Segunda-feira, 30
de março de 2020
“Ter
fé é um modo de já possuir aquilo que se espera. É um meio de conhecer
realidades que não se vêem... Ter fé é caminhar como se visse o invisível” (Hb
11,1.27).
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 8,1-11
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
No
princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele
estava no princípio com Deus.
Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Nele
estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
E a
luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Houve
um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
Este
veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por
ele.
Não
era ele a luz, mas para que testificasse da luz.
Ali
estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
Estava
no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.
Veio
para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas,
a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,
aos que crêem no seu nome;
Os
quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem,
mas de Deus.
E o
Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem
eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre
Bantu Mendonça K. Sayla
Estamos diante do portão de entrada, a
primeira coisa que se vê ao abrir o Evangelho de João. O Prólogo é como uma
fonte, da qual quanto mais se tira água, mais água aparece. Por isso que há
muito escritos sobre o Prólogo de João e nunca se esgota o assunto.
No princípio era a Palavra, luz para
todo ser humano. “No princípio era a Palavra…” faz pensar na primeira frase da
Bíblia que diz: “No princípio Deus criou o céu e a terra”. Deus criou por meio
da sua Palavra. “Ele falou e as coisas começaram a existir”. Todas as criaturas
são uma expressão da Palavra de Deus. O prólogo diz que a presença universal da
Palavra de Deus é vida e luz para todo ser humano. Esta Palavra viva de Deus,
presente em todas as coisas, brilha nas trevas. As trevas tentam apagá-la, mas
não conseguem. A busca de Deus renasce constantemente no coração humano.
Ninguém consegue abafá-la.
João Batista não era a luz. João
Batista veio para ajudar o povo a descobrir e saborear esta presença luminosa e
consoladora da Palavra de Deus na vida. O testemunho de João Batista foi tão
importante que muita gente pensava que Ele fosse o Cristo (Messias) (At 19,3;
Jo 1,20). Por isso o Prólogo continua: “João Batista veio apenas para dar
testemunho da luz!” (Jo 12,7s).
Os seus não a receberam (Jo 1,9-11):
Assim como a Palavra de Deus se manifesta na natureza, na criação, da mesma
maneira ela se manifesta no “mundo”, isto é, na história da humanidade e, de
modo particular, na história do povo de Deus. Mas o “mundo” não reconheceu nem
recebeu a Palavra. Desde os tempos de Abraão e Moisés, ela “veio para o que era
seu, mas os seus não a receberam”. Quando fala “mundo” João indica o sistema
tanto do império como da religião da época, fechados sobre si e incapazes de
reconhecer e receber a Boa Nova (Evangelho) da presença luminosa da Palavra de
Deus.
Os que aceitam tornam-se filhos de
Deus. As pessoas que se abriam, aceitando a Palavra, tornavam-se filhos de
Deus. A pessoa se torna filho ou filha de Deus não por mérito próprio, nem por
ser da raça de Israel, mas pelo simples fato de confiar e crer que Deus, na sua
bondade, nos aceita e nos acolhe. A Palavra entra na pessoa fazendo-a sentir-se
acolhida por Deus como filho(a). É o poder da graça de Deus.
A Palavra se fez carne. Deus não quer
ficar longe de nós. Por isso a sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez
presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Literalmente o texto diz: “A
Palavra se fez carne e montou sua tenda no meio de nós!”. No tempo do Êxodo, lá
no deserto, Deus vivia numa tenda, no meio do povo (Ex 25,8). Agora, a tenda
onde Deus mora conosco é Jesus, “cheio de graça e de verdade!”. Jesus veio
revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da
criação.
Moisés deu a Lei, Jesus trouxe a Graça
e a Verdade (Jo 1,15-17): Estes versículos resumem o testemunho de João Batista
a respeito de Jesus: “Aquele que vinha antes de mim passou na minha frente
porque existia antes de mim!” (Jo 1,15.30). Jesus nasceu depois de João, mas ele
já estava com Deus desde antes da criação. Da plenitude dele todos nós
recebemos, inclusive o próprio João Batista. Moisés, dando a Lei, nos
manifestou a vontade de Deus. Jesus trouxe a graça e a verdade que nos ajudam a
entender e a observar a Lei.
É como a chuva que
lava. Este último versículo resume tudo. Ele evoca a profecia de Isaías segundo
a qual a Palavra de Deus é como a chuva que vem do céu e para lá não volta sem
ter realizado a sua missão aqui na terra (Is 55,10-11). Assim é a caminhada da
Palavra de Deus. Ela veio de Deus e desceu entre nós na pessoa de Jesus.
Através da obediência de Jesus ela realizou sua missão aqui na terra. Na hora
de morrer, Jesus entregou o Espírito e voltou para o Pai. Cumpriu a missão que
tinha recebido.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A elegância e o
mundo do trabalho
Jamais confunda elegância com “frescura”. Não
confunda elegância com superficialidade. Não confunda elegância com falsidade.
Nunca confunda elegância com ausência de firmeza ou assertividade.
A palavra elegância tem sua origem na palavra
latina “eligere” que quer dizer “escolher”, “ser escolhido”, “ser eleito”. Ora,
uma pessoa “elegante” é pois aquela que pelo seu comportamento adequado à
realidade, por ser polida, respeitosa, amigável, será sempre uma pessoa
“escolhida” dentre as demais. Ninguém escolherá uma pessoa rude, grosseira,
grotesca, tosca, mal educada. Por isso as pessoas elegantes são as escolhidas.
Assim, uma pessoa elegante é uma pessoa educada;
que sabe se comportar em público; que não fala o que não deve; que não se
envolve em fofocas; que sabe se comportar ao comer; que se veste com
sobriedade; que não fala alto demais; que devolve o que empresta; que não
invade espaços alheios; que sabe ouvir com atenção e respeito; que sabe dizer
“com licença”, “por favor”, “obrigado(a)” e “me desculpe” - palavras mágicas de
um comportamento elegante e que foram esquecidas em nosso vocabulário
empresarial.
Até mesmo as pessoas simples de uma organização
devem cuidar da elegância em seu sentido correto. Vejo pessoas que se vestem
mal, de maneira inadequada, mulheres com decotes ousados demais, roupas
excessivamente justas e impróprias para um ambiente de trabalho. É preciso ter
elegância ao trajar, com o uso de maquiagem, com as escolhas que faz. Da mesma
forma vejo homens mal vestidos, com roupas que seriam mais apropriadas a um
final de semana, chinelos, camisetas, camisas sujas, etc. Não estou advogando
que usemos roupas caras, de griffe ou sofisticadas. Estou falando de um bom
senso ao vestir, adequado a um ambiente profissional.
A elegância é necessária porque todos nós passamos
as oito melhores horas de cada dia e os 35 melhores anos da vida no trabalho.
Um ambiente “elegante” dignifica a vida, pois ser elegante é ser civilizado. E
a falta de civilidade tem levado empresas até a prejuízos pois o ambiente ruim
não atrai pessoas de talento. Ninguém deseja trabalhar em ambientes “rudes”,
“grosseiros”, onde a falta de educação e a ausência de polidez são o padrão. E
lembre-se que pessoas elegantes são pessoas simples, humildes, especiais e, por
isso, são eleitas entre as demais. Seja simplesmente elegante!
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Pergunto-me o que eu teria feito, tivesse eu
estado no meio daquela multidão; teria falado algo por ele, em voz clara e
alta?
Teria andado ao lado dele, descendo aquela suja
estrada de pedra? Teria tentado firma-lo, quando tropeçou com sua carga?
Teria deixado-o apoiar-se em mim? Eu teria
suportado seu peso? Poderia ter ajudado de algum jeito, facilitado seu grande
penar?
Poderia ter dito palavras adequadas, confortado
seu isolamento, compartilhado sua tristeza?
Pergunto-me se tivesse estado lá, teria acariciado
seu rosto coberto de lágrimas, beijaria suas mãos ensangüentadas, e lavaria
seus pés manchados de sangue?
Teria massageado seus ombros doloridos, teria
passado loção em suas costas, tratado de suas feridas abertas e fornecido a
água que lhe faltou?
Sei que eu não seria suficientemente bom para
voluntariamente tomar o seu lugar, mas eu poderia ter lhe ajudado a suportar
aquela cruz e secado o suor de seu querido rosto?
Teria passado meus braços ao redor de sua mãe e a
abraçado contra meu peito? Poderia tê-la protegido da visão da atormentada
morte de seu filho precioso?
Poderia ter ajudado a preparar seu corpo, e lavado-o
com perfume? Pergunto-me se eu tivesse estado lá, teria esperado em seu túmulo?
Sem nenhuma dúvida naquela manhã de páscoa, eu
teria gritado, "ELE ERGUEU-SE!" e sei que eu teria agradecido à meu
Deus, pelo júbilo daquela ocasião.
A única coisa que eu poderia ter feito, suponho,
se tivesse estado lá, seria declarar meu amor por Ele.
Mas... será que não estive?
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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