terça-feira, 27 de março de 2018

Domingo de Ramos 25/03/2018

Domingo, 25 de março de 2018
Domingos de Ramos

“Dificuldades preparam pessoas para destinos espetaculares.”(C.S Lewis)
 
EVANGELHO DE HOJE
Mc 14,1-15,47


— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!

Faltavam dois dias para a Páscoa
e para a festa dos Ázimos.
Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
procuravam um meio de prender Jesus à traição,
para matá-lo.
2Eles diziam: 'Não durante a festa,
para que não haja um tumulto no meio do povo.'
Derramou perfume em meu corpo, preparando-o para a sepultura.
3Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso.
Quando estava à mesa,
veio uma mulher com um vaso de alabastro
cheio de perfume de nardo puro, muito caro.
Ela quebrou o vaso
e derramou o perfume na cabeça de Jesus.
4Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam:
'Por que este desperdício de perfume?
5Ele poderia ser vendido
por mais de trezentas moedas de prata,
que seriam dadas aos pobres.'
E criticavam fortemente a mulher.
6Mas Jesus lhes disse:
'Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la?
Ela praticou uma boa ação para comigo.
7Pobres sempre tereis convosco
e quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem.
Quanto a mim não me tereis para sempre.
8Ela fez o que podia: derramou perfume em meu corpo,
preparando-o para a sepultura.
9Em verdade vos digo,
em qualquer parte que o Evangelho for pregado,
em todo o mundo,
será contado o que ela fez,
como lembrança do seu gesto.'
Prometeram a Judas Iscariotes dar-lhe dinheiro.
10Judas Iscariotes, um dos doze,
foi ter com os sumos sacerdotes
para entregar-lhes Jesus.
11Eles ficaram muito contentes quando ouviram isso,
e prometeram dar-lhe dinheiro.
Então, Judas começou a procurar
uma boa oportunidade para entregar Jesus.
Onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?
12No primeiro dia dos ázimos,
quando se imolava o cordeiro pascal,
os discípulos disseram a Jesus:
'Onde queres que façamos os preparativos
para comeres a Páscoa?'
13Jesus enviou então dois dos seus discípulos
e lhes disse: 'Ide à cidade.
Um homem carregando um jarro de água
virá ao vosso encontro. Segui-o
14e dizei ao dono da casa em que ele entrar:
'O Mestre manda dizer: onde está a sala
em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?'
15Então ele vos mostrará, no andar de cima,
uma grande sala, arrumada com almofadas.
Ali fareis os preparativos para nós!'
16Os discípulos saíram e foram à cidade.
Encontraram tudo como Jesus havia dito,
e prepararam a Páscoa.
Um de vós, que come comigo, vai me trair.'
17Ao cair da tarde, Jesus foi com os doze.
18Enquanto estavam à mesa comendo,
Jesus disse: 'Em verdade vos digo,
um de vós, que come comigo, vai me trair.'
19Os discípulos começaram a ficar tristes
e perguntaram a Jesus, um após outro:
'Acaso serei eu?'
20Jesus lhes disse:
'É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato.
21O Filho do Homem segue seu caminho,
conforme está escrito sobre ele.
Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem!
Melhor seria que nunca tivesse nascido!'
Isto é o meu corpo.
Isto é o meu sangue, o sangue da aliança.
22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o e entregou-lhes, dizendo:
'Tomai, isto é o meu corpo.'
23Em seguida, tomou o cálice, deu graças,
entregou-lhes e todos beberam dele.
24Jesus lhes disse:
'Isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos.
25Em verdade vos digo,
não beberei mais do fruto da videira,
até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de
Deus.'
Antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.
26Depois de terem cantado o hino,
foram para o monte das Oliveiras.
27Então Jesus disse aos discípulos:
'Todos vós ficareis desorientados,
pois está escrito:
'Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão.'
28Mas, depois de ressuscitar,
eu vos precederei na Galiléia.'
29Pedro, porém, lhe disse:
'Mesmo que todos fiquem desorientados,
eu não ficarei.'
30Respondeu-lhe Jesus:
'Em verdade te digo,
ainda hoje, esta noite,
antes que o galo cante duas vezes,
três vezes tu me negarás.'
31Mas Pedro repetiu com veemência:
'Ainda que tenha de morrer contigo, eu não te negarei.'
E todos diziam o mesmo.
Começou a sentir pavor e angústia.
32Chegados a um lugar chamado Getsêmani,
disse Jesus aos discípulos:
'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou rezar!'
33Levou consigo Pedro, Tiago e João,
e começou a sentir pavor e angústia.
34Então Jesus lhes disse:
'Minha alma está triste até a morte.
Ficai aqui e vigiai.'
35Jesus foi um pouco mais adiante
e, prostrando-se por terra, rezava
que, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele.
36Dizia: 'Abbá! Pai! Tudo te é possível:
Afasta de mim este cálice!
Contudo, nóo seja feito o que eu quero,
mas sim o que tu queres!'
37Voltando, encontrou os discípulos dormindo.
Então disse a Pedro:
'Simão, tu estás dormindo?
Não pudeste vigiar nem uma hora?
38Vigiai e orai, para não cairdes em tentaçóo!
Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.'
39Jesus afastou-se de novo
e rezou, repetindo as mesmas palavras.
40Voltou outra vez e os encontrou dormindo,
porque seus olhos estavam pesados de sono
e eles não sabiam o que responder.
41Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse:
'Agora podeis dormir e descansar.
Basta! Chegou a hora!
Eis que o Filho do Homem é entregue
nas mãos dos pecadores.
42Levantai-vos! Vamos!
Aquele que vai me trair já está chegando.'
Prendei-o e levai-o com segurança!'
43E logo, enquanto Jesus ainda falava,
chegou Judas, um dos doze,
com uma multidão armada de espadas e paus.
Vinham da parte dos sumos sacerdotes,
dos mestres da Lei e dos anciãos do povo.
44O traidor tinha combinado com eles um sinal,
dizendo: 'É aquele a quem eu beijar.
Prendei-o e levai-o com segurança!'
45Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo:
'Mestre!', e o beijou.
46Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam.
47Mas um dos presentes puxou a espada
e feriu o empregado do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha.
48Jesus tomou a palavra e disse:
'Vós saístes com espadas e paus para me prender,
como se eu fosse um assaltante.
49Todos os dias eu estava convosco, no Templo, ensinando,
e não me prendestes.
Mas isto acontece para que se cumpram as Escrituras.'
50Então todos o abandonaram e fugiram.
51Um jovem, vestido apenas com um lençol,
estava seguindo a Jesus, e eles o prenderam.
52Mas o jovem largou o lençol e fugiu nu.
Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?
53Então levaram Jesus ao Sumo Sacerdote,
e todos os sumos sacerdotes, os anciãos
e os mestres da Lei se reuniram.
54Pedro seguiu Jesus de longe,
até o interior do pátio do Sumo Sacerdote.
Sentado com os guardas, aquecia-se junto ao fogo.
55Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio
procuravam um testemunho contra Jesus,
para condená-lo à morte, mas não encontravam.
56Muitos testemunhavam falsamente contra ele,
mas seus testemunhos não concordavam.
57Alguns se levantaram
e testemunharam falsamente contra ele, dizendo:
58'Nós o ouvimos dizer:
'Vou destruir este templo feito pelas mãos dos homens,
e em três dias construirei um outro,
que não será feito por mãos humanas!`'
59Mas nem assim o testemunho deles concordava.
60Então, o Sumo Sacerdote levantou-se no meio deles
e interrogou a Jesus:
'Nada tens a responder ao que estes
testemunham contra ti?'
61Jesus continuou calado, e nada respondeu.
O Sumo Sacerdote interrogou-o de novo:
'Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?'
62Jesus respondeu: 'Eu sou.
E vereis o Filho do Homem
sentado à direita do Todo-Poderoso,
vindo com as nuvens do céu.'
63O Sumo Sacerdote rasgou suas vestes e disse:
'Que necessidade temos ainda de testemunhas?
64Vós ouvistes a blasfêmia! O que vos parece?'
Então todos o julgaram réu de morte.
65Alguns começaram a cuspir em Jesus.
Cobrindo-lhe o rosto, o esbofeteavam e diziam:
'Profetiza!'
Os guardas também davam-lhe bofetadas.
Nem conheço esse homem de quem estais falando.
66Pedro estava em baixo, no pátio.
Veio uma criada do Sumo Sacerdote,
67e, quando viu Pedro que se aquecia,
olhou bem para ele e disse:
'Tu também estavas com Jesus, o Nazareno!'
68Mas Pedro negou, dizendo:
'Não sei e nem compreendo o que estás dizendo!'
E foi para fora, para a entrada do pátio.
E o galo cantou.
69A criada viu Pedro,
e de novo começou a dizer aos que estavam perto:
'Este é um deles.'
70Mas Pedro negou outra vez.
Pouco depois,
os que estavam junto diziam novamente a Pedro:
'É claro que tu és um deles, pois és da Galiléia.'
71Aí Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo:
'Nem conheço esse homem de quem estais falando.'
72E nesse instante um galo cantou pela segunda vez.
Lembrou-se Pedro da palavra que Jesus lhe havia dito:
'Antes que um galo cante duas vezes,
três vezes tu me negarás.'
Caindo em si, ele começou a chorar.
Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?
15,1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes,
com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio,
reuniram-se e tomaram uma decisão.
Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.
2E Pilatos o interrogou:
'Tu és o rei dos judeus?'
Jesus respondeu: 'Tu o dizes.'
3E os sumos sacerdotes
faziam muitas acusações contra Jesus.
4Pilatos o interrogou novamente:
'Nada tens a responder?
Vê de quanta coisa te acusam!'
5Mas Jesus não respondeu mais nada,
de modo que Pilatos ficou admirado.
6Por ocasião da Páscoa,
Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem.
7Havia então um preso, chamado Barrabás,
entre os bandidos, que, numa revolta,
tinha cometido um assassinato.
8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir
que ele fizesse como era costume.
9Pilatos perguntou:
'Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?'
10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes
haviam entregado Jesus por inveja.
11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão
para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.
12Pilatos perguntou de novo:
'Que quereis então que eu faça
com o rei dos Judeus?'
13Mas eles tornaram a gritar: 'Crucifica-o!'
14Pilatos perguntou: 'Mas, que mal ele fez?'
Eles, porém, gritaram com mais força: 'Crucifica-o!'
15Pilatos, querendo satisfazer a multidão,
soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus
e o entregou para ser crucificado.
Teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.
16Então os soldados o levaram para dentro do palácio,
isto é, o pretório,
e convocaram toda a tropa.
17Vestiram Jesus com um manto vermelho,
teceram uma coroa de espinhos
e a puseram em sua cabeça.
18E começaram a saudá-lo: 'Salve, rei dos judeus!'
19Batiam-lhe na cabeça com uma vara.
Cuspiam nele e, dobrando os joelhos,
prostravam-se diante dele.
20Depois de zombarem de Jesus,
tiraram-lhe o manto vermelho,
vestiram-no de novo com suas próprias roupas
e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.
Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota.
21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene,
pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo,
a carregar a cruz.
22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota,
que quer dizer 'Calvário'.
Ele foi contado entre os malfeitores.
23Deram-lhe vinho misturado com mirra,
mas ele nóo o tomou.
24Então o crucificaram
e repartiram as suas roupas, tirando a sorte,
para ver que parte caberia a cada um.
25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26E ali estava uma inscrição
com o motivo de sua condenação: 'O Rei dos Judeus'.
27Com Jesus foram crucificados dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda.
(28)Porque eu vos digo:
É preciso que se cumpra em mim
a Palavra da Escritura:
'Ele foi contado entre os malfeitores.'
A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!
29Os que por ali passavam o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
'Ah! Tu que destróis o Templo
e o reconstróis em três dias,
30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!'
31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
com os mestres da Lei,
zombavam entre si, dizendo:
'A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!
32O Messias, o rei de Israel...
que desça agora da cruz,
para que vejamos e acreditemos!'
Os que foram crucificados com ele também o insultavam.
Jesus deu um forte grito e expirou.
33Quando chegou o meio-dia,
houve escuridão sobre toda a terra,
até as três horas da tarde.
34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:
'Eli, Eli, lamá sabactâni?',
que quer dizer: 'Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?'
35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:
'Vejam, ele está chamando Elias!'
36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre,
colocou-a na ponta de uma vara
e lhe deu de beber, dizendo:
'Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz.'
37Então Jesus deu um forte grito e expirou.
Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
38Neste momento a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.
39Quando o oficial do exército,
que estava bem em frente dele,
viu como Jesus havia expirado, disse:
'Na verdade, este homem era Filho de Deus!'
40Estavam ali também algumas mulheres,
que olhavam de longe;
entre elas, Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé.
41Elas haviam acompanhado e servido a Jesus
quando ele estava na Galiléia.
Também muitas outras
que tinham ido com Jesus a Jerusalém, estavam ali.
José rolou uma pedra à entrada do sepulcro.
42Era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
e já caíra a tarde.
43Então, José de Arimatéia,
membro respeitável do Conselho,
que também esperava o Reino de Deus,
cheio de coragem, veio a Pilatos
e pediu o corpo de Jesus.
44Pilatos ficou admirado,
quando soube que Jesus estava morto.
Chamou o oficial do exército
e perguntou se Jesus tinha morrido há muito tempo.
45Informado pelo oficial,
Pilatos entregou o corpo a José.
46José comprou um lençol de linho,
desceu o corpo da cruz e o envolveu no lençol.
Depois colocou-o num túmulo, escavado na rocha,
e rolou uma pedra à entrada do sepulcro.
47Maria Madalena, e Maria, mãe de Joset,
observavam onde Jesus foi colocado.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Diácono José da Cruz



embro-me quando Pedro Augusto Rangel elegeu-se primeiro prefeito da minha cidade de Votorantim, recém emancipada, e o povo se aglomerava no jardim "Bolacha", onde ele passou com um grupo numeroso, a gente ficava na calçada em meio à multidão e acenávamos enquanto que ele nos retribuía com acenos e sorrisos. Eu me senti orgulhoso por estar lá, apesar de ser um menino, pois o fato do prefeito ter retribuído o aceno, dava-me a nítida impressão de que ele olhava para mim. Essa troca de olhares, sorrisos, acenos, tudo é um sinal exterior daquilo que interiormente estamos sentindo. Eu na verdade não sentia nada, mas percebi que meu pai estava emocionado e dizia todo radiante “Esse é dos nossos, é do povão”.
O povo simples, postado à beira do caminho que levava a Jerusalém, se identificava com Jesus de Nazaré, havia em todos aqueles corações, marcados pela esperança, um sentimento de alegria, porque o esperado reino messiânico estava chegando naquele homem: Jesus de Nazaré, montado em um jumentinho, para pôr um fim no reino da pomposidade. O mesmo sentimento presente no coração do povo estava também no coração do Messias, porém, a salvação e libertação, que ele trazia, era em seu sentido mais amplo.
A procissão do Domingo de Ramos exterioriza esse acolhimento, essa aceitação de Jesus, no coração e na vida de quem crê mas precisamos tomar muito cuidado, para que o nosso canto de Hosana, não fique no oba-oba do entusiasmo momentâneo, pois proclamá-lo nosso Rei e Senhor, significa um rompimento com qualquer mentalidade ou cultura da modernidade, é a experiência profunda da conversão sincera, é a prática de uma espiritualidade que ultrapassa a religiosidade ou o simples devocional, e que nos coloca na linha do discipulado. A ruptura se faz necessária justamente porque as vozes contrárias ao Reino, dos Poderes do mundo, tentarão sempre abafar ou distorcer a palavra de Deus.
 Por isso, o servo sofredor, apresentado por Isaias na primeira leitura, é alguém “duro na queda”, inflexível, convicto da missão, e que nunca se deixa “engambelar” , porque tem a língua sempre afiada, não para cortar a vida do próximo, mas para proclamar as Verdades de Deus, reconfortando os tristes e abatidos, despertando esperança no coração de todos os que o ouvem. Ainda é esse mesmo Deus que lhe abre ou ouvidos para que escute como discípulo.
Escutar como discípulo requer a disposição interior em doar-se totalmente por esta causa, por isso este Servo sofredor, que a igreja aplicou a Jesus, coloca toda sua confiança no Deus que vem ao seu auxílio, e que jamais o irá desapontar. Há ainda nessa liturgia, uma atitude que não deve faltar na vida de quem se dispõe a acolher Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, é o esvaziamento, em grego “kênose”, que encontramos na segunda leitura dessa liturgia, quem quiser encher-se como um pavão, e alimentar a vaidade da santidade, nunca poderá ser discípulo autêntico, pois o Cristo que hoje acolhemos é o Cristo da vergonha e humilhação, é o Cristo rebaixado á condição de servo, é o Cristo que morre nu, pendurado em uma cruz, em uma morte vergonhosa e extremamente humilhante.
Acolher e ovacionar Jesus neste domingo de ramos é bastante comprometedor, por isso que a procissão expõe a fé da nossa igreja publicamente, acenar com os ramos, cantar nossos hinos de louvores e de Hosana, significa a disposição, a coragem e a fidelidade, para percorrer esse mesmo caminho, na firmeza inabalável, ainda que o mundo nos apresente tantos atalhos sedutores, onde podemos ser cristãos adocicados, ou se preferirem, cristãos de “meia tigela”, sem sofrimento e sem nenhum compromisso com o ensinamento do evangelho, como dizia um compadre na porta da igreja, em tom de brincadeira “Ser cristão é coisa muito boa, o que atrapalha é a cruz”, assim pensa a maioria dos cristãos da modernidade, e o próprio Pedro – Chefe da Igreja – também pensava, pois negou o mestre por três vezes, hoje se nega muito mais.
O evangelho da paixão nos mostra o elemento fundamental na vida do cristão: a oração, mas não aquela em que choramingamos diante de Deus, pedindo para que ele mude a nossa sorte, nos favorecendo em tudo aquilo que queremos, mas oração igual a de Cristo em sua agonia.
E finalmente, em um momento tenebroso, Lucas descreve a prisão de Jesus, como uma vitória momentânea das trevas sobre a luz. Jesus hoje continua preso, querem abafar o seu ensinamento, distorcer a essência do seu evangelho, amenizar as exigências do ser cristão, transformando-o em um cristianismo mais “light”. É bom durante a procissão de ramos, fazermos um questionamento: De que lado nós estamos? Senão, esta Semana chamada de Santa, será apenas mais uma entre muitas, cheia de piedade e devoção, e sensibilidade capaz de arrancar lágrima dos olhos, nada que uma boa dramatização teatral, também não consiga fazê-lo...


(Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP –E-mail cruzsm@uol.com.br)




VÍDEO DA SEMANA



Como explicar aos pequenos sobre Semana Santa, Morte e Ressurreição de Jesus.
Veja este vídeo:



https://www.youtube.com/watch?v=B-GlcC2-Gfo




MOMENTO DE REFLEXÃO



Os pinheiros têm os novos rebentos semanas antes de Páscoa.



Se olhares para os topos dos pinheiros duas semanas antes, verás pequenos rebentos amarelos.



À medida que nos aproximamos do domingo de Páscoa, o rebento mais alto se ramificará e formará uma cruz.



Até que chegue o domingo de Páscoa, verás que a maioria dos pinheiros terá cruzes amarelas pequenas nas pontas dos seus ramos.



Uma semana antes da Páscoa, podem ver-se os pinheiros com os seus rebentos amarelos a apontar para o Céu.



Os mais altos brilham à luz do sol como filas de minúsculas cruzes douradas.





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



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Cortesia
www. yahoo.com


Domingo, 25 de março de
2018

Domingos de Ramos




“Dificuldades preparam pessoas para destinos
espetaculares.”(C.S Lewis)

 


EVANGELHO DE HOJE

Mc 14,1-15,47

 

 

— O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Faltavam dois dias para
a Páscoa

e para a festa dos
Ázimos.

Os sumos sacerdotes e os
mestres da Lei

procuravam um meio de
prender Jesus à traição,

para matá-lo.

2Eles diziam: 'Não
durante a festa,

para que não haja um
tumulto no meio do povo.'

Derramou perfume em meu
corpo, preparando-o para a sepultura.

3Jesus estava em
Betânia, na casa de Simão, o leproso.

Quando estava à mesa,

veio uma mulher com um
vaso de alabastro

cheio de perfume de
nardo puro, muito caro.

Ela quebrou o vaso

e derramou o perfume na
cabeça de Jesus.

4Alguns que estavam ali
ficaram indignados e comentavam:

'Por que este
desperdício de perfume?

5Ele poderia ser vendido

por mais de trezentas
moedas de prata,

que seriam dadas aos
pobres.'

E criticavam fortemente
a mulher.

6Mas Jesus lhes disse:

'Deixai-a em paz! Por
que aborrecê-la?

Ela praticou uma boa
ação para comigo.

7Pobres sempre tereis
convosco

e quando quiserdes
podeis fazer-lhes o bem.

Quanto a mim não me
tereis para sempre.

8Ela fez o que podia:
derramou perfume em meu corpo,

preparando-o para a
sepultura.

9Em verdade vos digo,

em qualquer parte que o
Evangelho for pregado,

em todo o mundo,

será contado o que ela
fez,

como lembrança do seu
gesto.'

Prometeram a Judas
Iscariotes dar-lhe dinheiro.

10Judas Iscariotes, um
dos doze,

foi ter com os sumos
sacerdotes

para entregar-lhes
Jesus.

11Eles ficaram muito
contentes quando ouviram isso,

e prometeram dar-lhe
dinheiro.

Então, Judas começou a
procurar

uma boa oportunidade
para entregar Jesus.

Onde está a sala em que
vou comer a Páscoa com os meus discípulos?

12No primeiro dia dos
ázimos,

quando se imolava o
cordeiro pascal,

os discípulos disseram a
Jesus:

'Onde queres que façamos
os preparativos

para comeres a Páscoa?'

13Jesus enviou então
dois dos seus discípulos

e lhes disse: 'Ide à
cidade.

Um homem carregando um
jarro de água

virá ao vosso encontro.
Segui-o

14e dizei ao dono da
casa em que ele entrar:

'O Mestre manda dizer:
onde está a sala

em que vou comer a
Páscoa com os meus discípulos?'

15Então ele vos
mostrará, no andar de cima,

uma grande sala,
arrumada com almofadas.

Ali fareis os
preparativos para nós!'

16Os discípulos saíram e
foram à cidade.

Encontraram tudo como
Jesus havia dito,

e prepararam a Páscoa.

Um de vós, que come
comigo, vai me trair.'

17Ao cair da tarde,
Jesus foi com os doze.

18Enquanto estavam à
mesa comendo,

Jesus disse: 'Em verdade
vos digo,

um de vós, que come
comigo, vai me trair.'

19Os discípulos
começaram a ficar tristes

e perguntaram a Jesus,
um após outro:

'Acaso serei eu?'

20Jesus lhes disse:

'É um dos doze, que se
serve comigo do mesmo prato.

21O Filho do Homem segue
seu caminho,

conforme está escrito
sobre ele.

Ai, porém, daquele que
trair o Filho do Homem!

Melhor seria que nunca
tivesse nascido!'

Isto é o meu corpo. 

Isto é o meu sangue, o
sangue da aliança.

22Enquanto comiam, Jesus
tomou o pão

e, tendo pronunciado a
bênção,

partiu-o e
entregou-lhes, dizendo:

'Tomai, isto é o meu
corpo.'

23Em seguida, tomou o
cálice, deu graças,

entregou-lhes e todos
beberam dele.

24Jesus lhes disse:

'Isto é o meu sangue, o
sangue da aliança,

que é derramado em favor
de muitos.

25Em verdade vos digo,

não beberei mais do
fruto da videira,

até o dia em que beberei
o vinho novo no Reino de

Deus.'

Antes que o galo cante
duas vezes, três vezes tu me negarás.

26Depois de terem
cantado o hino,

foram para o monte das
Oliveiras.

27Então Jesus disse aos
discípulos:

'Todos vós ficareis
desorientados,

pois está escrito:

'Ferirei o pastor e as
ovelhas se dispersarão.'

28Mas, depois de
ressuscitar,

eu vos precederei na
Galiléia.'

29Pedro, porém, lhe
disse:

'Mesmo que todos fiquem
desorientados,

eu não ficarei.'

30Respondeu-lhe Jesus:

'Em verdade te digo,

ainda hoje, esta noite,

antes que o galo cante
duas vezes,

três vezes tu me
negarás.'

31Mas Pedro repetiu com
veemência:

'Ainda que tenha de
morrer contigo, eu não te negarei.'

E todos diziam o mesmo.

Começou a sentir pavor e
angústia.

32Chegados a um lugar
chamado Getsêmani,

disse Jesus aos
discípulos:

'Sentai-vos aqui,
enquanto eu vou rezar!'

33Levou consigo Pedro,
Tiago e João,

e começou a sentir pavor
e angústia.

34Então Jesus lhes
disse:

'Minha alma está triste
até a morte.

Ficai aqui e vigiai.'

35Jesus foi um pouco
mais adiante

e, prostrando-se por
terra, rezava

que, se fosse possível,
aquela hora se afastasse dele.

36Dizia: 'Abbá! Pai!
Tudo te é possível:

Afasta de mim este
cálice!

Contudo, nóo seja feito
o que eu quero,

mas sim o que tu
queres!'

37Voltando, encontrou os
discípulos dormindo.

Então disse a Pedro:

'Simão, tu estás
dormindo?

Não pudeste vigiar nem
uma hora?

38Vigiai e orai, para
não cairdes em tentaçóo!

Pois o espírito está
pronto, mas a carne é fraca.'

39Jesus afastou-se de
novo

e rezou, repetindo as
mesmas palavras.

40Voltou outra vez e os
encontrou dormindo,

porque seus olhos
estavam pesados de sono

e eles não sabiam o que
responder.

41Ao voltar pela
terceira vez, Jesus lhes disse:

'Agora podeis dormir e
descansar.

Basta! Chegou a hora!

Eis que o Filho do Homem
é entregue

nas mãos dos pecadores.

42Levantai-vos! Vamos!

Aquele que vai me trair
já está chegando.'

Prendei-o e levai-o com
segurança!'

43E logo, enquanto Jesus
ainda falava,

chegou Judas, um dos
doze,

com uma multidão armada
de espadas e paus.

Vinham da parte dos
sumos sacerdotes,

dos mestres da Lei e dos
anciãos do povo.

44O traidor tinha
combinado com eles um sinal,

dizendo: 'É aquele a
quem eu beijar.

Prendei-o e levai-o com
segurança!'

45Judas logo se
aproximou de Jesus, dizendo:

'Mestre!', e o beijou.

46Então lançaram as mãos
sobre ele e o prenderam.

47Mas um dos presentes
puxou a espada

e feriu o empregado do
sumo sacerdote,

cortando-lhe a orelha.

48Jesus tomou a palavra
e disse:

'Vós saístes com espadas
e paus para me prender,

como se eu fosse um
assaltante.

49Todos os dias eu
estava convosco, no Templo, ensinando,

e não me prendestes.

Mas isto acontece para
que se cumpram as Escrituras.'

50Então todos o
abandonaram e fugiram.

51Um jovem, vestido
apenas com um lençol,

estava seguindo a Jesus,
e eles o prenderam.

52Mas o jovem largou o
lençol e fugiu nu.

Tu és o Messias, o Filho
de Deus Bendito?

53Então levaram Jesus ao
Sumo Sacerdote,

e todos os sumos
sacerdotes, os anciãos

e os mestres da Lei se
reuniram.

54Pedro seguiu Jesus de
longe,

até o interior do pátio
do Sumo Sacerdote.

Sentado com os guardas,
aquecia-se junto ao fogo.

55Ora, os sumos
sacerdotes e todo o Sinédrio

procuravam um testemunho
contra Jesus,

para condená-lo à morte,
mas não encontravam.

56Muitos testemunhavam
falsamente contra ele,

mas seus testemunhos não
concordavam.

57Alguns se levantaram

e testemunharam
falsamente contra ele, dizendo:

58'Nós o ouvimos dizer:

'Vou destruir este
templo feito pelas mãos dos homens,

e em três dias
construirei um outro,

que não será feito por
mãos humanas!`'

59Mas nem assim o testemunho
deles concordava.

60Então, o Sumo
Sacerdote levantou-se no meio deles

e interrogou a Jesus:

'Nada tens a responder
ao que estes 

testemunham contra ti?'

61Jesus continuou
calado, e nada respondeu.

O Sumo Sacerdote
interrogou-o de novo:

'Tu és o Messias, o
Filho de Deus Bendito?'

62Jesus respondeu: 'Eu
sou.

E vereis o Filho do
Homem

sentado à direita do
Todo-Poderoso,

vindo com as nuvens do
céu.'

63O Sumo Sacerdote
rasgou suas vestes e disse:

'Que necessidade temos
ainda de testemunhas?

64Vós ouvistes a
blasfêmia! O que vos parece?'

Então todos o julgaram
réu de morte.

65Alguns começaram a
cuspir em Jesus.

Cobrindo-lhe o rosto, o
esbofeteavam e diziam:

'Profetiza!'

Os guardas também
davam-lhe bofetadas.

Nem conheço esse homem
de quem estais falando.

66Pedro estava em baixo,
no pátio.

Veio uma criada do Sumo
Sacerdote,

67e, quando viu Pedro
que se aquecia,

olhou bem para ele e
disse:

'Tu também estavas com
Jesus, o Nazareno!'

68Mas Pedro negou,
dizendo:

'Não sei e nem
compreendo o que estás dizendo!'

E foi para fora, para a
entrada do pátio.

E o galo cantou.

69A criada viu Pedro,

e de novo começou a
dizer aos que estavam perto:

'Este é um deles.'

70Mas Pedro negou outra
vez.

Pouco depois,

os que estavam junto
diziam novamente a Pedro:

'É claro que tu és um
deles, pois és da Galiléia.'

71Aí Pedro começou a
maldizer e a jurar, dizendo:

'Nem conheço esse homem
de quem estais falando.'

72E nesse instante um
galo cantou pela segunda vez.

Lembrou-se Pedro da
palavra que Jesus lhe havia dito:

'Antes que um galo cante
duas vezes,

três vezes tu me
negarás.'

Caindo em si, ele
começou a chorar.

Vós quereis que eu solte
o rei dos judeus?

15,1Logo pela manhã, os
sumos sacerdotes,

com os anciãos, os
mestres da Lei e todo o Sinédrio,

reuniram-se e tomaram
uma decisão.

Levaram Jesus amarrado e
o entregaram a Pilatos.

2E Pilatos o interrogou:

'Tu és o rei dos
judeus?'

Jesus respondeu: 'Tu o
dizes.'

3E os sumos sacerdotes

faziam muitas acusações
contra Jesus.

4Pilatos o interrogou
novamente:

'Nada tens a responder?

Vê de quanta coisa te
acusam!'

5Mas Jesus não respondeu
mais nada,

de modo que Pilatos
ficou admirado.

6Por ocasião da Páscoa,

Pilatos soltava o
prisioneiro que eles pedissem.

7Havia então um preso,
chamado Barrabás,

entre os bandidos, que,
numa revolta,

tinha cometido um
assassinato.

8A multidão subiu a
Pilatos e começou a pedir

que ele fizesse como era
costume.

9Pilatos perguntou:

'Vós quereis que eu
solte o rei dos judeus?'

10Ele bem sabia que os
sumos sacerdotes

haviam entregado Jesus
por inveja.

11Porém, os sumos
sacerdotes instigaram a multidão

para que Pilatos lhes
soltasse Barrabás.

12Pilatos perguntou de
novo:

'Que quereis então que
eu faça

com o rei dos Judeus?'

13Mas eles tornaram a
gritar: 'Crucifica-o!'

14Pilatos perguntou:
'Mas, que mal ele fez?'

Eles, porém, gritaram
com mais força: 'Crucifica-o!'

15Pilatos, querendo
satisfazer a multidão,

soltou Barrabás, mandou
flagelar Jesus

e o entregou para ser
crucificado.

Teceram uma coroa de
espinhos e a puseram em sua cabeça.

16Então os soldados o
levaram para dentro do palácio,

isto é, o pretório,

e convocaram toda a
tropa.

17Vestiram Jesus com um
manto vermelho,

teceram uma coroa de
espinhos

e a puseram em sua
cabeça.

18E começaram a
saudá-lo: 'Salve, rei dos judeus!'

19Batiam-lhe na cabeça
com uma vara.

Cuspiam nele e, dobrando
os joelhos,

prostravam-se diante
dele.

20Depois de zombarem de
Jesus,

tiraram-lhe o manto
vermelho,

vestiram-no de novo com
suas próprias roupas

e o levaram para fora, a
fim de crucificá-lo.

Levaram Jesus para o
lugar chamado Gólgota.

21Os soldados obrigaram
um certo Simão de Cirene,

pai de Alexandre e de
Rufo, que voltava do campo,

a carregar a cruz.

22Levaram Jesus para o
lugar chamado Gólgota,

que quer dizer
'Calvário'.

Ele foi contado entre os
malfeitores.

23Deram-lhe vinho
misturado com mirra,

mas ele nóo o tomou.

24Então o crucificaram

e repartiram as suas
roupas, tirando a sorte,

para ver que parte
caberia a cada um.

25Eram nove horas da
manhã quando o crucificaram.

26E ali estava uma
inscrição

com o motivo de sua
condenação: 'O Rei dos Judeus'.

27Com Jesus foram
crucificados dois ladrões,

um à direita e outro à
esquerda.

(28)Porque eu vos digo:

É preciso que se cumpra
em mim 

a Palavra da Escritura:

'Ele foi contado entre
os malfeitores.'

A outros salvou, a si
mesmo não pode salvar!

29Os que por ali
passavam o insultavam,

balançando a cabeça e
dizendo:

'Ah! Tu que destróis o
Templo

e o reconstróis em três
dias,

30salva-te a ti mesmo,
descendo da cruz!'

31Do mesmo modo, os
sumos sacerdotes,

com os mestres da Lei,

zombavam entre si,
dizendo:

'A outros salvou, a si
mesmo não pode salvar!

32O Messias, o rei de
Israel...

que desça agora da cruz,

para que vejamos e
acreditemos!'

Os que foram
crucificados com ele também o insultavam.

Jesus deu um forte grito
e expirou.

33Quando chegou o
meio-dia,

houve escuridão sobre
toda a terra,

até as três horas da
tarde.

34Pelas três da tarde,
Jesus gritou com voz forte:

'Eli, Eli, lamá sabactâni?',

que quer dizer: 'Meu
Deus, meu Deus,

por que me abandonaste?'

35Alguns dos que estavam
ali perto, ouvindo-o, disseram:

'Vejam, ele está
chamando Elias!'

36Alguém correu e
embebeu uma esponja em vinagre,

colocou-a na ponta de
uma vara

e lhe deu de beber,
dizendo:

'Deixai! Vamos ver se
Elias vem tirá-lo da cruz.'

37Então Jesus deu um
forte grito e expirou.

Aqui todos se ajoelham e
faz-se uma pausa.

38Neste momento a
cortina do santuário

rasgou-se de alto a
baixo, em duas partes.

39Quando o oficial do exército,

que estava bem em frente
dele,

viu como Jesus havia
expirado, disse:

'Na verdade, este homem
era Filho de Deus!'

40Estavam ali também
algumas mulheres,

que olhavam de longe;

entre elas, Maria
Madalena,

Maria, mãe de Tiago
Menor e de Joset, e Salomé.

41Elas haviam
acompanhado e servido a Jesus

quando ele estava na
Galiléia.

Também muitas outras

que tinham ido com Jesus
a Jerusalém, estavam ali.

José rolou uma pedra à
entrada do sepulcro.

42Era o dia da
preparação, isto é, a véspera do sábado,

e já caíra a tarde.

43Então, José de
Arimatéia,

membro respeitável do
Conselho,

que também esperava o
Reino de Deus,

cheio de coragem, veio a
Pilatos

e pediu o corpo de
Jesus.

44Pilatos ficou
admirado,

quando soube que Jesus
estava morto.

Chamou o oficial do
exército

e perguntou se Jesus
tinha morrido há muito tempo.

45Informado pelo
oficial,

Pilatos entregou o corpo
a José.

46José comprou um lençol
de linho,

desceu o corpo da cruz e
o envolveu no lençol.

Depois colocou-o num
túmulo, escavado na rocha,

e rolou uma pedra à
entrada do sepulcro.

47Maria Madalena, e
Maria, mãe de Joset,

observavam onde Jesus
foi colocado.

 

 

Palavra da salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Diácono José da Cruz

 

 

 

embro-me
quando Pedro Augusto Rangel elegeu-se primeiro prefeito da minha cidade de
Votorantim, recém emancipada, e o povo se aglomerava no jardim
"Bolacha", onde ele passou com um grupo numeroso, a gente ficava na
calçada em meio à multidão e acenávamos enquanto que ele nos retribuía com
acenos e sorrisos. Eu me senti orgulhoso por estar lá, apesar de ser um menino,
pois o fato do prefeito ter retribuído o aceno, dava-me a nítida impressão de
que ele olhava para mim. Essa troca de olhares, sorrisos, acenos, tudo é um
sinal exterior daquilo que interiormente estamos sentindo. Eu na verdade não
sentia nada, mas percebi que meu pai estava emocionado e dizia todo radiante
“Esse é dos nossos, é do povão”.

O povo
simples, postado à beira do caminho que levava a Jerusalém, se identificava com
Jesus de Nazaré, havia em todos aqueles corações, marcados pela esperança, um
sentimento de alegria, porque o esperado reino messiânico estava chegando
naquele homem: Jesus de Nazaré, montado em um jumentinho, para pôr um fim no
reino da pomposidade. O mesmo sentimento presente no coração do povo estava
também no coração do Messias, porém, a salvação e libertação, que ele trazia,
era em seu sentido mais amplo.

A
procissão do Domingo de Ramos exterioriza esse acolhimento, essa aceitação de
Jesus, no coração e na vida de quem crê mas precisamos tomar muito cuidado,
para que o nosso canto de Hosana, não fique no oba-oba do entusiasmo
momentâneo, pois proclamá-lo nosso Rei e Senhor, significa um rompimento com
qualquer mentalidade ou cultura da modernidade, é a experiência profunda da
conversão sincera, é a prática de uma espiritualidade que ultrapassa a
religiosidade ou o simples devocional, e que nos coloca na linha do
discipulado. A ruptura se faz necessária justamente porque as vozes contrárias
ao Reino, dos Poderes do mundo, tentarão sempre abafar ou distorcer a palavra
de Deus.

 Por isso, o servo sofredor, apresentado por
Isaias na primeira leitura, é alguém “duro na queda”, inflexível, convicto da
missão, e que nunca se deixa “engambelar” , porque tem a língua sempre afiada,
não para cortar a vida do próximo, mas para proclamar as Verdades de Deus,
reconfortando os tristes e abatidos, despertando esperança no coração de todos
os que o ouvem. Ainda é esse mesmo Deus que lhe abre ou ouvidos para que escute
como discípulo.

Escutar
como discípulo requer a disposição interior em doar-se totalmente por esta
causa, por isso este Servo sofredor, que a igreja aplicou a Jesus, coloca toda
sua confiança no Deus que vem ao seu auxílio, e que jamais o irá desapontar. Há
ainda nessa liturgia, uma atitude que não deve faltar na vida de quem se dispõe
a acolher Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, é o esvaziamento, em
grego “kênose”, que encontramos na segunda leitura dessa liturgia, quem quiser
encher-se como um pavão, e alimentar a vaidade da santidade, nunca poderá ser
discípulo autêntico, pois o Cristo que hoje acolhemos é o Cristo da vergonha e
humilhação, é o Cristo rebaixado á condição de servo, é o Cristo que morre nu,
pendurado em uma cruz, em uma morte vergonhosa e extremamente humilhante.

Acolher e
ovacionar Jesus neste domingo de ramos é bastante comprometedor, por isso que a
procissão expõe a fé da nossa igreja publicamente, acenar com os ramos, cantar
nossos hinos de louvores e de Hosana, significa a disposição, a coragem e a
fidelidade, para percorrer esse mesmo caminho, na firmeza inabalável, ainda que
o mundo nos apresente tantos atalhos sedutores, onde podemos ser cristãos
adocicados, ou se preferirem, cristãos de “meia tigela”, sem sofrimento e sem
nenhum compromisso com o ensinamento do evangelho, como dizia um compadre na
porta da igreja, em tom de brincadeira “Ser cristão é coisa muito boa, o que
atrapalha é a cruz”, assim pensa a maioria dos cristãos da modernidade, e o
próprio Pedro – Chefe da Igreja – também pensava, pois negou o mestre por três
vezes, hoje se nega muito mais.

O
evangelho da paixão nos mostra o elemento fundamental na vida do cristão: a
oração, mas não aquela em que choramingamos diante de Deus, pedindo para que
ele mude a nossa sorte, nos favorecendo em tudo aquilo que queremos, mas oração
igual a de Cristo em sua agonia.

E
finalmente, em um momento tenebroso, Lucas descreve a prisão de Jesus, como uma
vitória momentânea das trevas sobre a luz. Jesus hoje continua preso, querem
abafar o seu ensinamento, distorcer a essência do seu evangelho, amenizar as
exigências do ser cristão, transformando-o em um cristianismo mais “light”. É
bom durante a procissão de ramos, fazermos um questionamento: De que lado nós
estamos? Senão, esta Semana chamada de Santa, será apenas mais uma entre
muitas, cheia de piedade e devoção, e sensibilidade capaz de arrancar lágrima
dos olhos, nada que uma boa dramatização teatral, também não consiga fazê-lo...

 

 

(Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP
–E-mail cruzsm@uol.com.br)

 

 

 

 

VÍDEO DA SEMANA

 

 

 

Como explicar aos pequenos sobre
Semana Santa, Morte e Ressurreição de Jesus.

Veja este vídeo:

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=B-GlcC2-Gfo

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

 

 

Os
pinheiros têm os novos rebentos semanas antes de Páscoa.

 

 

 

Se olhares
para os topos dos pinheiros duas semanas antes, verás pequenos rebentos
amarelos.

 

 

 

À medida
que nos aproximamos do domingo de Páscoa, o rebento mais alto se ramificará e
formará uma cruz.

 

 

 

Até que
chegue o domingo de Páscoa, verás que a maioria dos pinheiros terá cruzes
amarelas pequenas nas pontas dos seus ramos.

 

 

 

Uma semana
antes da Páscoa, podem ver-se os pinheiros com os seus rebentos amarelos a
apontar para o Céu.

 

 

 

Os mais
altos brilham à luz do sol como filas de minúsculas cruzes douradas.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...

 

 

E até que nos encontremos
novamente,

que Deus lhe guarde
serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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