terça-feira, 3 de março de 2020

Domingo 29/03/2020


Domingo, 29 de março de 2020


“Agora que a velhice  começa, preciso aprender com o vinho a melhorar envelhecendo e, sobretudo,  escapar do terrível perigo de, envelhecendo virar vinagre.”  (Dom Helder Câmara)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 11,1-45


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!


Muitas pessoas que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus tinha feito e creram nele. Mas algumas pessoas voltaram e contaram aos fariseus o que ele havia feito. Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram:
- O que é que nós vamos fazer? Esse homem está fazendo muitos milagres! Se deixarmos que ele continue fazendo essas coisas, todos vão crer nele. Aí as autoridades romanas agirão contra nós e destruirão o Templo e o nosso país.
Então Caifás, que naquele ano era o Grande Sacerdote, disse:
- Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?
Naquele momento Caifás não estava falando por si mesmo. Mas, como ele era o Grande Sacerdote naquele ano, estava profetizando que Jesus ia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo todos os filhos de Deus que estão espalhados por toda parte.
Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus. Por isso ele já não andava publicamente na Judéia, mas foi para uma região perto do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ficou ali com os seus discípulos.
Faltava pouco tempo para a Festa da Páscoa. Muitos judeus foram a Jerusalém antes da festa para tomar parte na cerimônia de purificação. Eles procuravam Jesus e, no pátio do Templo, perguntavam uns aos outros:
- O que é que vocês acham? Será que ele vem à festa?
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR

E também para reunir na unidade os filhos de Deus dispersos.
Este Evangelho narra a decisão final dos chefes, de matar Jesus. Eles fazem uma submissão da fé à política: “Se deixarmos que ele continue assim... virão os romanos...” E o sumo sacerdote Caifás lavra a sentença: “É melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira”.
O evangelista João interpreta: “Caifás profetizou que Jesus ia morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos”. De fato, a morte de Jesus reuniu, numa só Igreja, os filhos de Deus dispersos pelo mundo inteiro. A santa Igreja reúne cristão de todas as raças e culturas. Por isso a chamamos católica que significa universal. E isto não é mais que um começo, ou uma figura da união em Cristo de toda a humanidade, no final dos tempos.

Os cristãos são os primeiros chamados por Deus a “reunir os filhos de Deus dispersos”. Entretanto, a manipulação de fatos, a opressão, as ideologias e o pecado tentam impedir que a humanidade se agrupe num só rebanho em torno de Cristo. Acontece uma luta, e a cada momento surgem novos adversários para os cristãos. Entretanto, a ação perseverante e não violenta, o espírito de reconciliação e a oração fazem com que o projeto de Cristo avance no mundo. Este é um ideal que empolga os cristãos, especialmente os jovens
Jesus congregará, com sua morte, os filhos de Deus provenientes de todos os pontos cardeais, formando o novo Povo de Deus. Esta é a eficácia da morte de Jesus na cruz, que foi decidida pelas autoridades, no Evangelho de hoje.
No projeto de Jesus, a vida surge da cruz. É a cruz da dor, da doença, das humilhações e perseguições... Mas atrás da cruz brilha uma luz que ilumina o universo inteiro. “Os judeus pedem sinais, os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1Cor 1,22-23).
Humanamente, a cruz é o contrário das aspirações humanas. Mas, iluminada por Cristo, ela aparece como algo que transborda, supera a morte e leva à ressurreição.
Havia, certa vez, num campo, uma lebre. Ela era bonita e vivia feliz, saltitando no descampado. Um dia, ela viu um caçador com uma arma de fogo. Sentiu medo, correu o quanto pôde e escondeu-se atrás de uma moita de capim. O caçador procurou, procurou... não a viu mais e foi-se embora.
Mas a lebre resolveu comer aquela moita de capim. No dia seguinte, lá estava o caçador novamente. Como não havia mais moita de capim, o caçador deu um tiro e ela morreu.
Deus nos dá oportunidades para nos libertarmos do caçador que é satanás. A quaresma é como uma moita de capim, pois vem cada ano nos proteger da rotina do pecado. Não vamos devorá-la, vivendo-a como um tempo igual aos outros.
Vamos reconhecer os nossos pecados, pois eles ajudaram a crucificar Jesus. Não nos interessam agora os pecados dos fariseus e mestres da Lei, mas os nossos, os quais queremos extirpar de uma vez, iniciando uma vida nova.

O mistério da cruz revela o significado mais profundo do amor: nada para si, tudo para os outros. De fato, a cruz mostra o que foi a vida de Jesus: renúncia a tudo para ser para todos. Esta renúncia só pode ser entendida a partir do esvaziamento da condição divina do Verbo (cf. Fl 2,5-11), para assumir em tudo a condição humana. Jesus nunca procurou para si algum tipo de favorecimento pessoal. Quando nasceu, foi colocado em uma manjedoura por não haver lugar para ele na hospedaria (cf. Lc 2,1-7). Jesus não realiza nenhum milagre em benefício próprio, nem mesmo no momento de fome no deserto, por ocasião das tentações (cf. Lc 4,2-4), nem quando lhe falta onde reclinar a cabeça (cf. Lc 9,58). No alto da cruz, Jesus não tem praticamente nada que seja seu. Suas vestes, tecidas por sua mãe. É por isso que Jesus diz com autoridade: “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23). Sem a renúncia, a pessoa não consegue viver o mistério da cruz. Para ser discípulo de Jesus, é necessário ter os mesmos sentimentos dele (cf. Fl 2,5). Somente haverá paz e segurança quando este valor pascal for descoberto e vivido por todos.
Maria colaborou de perto nessa reunião dos filhos de Deus dispersos. Que ela nos ajude a colaborar também.
E também para reunir na unidade os filhos de Deus dispersos.



VÍDEO DA SEMANA

A origem do mal - Pe. Fábio de Melo





https://www.youtube.com/watch?time_continue=24&v=HT8k3HB8iqE&feature=emb_logo



MOMENTO DE REFLEXÃO

A Palavra de Deus nos surpreende com seus acontecimentos e revelações. Creio que todo leitor já deva ter se deparado com um texto que lhe chamou mais a atenção.
Quando me deparo com o texto de Mateus (27: 11-26), e vejo o povo mandando soltar a “Barrabás” e crucificar a “Jesus, o Cristo”, mesmo sabendo das profecias, mesmo entendendo que era inevitável que isso acontecesse para que o pecado fosse tirado do mundo, reflito e me espanto com a cegueira de todo aquele povo.
A impressão que se tem é a seguinte, pelo menos da minha percepção: Não importava o fato de Barrabás ser conhecido pelos seus delitos, que mal teria em se soltar alguém que com certeza voltaria a cometer os mesmos crimes. Indagado, o povo não teve dúvidas, estava decidido, em coro responderam a Pilatos: Seja crucificado a Jesus! Acredito que qualquer comentário a mais sobre esse assunto da minha parte é desnecessário visto a contextualização dos fatos.
Infelizmente, muitas das vezes temos soltado as atitudes que condenaram a Barrabás dentro de nós e ignorado a Cristo. Barrabás simboliza por meio de suas ações o pecado, a desobediência e toda obra da carne. Sabemos quais são os frutos do Espírito Santo, mas ao soltar Barrabás damos liberdade à ira, discórdia, inveja e a todo tipo de pecado. Ficamos cegos, sabemos no íntimo o que é o certo, mas fazemos o errado. Diz a Palavra que o povo foi persuadido pelos principais sacerdotes e anciãos a tomarem tal decisão, assim também, a nossa carne em embate diário contra o espírito quer que soltemos Barrabás e que façamos aquilo que desagrada a Deus. Que ao olhar para Barrabás vejamos um exemplo do que não deve ser feito em nossas vidas.
Quero deixar uma pergunta de reflexão não apenas para este dia, mas para a vida toda:
Jesus ou Barrabás?
Que Deus nos dê a graça de carregarmos a nossa cruz.

Em Cristo,

Anderson Vieira







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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