Domingo 08
de novembro de 2020
“Como se
pode culpar um homem que rouba um pedaço de pão para matar a fome,
principalmente se não é por culpa sua que esta com fome.”
EVANGELHO DE
HOJE
Mt 25,1-13
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
"O
Reino dos Céus pode ser comparado a dez moças que, levando suas lamparinas,
saíram para formarem o séquito do noivo. Cinco delas eram descuidadas e cinco
eram previdentes. As descuidadas pegaram suas lâmpadas, mas não levaram óleo
consigo. As previdentes levaram jarros com óleo junto com as lâmpadas. Como o
noivo demorasse, todas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite,
ouviu-se um alvoroço: ‘O noivo está chegando. Ide acolhê-lo!’ Então todas se
levantaram e prepararam as lâmpadas. As descuidadas disseram às previdentes:
‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. As
previdentes responderam: ‘De modo algum, pois o óleo pode ser insuficiente para
nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. Enquanto elas foram
comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para
a festa do casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram as outras e
disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele respondeu: ‘Em verdade vos
digo: não vos conheço!’ Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora.”
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Pe.
Antônio Queiroz CSsR
O noivo
está chegando: ide ao seu encontro!
Neste Evangelho, Jesus nos
conta a parábola das dez jovens que foram, com suas lamparinas acesas, esperar
o noivo para a festa nupcial. Cinco delas eram imprevidentes e não levaram
reserva de óleo, caso o noivo atrasasse. As outras cinco levaram. Aconteceu que
o noivo atrasou e as cinco imprevidentes, com suas lamparinas apagadas, não
puderam entrar para a festa! Vemos que a parábola trata da vigilância, isto é,
do cuidado constante que devemos ter a fim de que estejamos sempre preparados
para o encontro com o Senhor. Jesus mesmo fala no final da parábola: “Portanto,
ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
Esta parábola era facílima de
entender pelo povo daquele tempo, porque trata de um procedimento comum nos
casamentos: Eles geralmente eram celebrados à noite, e no mesmo local da festa.
A noiva ficava ali esperando, e era o noivo que chegava de forma festiva. Um
grupo de moças o recebia do lado de fora, segurando lamparinas acesas, e o
levavam em cortejo até a sua noiva. As moças tinham de esperar já com as suas
lamparinas acesas, porque não dava tempo de acendê-las na hora. O atraso do
noivo era comum, assim como hoje o atraso da noiva. Mas, quando ele chegava, o
cortejo já devia estar pronto, com suas lamparinas acesas. As moças o recebiam
e entravam com ele no local da festa. Era certamente muito bonito ver o noivo
cercado de luzes e de garotas bonitas. Mas neste casamento aconteceu um
problema: O noivo atrasou muito e a metade das moças não haviam levado reserva
de óleo, contando com esse possível atraso. Elas foram comprar e chegaram
atrasadas, sendo impedidas pelo porteiro de participarem da festa.
Aqui a parábola muda de tom. As
atrasadas chamam o noivo de Senhor: “Senhor, abre-nos a porta!” Na verdade, não
se trata mais do noivo, mas de Deus. O sentido da parábola é claro: As jovens
somos nós, e o casamento é o nosso encontro definitivo com Deus.
As lamparinas acesas
representam a graça de Deus em nós. Deus virá ao nosso encontro para a grande
festa nupcial, que acontecerá no céu. O seu atraso é a duração da nossa vida,
que pode chegar a cem anos. Não sabemos quando ele vai chegar, por isso é
melhor providenciar muita reserva de óleo. Esta reserva são as virtudes cristãs
e as boas obras, que alimentam em nós a graça de Deus. Se alguém se descuidar,
de uma hora para outra pode perder a graça de Deus, e “dormir”, aí pronto:
Cristo chega de repente e estaremos sem a graça, sendo portanto excluídos do
céu!
No batismo, nós recebemos a luz
da fé e da graça de Deus. Mas precisamos estar com esta luz acesa na hora do
encontro definitivo com ele. E como não sabemos o dia nem a hora, precisamos
estar sempre preparados. Não podemos brincar com coisa séria. Podemos cometer
imprudências em tudo na vida, menos neste ponto, pois aí está em jogo a nossa
eternidade!
Encontrar-nos com Deus é tão
bom que Jesus comparou esse encontro com uma festa, um encontro nupcial.
Entretanto, Jesus conhece a nossa fraqueza e a importância de estarmos
preparados para esse encontro, por isso nos adverte: “Ficai vigiando, pois não
sabeis qual será o dia, nem a hora”. Vigiar é estar atento, permanecer
acordado. Muitas coisas acontecem em nossa vida. Mas existe uma que ganha em
importância: um dia vamos morrer. E ali não haverá mais tempo de rever a vida,
isto tem de ser feito agora! A maioria das pessoas se esquece disso. Não
precisamos ter medo da morte, e sim estarmos sempre preparados para ela.
A nossa vida é uma luta, pois
os mais variados apegos são oferecidos a nós. E esses apegos nos levam a deixar
de lado o principal. Mas quem ama a Deus sobre todas as coisas, faz tudo em
função desse amor.
Hoje celebramos a memória de
Santo Agostinho, filho de Santa Mônica, que celebramos ontem. Como jovem,
morando em Cartago, longe da família, Agostinho afunda-se nos vícios e na
devassidão, seguindo o exemplo do pai. Entretanto, ele sentia um grande desejo
de procurar a verdade. Terminado o curso de retórica, fez a faculdade de
filosofia, mas não encontrou a verdade. Havia em Cartago uma seita chamada
maniqueísmo, baseada na separação entre alma e corpo. Segundo eles, o corpo nos
puxa para o mal e a alma para o bem, produzindo uma luta interna. Por muito
tempo Agostinho seguiu a seita, mas não se convenceu.
Mudou-se para Roma, e lá,
graças à oração da mãe, se converteu ao cristianismo. Ele mesmo descreve, em
seu livro chamado Confissões, como foi a sua conversão:
“Um dia eu estava chorando,
debaixo de uma figueira, debatendo-me entre sentimentos e forças opostas.
Resolvi abrir a Bíblia e ler o que estivesse na frente. Li o seguinte:
‘Caminhemos como de dia. Nada
de desonestidades nem de contendas. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus
Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13,13-14). Eu não
quis ler mais nada. Fechei a Bíblia. Ali estava a verdade que sempre procurei
na vida”.
Agostinho levantou-se, procurou
o seu amigo Dom Ambrósio, bispo de Milão, hoje Santo Ambrósio, e pediu o
batismo. A partir daí foi crescendo na fé, na sabedoria e em todas as virtudes,
tornando-se um dos maiores teólogos da Igreja.
“Toda Escritura é inspirada por
Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar
conforme a justiça” (2Tm 3,16).
Peçamos a Maria Santíssima e a
Santo Agostinho que nos ajudem a seguir o exemplo das cinco jovens previdentes.
O noivo
está chegando: ide ao seu encontro!
VÍDEO DA
SEMANA
Palestra
Sofrimento, Desafio para Gigantes- Pe. Fábio de Melo
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=ZD4R8nog-cQ&feature=emb_logo
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Ela se chamava Mega e tinha uma
chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a
chefe respondia com uma pergunta:
- Por que não chegou mais cedo?
Se chegasse antes da hora, a
chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual
o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos. Era uma
mulher má, implicava com tudo, até que um dia Mega se cansou e decidiu se
demitir:
- Vou sair, mas antes vou dizer
tudo o que tenho vontade.
Exatamente naquele dia ela
estava almoçando quando encontrou a Dra. Casarjian que a convidou para assistir
a um treinamento, naquela tarde ao que ela respondeu:
- Não posso, tenho expediente a
cumprir.
- E por que não?
Mega falou sobre a chefe que
vivia implicando com ela e a Dra. Casarjian lembrou que pior a situação não
poderia ficar, além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao
trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo.
Mega lembrou que no dia
seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu
referências a respeito do perdão. A Dra começou a palestra:
- O perdão é bom para você...
Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se
sentirá bem. Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não
se sentirá mal por causa das mentiras dele.
Ao final do treinamento, Mega
concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou a chefe da cabeça e tomou
uma resolução:
- Não vou deixar que ela me
atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto.
No dia seguinte, Mega chegou e
cumprimentou sua Chefe:
- Olá.
A chefe foi logo lhe
perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia
participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a
chefe para tomar chá, ao final da tarde.... a reação veio logo:
- Você está me convidando só
para eu não reclamar de você?
Mega calmamente lhe respondeu:
- Pode reclamar, até mandar
descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá.
E foram. Durante o chá, a chefe
falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era
intratável... também falou da sua emoção... nunca ninguém a convidara para um
lanche, um café e acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho
vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas... era infeliz e
agredia.
Semanas depois, era a própria
chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do
perdão.
Perdoar é libertar-se. Quando
alguém nos agride é porque este alguém está a um passo do desequilíbrio e não
pode nem imaginar o quanto se encontra enfermo.
Sem dúvida, a felicidade
pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior
exemplo é Jesus... poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e
amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si
mesmos... por essa razão, dignos de perdão.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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