Sexta-feira, 30 de março
de 2018
“Faça de sua segunda chance sua melhor tentativa”
EVANGELHO DE HOJE
Jo 18,1-19,42
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus
saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um
jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o
lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou
consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e
fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente
de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pres.: “A quem
procurais?”
Narrador 1:
5Responderam:
Ass.: “A Jesus, o
Nazareno”.
Narrador 1: Ele disse:
Pres.: “Sou eu”.
Narrador 1: Judas, o
traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e
caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
Pres.: “A quem
procurais?”
Narrador 1: Eles
responderam:
Ass.: “A Jesus, o
Nazareno”.
Narrador 1: 8Jesus respondeu:
Pres.: “Já vos disse que
sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador 1: 9Assim se
realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pres.: “Não perdi nenhum
daqueles que me confiaste”.
Narrador 2: 10Simão
Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo
sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então
Jesus disse a Pedro:
Pres.: “Guarda a tua
espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador 1: 12Então, os
soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram.
13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote
naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor 1: “É preferível
que um só morra pelo povo”.
Narrador 2: 15Simão
Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo
Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora,
perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote,
saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A
criada que guardava a porta disse a Pedro:
Ass.: “Não pertences
também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador 2: Ele
respondeu:
Leitor 2: “Não”.
Narrador 2: 18Os
empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia
frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote
interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus
lhe respondeu:
Pres.: “Eu falei às
claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus
se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que
ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador 2: 22Quando Jesus
falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor 1: “É assim que
respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador 2:
23Respondeu-lhe Jesus:
Pres.: “Se respondi mal,
mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador 1: 24Então,
Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro
continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor 2: “Não és tu,
também, um dos discípulos dele?”
Narrador 1: Pedro negou:
Leitor 1: “Não!”
Narrador 1: 26Então um
dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a
orelha, disse:
Leitor 2: “Será que não
te vi no jardim com ele?”
Narrador 2: 27Novamente
Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao
palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio,
para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro
deles e disse:
Leitor 1: “Que acusação
apresentais contra este homem?”
Narrador 2: 30Eles
responderam:
Ass.: “Se não fosse
malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador 2: 31Pilatos
disse:
Leitor 2: “Tomai-o vós
mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador 2: Os judeus
lhe responderam:
Ass.: “Nós não podemos
condenar ninguém à morte”.
Narrador 1: 32Assim se
realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.
33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor 1: “Tu és o rei
dos judeus?”
Narrador 1: 34Jesus
respondeu:
Pres.: “Estás dizendo
isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador 1: 35Pilatos
falou:
Leitor 2: “Por acaso,
sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Narrador 1: 36Jesus
respondeu:
Pres.: “O meu reino não
é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado
para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador 1: 37Pilatos
disse a Jesus:
Leitor 1: “Então, tu és
rei?”
Narrador 1: Jesus
respondeu:
Pres.: “Tu o dizes: eu
sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador 1: 38Pilatos
disse a Jesus:
Leitor 2: “O que é a
verdade?”
Narrador 2: Ao dizer
isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor 1: “Eu não
encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa
eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Narrador 2: 40Então,
começaram a gritar de novo:
Ass.: “Este não, mas
Barrabás!”
Narrador 2: Barrabás era
um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Ass.: 2Os soldados teceram
uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus.
Narrador 2: Vestiram-no
com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
Ass.: “Viva o rei dos
judeus!”
Narrador 2: E davam-lhe
bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor 1: “Olhai, eu o
trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime
algum”.
Narrador 1: 5Então Jesus
veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos
disse-lhes:
Ass.: “Eis o homem!”
Narrador 1: 6Quando
viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass.: “Crucifica-o!
Crucifica-o!”
Narrador 1: Pilatos
respondeu:
Leitor 1: “Levai-o vós
mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador 1: 7Os judeus
responderam:
Ass.: “Nós temos uma
Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador 2: 8Ao ouvir
estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio
e perguntou a Jesus:
Leitor 1: “De onde és
tu?”
Narrador 2: Jesus ficou
calado. 10Então Pilatos disse:
Leitor 1: “Não me
respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te
crucificar?”
Narrador 2: 11Jesus
respondeu:
Pres.: “Tu não terias
autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou
a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador 2: 12Por causa
disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ass.: “Se soltas este
homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra
César”.
Narrador 1: 13Ouvindo
essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar
chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa,
por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor 2: “Eis o vosso
rei!”
Narrador 1: 15Eles,
porém, gritavam:
Ass.: “Fora! Fora!
Crucifica-o!”
Narrador 1: Pilatos
disse:
Leitor 1: “Hei de
crucificar o vosso rei?”
Narrador 1: Os sumos
sacerdotes responderam:
Ass.: “Não temos outro
rei senão César”.
Narrador 2: 16Então
Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a
cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”.
18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio.
19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava
escrito:
Ass.: “Jesus Nazareno, o
Rei dos Judeus”.
Narrador 2: 20Muitos
judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado
ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Ass.: “Não escrevas ‘O
Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Narrador 2: 22Pilatos
respondeu:
Ass.: “O que escrevi,
está escrito”.
Narrador 2: 23Depois que
crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma
parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça
única de alto abaixo. 24Disseram então entre si:
Ass.: “Não vamos dividir
a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador 2: Assim se
cumpria a Escritura que diz:
Ass.: “Repartiram entre
si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Narrador 1: Assim
procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a
irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e,
ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pres.: “Mulher, este é o
teu filho”.
Narrador 1: 27Depois
disse ao discípulo:
Pres.: “Esta é a tua
mãe”.
Narrador 1: Daquela hora
em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que
tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pres.: “Tenho sede”.
Narrador 1: 29Havia ali
uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre
e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
Pres.: “Tudo está
consumado”.
Narrador 1: E,
inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Narrador 2: 31Era o dia
da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na
cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então
pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse
da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que
foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já
estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado
com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Ass.: 35Aquele que viu,
dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;
Narrador 2: e ele sabe
que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que
se cumprisse a Escritura, que diz:
Ass.: “Não quebrarão
nenhum dos seus ossos”.
Narrador 2: 37E outra
Escritura ainda diz:
Ass.: “Olharão para
aquele que transpassaram”.
Narrador 1: 38Depois
disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por
medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos
consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o
mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta
quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e
envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam
sepultar.
Narrador 2: 41No lugar
onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde
ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como
o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In Memorian)
Tudo está
consumado.
Hoje é
sexta-feira santa, dia em que comemoramos a morte de Jesus. No Evangelho da
paixão, nós vemos que as suas últimas palavras foram: “Tudo está consumado”.
Isto é, cumpri minha missão. Fiz tudo o que o Pai me havia pedido. Nós estamos
mergulhados em um mundo pecador, mas nele temos a missão de ser luz, e de cada
um de nós cumprir bem a sua vocação, perseverando até o fim. “Tende em vós os
mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,6).
Jesus não
procurou sofrimentos, o que ele queria era fazer a vontade do Pai. Nós também
não procuramos sofrimento, mas estamos firmes no desejo fazer a vontade do Pai,
mesmo que isto nos custe a morte.
Jesus não
ficou em cima do muro diante dos pecadores, mas tomou posição em favor da
verdade, da justiça e do respeito aos mandamentos de Deus. Nós, igualmente,
vamos até denunciar o que virmos de errado, mesmo que praticado por pessoas poderosos
que podem nos prejudicar. A nossa fidelidade é até o fim da nossa vida. “Tudo
está consumado”.
Algumas
palavras de Jesus nos orientam: “A verdade vos libertará.” “Porque não és frio
nem quente, estou para vomitar-te da minha boca.” “Se alguém se envergonhar de
mim, eu também me envergonharei dele.”
Outras
virtudes que vemos em Jesus, ao ouvirmos a proclamação da sua paixão: 1) No
meio da crise, ele rezou, buscando a ajuda de Deus Pai. 2) Perdoou a todos os
que o maltratavam e morreu sem mágoa de ninguém. 3) Caiu muitas vezes, mas se
levantou, e a morte o encontrou em pé. “Tende em vós os mesmos sentimentos de
Cristo Jesus”.
A oposição
a Jesus foi gradativa. Começou no seu primeiro discurso em Nazaré, quando
quiseram jogá-lo morro abaixo.
As
autoridades tentaram ignorá-lo, não deu certo; tentaram jogar o povo contra
ele, não deu certo; tentaram cooptá-lo, convidando para refeições nas casas dos
chefes, não deu certo, pois Jesus criava constrangimento durante a própria
refeição, como o caso da pecadora que veio chorar aos seus pés; tentaram
discutir com ele em público, mas Jesus sempre vencia, como caso da mulher de
sete maridos, a questão do imposto a César, o caso da mulher adúltera...
A morte de
Jesus foi bolada de tal modo que ninguém assumiu o crime: as autoridades
judaicas passaram para a autoridade romana; esta pediu para o povo decidir, e
lavou as mãos. Como o povo é anônimo, quem condenou ficou também anônimo. Na
verdade ele carregou os nossos crimes e morreu em nosso lugar.
Jesus até
ridicularizou a sua condenação: “Eu vos mostrei muitas obras boas; por qual
delas me quereis matar?”
Os
verdadeiros motivos por que mataram a Jesus foram: 1) Ele estava se tornando
uma ameaça aos ganhos fáceis e a corrupção que havia, inclusive dentro do
Templo. 2) Ele era pobre; se fosse rico, não teria sido condenado. 3) Ele não
apelou para alguém importante. 4) Não mudou o seu discurso diante das ameaças
de morte; pelo contrário, mostrou o próprio pecado de condená-lo.
“Vejam: O
Messias será como o fogo do fundidor. Será como o sabão das lavadeiras. Ele vai
sentar-se como aquele que refina a prata. Vai purificar os filhos de Levi, como
a prata, para que possam apresentar a Deus uma oferenda que seja de acordo com
a justiça (Ml 3,2-3). Os sofrimentos servem para nos purificar, a fim de que
sejamos uma prata pura diante de Deus.
É
interessante um detalhe do fundidor de prata. Ele fica olhando, para que a
prata não passe do ponto. E o ponto é quando ele vê o seu próprio rosto
refletido na prata. Este é o sinal e que ela está pura. O sofrimento produz em
nós o mesmo efeito do fogo purificando a prata. Ele vai queimando tudo o que é
impuro em nós. Quando Deus, ao nos olhar, vê o seu rosto refletido em nós, aí
sim, estamos purificados. Jesus também passou por essa purificação, para nos
dar o exemplo.
Certa vez,
uma paróquia estava celebrando cinqüenta anos de existência, e os jovens
resolveram apresentar uma dramatização. Foi a seguinte:
O palco
estava vazio, entrou uma moça e começou a falar do profeta Samuel. Enquanto ela
falava, veio um rapaz do meio do povo, que tinha na camisa a palavra Samuel.
“Acontece que Samuel morreu” disse a apresentadora. Nesta hora o rapaz
deitou-se no chão.
Ela
começou a falar de Judite e dos grandes feitos dela. Veio a Judite, que também
morreu, deitando-se no chão.
Ela citou
o rei Davi e suas qualidades. Apareceu Davi, que também morreu. E assim ela foi
citando: A rainha Ester, Jesus, S. Pedro...
Em
seguida, a apresentadora citou vários cristãos da paróquia, que foram grandes
catequistas e evangelizadores, mas que também já morreram. E ela perguntou: “E
agora, a evangelização na nossa paróquia morreu com eles?”
Neste
momento, veio do meio do povo uma jovem, subiu no palco e disse: “Nós aqui
somos os continuadores desses que nos precederam. E mais: Nós não vamos deixar
apagar a memória deles”. E os dois foram levantando, um por um, todos os que
estavam deitados.
“Como o
Pai me enviou, eu vos envio”, disse Jesus. Que nós também possamos dizer como
ele disse: “Tudo está consumado”.
Campanha
da fraternidade. Em meio ao mundo violento, o cristão deve ser como o bom
samaritano da parábola, isto é, dar a mão às vítimas, fazendo o que está ao seu
alcance. Assim, os “feridos” terão pelo menos uma certeza: tenho irmão, uma
irmã ao meu lado.
Maria
Santíssima não morreu, mas também foi para o céu. No seu momento mais difícil,
que foi a morte do seu Filho, certamente ela pensava: “Meu Filho, o que você
poderia ter feito por este povo e não fez? Você lhes deu a vida e eles lhe
deram a morte; você os salvou, eles o mataram! Mas sei que você se sente
realizado, porque fez o que mais queria: a vontade de Deus Pai. Por isso eu
também assumo esta minha dor, Filho. E mais: atendendo ao seu pedido, quero ser
a Mãe de todos os seus discípulos.”
Tudo está
consumado.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Já era fim
de tarde, o dia grande se aproxima... A noite seria a mais longa de todos os
tempos. Mesmo que não fosse novidade o que iria acontecer comigo. Meu pai me
enviou me dizendo como seria meu último dia na terra. Mesmo assim era difícil.
Eu sabia
que a morte seria dolorosa, mas não tanto. Sabia que iriam rir de mim, mas não
aqueles que andaram comigo, que receberam de mim vida. Alguns dos que ali
estavam não me deixaram enquanto eu caminhava com eles, quando tiveram fome não
foram comprar, eu fui até eles e os dei a comer, pão divino e físico. Não os
deixei faltar amor nem milagres e nem vida em abundância. Mas ali estava eu
abandonado naquele lugar.
Pouco
tempo antes de ser preso fui traído. A traição nunca é boa, mas quando se sabe
que vai ser traído temos a ideia que será mais fácil, não é. Quando vi aqueles
soldados, que dor na alma. Eu sabia que já tinha sido entregue por aquele que
deveria estar ali comigo orando pelos meus últimos momentos. Sabiam os meus
amigos e seguidores que este momento chegaria. Eu falava a eles todo o tempo,
mas não me davam ouvidos, queriam apenas o melhor de mim, não participar da
minha dor.
Quando me
levaram para acusação, nem sabiam o que dizer, este é aquele diziam uns, este é
o que fazia isso dizia o outro. Mas acusação séria e formal ninguém tinha.
Mesmo assim não me deixaram ir. Fui preso injustamente, ou justamente por
querer salvar aqueles que me prendiam. Um dos meus seguidores me disse um dia
que morreria comigo. Mas ali não estava, e nem sei para onde foram, pois quando
os soldados chegaram e me prenderam foi um corre-corre. E o medo que sobrassem
para eles? Nesta hora lembraram de suas famílias, amigos e cada um foi para o
seu lado.
Passei a
noite naquele lugar frio, fedido e que era o meu lugar por VOCÊ que me lê neste
momento. Ali começava minha morte, acusação sem justa causa. E você ai solto
quando deveria pagar por seus próprios pecados. Mas escolhi dizer sim, afinal
eu sabia que você não daria conta de pagar seus pecados como deveriam ser
pagos. - Com sangue. E só o sangue de um sem pecados poderia dar fim há seus
dias de pecador o transformando em separado e limpo.
Foi-me
oferecido uma coroa, afinal todo rei tem a sua. Nada de brilhante retirados com
sangue de trabalhadores e pago em forma de escravidão. Nada de pedras raras
achadas por ricos empresários que nem sabe o que é retirar uma pedra preciosa,
muito menos trabalhá-la. A CRUZ CONTINHA ESPINHOS, estes espinhos foram
colocados para zombar do meu título, dizer que eu não era nada, pobres homens
perdidos. Não sabiam que cada espinho que me entrava testa afora era seus
próprios pecados que já começavam a pesar sobre mim.
Enfim os
açoites chegaram, cada arma usada para me açoitar tinha um fim, então apanhei
da forma mais dolorida que se possa imaginar. Quando não havia mais forças em
meu corpo, bateram mais um pouco para que eu provasse a eles quem eu era. Como
saberiam se em seus corações não havia espaço para a vida e sim a morte.
Quando
liberaram um criminoso para que eu pudesse ser preso, apenas cumpriram o que
meu pai havia ordenado, afinal jamais em seus corações saberiam o que faziam,
eram cegos em suas próprias cobiças. Não pararam para pensar que aquele preso
poderia gastar tempo para ser novamente preso, iria atormentar suas famílias e
amigos, ou eles mesmos estariam em perigo. Mas não enxergavam nada, estavam
cegos de prazer em me ver ser morto, provando assim que estavam certos e eu
sempre fui um impostor. O que não sabiam era que os seus pecados não davam
conta de mim, satanás estava dizendo a eles que eu não era nada para poder
dominar suas vidas.
A cruz me
foi oferecida como ponto final de todo aquele martírio. Como era pesada, meu
corpo doía todo. Não havia mais lugar sem feridas, o sangue brotava em todo
corpo, meus poros já não vertiam suor e sim sangue. QUANDO AQUELA MADEIRA FOI
COLOCADA NO MEU OMBRO, QUE VONTADE DE DIZER CHEGA PAI, NÃO AQUENTO MAIS, ESTÁ
SENDO MUITO DIFÍCIL. ONDE ESTÁS QUE NÃO POSSO TE VER.
Quando
pedi que passasse de mim aquele cálice não estava sendo fraco, mas expressava
ao meu pai o quando sofria pelos SEUS pecados, por cada resposta atravessada
que você dá, por cada mentira contada, por cada morte saindo de seus dedos, por
cada droga que você vende ou consome. Por cada minuto de sua preciosa vida que
você jamais saberá o preço, Pois, fui eu quem a pagou.
Ao levar
aquela cruz, você acha que um dos meus seguidores se ofereceu para levá-la.
Não, não mesmo. Cada um continuava no seu lugar, vi minha mãe chorando, meus
irmãos a ajudando sem nada poder fazer. Ela até que poderia me ajudar, mas a
mulher pouco importava naquele tempo, era como se ela nem ali estivesse. Mas eu
morria por isso também para depois mulheres saírem queimando sutiãs dizendo
serem elas a conquistarem espaço na sociedade. Eu conquistei este espaço a
vocês ali naquela cruz.
O único
que carregou a cruz comigo o fez obrigado, mas não deixou de receber sua paga.
Meu pai olhou por ele.
Quando
cada prego era pregado em minhas mãos e pés, não tem descrição da dor e hoje
ficam ai no mundo moderno fazendo livros, debatendo se foi no pulso, na mão
onde entraram os pregos. Eu sei onde foi, na minha carne, para que a sua fosse
limpa e remida. Foi na carne para que você pudesse resistir as suas tentações,
lançadas pelo meu inimigo satanás. Mas você prefere dar lugar a ele que nada
pagou por você.
“A ti
Senhor entrego o meu Espírito”. Acabou o meu tempo sobre a terra. Meu corpo é
deixado sem a vida física. A escuridão toma conta do local. Meu pai me recebe
no túmulo onde ficarei poucos dias. Ali será apenas um local de espera, onde
muitos poderão comemorar minha ida, mas não sabem que voltarei ainda mais
forte, pois irei para o meu pai.
Os que
caminharam comigo não sabiam o que fazer após minha morte, tive que voltar a
eles e os mostrar quem eu realmente era, nem sabiam o que iria acontecer, não
foi falta de avisar, lembrar repetir. Estavam cegos em suas cobiças e desejos.
Talvez
você esteja os condenando e dizendo, está vendo nem os discípulos sabiam quem
era Jesus, andava com ele, mas não o conhecia? E VOCÊ me conhece? Sabe quem sou
e porque morri? Foi por você que hoje não deseja que eu faça algo em sua vida
para transformá-la. Quer ir onde há abundancia de milagres, palavras bonitas,
pessoas bonitas no altar que em muitos lugares não são meus e sim de homens
interessados naquilo que lhes dão retorno financeiro. E vocês não vêm a mim
para nada, eles são o suficiente para enchê-los de engodo e lixo.
Jamais
saberão o quanto custou a mim Jesus Cristo o seus pecados, até que eu volte e
busque o meu povo, a minha igreja, lavada no meu sangue. Não esta casa de
prostituição cultual. Esta casa de aparatos lindos, mas são como túmulos cheio
de pintura só por fora, por dentro são mortos e mal cheirosos. O meu povo dá a
vida por mim como eu dei a eles. São escolhidos por terem um coração aberto a
minhas palavras. São como ovelhas e não como bodes.
Hoje sou
vencedor, não porque conquistei fama no mundo, não por meu pai ter sobre seu
domínio todas as riquezas da terra. Ele é dono de ouro e prata e basta apenas
uma palavra sua e tudo muda de lugar. Mas eu além de ter tudo isso comigo,
venci junto ao meu pai a morte. Tenho a chave até do inferno, nem satanás
conseguiu dominar sua casa. Ele também está debaixo dos meus pés.
Estou
preparando um lugar para meus irmãos, um lugar sem sofrimento onde poderão
passar a eternidade, uma palavra que muitos não conseguem pensar por estarem
com seus olhos voltados apenas para sua carne e seus domínios. É como se ela
não existisse. E é essa tem sido a mensagem desde o Jardim do Edem quando Eva e
Adão deram ouvidos a satanás.
Você pode
escolher seu caminho, aquele que preparei com sangue, lágrimas e dor ou o de
satanás que nada fez por você a não ser roubar, matar e te destruir e te largar
solto em seus delitos sofrendo sozinho a paga pelos seus feitos. Te conto tudo
isso hoje pois é sua última oportunidade, pedirei a sua alma, o que tens a me
dar?
Eu sou
Jesus Cristo, venha a mim como estás...
Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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