Quinta-feira,
05 de novembro de 2020
“Senhor,
minha preocupação não é se Deus está ao nosso lado; minha maior preocupação é
estar ao lado de Deus, porque Deus é sempre certo.” (Abraham Lincoln)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc 15,1-10
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Todos os
publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus e os
escribas, porém, murmuravam contra ele. “Este homem acolhe os pecadores e come
com eles”. Então ele contou-lhes esta parábola: “Quem de vós que tem cem
ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela
que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, alegre a põe nos ombros e,
chegando em casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo!
Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’. Eu vos digo: assim haverá no céu
alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove
justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e
perde uma, não acende a lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até
encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: Alegrai-vos
comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido! Assim, eu vos digo, haverá alegria
entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Brinco com as pessoas mais
próximas que esse evangelho é um dos mais sintéticos sobre o amor de Deus.
Revela um pai que fica na janela esperando a volta do filho que se perdeu ou
daquele que, pela imaturidade ou no calor de emoções, tomou decisões impensadas
e cujas consequências hoje paga.
Mas quem é esse que Deus
espera?
Temos muitas vezes uma ideia
inicial errônea. Imaginamos tanta gente que nos cerca, mas esquecemos de
lembrar da pessoa mais próxima que conhecemos e deveríamos cuidar– a nós
mesmos.
Somos nós que perdemos tempo
querendo saber da vida do irmão e não perceber a inveja penetrando
silenciosamente o nosso coração; somos nós que apontamos para as pessoas,
restando a elas a resignação ou o ostracismo, se na verdade ao invés do dedo,
Deus ficaria contente ao ver nossa mão estendida a aquele que necessita que
muitas vezes não sabe, não aprendeu ou não tem coragem para pedir ajuda
“(…) Todos nós somos pecadores,
mas Deus nos ama tanto que age sempre com misericórdia para conosco, perdoando
o que nos pesa na consciência e sempre dando-nos condições para que nos
convertamos e possamos viver na sua amizade, afinal de contas, o verdadeiro Pai
não quer ver os seus filhos e filhas dispersos pelo mundo e entregues ao poder
do pecado e da morte. Tudo isso faz com que uma das maiores alegrias de Deus
seja a conversão dos pecadores. Como Deus, também nós devemos agir com
misericórdia para com os que erram e dar-lhes condições para que possam
converter-se e, assim, vivam a plena alegria de quem se sente eternamente amado
por Deus”. (reflexão segundo a CNBB)
Talvez o maior pecado esteja em
não permitir que o outro levante ou por orgulho achar que sou melhor que aquele
que hoje olha a vida de baixo para cima. “Pois eu lhes digo que assim também
vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados
do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender”.
É estranho na concepção que o
mundo nos ensinou, ou seja, de ser o primeiro a qualquer custa, mas
extremamente magnífico enxergar o irmão sob a ótica de Jesus. O olhar que
procura a solução e não enfatiza o problema. É algo bem próximo ao que Dom
Bosco TRABALHOU e chamou de PREVENTIVO.
Percebamos uma síntese do
método:
1. pela vontade de os educadores estarem
entre os jovens partilhando a sua vida, olhando com simpatia para o seu mundo,
atentos às suas verdadeiras exigências e valores;
2. pelo acolhimento incondicional, força
promocional e capacidade incansável de diálogo;
3. pelo critério preventivo que crê na força
do bem presente em cada jovem, também no mais carente e procura de se
envolvê-la mediante experiências positivas;
4. pela centralidade da razão, que se torna
bom senso das exigências e das normas, flexibilidade e persuasão nas propostas;
5. pela centralidade da religião, entendida
como desenvolvimento do sentido de Deus congénito a toda a pessoa e esforço de
evangelização cristã;
6. pela centralidade da amorevolezza (amor,
“amorabilidade”, amabilidade), que se expressa como amor educativo que faz
crescer e cria correspondência;
7. por um ambiente positivo tecido de
relações interpessoais, vivificado pela presença amorosa, solidária, animadora
e ativadora dos educadores e do protagonismo dos próprios jovens;
E qual é nosso papel nesse
evangelho?
A nós cabe ajudar a mulher a
procurar a moeda e não somente ve-la desesperada e ficar dizendo “eu não disse?
Eu te avisei!”. É estar com o pastor procurando a ovelha que se perdeu e se já
me faltam as forças não somente ficar a olhar as que estão no cercado, mas ter
uma atitude pro ativa vendo os defeitos da cerca, falhas na segurança, perigos
em volta…
Quem não vê a igreja dinâmica
corre o risco de perder o sabor.
Quem perdeu o sabor não é
estranho vê-la tratando o irmão como apenas aquele outro (a)
Um imenso abraço fraterno.
MUNDO ANIMAL
A
Linguagem Canina
Até,
relativamente, bem pouco tempo, a linguagem foi uma das características
consideradas como exclusivamente humana.
Entretanto,
as pessoas que gostam e convivem com animais sempre almejaram um dia
compreender as suas linguagens.
Em Miami,
Flórida, nos EUA, nas piscinas de treinamento de golfinhos os treinadores têm
até um estúdio para análise dos sons emitidos por esses mamíferos aquáticos
para ensaiar uma comunicação mais direta. Até em filmes de ficção já
apresentaram um equipamento que traduzia as linguagens nossa para a deles e
vice versa.
A melhor
maneira de entender a linguagem dos animais é comparando-a com a evolução da
linguagem humana.
Nas
crianças, a habilidade lingüística se esboça no momento em que elas arquivam
algumas palavras e gestos e já começam ensaiar a comunicação de seus desejos e
emoções.
Psicólogos,
que estudam o assunto, utilizaram alguns testes idealizados por Mc Arthur, para
avaliar o QI dos chimpanzés Washoe, dos Gardner, e Sarah, de Premack. Nessa
pesquisa, concluíram que o QI de um chimpanzé pode ser comparado com o de uma
criança de dois anos e meio.
Esses
primatas conseguiram compreender a utilização de uma ferramenta para recolher
alimento. Conseguiram também, diferençar formas geométricas pelo nome.
Num estudo
com um papagaio, uma cientista americana, conseguiu que ele reconhecesse uma
chave, brinquedo, cubo, lápis e outros objetos pelos seus nomes... e os
repetisse, cada vez que lhe apresentassem esses objetos. Com a evolução, ela
conseguiu que o papagaio aprendesse a reconhecer e nominar cores, contar e
verbalizar o valor dos resultados.
Um cão adulto
consegue alcançar o nível intelectual e lingüístico de uma criança de dois
anos, dada a sua capacidade de aprender mais de 120 comandos de adestramento
diferentes, sendo incapaz de verbalizar, apenas, por razões anatômicas.
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Para conversar com Deus é preciso
antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não
conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.
Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão
preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos
o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz.
Enquanto nosso "eu" estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em
silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de
Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta
nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de
Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para
pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos
diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso.
É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que
Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus
nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos
comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a
vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem
e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos
fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus,
aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E
aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e
que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as
mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos.
Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso
amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho:
"quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao
Teu Pai."
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e
que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte
frase: "as palavras são prata, mas o silêncio é ouro."
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com
Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.
Letícia
Thompson
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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