Quinta-feira, 19 de
março de 2020
Dia de São José, esposo de Maria
“A
omissão é um pecado que se faz não fazendo.” (Pe Antônio Vieira)
EVANGELHO
DE HOJE
Lc 2,41-51a
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!
41Os
pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando
ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os
dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em
Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na
caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os
parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua
procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio
dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino
estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus
pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste
assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”.
49Jesus
respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu
Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as Palavras que lhes dissera. 51aJesus
desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Reparem a mudança drástica na dinâmica
da quaresma para celebrar a memória de um homem santo – José.
José não foi santo por ter sido pai
adotivo de Jesus, mas por ter aceitado a grande responsabilidade de criá-lo e
educá-lo; não foi santo por ser esposo de Maria, mas por ter abraçado com ela a
felicidade de ser a escolhida; não foi santo por ser ator principal de um
momento como Davi, Moisés, Jacó, Abraão, (…), mas por humildemente ficar no
backstage (ou camarim), vendo seu filho crescer em estatura e em sabedoria
“(…) E Jesus crescia em estatura, em sabedoria
e graça, diante de Deus e dos homens”. (Lucas 2, 52)
José: O “protetor da igreja católica”
Não era seu problema, não era sua
luta, não era seu filho, mas abraçou o problema como seu; arregaçou as mangas,
levou sua família para o Egito, lutou por eles; ao filho adotivo ensinou a arte
da carpintaria, mesmo que hoje relatos arqueológicos digam que ele poderia ter
sido pedreiro; ensinou a lei, o respeito as tradições e o valor de ser e ter
uma família.
O problema que tinha em seus braços
era a própria igreja que temos hoje. Ela, na pessoa de Jesus, um bebê indefeso,
filho de uma jovem moça consagrada ao templo que segundo os costumes poderia
ter sido apedrejada (lapidada). Quantos ainda hoje aproveitam as fragilidades
humanas dentro da nossa igreja para também atacá-la com pedras? No passado o
passado da inquisição, hoje as fraquezas da carne, amanhã o que virá? Quantos
dragões ainda deverão ser vencidos?
“(…) Varria com sua cauda uma terça parte das
estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher
que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse
o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as
nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de
Deus e do seu trono. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha
preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.
Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O
Dragão e seus anjos travaram combate”. (Apocalipse 12, 4-7)
José: O “padroeiro das famílias”
Enquanto os anjos lutavam contra o
dragão, na perspectiva e visão de João Evangelista, José era a proteção mais
próxima de Maria e do Jovem Senhor. Nossos pais devem entender nessa mensagem a
grande missão que existe na paternidade: Ser a pessoa mais próxima e
responsável pela segurança de sua família.
Zelar pela segurança hoje é ensinar
valores, ser exemplo, participar, acompanhar, (…), pois os dragões que
enfrentamos hoje têm sete cabeças; As drogas, a violência, o abandono, o abuso,
a intolerância, o desamor e a falta de fé.
Acho profundamente descabido a frase
que “Deus não é padrasto”, pois sob a guarda de um que ele deixou seu bem mais
valioso. Esse deve ser um grande alerta aos pais que hoje não se comportam como
pais e vem de suas poltronas seus filhos sendo presos, frequentando locais
inadequados a sua idade, chegando em casa tarde e embriagados; jogarem fora sua
perspectiva de futuro para ficar brigando nas praças e postarem a rinha de
galos no Youtube. (…). Ser pai é ter coragem de ir ao deserto para salvar seu
filho.
José: O “padroeiro dos trabalhadores”
Ser pai, ser um José é ser tudo isso e
ainda por cima ir a luto para manter a casa e a condição de vida. É acordar
cedo pra ir para o escritório ou vender frutas; abrir a loja ou catar latinhas,
(…). Não importa aonde, mas que vá a busca de algo seguro e confiável, para que
no futuro, como José, possa ver seus filhos crescerem na graça e sabedoria e no
fim repousar sobre a sobra do altíssimo, como mais um José que alcançou o
paraíso e recebe, na sua nova morada, o título de santo e bom pai.
Valei-me São José!
Um imenso abraço
fraterno.
MUNDO ANIMAL
Como calcular a
"idade humana" dos cães?
Por Maíra Medeiros
Quem nunca ouviu alguém dizer que para saber a
idade humana de um cão basta multiplicar sua idade canina por sete? Porém este
cálculo não é muito correto. Cada cão tem o seu próprio tempo de envelhecimento.
Tendo isso em mente, a BBC criou uma calculadora
que vai ajudar os donos de cães a descobrirem uma idade mais aproximada do seu
animal de estimação.
E para desvendar alguns mitos acerca da idade
canina e dos hábitos de cada fase, conversamos com a consultora comportamental
e adestradora do Cão Cidadão, Malu Araújo:
- Cada ano canino deve ser multiplicado por 7 para
termos sua idade humana.
MITO: Como a diversidade de raças e tamanhos dos
cachorros é grande, esse cálculo varia de acordo com o porte do animal.
Inclusive outra informação que deve ser levada em consideração é que os cães
envelhecem mais nos dois primeiros anos de vida, então para a maioria das raças
um cachorro de 1 ano de vida, na idade humana terá mais ou menos 15 anos, aos 2
anos terá em torno de 23, 24 anos, a partir dos 3 anos é que esse cálculo muda,
e ai cada um envelhece de acordo com o seu porte e tamanho.
- Quanto maior o porte do cão, mais rápido ele
envelhece.
VERDADE: Para chegarmos a um cálculo mais preciso,
a média (a partir dos 3 anos caninos) é: para cães de pequeno porte devemos
multiplicar sua idade por 5, cães de porte médio por 6 e cães grandes em torno
de 7 a 8 vezes.
- Não há diferenças na composição da ração. O que
muda apenas é o tamanho dos grãos (menores para filhotes e maiores para
adultos).
MITO: É muito importante que o filhote se alimente
com ração específica, pois ela contém ingredientes para o desenvolvimento
saudável do cãozinho. Ao atingir um ano a ração deve ser de adulto e a troca de
uma pela outra deve ser feita gradualmente. Finalmente, na fase que o cão está
mais velho, deve-se usar uma ração senior, pois eles podem ter mais dificuldade
em morder grãos grandes ou mais duros. Em cada fase da vida, o cão têm
necessidades especiais que devem ser supridas para garantir que ele continuará
saudável.
- Cães adultos e idosos devem fazer atividades
físicas.
VERDADE: Todos os cães devem fazer atividade
física, independente do porte ou idade eles precisam se exercitar. Os filhotes
tem mais disposição e aguentam atividades mais intensas, um cão adulto deve-se
levar em consideração a rotina diária de exercicios e não é recomendado apenas
um dia de exercicio intenso enquanto nos outros dias da semana o cachorro tem
uma vida sedentária. Já os idosos também podem praticar exercicios, caminhar e
brincar, mas de uma maneira adequada a sua idade, pois eles podem começar a
apresentar dores nas articulações e músculos. Por isso é sempre importante
conversar com o veterinário. Independente da idade fazer uma massagem no cão é
indicado pois assim você aprenderá a conhecê-lo melhor e sentirá alguma
alteração.
- Filhotes devem beber leite
MITO: Somente o leite da mãe, o leite de vaca tem
muita lactose - substância que pode causar diarréia.
- Filhotes em desmame ou cães idosos devem ter
suas rações amolecidas.
MITO: A ração é o alimento completo e balanceado
para os cães, inclusive o atrito dos grãos nos dentes é necessário para
auxiliar na limpeza. Filhotes na fase de desmame tem a necessidade de comer um
alimento mais pastoso mas não é a ração amolecida, é um alimento específico
para a fase. Os cães idosos podem apresentar um pouco de problema dentário que
dificulta o triturar do grão, por isso a ração deve acompanhar a idade; rações
senior costumam ser mais macias e com grãos menores, para facilitar a mastigação.
Logo, não devemos molhar a ração, muito menos com leite.
- Cães idosos não devem brincar para não se
esforçarem muito.
MITO: O que você deve levar em consideração é como
anda a saúde do seu cão. Se ele apresentar alguma alteração como displasia, não
o faça correr atrás de uma bolinha (principalmente em um piso liso) pois, pode
prejudicar esta condição ainda mais. No entanto, se ele está acostumado a uma
rotina de passeio diário e não apresenta nenhuma alteração no retorno para
casa, você pode sim continuar com os passeios e brincadeiras.
- Cães possuem comportamentos diferentes
dependendo da sua faixa etária.
VERDADE: Filhotes de uma forma geral são mais
ansiosos e por isso tem a tendência a fazer mais bagunça, destruir móveis e
objetos; muitos também ainda não aprenderam o local correto de fazer as
necessidades. Quanto aos adultos, as reclamações mais comuns são: cães que
puxam para passear e cães reativos com pessoas ou outros animais. Já os idosos,
estes podem apresentar algumas mudanças comportamentais.
- Não se pode ensinar truques a um cão adulto ou
idoso.
MITO: Os cães aprendem em
qualquer fase da vida. Filhotes aprendem com um pouco mais de facilidade, por
isso ensinando o que se espera desde pequeno, evitamos que comportamentos
errados apareçam. Ressalto que para entendê-los e fazer com que eles nos
entendam, sempre vale a pena procurar um profissional especialista em
comportamento para auxiliar a lidar com determinadas situações.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Bem vindo ao museu da família! Neste museu você
irá ver e saber acerca deste grupo que está à beira da extinção.
Em meados do século XXI foram vistas as últimas
famílias compostas por PAI, MAE E FILHOS.
Um pouco antes desse período, quase não se via uma
mãe ou um pai em casa cuidando dos filhos, do lar e da família. Eles foram
trabalhar fora.
Já no século XIX, era costume o pai ser recebido
pelos filhos em casa, após um dia de trabalho. Ele era o provedor do LAR.
Naquela época as crianças tinham um pai que morava com elas. Este pai convivia
com os filhos e passeava com eles nos fins de semana. Nas apresentações da
escola os filhos procuravam o olhar de seus maiores fãs: seus pais. E o aplauso
deles era a garantia da felicidade! Os pais podiam corrigir o erro e
disciplinar os filhos. Quando os filhos precisavam de colo tinham um de seus
pais por perto para carregá-los a hora que quisessem.
No dia das mães se reuniam na casa da avó e a cama
se enchia de presentes dos filhos, dos netos… Era difícil esperar até o segundo
domingo de agosto para entregar ao papai o presente feito pelos próprios
filhos: A camisa com sua mãozinha, o quadro pintado, o cartão com moldura de
gravata...
A melhor comida era a da mamãe.
Era o papai quem ganhava no jogo de dama ou de
bola.
Quantas brincadeiras correndo soltas com os irmãos
e primos! Esconde esconde, casinha, queimada… Os brinquedos espalhados pela
casa... Os risos, os choros.. Fartura de “vida”. Casa cheia não só de gente,
mas de amor e contentamento.
Nas famílias havia coisas que não cabem neste
museu: abraços, beijos, alegrias, choros, risos, personalidades, cachorros,
papagaios…
Os JARDINS! Eles não poderiam faltar neste museu!
As casas tinham jardins.
Deles as avós retiravam plantas para enfeitar ou
para fazer chazinhos caseiros para os filhos e netos.
Férias também se passavam em família. Na roça, na
praia ou na casa dos parentes: estavam todos num feliz ajuntamento. Para eles
estar em família era o que fazia a vida valer a pena!
Como foi o fim das famílias? ... Bem, é uma longa
história… Mas, lembre-se que, se você os deixar ir, talvez nunca mais os terá
de volta. Às vezes, nos ocupamos tanto com nossas próprias vidas, que não
notamos que os deixamos ir … Outras vezes nos preocupamos tanto com QUEM está
certo ou errado, que nos esquecemos do que é CERTO e do que é ERRADO. Foi assim
que as famílias começaram a desaparecer… Mas hoje temos este museu para
visitá-las.
Certa vez alguém falou sobre um ciclo de morte que
estava se instalando nas famílias. E leu na Bíblia como seria a cura no Salmos
128.1-6: "Feliz aquele que teme a Deus, o SENHOR, e vive de acordo com a
sua vontade!” Mas parece que não deram atenção suficiente... E as famílias
foram se extinguindo...
Nossa visita ao museu termina aqui, com o livro
que falou sobre estes acontecimentos: "Ciclos de vida ou de morte, em qual
deles sua família está?"
Alexa
Guerra
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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