sexta-feira, 9 de março de 2018

Sábado 10/03/2018

Sábado, 10 de março de 2018


“Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais.”



EVANGELHO DE HOJE
Lc 18,9-14


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)

.
        O cobrador de impostos voltou para casa justificado; o outro não.

Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Logo no início, o evangelista explica para quem Jesus a contou, de modo especial: “Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros”.

Como é triste encontrar pessoas convencidas, que só vêem qualidades em si mesmas e defeitos nos outros! “Eu estou bem com Deus – dizem elas – porque só cometo pecadinhos pequenos” São os fariseus de hoje. São pessoas que já se julgam salvas. O céu já está garantido; Deus vai apenas estender o tapete para elas passarem. A salvação, para essas pessoas, é mérito delas, não presente gratuito de Deus. No fundo, quem é santo é a pessoa, não Deus.

As boas obras são importantes, mas não são elas que nos salvam, e sim Deus, e gratuitamente. E Deus só concede a graça da salvação aos humildes, aos que estão convencidos de que são pecadores e não merecem o céu, como aquele cobrador de impostos.

Os fariseus são um entrave na Comunidade cristã. Eles se fixam em práticas antigas, porque nelas está a sua segurança, e ai de quem propõe uma mudança. Mesmo que a proposta venha do coordenador da Comunidade, ou do próprio pároco, é condenada por eles.

Se alguém nos perguntar: “Com qual dos dois homens da parábola você mais se identifica?” e alguém de nós responder que é com o cobrador de impostos, essa pessoa prova que é fariseu. Porque o fariseu julga-se sempre o melhor; e, na parábola, o melhor é o cobrador de impostos.

“O meu orgulho é ser humilde” dizem os fariseus. A nossa natureza pecadora é tão manhosa que existe até o orgulho disfarçado em humildade. Por exemplo, aqueles que dizem: “Eu não assumo tal cargo ou tal ministério na Comunidade, porque não sou digno”. Puro farisaísmo! Jesus falou: “O maior dentre vós, seja o vosso servo” (Mt 23,11).

Todo serviço é igualmente digno, desde o lixeiro, até o prefeito da cidade; desde o coroinha, até o papa. Perguntaram a uma árvore: “Por que não fazes barulho?” Ela respondeu: “Os meus frutos são a minha melhor propaganda”.

Um dia, um grupo estava reunido, rezando. A certa altura alguém disse: “Vamos agora rezar pela conversão dos pecadores”. E rezaram, sem nem se lembrarem que eles também eram pecadores. Por aí vemos que o farisaísmo está em todos nós, em uns mais, em outros menos.

Na sociedade de mercado, tudo se compra, tudo se vende, quase não há espaço para a solidariedade. A sociedade de mercado nos afasta das raízes da árvore da vida, que são o amor, a fraternidade e a gratuidade. “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Certa vez, uma mocinha, que era analfabeta, foi à Missa. Na entrada de igreja, uma senhora, da Equipe de Acolhida, lhe ofereceu um folheto litúrgico. A mocinha pensou em pegar o folheto, para que a mulher não descobrisse que ela era analfabeta. Mas resolveu ser sincera e disse: “Eu não sei ler!” “Tudo bem, filha” disse a senhora. As duas trocaram sorrisos e a menina foi para o banco. No final da Missa, aquela senhora procurou a mocinha e disse: “Eu sou professora. Quer que eu lhe dê, na minha casa, um curso de alfabetização?” A garota aceitou com alegria. Claro, em casa é mais fácil, porque as duas poderiam combinar os dias e horários possíveis. Poucos meses depois, estava a professora novamente na igreja entregando folhetos, a mocinha chegou e pegou o seu com alegria. Agora, sem disfarce, porque realmente já sabia ler!

Como que a sinceridade e a humildade nos fazem bem! Se aquela menina tivesse disfarçado, como foi o seu primeiro desejo, teria perdido a grande oportunidade de ser alfabetizada! Se fazemos a nossa parte, Deus faz a dele.

Maria Santíssima era humilde. Na Anunciação, chamou a si mesma de escrava do Senhor. Quando a prima Isabel a elogiou, ela dirigiu o elogio para Deus, que olhou para a humildade de sua serva. Na vida pública de Jesus, nas horas em que ele era aclamado, ela estava escondida, fazendo os trabalhos mais humildes. Na hora humilhante da cruz, lá estava sua Mãe em pé, bem visível a todos. Que Nossa Senhora nos ajude a sermos humildes, porque “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”




CASA, LAR E FAMÍLIA


50 erros de português que você não pode mais cometer
(Continuação)
Revista Pazes



31. Deixa eu escrever/Deixa-me escrever



Quando os verbos “deixar”, “fazer”, “ver” e “mandar” vêm seguidos de infinitivo, usam-se os pronomes oblíquos no padrão culto da língua: “Deixa-me escrever”. Aqui, porém, um adendo. “Esse tipo de construção com pronomes retos (‘deixa eu estudar’, ‘deixa ele estudar’) está se tornando cada vez mais comum, fundamentalmente na linguagem oral”, destaca o professor Eduardo Calbucci, em uma ressalva de que o certo e o errado podem não ser absolutos se levarmos em consideração a evolução da língua.



32. Seguem anexos os documentos (certo)/Seguem os documentos em anexo (errado)



Expressões bem comuns em e-mails. Se funciona como adjetivo, indicando que algo está ligado, a palavra “anexo” não exige o uso de “em” e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere – no caso, “documentos”. De outra forma, se o interlocutor quer dizer o modo pelo qual algo está sendo enviado, é preferível dizer “no anexo” em vez de “em anexo”.



33. Proibida a entrada (certo)/Proibido a entrada (errada)



O sujeito da oração é “a entrada”, feminino e acompanhado de artigo, por isso “proibido” concorda com “entrada”: “Proibida a entrada”.



34. Vamos nos ver amanhã? (certo)/ Vamos se ver amanhã? (errado)



O sujeito do verbo “vamos” é de primeira pessoa do plural (nós), por isso a forma correta é “vamos nos ver”.



35. Senão/Se não



A escolha depende bastante do que você quer expressar. “Senão” é “caso contrário” ou “a não ser”. “Se não” mostra uma condição, como em “se não sabe como fazer, não faça”.



36. Dia a dia/Frente a frente/Cara a cara



Nenhuma das expressões tem acento no “a”. O acento grave não deve ser utilizado em termos com palavras repetidas.



37. Meio-dia e meia (certo)/ Meio-dia e meio (errado)



Quando a palavra “hora”, aqui implícita, é fracionada, sempre utiliza-se “meia” – portanto, “meio-dia e meia”. “Meia” é numeral fracionário e deve concordar em gênero com a unidade fracionada. Outra coisa: “meio-dia” permanece com hífen, mesmo após o Novo Acordo Ortográfico.



38. Eminente/Iminente



Formas parecidíssimas, significados diferentes e grande chance de confusão. Para memorizar: “eminente” está relacionado a qualidade, excelência, como em “é um profissional eminente”; já “iminente” indica que “vai acontecer em breve”.



39. Descrição/Discrição



Mais um caso de grafia e pronúncia semelhantes e significados distintos. “Descrição” está relacionada ao ato de detalhar algo, reunir características. Entre seus sinônimos, dependendo do contexto, estão palavras como “exposição” e “apresentação”. Já “discrição” é a qualidade de alguém ou algo discreto, que não chama muita atenção.



40. Sessão/Seção



A forma com S, “sessão”, é o intervalo de tempo em que alguma coisa acontece, por isso sessão de cinema, sessão fotográfica, sessão da tarde… Já “seção” é como divisão, uma parte de um todo, daí seção eleitoral, seção feminina e seção do jornal, por exemplo.




MOMENTO DE REFLEXÃO



Anos atrás, li uma história, escrita por Joe Hunt, acerca do amor\ que seu pai lhe devotara. Joe era apenas um garotinho quando moravam numa fazenda, e mais que tudo na vida, Joe gostava de conduzir a grande parelha de animais, enquanto seu pai enchia a carroça com feno. Aquilo fazia com que se sentisse realmente adulto.

Um dia, enquanto conduzia a parelha de uma pilha de feno para outra, deixou cair uma das rédeas do cavalo, e ao tentar pegá-la, perdeu o equilíbrio e caiu sobre a lingüeta de aço da carroça, bem entre os cavalos. Os animais assustados, dispararam loucamente através do campo. Por alguns instantes Joe se manteve agarrado à lingüeta. Ouviu o pai gritar:
— Ooooaa! Oooooaa! — No entanto os cavalos não paravam.
De repente, Joe percebeu que se ele se deixasse cair diretamente entre os animais, as rodas da carroça não passariam sobre ele. E foi o que fez. Houve um baque, um terrível barulho, com o passar da carroça, e foi só.
Um pouco depois sentou-se, cuspiu a terra que tinha na boca, então se levantou e correu de volta para dizer ao pai que estava bem. Encontrou-o arqueado, gemendo de dor. Ele havia pulado entre a carroça e os cavalos, tentando pegar as rédeas para parar os animais, mas o veículo se chocou contra seu corpo com tal força, que o derrubou, e duas das rodas passaram em cima dele, quase esmagando- o.
Quando Joe se aproximou, o pai, com grande esforço, olhou para ele e disse:
— Você... está... b. . .bem, Joe?
Joe lhe disse que estava bem, e não conseguiu dizer mais nada, porque compreendeu que seu pai estava ferido por tentar salvá-lo.

Lá da estrada alguém viu o acidente e correu para socorrê-lo. Na manhã seguinte, quando Joe foi visitar o pai, havia um sorriso de satisfação iluminando seu rosto macerado.
— Como foi que você conseguiu escapar, Joe? — perguntou.
Joe lhe contou tudo a respeito. Ele sorriu satisfeito e, depois de algumas horas, morreu! O pai de Joe deu a vida por ele. Você acha que Joe faria qualquer coisa para desagradá-lo?
Jesus deu a vida por você! Qual tem sido a sua atitude em relação a Ele?


- Extraído de Eric B. Hare, Começando Com Deus, Inspiração Juvenil de 1987.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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