terça-feira, 10 de novembro de 2020

Terça-feira 10/11/2020


Terça-feira, 10 de novembro de 2020


“Quando você deixa de se aborrecer com os pequenos problemas descobre como é grande sua capacidade de transformar obstáculos minúsculos em muralhas intransponíveis.”




EVANGELHO DE HOJE
Lc 17,7-10



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Se alguém de vós tem um servo que trabalha a terra ou cuida dos animais, quando ele volta da roça, lhe dirá: “Vem depressa para a mesa”? Não dirá antes: “Prepara-me o jantar, arruma-te e serve-me, enquanto eu como e bebo. Depois disso, tu poderás comer e beber”? Será que o senhor vai agradecer o servo porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: “Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade



Bom dia!
Temos a impressão nesse evangelho que nosso trabalho, nossa labuta e esforço não são reconhecidos por esse Senhor que chega, come, não agradece e vai embora sem se despedir, mas reparem que o servo que esta servindo é aquele que irá em breve lavar os pés dos seus e mesmo assim irá terminar numa cruz.
Já notaram como tratamos Jesus? Parecemos esse senhor que se aproxima, exige milagres, favores, olhares, mas ao fim não agradece, não permanece fiel, não muda! Na primeira vez que lemos temos o olhar de Deus como mestre, mas o que vemos hoje é um mundo preso a religiões e praticas que serão populares se Deus for funcionário dos seus seguidores…
É triste, mas é verdade!
Desde aquela época Jesus era amado e idolatrado, pois trazia não somente a Boa Nova, mas por trazer alivio as dores e mazelas daqueles que o cercavam. Seu manto era tocado, sua sombra era disputada, sua atenção era preciosa… Mas quando teve que ir para cruz teve que enfrentar a solidão, o descaso e a ingratidão até mesmo dos seus. O engraçado é o gesto nobre do Senhor, que mesmo prevendo tudo isso diz: “(…) Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens”?
Se voltarmos o nosso olhar para muitas (e nossas também) comunidades veremos o que? Ministros de música que querem receber pagamento pra tocar nas missas; veremos alguns pregadores profissionais que esquecem que o Apóstolo Paulo tecia tendas para se sustentar e defendia que as pessoas deveriam somente comer se trabalhassem.
“(…) Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, e sua mulher Priscila. Eles pouco antes haviam chegado da Itália, por Cláudio ter decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo uniu-se a eles. Como exercessem o mesmo ofício, morava e trabalhava com eles. Eram fabricantes de tendas”. (Atos dos Apóstolos 18, 2-3)
Acho estranha essa inversão de valores que meio nos assola e atormenta. Ministros, padres, lideranças que se acham mais importantes que o próprio Deus que se faz pão; Quando minha vaidade é tão grande que o microfone não abaixa do 12; quando minhas homilias mais são ataques e desabafos a aqueles que não gosto ou aturo… E no meio disso um povo sem saber o que esta acontecendo…
Chato ver pessoas que acreditam em Deus brigar, sendo elas da mesma ou de outra religião. Será quem é o Senhor? Quem é o servo? Estamos confundindo?
Pastores enriquecendo e pedindo que as “ovelhas” abdiquem do dinheiro, do que é material, (…) é meio contra-senso, não acham? Ver pessoas saindo da comunidade por dificuldade com os irmãos também é. Qual é nossa função então? “(…) Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber”.
Façamos nossa função. Exerçamos nosso ministério com respeito e afinco. Não percamos ninguém por nossas diferenças. Façamos realmente o que Deus quer.
Um imenso abraço fraterno.





COMPORTAMENTO


A bondade é o único sinal de superioridade que alguém pode cultivar
Luiza Fletcher


Alguns gostam de se exibir por seu dinheiro, talento e sucesso, mas a única característica que torna alguém verdadeiramente superior é a bondade, porque reflete a pureza de seu coração.
Vivemos em um mundo de aparências. Para a grande maioria das pessoas, mais importante do que ser é ter. Por isso, elas se esforçam para ganhar dinheiro, fama, reconhecimento e prestígio mundial, sem nunca refletir sobre a sua verdadeira essência e o legado que deixarão para o mundo quando chegar a sua hora de partir.
Essas pessoas adoram se exibir por suas conquistas e constantemente tentam se mostrar superiores àqueles ao seu redor, como se seus méritos externos as colocassem em um patamar mais elevado e fossem ainda mais valiosos do que o seu caráter e suas atitudes diárias.

Esse padrão de pensamento e comportamento é muito superficial, pois a vida está em constante movimento, ela é uma verdadeira dança de cadeiras. Hoje podemos estar no topo do mundo e amanhã nos encontrarmos no pior momento de nossa existência, precisando contar com a ajuda daqueles que consideramos inferiores por muito tempo. Por esse motivo, precisamos de muito mais do que dinheiro e poder para nos considerarmos pessoas realmente superiores.
O único verdadeiro sinal de superioridade que uma pessoa pode cultivar é a bondade, porque ela é a única qualidade que continua a nos abençoar e nos levar longe na vida, apesar dos obstáculos.
Ao contrário dos sucessos externos, a bondade não pode ser tirada de nós. Ela nos faz seres humanos verdadeiramente bem-sucedidos, felizes e realizados, e não corre o risco de ser perdida por uma crise financeira ou social.

A bondade é o verdadeiro tesouro que possuímos, o verdadeiro motivo de orgulho em nossa vida. Isso porque ela não se origina de desejos superficiais ou da necessidade de ser melhor do que o outro, mas sim da vontade de apoiar o outro e de construir um mundo onde todos possam ser felizes e bem-sucedidos.

A verdadeira superioridade não é humilhar as pessoas que possuem menos do que nós e não foram capazes de chegar aos mesmos lugares onde chegamos.
É reconhecer que prosperamos quando nos unimos e que o sucesso coletivo não deve ser motivo de tristeza, mas de comemoração.
Ser superior não é nos alegrar com o fracasso das outras pessoas, mas fazer tudo ao nosso alcance para que elas sejam tão vitoriosas quanto nós mesmos.
É esse tipo de superioridade que devemos buscar, porque é ela que nos torna boas pessoas.





MOMENTO DE REFLEXÃO



Foi uma bela manhã. Comemorou-se mais um aniversário da Unigranrio e as crianças do Colégio de Aplicação - CAP - fizeram uma bela apresentação. Cada uma delas com uma bola de gás amarrada no pulso para um belíssimo e apoteótico final.
Só que nem todos balões, destinados ao céu como estavam, foram até ele. Sabe por que? Por causa das árvores!
Os tentáculos, também conhecidos como galhos das árvores,  prenderam muitos balões. As mesmas árvores que nos oferecem a sombra e a segurança  os retiveram  de uma forma tal que eles não atingiram sua meta de ir para o céu.    É a partir dessa observação que quero compartilhar contigo algumas lições que esses balões e aquelas árvores me fizeram pensar.
Em primeiro lugar entendo que nem todos os balões são feitos para o céu. E aqui não estou defendendo uma exclusão social, ou mesmo uma injusta predestinação espiritual. Estou tomando a figura dos balões como nossos SONHOS e IDEAIS. Nem tudo que sonhamos merece o céu.
Nem tudo que idealizamos merece a concretude. Sejamos sinceros: há muito devaneio em nossas
projeções de alma, em nossos sonhos.
E ainda bem que há "árvores" que estão ali para reter a passagem deles. Porque ir atrás de um devaneio pode deformar e arrebentar com toda uma vida e com toda uma família.
Estoura o balão e a queda é Grande.
Se é verdade que nem todos os Balões pertencem ao céu (e o é!), é verdade também que nem toda árvore exerce um papel puramente positivo. Há árvores que são prisões. Quanta gente,  diante de uma educação excessivamente repressora e tolhedora, ora superprotetora, não viu o céu quando ainda criança e
permanece sem vê-lo, agora como adulto? Gente sem iniciativa, embora sonhe. Gente sem marchas, embora tenha motor.
Gente que não consegue viabilizar projetos e metas particulares, em virtude da "grande árvore"
que sobre si estendeu seus galhos.
Por fim entendo que para além da questão educacional e psíquica, há uma dimensão espiritual nessa história.
Constantemente somos instados a acomodar-nos diante e abaixo das árvores. Gostamos delas e do que elas simbolizam. Nos tornamos tão imanentes, tão arraigados com esse mundo que perdemos nossa identidade peregrina (conforme SaLmos 119:19a, Hebreus 11:9-10; Filipenses 3:13-14,20).
E justamente quando as árvores do materialismo, das ideologias, do existencialismo, do hedonismo
(entre outros), cobrem nossas vidas é que deixamos de ver a "luz do céu entrar". Nossa fé fica presa à "copa das árvores". E por mais paradoxo que seja essa realidade (aquilo que em tese faz mais sentido para a racionalidade - o mundo material - é o que menos sentido faz para nosso viver e mais angústia gera em nossa alma), quanto mais  apegados a dimensão material da vida estivermos,
mais errante e sem propósito será nosso caminhar.
Na perspectiva contrária podemos também dizer que quanto mais apegados a dimensão subjetiva da fé, (conquanto se objetive em Jesus Cristo), mais sentido de vida nós temos. Outrora éramos errantes;
agora somos "balões" peregrinos.

O balão da fé não pode ficar preso às árvores. Ele aponta para um Deus que tenciona a todo tempo iluminar a nossa alma, furando o bloqueio das árvores que estão entre o nosso e o Seu coração. E ele aponta para um Deus que nos fez para vivermos na Terra, mas pertencermos ao céus.
Não se limite a este lindo quintal, pois a nossa verdadeira casa é a celestial. Como dizia  Teilhard de Chardin, somos mais espirituais do que humanos. Somos balões projetados para irmos ao céu. 

Sérgio Dusilek







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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