Segunda-feira, 09
de março de 2020
Fórmula
para o sucesso: A=X+Y+Z, onde A é sucesso, X é trabalho, Y é lazer e Z é boca fechada. (Albert Einstein)
EVANGELHO
DE HOJE
Lc 6,36-38
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!
"Tenham
misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.
Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os
outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês.
Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. Ele será generoso, e as bênçãos que ele
lhes dará serão tantas, que vocês não poderão segurá-las nas suas mãos. A mesma
medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Perdoai
e sereis perdoados.
Neste Evangelho, Jesus nos pede para
sermos misericordiosos. E explica o que isso significa: Não julgar ninguém, não
condenar ninguém, perdoar a todos que nos ofendem e partilhar os nossos bens
com os que precisam.
O exemplo ou modelo que ele nos
apresenta é o próprio Deus Pai, que nos perdoa, nos ajuda e é misericordioso
conosco.
Misericórdia é a compaixão suscitada
pela miséria alheia. Vem do latim: “mittere + cor” = Jogar o coração.
Misericórdia é mais que simples sentimento de compaixão. É a compaixão levada à
ação; é fazer alguma coisa para ajudar a pessoa da qual sentimos compaixão.
A pessoa misericordiosa “tudo crê,
tudo espera, tudo suporta”. Sempre descobre o lado bom das pessoas. Afinal,
todos nós, mesmo os maiores criminosos, no fundo, somos bons, pois fomos
criados por Deus e ele só faz coisas boas.
No catecismo, as crianças decoram as
catorze obras de misericórdia, sete corporais e sete espirituais. As corporais
são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus,
dar abrigo aos peregrinos, visitar os doentes e encarcerados, libertar os
escravizados e sepultar os mortos. Elas seguem, quase literalmente, Mt
25,31-46, onde Jesus nos diz o que vai cobrar de nós no Juízo Final. Portanto,
se trata de coisa séria, pois está em jogo a nossa salvação.
As espirituais são: dar bom conselho,
ensinar os que não sabem, corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar
as ofensas, suportar as fraquezas do próximo e orar pelos vivos e falecidos.
A pessoa misericordiosa tem um amor
compreensivo. É muito comum essas pessoas usarem a expressão: “Coitado!”
“Perdoai e sereis perdoados.” É o que
rezamos no Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido”. Todos nós somos pecadores e temos dívidas com Deus.
Só entraremos no céu se ele nos perdoar. Acontece que o perdão de Deus a nós é
do tamanho do nosso perdão aos nossos irmãos.
O perdão faz feliz não só quem é
perdoado, mas também quem perdoa. Quanto mais reconhecemos que somos pecadores,
mais sentimos a necessidade de perdoar os outros, a fim de sermos também
perdoados por Deus. Temos dois caminhos: ou abrimos o nosso coração à
generosidade e à misericórdia, ou nos fechamos na nossa própria mesquinhez e
intransigência.
“Dai e vos será dado. Uma medida calcada,
sacudida e transbordante será colocada no vosso colo.” Jesus usa como
comparação a medida de grãos, usada nos armazéns antigos. Por exemplo, se uma
pessoa queria comprar cinco litros de feijão, o balconista enchia a vasilha de
cinco litros, depois sacudia (abaixava um pouco), socava (abaixava mais), em
seguida punha mais feijão até derramar. Isso é generosidade! É assim que Deus
faz para recompensar as nossas obras de misericórdia.
Jesus, quando estava na cruz, deu-nos
um belo exemplo de amor misericordioso, quando rezou: “Pai, perdoai-lhes, eles
não sabem o que fazem!” Também quando disse ao bom ladrão: “Ainda hoje estarás
comigo no paraíso”. Que exemplo para nós!
Não temos outra opção: ou aceitamos os
outros com as suas limitações humanas, ou nos fechamos na nossa pequenez e
egoísmo. Está aí uma grande oportunidade de conversão nesta quaresma.
E não vale o “perdôo mas não esqueço”,
porque seria perdão pela metade. Se a fraqueza cometida por nosso irmão chegar
à nossa memória, que seja rebatida com a virtude da misericórdia.
Sobre a Campanha da Fraternidade –
economia e vida – lembramos que justiça não é “dar a cada um o que lhe
pertence” ou “pagar pelo trabalho que fez”, mas é dar a cada um o necessário
para viver dignamente. Que os bens que vêm de Deus sejam distribuídos para
todos os seus filhos e filhas, sem excluir ninguém. Economia significa,
literalmente, administração da casa. Que esta grande casa de Deus, o planeta
terra, seja bem administrado, colocando a vida em primeiro lugar. Há cidades
que estão usando, em vez do conhecido saquinho de supermercado, sacolas de
papel, que são biodegradáveis e não poluem a natureza. Que a economia esteja a
serviço da vida, não o contrário, a vida a serviço da economia.
Havia, certa vez, um operário de
construção que todos os dias comia a mesma coisa: sanduíche de queijo. Os
outros operários esperavam com alegria o toque da sirene para o almoço, quando
se dirigiam ao galpão, onde haviam guardado suas refeições. Uns esquentavam,
outros não. Quase sempre feijão, arroz e um pedaço de carne. Todos comiam com
visível prazer. Mas aquele trabalhador comia seu sanduíche de queijo
reclamando. Todos os dias ele dizia: “Detesto sanduíche de queijo”. Comia
silenciosamente e no final amassava o papel, jogava-o no lixo e repetia a
ladainha: “Detesto sanduíche de queijo”.
Um dia, um dos colegas sugeriu: “Por
que você não pede a sua esposa que faça um sanduíche diferente?” Ele respondeu:
“Quem disse que é a minha esposa quem prepara o sanduíche? Sou eu mesmo que o
preparo”.
Já pensou? Cada um colhe aquilo que
planta; cada um come o sanduíche que preparou. À semelhança desse caso, muitas
vezes as nossas desavenças nascem de nós mesmos. Somos nós que fazemos uma
imagem do outro, que não corresponde à realidade. Depois começamos a nos
desentender com o próximo, baseados numa imagem dele que nós mesmos criamos.
Maria Santíssima, no Magnificat,
cantou a misericórdia de Deus: “A sua misericórdia de estende de geração em
geração”. “Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa,
salve!”
Perdoai e sereis perdoados.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Max Gehringer
responde
Decidi dispensar
uma funcionária que não apresenta bom desempenho e se relaciona mal com os
colegas. Ouvi rumores de que ela estaria grávida. Como devo agir em uma
situação como essa? Se ela confirmar o fato no momento da demissão, sou
obrigado a mantê-la trabalhando?
Não. Mas você é obrigado por lei a mantê-la no
quadro de funcionários. A gravidez gera uma garantia de emprego que continua
por cinco meses após o parto. Ou seja, obrigatoriamente a funcionária
continuará recebendo salários e benefícios por mais um ano, se ela estiver no
segundo mês de gravidez. O que você pode fazer é tentar um acordo para que ela
passe todo esse tempo em casa, começando imediatamente. Se ela concordar,
coloque isso por escrito, com a assinatura dela. Sua decisão está entre manter
uma funcionária que você está pagando, mas que lhe causa problemas, ou
contratar alguém para substituí-la. A segunda alternativa é mais cara, mas
talvez seja mais conveniente.
Por que as
empresas não dão oportunidades a profissionais com 50 anos de idade?
Elas dão. Não existe uma única pesquisa que
demonstre haver um alto índice de desemprego nessa faixa etária. Na verdade, é
o contrário. O maior contingente de desempregados é de jovens com curso
superior. Pelo menos estatisticamente, não existe uma perseguição por idade no
mercado de trabalho, embora alguém com 50 anos que está tentando uma
recolocação e não encontra – como é o caso de nosso leitor – esteja
compreensivelmente mais preocupado com sua situação do que com as estatísticas.
Como eu devo
pedir demissão de meu emprego atual – e deixar as portas abertas?
Vamos considerar que você é um ótimo funcionário.
Nesse caso, sua saída não será confortável. Seu chefe tentará demovê-lo de sua
decisão de sair. Ficará frustrado ao perceber que você está irredutível. Agora,
imagine a situação inversa. Você pede demissão, e seu chefe diz: “Tudo bem, sem
problema”. Você tenta explicar por que está saindo, e seu chefe lhe diz que não
é necessário explicar. Também o libera do aviso prévio. Entre as duas opções,
torça pela primeira, embora seja exatamente o que você está querendo evitar. O
que deixará portas abertas não é a maneira como você pedirá demissão, e sim seu
histórico na empresa.
Estou procurando
emprego há dois anos, e não recebo resposta. Meu nome está na Serasa. É por isso
que não sou chamado?
Provavelmente não. Empresas não
podem usar o cadastro da Serasa ou do SPC para eliminar candidatos. Esses dados
somente podem ser usados para concessão de crédito. Não posso garantir que
nenhuma empresa esteja fazendo isso de forma indevida, mas acredito que a
maioria não esteja, porque as empresas estão bem cientes do risco que correm se
o fizerem.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Era uma vez dois exploradores que encontraram uma
clareira na selva.
Nela cresciam muitas flores de beleza sem par.
Um dos exploradores diz:
- Há sem dúvida um jardineiro que mantém este
jardim.
O outro não concorda:
- Não há nenhum jardineiro.
Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a
vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um
jardineiro invisível?
Os dois exploradores fazem então uma cerca de
arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos... Mas nenhum grito
sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o
primeiro explorador ainda não se convenceu:
- Mas existe um jardineiro invisível, intangível,
insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz
barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim.
No final, o céptico se desanima:
- Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em
que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível,
eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um
jardineiro absolutamente inexistente?
O primeiro explorador vai então colher uma flor e,
sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um
minuto da cerca:
- Por que este gesto de afeição? pergunta
surpreso.
- Para lhe perguntar se você consegue ver a velha
amizade que nos une há tantos anos.
E o outro
responde:
- Lógico que não!
- O essencial é invisível aos
olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração!
Será que não é isso o que acontece com Aquele que com tanto amor cuida deste
jardim?
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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