terça-feira, 3 de março de 2020

Terça-feira 03/03/2020


Terça-feira, 03 de março de 2020


“Numa discussão, não altere a voz, melhore os argumentos.”
( Desmond Tutu)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 6,7-15

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!


Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

Vós deveis rezar assim.
Neste Evangelho, Jesus nos dá o grande presente, a oração do Pai Nosso. Terminada a oração, ele retorna à necessidade que temos perdoar os outros, mostrando a importância que tem o perdão ao próximo, na vida cristã.
Jesus começa pedindo-nos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras”. O destaque da frase está nas palavras “por força”. No terço, por exemplo, nós repetimos a Ave Maria, mas não pensamos que é por força da repetição que seremos atendidos. Repetimos para nos interiorizar, para acalmar a nossa fantasia e nos voltarmos para Deus, tendo como modelo e intercessora Maria Santíssima.
A primeira palavra da oração é fundamental: “Pai”. Como é gratificante saber que Deus é nosso Pai! Esse criador de tudo, que mantém na existência cada coisa do mundo, é nosso Pai.
Três vezes Jesus fala que o Pai está “nos céus”. Céu, no singular, significa a nossa morada futura, com Deus, os anjos e os santos. No plural significa o universo: a terra, o Céu, o firmamento e o mundo inteiro, visível e invisível. Deus está em toda parte, portanto está aí ao seu lado, como Pai.
“Santificado seja o teu nome.” O segundo mandamento diz: “Não tomar o nome de Deus em vão”. Quanta gente pronuncia a palavra Deus sem nenhum respeito, até em piadas! A Bíblia toda nos alerta sobre isto: Deus é santo e precisa ser respeitado.
“Venha o teu Reino.” Rezando assim, nós nos comprometemos a colaborar para que o Reino de Deus se consolide e cresça no mundo.
“Seja feita a tua vontade.” Esta é única coisa importante na nossa vida: fazer a vontade de Deus, a cada dia, a cada momento, na alegria e na tristeza.
Ao pedir o pão, Jesus destaca que é para hoje, o que significa que não devemos acumular pão para daqui a dez anos. Algum dia faltou o pão para você? Não! Portanto, não se preocupe exageradamente com isso, e partilhe o que você tem com os necessitados.
“Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos.” O nosso perdão deve ser total, pois é assim que queremos que Deus nos perdoe. Não perdoando alguém, estamos implicitamente, ao rezar o Pai Nosso, pedindo a Deus que não nos perdoe. Cruz credo!
“Não nos deixes cair em tentação.” Tentação sempre vem, pois estamos na Igreja militante, isto é, a Igreja da luta. O importante é não cair nelas. E, como somos mais fracos que os “lobos” que estão ao redor de nós, precisamos buscar a ajuda de Deus. A ovelha não pode afastar-se do pastor. E Cristo hoje está presente na sua Igreja, que é una, santa, católica e apostólica. Na Comunidade, um apóia o outro, e temos os sacramentos, a Sagrada Escritura, a oração constante e principalmente a caridade, que afasta as tentações.
Certa vez, dois loucos, o João e o Pedro, resolveram fugir do manicômio. Acontece que eles tinham de pular sete muros altos. “Isso nós conseguimos”, disseram um ao outro. E começaram. Quando terminaram de pular o segundo muro, o João disse: “Pedro, você está cansado?” “Não”, respondeu o Pedro. “Então vamos continuar”, falou o João. Pularam o terceiro e o quarto muro. O João perguntou de novo: “Pedro, você está cansado?” “Não.” “então vamos continuar.” Quando terminaram de pular o sexto muro, o João perguntou: “Pedro, você está cansado?” “Estou”, respondeu o Pedro. “Então vamos voltar”, decidiu o João. E pularam de volta os seis muros novamente, ao invés de pular apenas um que faltava!
E assim, por causa de um muro, os dois perderam a oportunidade de alcançar a liberdade e deixar de ser loucos. Quem abandona um curso no último ano, a não ser devido a algo muito especial, comete essa loucura. Quem abandona o casamento, idem. A liberdade e a felicidade exigem perseverança, exige continuar a luta até o fim. “Quem põe a mão no arado e volta para trás, não é digno de mim.”
A oração é uma porta aberta ao infinito, ela nos trás a graça da perseverança, entre tantas outras graças.
“Ensina teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus!”
Vós deveis rezar assim.



COMPORTAMENTO

Você não é o rei ou rainha da sinceridade, isso é falta de empatia.

Falta de empatia? Cuidado! Ferir o outro produz efeitos colaterais…
Todo mundo conhece alguém que se rotula como verdadeiro, supersincero, que não se preocupa em dizer o que pensa, adora polêmica, boa briga, faz questão de emitir opiniões, independentemente se alguém pede e não se preocupa se suas opiniões podem ferir ou não o outro.
Mas você já atentou para o fato de que essas pessoas não conseguem escutar a opinião alheia e geralmente se sentem ofendidas se alguém comenta algo bobo, como não gostar muito da sua roupa ou não concordar com seu gosto musical?
Cada um tem seu jeito de lidar com os próprios monstros internos, e essa é a forma que alguém triste, carente, com autoestima destruída e necessidade extrema de atenção encontra para ser notado: cria a marca de supersincero.
Na verdade, sua opinião não é uma prova de sinceridade, mas uma maneira torta de conseguir a atenção que voluntariamente não lhe dão.
Inconscientemente, afastam as pessoas para validar suas crenças de que ninguém gosta deles, que ninguém aceita suas opiniões fortes, etc. Geralmente, têm experiências marcantes na infância de rejeição por parte de quem amavam muito.
O que essas pessoas não conseguem ver – ou preferem não ver – é que ferir os outros não é opinar e que gerar atenção negativa, propositalmente, para si mesmo, tem péssimos efeitos colaterais energéticos, espirituais e no mundo material.
Você contrataria para trabalhar alguém que já brigou com metade das pessoas que você conhece? Conviveria com alguém que não se preocupa em magoar outros? Namoraria alguém impulsivo a ponto de ofender qualquer um, sem se preocupar com as consequências?
Todos os grandes heróis evitavam conflitos, principalmente quando sabiam que a batalha já estava ganha. Um lutador faixa preta nunca bateria em alguém sem experiência com luta. Um espadachim não entraria numa batalha com alguém que nunca empunhou uma espada.
Um sábio não sairia argumentando ou discutindo com quem não tem o mesmo conhecimento que ele.
Todos os personagens que citei têm, no mínimo, duas coisas em comum: autoconfiança e empatia. Se você precisa provar o tempo inteiro que é forte, sábio, inteligente, bonito ou qualquer outra coisa, é porque não sente ter tais características. Se você usa da sua “sinceridade” para magoar e ferir outras pessoas, é porque você se sente tão inferior a elas que precisa diminuí-las para se sentir melhor.
Como eu me sentiria se ouvisse isso de alguém?
Sempre que surgir a necessidade de opinar, ofender, pergunte-se: alguém pediu minha opinião? É necessário dizer isso? Como eu me sentiria se ouvisse isso de alguém? De onde vem essa necessidade? Por que preciso fazer isso? A quem eu realmente quero ofender? Como posso mudar esse sentimento?
Cuide-se, estude profundamente a si mesmo, aprenda a se amar e respeitar, seja empático, e você vai estar tão feliz e ocupado, que as pessoas vão amá-lo, sem que você precise apelar.



MOMENTO DE REFLEXÃO

Quem foi que teve a infeliz idéia de dizer, um dia, que o trabalho enobrece o homem?
Este foi o desabafo de um jovem, retornando ao lar, verdadeiramente exausto, ao final do expediente.
Pelo mundo afora, nas variadas culturas de cada época, o trabalho tem sido considerado como um verdadeiro castigo.
Não são poucos os que ficam aguardando ganhar um bom dinheiro na loteria, em jogos de azar, ou, quem sabe, uma herança, para se verem liberados do trabalho.
Há quem olhe para os que têm muito dinheiro e afirmem: No lugar dele, eu não trabalharia. Ah, se eu fosse filho de Fulano, teria uma vida muito sossegada.
Desde a sua infância, possivelmente você vem tendo a mente enxertada pelas ideias de que o trabalho na Terra tem dois únicos objetivos: ganhar dinheiro e enfadar as pessoas.
Por causa disso, quantas vezes já não praguejou por ter que se deslocar, em dias frios, chuvosos, para ir ao trabalho?
Quantas vezes, na segunda-feira, já não se perguntou: Quem foi que inventou o trabalho?
Ou: Não daria para se trabalhar sábado e domingo, e festar os outros dias, invertendo a ordem existente?
Num mundo cheio de reveses, de dores, de acidentes diversos, é de se supor que os seus habitantes não se sintam contentes com tudo o que os retira de sua comodidade.
No entanto, se você participa do grupo dos amigos de Jesus Cristo, outra postura é esperada.
Para o verdadeiro cristão, o trabalho representará sempre o necessário arrimo moral, a indispensável defesa do mal e do crime.
Embora, por nos encontrarmos num mundo de provações, possa o trabalho profissional sofrer percalços e dificuldades, nunca terá como missão impor nenhum tipo de sofrimento.
Valorize, assim, o seu trabalho, esmerando-se no desempenho da sua profissão. Ofereça o seu esforço para realizar o que seja mais importante na faixa da sua ocupação.
O trabalho valoriza a pessoa que o realiza. Graças a ele, cada indivíduo se sente alguém, e torna-se útil nas rotas da sociedade.
Por isso, sinta-se dedicado ao que faz, por mais simples que seja a sua atividade.
Se se sentir espoliado, perante as leis constituídas do mundo, você tem o direito de questionar.
No entanto, verifique a importância de também dar boa conta dos seus deveres.
O bom trabalhador não é somente o que discute bem, o que faz maravilhosas propostas aos patrões ou aos seus associados.
Ou o que alcança prodígios de liderança. É, sobretudo, aquele que se dedica em aperfeiçoar as próprias condições, fazendo-se melhor habilitado para o labor que lhe cabe realizar.
Busque se aprimorar como profissional. Não pare no tempo, em questão de conhecimentos e de práticas. Supere-se.
Evite vincular-se às mentes que têm o trabalho como mal, uma vez que o trabalho é quesito importante das Leis de Deus para as vidas humanas.
Trabalhe com alegria e com vontade de ser útil. Ainda que a sua ocupação não seja das mais agradáveis, das mais apreciadas ou das mais procuradas.

Tenha em mente que é a sua profissão ou o campo de valorização de suas habilidades profissionais.
Não se esqueça de que toda ocupação útil é trabalho, como ensinaram os guias da Humanidade, através do Espiritismo.
Aprenda a tornar valiosa a sua ocupação, profissional ou não, e cante ao Senhor o seu júbilo em poder trabalhar, por saber trabalhar, por trabalhar.
Enfim, tenha em conta que Deus, o Senhor do Universo, o mais rico de todos, trabalha sempre, como ensinou nosso Mestre Jesus.
Com base no cap. 9 do livro Para uso diário, de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.








UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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