terça-feira, 3 de março de 2020

Domingo 22/03/2020


Domingo, 22 de março de 2020

“A vida arrancou de mim lágrimas... mas não conseguiu apagar o meu sorriso.’



EVANGELHO DE HOJE
Jo 9,1-41

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


Os discípulos perguntaram a Jesus: 'Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?' Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele."
Para que o mundo soubesse que o Filho de Deus tinha e tem o poder de curar.  Assim como, do mesmo jeito, os mendigos existem não porque Deus seja mau, como muitos pensam. Mas para que nós possamos demonstrar a nossa caridade. Se não houvesse mendigos como poderíamos praticar  a caridade? Como então poderíamos ganhar a vida eterna?
Tem muitas pessoas perguntando o que os japoneses fizeram para merecer tamanho castigo. Terremoto seguido de uma tsuname.  Acontece que os japoneses não são mais pecadores do que nós. Porém, é preciso lembrar as palavras do Mestre, a respeito da construção da nossa casa sobre a areia. Os japoneses construíram suas casas em cima de ilhas vulcânicas sujeito a vulcanismo e tectonismo (terremotos). E ao longo da história, vários foram os terremotos que destruíram cidades japonesas, assim como já destruíram cidades ao longo da Cordilheira dos Andes  que é também outra área sísmica.
As pessoas que foram vítimas da destruição de suas casas pelas chuvas neste verão, também não foram castigadas por Deus. Mas sim, vítimas de uma fatalidade, o que não aconteceu a outros, até mais pecadores que eles, porém, são privilegiados  por  morar em casas construídas em lugares ou áreas não vulneráveis ao impacto das fortes chuvas.
Não estamos botando a culpa nos japoneses.  Acontece que por necessidade, muita gente no mundo constrói suas casas em áreas de risco. E quando bate a  tormenta, as cheias ou o terremoto e que o pior acontece, muitas pessoas ficam pensando em castigo ou falta de amor de Deus. 
Do mesmo modo, muitos neste instante estão sofrendo, não porque seus pais pecaram, mas porque escolheram caminhos perigosos. Pelo tipo de uso de sua liberdade, estão sofrendo as conseqüências. Pois quem vive pela espada por ela morrerá.  Quem ama o perigo, nele perecerá.  Não basta viver perigosamente. É preciso responder pelos nossos atos. Arcar com as conseqüências daquilo que escolhemos seguir ou fazer, sem botar a culpa em Deus, "quando a vaca vai pro brejo". Quando tudo sai errado, quando nada daquilo que planejamos acontece.
Jesus acrescentou em seu diálogo que "É necessário que nós realizemos
as obras daquele que me enviou, enquanto é dia." Assim nós também.   Façamos logo as nossas obras de caridade enquanto estamos nesta vida! Enquanto há tempo de corrigir os nossos erros, de redirecionar  o rumo da nossa caminhada. Enquanto temos forças para ajudar o irmão que precisa, enquanto temos forças para trabalhar e ganhar o nosso sustento, ao passo que outros já não o podem mais. Enquanto podemos fazer alguma coisa por aqueles que nos olham com ar de desespero, de sofrimento e de derrotados. Enquanto estamos de pé, vamos dar a mão para aqueles que já caíram na estrada da vida, e não mais conseguem dar passos firmes como nós.
Que nossos presentes não sejam somente por interesse. Que não damos somente àqueles que podem nos recompensar ou também nos dar um dia.  Mas sim, vamos oferecer a nossa ajuda, vamos dar de comer, de bebe e vestir àqueles que não podem nos devolver esses favores. E, acredite! Este é o maior e o melhor dos investimentos. Pois quem dá um na Terra receberá cem no céu. Foi Jesus quem disse!
Os mesquinhos e egoístas não dão esmolas. Eles inventam mil desculpas para não fazer isso.   Ele é preguiçoso!  É vagabundo! Ele vai comprar bebida! Cuidado! Ele vai se acostumar!
Muitos donos de restaurantes, de casas de lanches, ficam muito contrariados quando um cliente oferece comida a um faminto que se aproxima do recinto.
A preguiça é uma doença. Você é trabalhador? Então agradeça a Deus.
Ele vai comprar bebida? Ah! Você pode encher a sua cara, nas festas, nos finais de semanas, etc. Aquele pobre coitado não tem o direito a nenhuma gota de diversão? Não tem o direito de se embriagar para esquecer a sua miséria? A miserável vida que ele vive? Sabia que pensar assim é puro egoísmo, meu irmão?
Nota-se que este milagre realizado por Jesus àquele  cego gerou uma grande polêmica. De um lado, os vizinhos admirados, nem acreditavam no que estavam vendo. Aquele homem era cego agora está enxergando! Do outro lado, os fariseus obcecados pela observação do descanso sabático, queriam saber a qualquer preço quem foi que desrespeitou a Lei, trabalhando ou mexendo no barro e curando um cego.
Disseram, então, alguns dos fariseus: 'Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado.'  Mas outros diziam: 'Como pode um pecador fazer tais sinais?'
Foi assim que aconteceu. A pessoa de  Cristo gerava contradição.  Não se estranhe ou admire se pelo seu trabalho de catequista a sua pessoa for ignorada por uns, ou questionada por outros, ou ainda chacoteada pelos incrédulos movidos por satanás.
Porém, o mais gratificante é que os seguidores de Jesus, os que têm fé, reconhecem o seu esforço e o acolhem de forma carinhosa e animadora!

José Salviano Silva





VÍDEO DA SEMANA

A Pessoa Certa Destinada A Nós – Pe. Fábio de Melo





https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=j6C1FAEUP1A&feature=emb_logo






MOMENTO DE REFLEXÃO

"Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (Ap. 3,19)
Essas palavras não pertencem ao texto dos nossos quatro Evangelhos, mas fazendo parte do Apocalipse, pertence ao Evangelho eterno que reúne todas as mensagens que Deus dirige aos homens e mulheres.
Elas não conduzem a um episódio histórico determinado. Exprimem uma experiência que pode ser de ontem, de hoje ou de amanhã, um apelo que, sem cessar, ressoa em meu coração, como em meus ouvidos e me comovem.
"Eu estou à porta..."
Ele andava rapidamente.
Eu sabia, ou melhor, sentia que ele se dirigia à minha casa, e me retirei apressado, da janela, para que ele não me percebesse.
Porque eu não estava seguro de lhe abrir a porta.
Suas visitas provocam em mim uma impressão contraditória.
Nós nos conhecemos há muito tempo.
Houve uma época em que éramos íntimos.
Depois, nossos encontros se espaçaram.
De um lado, eu me sentia honrado e feliz de tê-lo em minha casa.
De outro lado, eu me sentia mal.
Ele provocava em mim questões pessoais inesperadas, que agiam como queimaduras em meu íntimo. Eu tratava de levar o assunto para o domínio das idéias e das doutrinas, mas ele voltava sempre para as coisas íntimas sobre as quais eu temia falar.
Muitas vezes ele veio e eu, ao invés de abrir a porta me escondi, mas não sem remorso e vergonha.
Agora, ele vem à minha porta.
Não à porta principal da minha casa, mas a uma porta lateral, menor.
No começo de nossa intimidade, quando eu não tinha segredos para ele, eu lhe havia pedido para vir sempre por essa porta, deixando a grande porta da frente para os estranhos e as visitas de cerimônia.

Depois, comecei a sentir um mal-estar por ter-lhe oferecido essa porta lateral.
Entrando por ela, ele atravessava os cômodos mais familiares de minha casa, nem sempre arrumados.
Parecia interessar-se por minha sala de jantar, minha cozinha, meu quarto.
Eu temia que ele descobrisse certas coisas que não eram o que deviam ser.
Para cortar de vez suas visitas, condenei a porta lateral, e comecei a fazê-lo entrar pela porta da frente. O tratamento que passei a lhe dar fez com que suas visitas se tornassem frias, formais e cada vez mais raras.
Eis que ele chega hoje à porta lateral.
Ela está fechada. Depois que foi condenada, uma vegetação selvagem começou a cobri-la.
A fechadura ficou toda enferrujada.
Mas ele pára diante da sua porta e olha para ela. Será que vai tocar, mostrando que deseja refazer as relações íntimas de outrora? Ele toca. Será que abro?
Nada está pronto para recebê-lo.
Tudo se encontra em completa desordem.
E onde está a chave dessa porta?
Ele bate de novo. Eu observo de longe, ele toca suavemente, lentamente.
Noto que seu olhar se dirige diretamente em frente, para a porta.
Sua expressão é grave, atenta, mas não impaciente. Parece concentrar-se, não sobre a porta e a resposta que lhe darei, mas sobre a graça que o Pai pode inspirar-me.
Ele continua tocando. "Estou à porta e bato".
Que fazer? Não posso viver sem sua presença, e não posso suportar sua presença. Se abro, será que ele vai me fazer questionamentos? Tentarei desculpar-me?
Só posso abrir, se me decido a entregar-me a ele, sem condições...
Então não haverá problemas... dirijo-me à porta. Abro-a com dificuldades, por causa das plantas parasitas que aí cresceram.
"Senhor, entre, tu sabes..."
Eu ia dizer: "tu sabes, Senhor que, apesar de tudo, eu te amo!"
Mas não ouso continuar a frase, e um soluço me impede a voz. Ele me olha com um sorriso calmo e diz: "eu sei... vou cear com você, hoje".
Eu me assusto: "Senhor, eu não preparei a ceia, não tenho nada do necessário".
Ele responde: "Sou eu que o convido. Eu quero em tua casa celebrar a minha ceia".








UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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