – são o contrário: fazem festa quando alguém que estava afastado volta à Comunidade. “Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33,11).

O livro da Sabedoria diz que Deus se compadece de todos porque pode tudo. Ele fecha os olhos aos pecados do homem para que se arrependa. Perdoa e ama todos os seres que ele mesmo criou (Cf Sb 11,23ss). É a misericórdia de Deus que nos dá tranqüilidade, mesmo conscientes dos nossos pecados e defeitos. Sabemos que somos culpados, mas o amor de Deus é maior.

O fato de o homem deixar as noventa e nove ovelhas no deserto não significa desprezo a elas, pois cada uma delas, se acontecer de se perder, ele fará o mesmo.

A quarenta anos atrás, noventa e cinco por cento dos brasileiros eram católicos. Hoje não passam de setenta por cento. São, portanto, milhares e milhões de ovelhas que deixaram o rebanho de Jesus, que é a Igreja. Isso nos inquieta e nos leva, pelo menos a rezar e pedir a Deus que nós católicos sejamos mais firmes à Igreja que Jesus fundou, que Una, Santa, Católica e Apostólica.

Leva-nos também a, quem sabe, sair por aí, visitando as famílias e rezando o terço nas casas, ou expandindo os grupos da Mãe Rainha etc. São momentos privilegiados de catequese, especialmente sobre a Igreja.

Diziam os santos padres que Jesus seria capaz de morrer novamente na cruz, se isso fosse necessário, para salvar uma só pessoa. E nós, temos este mesmo anseio?

A mulher que perdeu as dez moedas de prata, acendeu a lâmpada e varreu a casa. A lâmpada é a nossa fé que precisa ser reativada e crescer mais. Varrer a casa é libertar-nos dos nossos pecados. A festa que os dois fazem representa a Eucaristia, o ponto de encontro semanal dos cristãos. Tudo isso em meio a muita alegria, virtude própria do cristão.

Quantos líderes cristãos têm estas parábolas em mente ao enfrentar dificuldades para ire atrás dos irmãos afastados! Compensa.

Não podemos ficar em casa, ou na nossa Comunidade, esperando que os afastados voltem espontaneamente. Precisamos ir buscá-los, como o Filho de Deus que veio do Céu para nos salvar.

Diz o provérbio: “Não temas as trevas, se trazes dentro de ti a luz”. A luz foi feita para brilhar onde não há luz. Não tem sentido acender luz onde já está claro.

Certa vez, um senhor muito briguento estava em um bar. Chegou ali um líder da Comunidade e o homem, que já estava meio alto na bebida, perguntou: “Existe céu e inferno?” “Sim”, disse o líder. “Então eu quero que você me explique o que é céu e o que é inferno”. O líder achou difícil explicar, ainda mais devido ao estado em que o homem estava, e disse: “É difícil explicar”.

Nessa hora, o homem ficou nervoso, começou a dizer palavrões e estava a ponto de partir para a briga. Então o líder lhe pediu calma e disse: “Você quer saber o que é inferno? É isto que você está fazendo”.

O homem caiu em si e, no mesmo momento, ajoelhou-se na frente do líder e pediu perdão. O líder lhe perdoou e disse: “E quer saber o que é o céu? É isto que você está fazendo agora”.

Céu é paz, é obediência a Deus, é perdão e muito amor. Inferno é desobediência a Deus e falta de amor ao próximo, com todos os males que daí decorrem, inclusive briga e alcoolismo. Nós queremos aproveitar todas as oportunidades para catequizar e ensinar às pessoas as coisas de Deus.

Maria Santíssima é a nossa Rainha, coroada de doze estrelas (Cf Ap 12,4). Ela amava tanto a Deus, que foi escolhida para nos dar a Grande Estrela que é Jesus. Que nós também sejamos estrelas, a fim de que o mundo tenha mais luz.

Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO 

 

Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse:

- Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.

Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.

Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse.

- Mamãe, como a gente escreve...?

- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.

Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse .

- Papai, como a gente escreve...?

- Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos passaram...

Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e ela disse.

- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou para o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.

Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.

- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.

Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.

Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.

Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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