Sábado, 24 de março de
2018
“Somos borboletas de Deus! Passamos pelo apertado e
sufocante casulo, mas a metamorfose nos transforma em seres ainda mais belos.”
EVANGELHO DE HOJE
Jo 11,45-46
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Muitos dos judeus que
tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele.
Mas alguns deles foram
contar aos fariseus o que Jesus tinha feito.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In Memorian)
E também
para reunir na unidade os filhos de Deus dispersos.
Este
Evangelho narra a decisão final dos chefes, de matar Jesus. Eles fazem uma
submissão da fé à política: “Se deixarmos que ele continue assim... virão os
romanos...” E o sumo sacerdote Caifás lavra a sentença: “É melhor um só morrer
pelo povo do que perecer a nação inteira”.
O
evangelista João interpreta: “Caifás profetizou que Jesus ia morrer pela nação.
E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos”. De
fato, a morte de Jesus reuniu, numa só Igreja, os filhos de Deus dispersos pelo
mundo inteiro. A santa Igreja reúne cristão de todas as raças e culturas. Por
isso a chamamos católica que significa universal. E isto não é mais que um
começo, ou uma figura da união em Cristo de toda a humanidade, no final dos
tempos.
Os
cristãos são os primeiros chamados por Deus a “reunir os filhos de Deus
dispersos”. Entretanto, a manipulação de fatos, a opressão, as ideologias e o
pecado tentam impedir que a humanidade se agrupe num só rebanho em torno de
Cristo. Acontece uma luta, e a cada momento surgem novos adversários para os
cristãos. Entretanto, a ação perseverante e não violenta, o espírito de
reconciliação e a oração fazem com que o projeto de Cristo avance no mundo.
Este é um ideal que empolga os cristãos, especialmente os jovens
Jesus
congregará, com sua morte, os filhos de Deus provenientes de todos os pontos
cardeais, formando o novo Povo de Deus. Esta é a eficácia da morte de Jesus na
cruz, que foi decidida pelas autoridades, no Evangelho de hoje.
No projeto
de Jesus, a vida surge da cruz. É a cruz da dor, da doença, das humilhações e
perseguições... Mas atrás da cruz brilha uma luz que ilumina o universo
inteiro. “Os judeus pedem sinais, os gregos buscam sabedoria. Nós, porém,
proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os
pagãos” (1Cor 1,22-23).
Humanamente,
a cruz é o contrário das aspirações humanas. Mas, iluminada por Cristo, ela
aparece como algo que transborda, supera a morte e leva à ressurreição.
Havia,
certa vez, num campo, uma lebre. Ela era bonita e vivia feliz, saltitando no
descampado. Um dia, ela viu um caçador com uma arma de fogo. Sentiu medo,
correu o quanto pôde e escondeu-se atrás de uma moita de capim. O caçador
procurou, procurou... não a viu mais e foi-se embora.
Mas a
lebre resolveu comer aquela moita de capim. No dia seguinte, lá estava o
caçador novamente. Como não havia mais moita de capim, o caçador deu um tiro e
ela morreu.
Deus nos
dá oportunidades para nos libertarmos do caçador que é satanás. A quaresma é
como uma moita de capim, pois vem cada ano nos proteger da rotina do pecado.
Não vamos devorá-la, vivendo-a como um tempo igual aos outros.
Vamos
reconhecer os nossos pecados, pois eles ajudaram a crucificar Jesus. Não nos
interessam agora os pecados dos fariseus e mestres da Lei, mas os nossos, os
quais queremos extirpar de uma vez, iniciando uma vida nova.
O mistério
da cruz revela o significado mais profundo do amor: nada para si, tudo para os
outros. De fato, a cruz mostra o que foi a vida de Jesus: renúncia a tudo para
ser para todos. Esta renúncia só pode ser entendida a partir do esvaziamento da
condição divina do Verbo (cf. Fl 2,5-11), para assumir em tudo a condição
humana. Jesus nunca procurou para si algum tipo de favorecimento pessoal.
Quando nasceu, foi colocado em uma manjedoura por não haver lugar para ele na
hospedaria (cf. Lc 2,1-7). Jesus não realiza nenhum milagre em benefício
próprio, nem mesmo no momento de fome no deserto, por ocasião das tentações (cf.
Lc 4,2-4), nem quando lhe falta onde reclinar a cabeça (cf. Lc 9,58). No alto
da cruz, Jesus não tem praticamente nada que seja seu. Suas vestes, tecidas por
sua mãe. É por isso que Jesus diz com autoridade: “Quem quiser ser meu
discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23). Sem a
renúncia, a pessoa não consegue viver o mistério da cruz. Para ser discípulo de
Jesus, é necessário ter os mesmos sentimentos dele (cf. Fl 2,5). Somente haverá
paz e segurança quando este valor pascal for descoberto e vivido por todos.
Maria
colaborou de perto nessa reunião dos filhos de Deus dispersos. Que ela nos
ajude a colaborar também.
E também
para reunir na unidade os filhos de Deus dispersos.
CASA, LAR E FAMÍLIA
GRANDES ERROS QUE DESTROEM RELACIONAMENTOS FAMILIARES:
Luiza Fletcher
A família deve ser a primeira fonte de amor, aceitação e apoio de uma pessoa. Infelizmente, muitas famílias estão falhando miseravelmente nesse quesito. Entender o problema é o primeiro passo para encontrar uma solução.
6 coisas que destroem relacionamentos familiares incluem:
1.Insultos e críticas
As palavras carregam peso. Em alguns casos, elas podem carregar o peso do mundo. Quando palavras indelicadas são ditas à família, elas machucam. Sua família deve ser sua fonte de encorajamento e apoio. As palavras negativas danificam o núcleo das relações familiares.
Alguns membros da família podem dizer coisas prejudiciais e acharem que porque essas coisas foram ditas casualmente, não machucaram a outra pessoa.
A verdade é que essas palavras doem sim. Quando as palavras negativas são faladas aos membros da família, criam um abismo no relacionamento. É preciso tempo e interações positivas para reparar o dano que é feito quando insultos e críticas ocorrem.
Quando há qualquer derramamento dessas palavras negativas para um membro da família o abismo pode crescer tanto que quase pode ficar além da reparação. Qualquer relacionamento pode ser resolvido com desculpas e perdão, mas a dor ainda pode permanecer muito tempo depois das desculpas. Tenha cuidado com suas palavras. Lembre-se que, como família, vocês devem ser os maiores apoiadores um do outro. Palavras negativas são destrutivas para a unidade familiar. Mantenha o velho ditado em mente quando falar com sua família “se você não tem algo de bom para dizer, não diga nada”.
Se há pessoas em sua família que têm problemas com palavras, defina o exemplo. Use palavras que incentivem e elevem os membros da família. As pessoas não querem estar perto de pessoas que as fazem se sentir mal. Ajude sua família procurando o positivo em cada pessoa, de modo que você possa ajustar o exemplo de usar palavras construtivas.
2.Fofoca
A fofoca é muito prejudicial. Na maioria das vezes, elas ocorrem quando alguém está chateado por algo relacionado com a pessoa sobre a qual está fofocando. Pode fazer uma pessoa se sentir melhor temporariamente, mas no final não resolve o problema, pois a fofoca em si certamente não é feita por bondade ou amor. Se você tiver um problema com alguém na família, fale diretamente com ele. Você não precisa anunciar seu problema na frente de toda a família. Algumas pessoas fazem isso para forçar os membros da família a escolherem os lados em uma situação.
Quando os lados são escolhidos, há uma divisão na família. Em vez disso, fale diretamente com a pessoa. Discuta as questões, mas com o objetivo de reconciliação.
Expresse suas preocupações de uma maneira que o ajude a ver as coisas de sua perspectiva. Dessa forma, a pessoa pode querer curar o relacionamento e corrigir quaisquer erros. Não fale mal sobre membros da família em suas costas. Se eles têm algum drama em sua vida que não se relaciona a você, não espalhe suas histórias.
3.Falta de inclusão
Um artigo do Ask Amy que claramente coloca a inclusão da família em perspectiva foi publicado online. Aqui está a resposta maravilhosamente articulada de Amy Dickinson do Chicago Tribute:
A inclusão dos membros da família é essencial para a unidade da família. Inclua todos os membros da família em funções familiares. Mesmo que você “saiba” que eles vão dizer não. Pergunte de qualquer maneira. Os ressentimentos vêm por causa da falta de pedidos e de inclusão. Cabe a eles a decisão de fazerem parte ou não, mas o importante é que foram convidados. Se o seu objetivo é a unidade familiar e amor entre todos os membros, então inclua todos os membros em encontros familiares e funções. Não encontre desculpas para não incluir.
4.Decepção e mentiras
A decepção é destrutiva em uma família. A verdade sempre prevalece. Às vezes pode levar anos ou mesmo uma geração para que as mentiras e o engano se tornem conhecidos, mas saiba que virão à luz algum dia. Se você não pode ser honesto com sua família, com quem mais pode ser?
Mentir para a família ou usar decepção para manter segredos leva a problemas. Estes problemas vêm da confiança que está sendo corroída. Quanto maior a mentira, maior a corrosão. Algumas mentiras, como crianças nascidas de um caso fora do casamento, podem criar uma corrosão insuperável que deixará uma família danificada por gerações.
Suas ações têm consequências. Não só para você, mas para sua família e para as gerações vindouras. É muito melhor admitir suas ações erradas e trabalhar em direção à cura, do que mentir e trabalhar para carregar essa mentira até que você seja descoberto. Não se preocupe com mentiras. Seja aberto e honesto com sua família. Se você fez algo que é prejudicial para os membros da família, então precisa se desculpar e fazer um esforço para corrigir a situação. Tentar esconder a verdade só agrava a dor. Quanto mais a verdade está escondida, mais agravada a dor.
5.Falha ao aceitar diferenças
As crianças que crescem na mesma casa, com os mesmos pais, mesma disciplina e mesma orientação não se tornam iguais aos seus irmãos. Todos nós temos diferenças. Permita que os outros sejam diferentes. Só porque são da mesma família não significa que têm que compartilhar as mesmas opiniões políticas ou mesmo a mesma religião.
As pessoas vão crescer e ter diferentes estilos parentais e de estilo de vida, mas a família não deve julgar. Amor e aceitação começam na família. Se uma família não está fornecendo isso, está fundamentalmente falhando.
Se você optar por colocar um ponto de apoio nas diferenças e criar conflitos familiares por causa das diferenças, então a unidade da família é finalmente danificada. Aceite as pessoas por quem elas são e por onde estão na vida. Aceitação de uma pessoa por quem é, é a maior forma de amor.
6.Sem desculpas e sem perdão
Desculpas e perdão são a cola que mantêm uma família unida. Ninguém é perfeito. Em algum momento no tempo você vai machucar um membro da família. Cabe a você dizer as palavras “Sinto muito por …”. Essas palavras podem curar feridas e criar um vínculo familiar mais forte. Quando você pede desculpas a um membro da família, a mensagem que está enviando para a pessoa é que ela importa e que você não quer sentimentos ruins entre vocês.
Não se desculpar envia a mensagem de que a pessoa não importa ou que seus sentimentos não importam. Falha em se desculpar é uma falha de personalidade e fraqueza de caráter. Seja maior e desculpe-se quando você fizer algo errado contra um membro da família, se suas palavras ou ações que prejudicam a pessoa foram intencionais ou não, não importa. O que importa é que a desculpa ocorreu.
Quando alguém se desculpar, perdoe. As famílias precisam umas das outras. Não se prenda a rancor, pois isso é um fardo para você e prejudica a família. Perdoe e mostre seu perdão com suas ações, bem como suas palavras. Ações falam mais alto do que palavras, então faça a sua desculpa contar, fazendo das suas ações paralelas um pedido de desculpas sincero.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Sempre
quis saber o que aconteceu com Barrabás depois que foi solto. O que fez ele
enquanto Jesus estava sendo crucificado? Como se sentiu ele? Sendo um
revoltoso, ele havia sido condenado à crucificação. A ambiguidade de Pilatos e
a manipulação das multidões pelos principais sacerdotes e anciãos, garantiram a
liberdade para Barrabás. Mas que tipo de liberdade pode a pessoa ter quando sabe que alguém mais
recebeu a sua sentença? Imagine o que Barrabás teria feito com essa percepção
espantosa. É possível, até que ele tivesse tentado afogar o pensamento na
bebida, procurando esquecer.
Por acaso
Barrabás se encontrou com Jesus? Não o sabemos. Alguns sugerem que Jesus foi
colocado na mesma prisão de Barrabás enquanto Pilatos decidia o que fazer para
sair-se do dilema que os dirigentes deIsrael lhe haviam apresentado. O que
sabemos, porém, é que Barrabás e Jesus amavam a Israel e queriam dar liberdade
ao povo. Mas o patriotismo deles se expressava de maneiras bem diferentes:
Barrabás queria um reino livre de Roma; Jesus queria um reino de Deus, livre do
pecado. Um pedia o poder militar, o outro exigia arrependimento e retidão.
Com os
olhos da mente posso ver o pânico refletido no rosto de Barrabás quando os
terremotos sacudiram Jerusalém e partiram o véu do templo. Encaminhou-se ele
tropeçando em direção ao Gólgota? Se o fez, teve de olhar no rosto do Salvador.
Posso ouvi-lo gritar a confissão angustiada: "Ó Deus, essa cruz era minha!
E Ele a levou por mim!"
A cruz é
um sacrifício substitutivo. Cristo morreu por nossos pecados, em nosso lugar,
levando sobre si a nossa culpa. Mas, em vez de remorso, como o de Barrabás,
estamos cheios de gratidão, louvor e amor.
Agradeça a
Deus por esse tão grande sacrifício, aceite essa salvação gratuita que Ele
oferece e não esqueça: Jesus deu a vida, morreu a morte eterna em teu e meu
lugar. A cruz não era dÊle. Era de Barrabás, era sua, era minha...
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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