quarta-feira, 28 de março de 2018

Quinta-feira 29/03/2018

Quinta-feira, 29 de março de 2018



“Aquilo que não dizemos acumula-se no corpo, transformando-se em noites sem dormir, nós na garganta, nostalgia, dúvidas, insatisfações e tristeza.
O que não dizemos não morre...MATA-NOS”




EVANGELHO DE HOJE
Jo 13,1-15


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!



1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.

2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.

8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.

10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.

11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.

12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Manuele Jardim Pimentel


AMAR! UMA ATITUDE QUE GERA BONS EFEITOS

O evangelho de hoje nos faz refletir bastante sobre o quanto nós realmente amamos as pessoas que dizemos amar e sobre o quanto nós podemos amar as que dizemos não gostar. Jesus amou verdadeiramente cada um dos seus discípulos, Ele não fez distinção entre o que amou e o que traiu ou entre o que o seguiu e o que o negou. Talvez muitas pessoas estejam pensando: "Mas esse é um amor divino, um amor incondicional". Não discordo de forma alguma deste pensamento; amar pessoas que nos fazem bem nem sempre é tão simples. Mas, muito mais difícil, e às vezes quase impossível, é amar pessoas que nos apunhalam pelas costas, que nos traem e que nos prejudicam! Pois bem, Jesus amou, verdadeiramente, aquele que o entregou à morte de cruz; e este amor ficou bem mais claro com sua morte. O sangue de Jesus não foi para purificar apenas as almas dos que o amavam, mas também das próprias pessoas que o crucificaram.

Uma vez, li em um livro de Augusto Cury, uma forma diferente, do que eu imaginava ser o ato de amar o inimigo. Fica mais fácil entender, se pensarmos que esse amar é uma atitude, não um sentimento. É difícil ter um sentimento de amor por alguém que te faz mal, mas agir com amor é bem mais simples. Não "precisamos" sentir amor por todas as pessoas, mas devemos agir com amor com todas elas, as que nos fazem mal, as que não conhecemos e também as que nos fazem bem. Por isso, Jesus assumiu uma postura humildade e de amor, diante das pessoas que "poderiam ser consideradas inferiores" já que o chamavam Mestre e Senhor. O amor não faz hierarquias; a atitude que Jesus teve, nos mostra que devemos servir e amar a qualquer pessoa, seja ela mais rica ou mais pobre que nós.

Jesus deixa, assim, um exemplo a ser seguido, de humildade e de amor. Aquele que ama a Deus e ao próximo, já está banhado por Jesus assim como os discípulos, e está purificado.



manuelejp@hotmail.com





MOMENTO DE REFLEXÃO




A manhã apenas despertara e o  homem se levantou.



Na tristeza com que se sentia  envolvido, olhou para a filha  doente, que gemia no leito pobre.



A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse, com o mau humor habitual.



Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.



Um movimento inesperado, no entanto, lhe chamou a atenção.



Eram gritos, correria.



O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.



 Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.



O homem parou a observar aquela cena e pensou que aquele prisioneiro era mais infeliz do que ele próprio.



Suas dores eram morais: doíam por dentro. Mas aquela criatura se apresentava machucada, sem forças, a carregar sobre os ombros um madeiro bruto e pesado. Seus passos eram vagarosos, como  num compasso desinfonia fúnebre.



 Arcado, a túnica que vestia se arrastava pelo chão, embaraçando-lhe os pés, dificultando-lhe, ainda mais, o caminhar.



O cireneu estava extático.



O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz.



Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.



Nisto, a voz áspera de um dos soldados lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.



Não que o soldado se condoesse da sua dificuldade.



É que tinha pressa de se desvencilhar daquela tarefa.



O homem foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas.



Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.



Sentiu uma dor profunda nos ombros e o olhar do auxiliado o penetrou.



Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.



Jamais o cireneu haveria de esquecer aquele olhar.



A dor do ombro aumentava.



Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair e as chicotadas da brutalidade o fizeram levantar-se.



Um pouco mais de tempo e o cireneu livrou-se do peso.



Agora o madeiro se transformara na cruz erguida para crucificar o condenado.



Aquele homem de cirene, conhecido como cireneu, aguardou que a morte do crucificado se consumasse.



Algo nele o atraía, magnetizava-o.



Quando tudo terminou foi para casa e, porque chegou de mãos vazias, a esposa o repreendeu.



Ele não revidou.



Uma paz diferente tomava conta dele.



A filha veio correndo e o abraçou:



Estou boa, papai!



O homem recordou aqueles dois olhos azuis que agradeceram seu auxílio, sem nada dizer.



Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.

A mulher se enterneceu.



Uma delicada e sutil presença podia ser sentida pelos três.



A vida do cireneu se transformou.



Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.



Curioso, no dia seguinte, foi perguntar a respeito da identidade do condenado.



Descobriu que ele se chamava



Jesus de Nazaré.







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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