terça-feira, 3 de março de 2020

Sexta-feira 06/03/2020


Sexta-feira, 06 de março de 2020


"Se você desiste quando as coisas ficam difíceis, você nunca viverá algo de fato grande."



EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,20-26


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.
21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.
23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.
25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.
Neste Evangelho, Jesus nos pede com veemência que nos reconciliemos com todos. Reconciliação é o perdão levado à prática, um perdão mais profundo e duradouro.
“Quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma mágoa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.” Isso porque “tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25). Deus não quer receber dois tratamentos de nós: a ele presente no altar e a ele presente no nosso irmão.
O amor fraterno e a reconciliação são condições prévias para um culto autêntico a Deus. Por isso, o sacramento da confissão está orientado para a Eucaristia, ela mesma tem, no início, o ato penitencial. “Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para participar dignamente dos santos mistérios”, diz o presidente da celebração, antes do ato penitencial. “Amar a Deus e ao próximo vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios” (Mc 12,33). Entretanto, é uma tentação constante para nós a separação entre o culto e o amor fraterno, o rito e a prática da justiça. Inclusive a expressão popular “católico praticante” não inclui a caridade e sim o culto.
“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.” Jesus se refere ao conceito de santidade que tinham os chefes judaicos. Aquele jeito de buscar a santidade, diz Jesus, não alcança o nível requerido para pertencer ao Reino de Deus, porque é muito formalista, é exterior, e não vai à raiz, às atitudes, ao coração.
“Vós ouvistes o que foi dito: Não matarás... Eu porém vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo.” Na verdade, Jesus não mudou as Leis antigas, apenas mudou a maneira de interpretá-las. Ele olha o espírito da Lei. “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para levá-las ao seu pleno cumprimento” (Mt 5,17).
As Leis do Antigo Testamento vieram de Deus, que é nosso Pai amoroso. Devemos ir além das palavras, da letra, e chegar ao espírito da Lei, isto é, à intenção do legislador ao dar a Lei. Quando amamos uma pessoa, nós lemos no coração dela o que suas palavras não conseguem expressar. Jesus fazia isso ao ler o Antigo Testamento. E nós também devemos fazer em relação a toda a Bíblia e a todas as leis.
Por exemplo, olhando o mandamento: “Não matarás”, nós percebemos que o que Deus quer é que não façamos mal nenhum ao próximo, inclusive não xingá-lo nem nos encolerizar com ele.
Deus é um grande pedagogo. Ele respeita a lei do crescimento, que está na natureza humana. Antes de dar uma lei mais forte, ele dá uma mais fraca, como escada, como treinamento, para a pessoa chegar até ao que ele realmente quer.
“Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal.” Todos nós estamos caminhando rumo ao tribunal de Deus, junto com parceiros e adversários. Cada dia que amanhece é uma nova chance que Deus nos dá para nos reconciliarmos com os adversários, porque, quando estivermos diante do tribunal de Cristo, não haverá mais tempo de reconciliação. E lá no céu não entram inimigos nem adversários um do outro! Lá só entra quem estiver unido e unida a todos, sem exceção.
Com a vida eterna não se brinca. Não podemos deixar para amanhã a solução de problemas que podem interferir no nosso julgamento final!
“Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. É uma referência indireta ao Purgatório, onde ficarão por um tempo as pessoas que eram boas na terra, mas morreram com dívidas com Deus, isto é, com desuniões não reconciliadas, com Deus ou com o próximo. No céu só entra gente totalmente santa. Entretanto, “Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva” (1ª Leitura). O Purgatório é mais um sinal do grande amor de Deus por nós. Ele nos quer todos junto dele eternamente, por isso descobriu um jeito de o conseguir: criando um estágio de purificação após a nossa morte. Assim, fica salva também a sua justiça que é infinita.
Em relação à Campanha da Fraternidade, desejamos que o nosso mundo seja o mundo de Deus e o mundo dos homens, não o mundo da riqueza e dos bens econômicos. O que o pobre come? E o rico? Onde o pobre mora? E o rico? Quanto mais dinheiro acumulado, mais privilégios.
Havia, certa vez, uma senhora que gostava de, no jantar, em vez de cozinhar, fazer um lanche para o esposo e o filho de dez anos. Em um desses lanches, depois de um dia de muito trabalho, ela colocou na mesa torradas bastante queimadas. O homem pegou a sua torrada, sorriu para a esposa e perguntou ao menino como tinha sido o seu dia na escola. Enquanto isso, ele pegava pedaços de torrada, passava margarina e comia.
Terminados os trabalhos do fogão, a mãe veio e pediu desculpas por haver queimado as torradas. O esposo respondeu: “Amor, eu adoro torrada queimada”.
Mais tarde, naquela noite, antes de dormir o garoto perguntou ao pai, longe da mãe, se ele gostava realmente de torrada queimada. Ele abraçou o filho e disse: “Companheiro, sua mãe teve hoje um dia de trabalho muito pesado e estava cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. Precisamos aceitar as falhas alheias, relevando as diferenças entre um e outro. As pessoas se esquecem do que lhes dizemos, mas nunca se esquecem do modo como as valorizamos e acolhemos.
A mãe não costuma guardar rancor dos filhos, nem se vingar deles, porque ela é símbolo do amor de Deus. Que Maria Santíssima, a Mãe das mães, nos ajude a nos reconciliarmos com todos.
Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.




CULINÁRIA

Chutney de Manga

Ingredientes - Chutney de Manga
4 colheres de sopa de azeite
400 gramas de cebola cortada em meia lua
1 pau de canela
Meia colher de chá de pimenta calabresa
6 cravos
2 mangas cortadas em cubos médios ou 600 gramas
Meia xícara de chá de açúcar
Meia xícara de chá de vinagre de vinho branco seco
Sal a gosto

Modo de Preparo - Chutney de Manga
Em uma panela aquecida em fogo baixo, coloque o azeite, a cebola, o pau de canela, a pimenta calabresa, os cravos e refogue por 10 minutos.
Depois de 10 minutos, adicione as mangas, o açúcar, o vinagre e cozinhe por 20 minutos. Apague o fogo, tempere com sal a gosto e sirva.


MOMENTO DE REFLEXÃO

Há muito tempo, num reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus.
Tinha, porém, um súdito que sempre o lembrava dessa verdade.
- Meu Rei, não desanime... Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca Erra!!!
Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
O Servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é Bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca Erra!!!
O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que o mesmo fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez pôr uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois se sabia que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto e o Rei já estava diante do altar, o Sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso!! Falta-lhe um dedo!!
E o Rei foi libertado.
Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, mandou libertar seu súdito e pediu que o mesmo viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão Bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu?
O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!
Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca Erra!!!







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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