sexta-feira, 1 de maio de 2020

Terça-feira 12/05/2020


Terça-feira, 12 de maio de 2020


“A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se: é uma virtude.” (Simone Weil)


EVANGELHO DE HOJE
Jo 14,27-31a


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: 'Eu vou, mas voltarei a vós'. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. Já não falarei mais convosco, pois vem o chefe deste mundo. Ele não pode nada contra mim. Mas é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai mandou."

Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR

A minha paz vos dou.
Este Evangelho nos trás o grande dom de Cristo aos seus discípulos, ao despedir-se deles: a paz.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo.” A paz de Jesus é completamente diferente da paz que o mundo dá. Ela é o conjunto de todas as bênçãos messiânicas da nova aliança. “Vós que outrora estáveis longe ficastes perto, graças ao sangue de Cristo. De fato, ele é a nossa paz” (Ef 2,13-14).
A paz de Cristo é dom gratuito que vem do alto. É o amor do Pai e de Cristo aos seus que, graças ao Espírito Santo, se sentem amados e reconciliados com Deus. Já a paz do mundo é a ausência de guerra ou de violência, ausência baseada no equilíbrio de forças.
A paz do alto infunde a alegre segurança de se saber amado e perdoado por Deus. “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse: Vou, mas voltarei a vós”. A partida de Jesus não deve perturbar os discípulos, pelo contrário, deve trazer-lhes paz e alegria, pois a sua partida são significará separação: “Vou mas voltarei a vós”. “Se eu não for, não virá a vós o Paráclito” (Jo 16,7).
“Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” Embora seja igual ao Pai e um com ele, como Jesus afirmou repetidas vezes, o Filho tem agora vela a sua glória divina, como homem que é. Mas o seu regresso ao Pai manifestará de novo a sua glória.
Além disso, “o mensageiro não é maior que aquele que o enviou” (Jo 13,16). E Jesus é o mensageiro do Pai. Durante a sua missão na terra, ele é “menor” que aquele que o enviou.
“Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem.” O diabo carece totalmente de poder sobre quem não tem pecado. Mas continua sendo o chefe do mundo pecador, o qual levará Jesus à morte. “Para que o mundo reconheça que eu amo o Pai e procedo como ele me ordenou”. A encarnação fez do Filho de Deus um homem como nós, sujeito às tentações e às forças do mundo pecador.
No sentido filosófico, paz é a harmonia das coisas. É a tranqüilidade da ordem criada por Deus, em todos os níveis e dimensões. Ordem aqui é no sentido de cada coisa estar no seu devido lugar.
As Comunidades cristãs são pacíficas. Nelas encontramos a paz, tanto no sentido filosófico como cristão. Nas Comunidades encontramos também os caminhos para encontrar e construir a paz.
Jesus nos trouxe a paz porque harmonizou o mundo e a humanidade. E ele nos deixou os meios para vivermos em paz, neste mundo sem paz, como ele mesmo deu o exemplo.
Jesus nos trouxe a paz em três momentos principais: no presépio, na cruz e na eucaristia. No presépio ele nasce como uma criança pobre e indefesa. Na cruz, ele vive e pratica tudo o que havia ensinado sobre a paz e a não-violência. E na eucaristia Jesus se torna nosso alimento. Quem quer construir a paz tem de se transformar em serviço e disponibilidade aos outros, de forma ilimitada.
Quando Jesus nasceu, os anjos cantaram: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra...” Durante sua vida pública, Jesus falou muitas vezes sobre a paz, explicando como que ela é, como vivê-la e construí-la. E após a ressurreição, a saudação preferida dele era: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19.21.26; Lc 24,36..). Isso mostra que ele veio ao mundo principalmente para nos trazer a paz.
Havia, certa vez, um senhor analfabeto e bem simples, que se chamava José. Ele gostava de ir à igreja visitar Jesus. Sua visita era rápida; ele chegava, ia até o banco da frente e dizia para Jesus: “Oi Jesus! Eu sou o José. Vim aqui visitar o Senhor”. Ao dizer essas palavras, já se levantava e ia embora. Fez isso durante vários anos.
Um dia, o José ficou doente e foi internado no hospital. Lá, sua alegria era tanta que impressionou a todos. Os doentes mais tristes da enfermaria passaram a ser também alegres e dar risadas.
Uma Irmã que trabalhava no hospital lhe perguntou: “Por q o senhor é sempre tão alegre?” Ele respondeu: “É por causa da visita que eu recebo todos os dias”. A Irmã achou estranho, porque nunca viu ninguém entrar no hospital para visitá-lo. E perguntou: “Quem o visita?” Ele respondeu: “É Jesus. Todos os dias ele vem aqui e me diz: ‘Oi José, eu sou Jesus. Vim visitar você’. Depois ele dá um sorriso para mim e vai embora”.
Se alguém ama a Deus e obedece aos seus mandamentos, Deus não o abandona, principalmente quando está doente. Ele vem sempre com a sua palavra, com o seu consolo, de tal modo que a pessoa fica súper feliz, às vezes mais feliz do que quando estava são. Essa felicidade profunda chama-se paz.
Que Maria Santíssima, a Rainha da Paz, nos ajude a viver e a construir a paz de Jesus.
A minha paz vos dou.



COMPORTAMENTO

Como responder a um insulto de forma inteligente, de acordo com os estóicos
Texto de Jennifer Delgado

Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando eles interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido “.
Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página. Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura. Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.
Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional
Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida. Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando para prejudicar outra pessoa. Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes a insultos, a nosso próprio bem-estar psicológico.
O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.
Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preencha os espaços em branco e corra para tirar conclusões, independentemente de a crítica ser válida.
Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um seqüestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.
O sequestro emocional ocorre quando nós consideramos que o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e parasse de se comportar racionalmente. Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.
De fato, Epícteto pensava que o insulto não é a pessoa, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: ” Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo “.

As 3 telas dos estóicos para avaliar os insultos

Os estóicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:
Veracidade Se nos sentimos insultados, Seneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio. Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.
Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado. Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se você não é uma pessoa informada, mas está falando da ignorância, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.
Autoridade A última tela pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva.

Seja melhor do que quem te insulta

Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estóico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: ” A melhor vingança não é ser como aquele que machucou você “.
Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruine nosso dia ou dê mais importância do que merece.
Ele escreveu: “ Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações. Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas ”.
Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo. A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.
Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estóicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.
Epicteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “ Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada .
Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estóicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior . Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo .

Olhando para o positivo no insulto

Podemos até procurar o positivo em insultos. Podemos deixar de lado a grosseria e a maldade para procurar por pepitas de ouro que possam estar escondidas em críticas ácidas. Podemos usar esses comentários para melhorar. De fato, os estóicos costumavam ver o insulto de um amigo ou mentor de confiança como um favor pessoal, uma oportunidade de superação que deveria ser recebida com gratidão.
Toda vez que alguém nos insulta e conseguimos nos controlar, é uma vitória pessoal. Responder a um insulto com outro insulto, ao contrário, implica reproduzir a cadeia de raiva, imaturidade ou estupidez humana. Isso não vai mudar as coisas. Se reagirmos com calma e até mesmo com gratidão, levaremos a pessoa que nos insultou de surpresa, de modo que é mais provável que reflitamos sobre seu comportamento.
Para nos controlarmos e insultos não nos afetam, devemos trabalhar para reduzir a sensibilidade às nossas próprias imperfeições, adotando a idéia de que temos falhas e fraquezas e que, às vezes, as pessoas as apontam. Nós não somos perfeitos e temos que assumir isso. Se aprendermos a acalmar o ego , os insultos passarão sem nos tocar. Seria muito pior viver em uma espécie de mundo de sonhos onde todos fingem que não temos defeitos, para que não tivéssemos a possibilidade de mudar e crescer.
Texto de , Ricón de la Psicología, adaptado pela Revista Pazes.



MOMENTO DE REFLEXÃO

Benjamin Franklin é a pessoa a quem devemos agradecer pela iluminação pública. Ele apresentou a idéia de iluminar as ruas e teve sabedoria para conseguir que esta idéia fosse implementada.
E o que fez ele?
Foi aos vereadores e exigiu que as ruas da cidade fossem iluminadas? Não!
Reuniu um grupo de moradores e fez passeata exigindo que as luzes fossem espalhadas pelas ruas?
Não!
Na realidade, o que fez foi bastante simples. Toda noite ele iluminava uma lanterna de metal polido e brilhante e a pendurava em uma árvore bem em frente de sua casa. Noite após noite ele repetia isso, iluminando seu pequeno canto do mundo. Logo todos os seus vizinhos começaram a seguir seu exemplo e em pouco tempo toda a cidade estava apreciando os benefícios das luzes nas ruas.
Temos consciência de que vivemos, atualmente, em um mundo onde as trevas estão cada vez mais intensas. A violência, a corrupção, a mentira e o desamor cooperam para que as ruas de nossas vidas estejam cada vez mais escuras. As pessoas não mais se abraçam, os braços têm estado cada vez mais encolhidos e o desamor tem sido regra geral e não exceção.
Queixamo-nos da situação, murmuramos contra a indiferença de nossos governantes e até chegamos a crer que não há nenhuma luz no fim do túnel.
E o que temos feito?
Que atitude temos tomado para que as nuvens escuras sejam dissipadas? Acomodamo-nos achando que nada se pode fazer ou alistamo-nos nas fileiras dos que confiam que  "tudo é possível ao que crê?"
Não podemos iluminar todo o mundo e nem acabar com as trevas que o envolvem de uma só vez, mas podemos começar acendendo a lanterna brilhante de nossos corações.  Quanto mais lanternas espirituais acesas existirem, menos espaço haverá para a escuridão.
Não espere pelo seu irmão ou seu vizinho, comece a iluminar o mundo por você!


Pr.Paulo Roberto Barbosa








UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
veraborro@gmail.com




Nenhum comentário:

Postar um comentário