Segunda-feira, 11
de maio de 2020
“Se
Deus encheu tua vida de obstáculos é porque ele acredita na tua capacidade de
passar por cada um!”
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 14,21-26
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Quem acolhe e cumpre os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem
me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Judas
(não o Iscariotes) perguntou-lhe: "Senhor, como se explica que tu te
manifestarás a nós e não ao mundo?" Jesus respondeu-lhe: "Se alguém
me ama, cumpre a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a
nossa morada. Quem não me ama, não cumpre as minhas palavras. E a palavra que
ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas
enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em
meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Pe.
Antônio Queiroz CSsR
O
Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo.
Este Evangelho, podemos chamar de
trinitário, porque nele aparecem, de maneira explícita e muito viva, as três
Pessoas divinas: quem guarda a palavra de Jesus é amado por Deus Pai, os dois
virão e farão morada nele, e o Espírito Santo lhe ensinará tudo. Jesus chama o
Espírito Santo de “Paráclito”, termo complexo que compreende as funções de
advogado, defensor, assistente, protetor, mestre e consolador. O Espírito Santo
exerce todas essas funções em cada cristão e na santa Igreja. “O Defensor, o
Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos
recordará tudo o que eu vos tenho dito”.
Tal como o Filho foi enviado em nome
do Pai para realizar a sua obra, assim o Espírito Santo é enviado em nome de
Cristo para completar a sua revelação à Igreja.
“Quem observa os meus mandamentos... Eu o
amarei e me manifestarei a ele.” Manifestar-se é no sentido de levar a pessoa a
crer em Jesus. A fé é proporcional à nossa obediência aos mandamentos de Jesus.
Se uma pessoa começa a observar com mais empenho os mandamentos, Cristo vai se
manifestando, isto é, a sua fé vai crescendo dia a dia. E, junto com ela, a
esperança e a caridade. A fé da pessoa vai ficando cada vez mais esclarecida e
autêntica, isto é, concretizada na Igreja que Jesus fundou: una, santa, católica
e apostólica.
Se, pelo contrário, uma pessoa começa
a se afastar dos mandamentos, a sua fé vai diminuindo e se desviando dia a dia.
De repente a pessoa está “adorando animais”.
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor!
Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade
de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).
“Quem me dera que meu povo me
escutasse, que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos sem demora
humilharia e voltaria minha mão contra o opressor... Eu lhe daria de comer a
flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria” (Sl 80,14-17).Jesus
Cristo sempre procurou obedecer a Deus Pai: “Eis que venho, ó Pai, para fazer a
vossa vontade” (Sl 39,8). “O meu alimento é fazer a vontade do meu Pai que está
no céu” (Jo 4,34). “Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a
vontade daquele que me enviou” (Jo 6,38).
Também os Apóstolos eram observantes
fiéis dos mandamentos: “É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (S.
Pedro, no seu discurso no tribunal. Está em At 5,29).
No Pai Nosso, nós rezamos: “Seja feita
a vossa vontade, assim na terra como no céu”.
Todos nós queremos que Jesus se
manifeste a nós, a fim de sabermos o caminho certo da nossa felicidade. Vamos
então observar com dedicação os seus mandamentos.
A principal força que nos leva a
obedecer a Deus não é o interesse em receber favores e benefícios dele, ou o
medo de castigo, mas é o amor a ele. Eu vou à Missa porque sei que Deus quer
que eu vá, e eu o amo muito e quero fazer a sua vontade. Havia um homem que,
quando dava tempestade com raios, ele rezava. Um dia ele instalou um pára-raios
na sua casa, então parou de rezar. Na verdade esse homem nunca teve uma fé
verdadeira, por a sua “fé” sempre foi interesseira. A fé verdadeira nasce do nosso
amor a Deus, independente de recebermos ou não benefícios dele.
Certa vez, Nossa Senhora, com o Menino
Jesus nos braços, desceu à terra para visitar um mosteiro. Os monges ficaram
muito felizes com a visita. Organizaram um fila e, um a um, ao se aproximar,
prestava a sua homenagem. Um recitava poesia, outro mostrava os desenhos que
fazia na Bíblia ilustrando as passagens, outro recitava de cór a lista dos
santos de cada dia do ano etc.
No final da fila estava um monge muito
simples e humilde, que ainda não tivera chance nem de aprender a ler. Os
colegas ficaram preocupados, com medo de ele dar fora, comprometendo a imagem
do mosteiro. Quiseram até convencê-lo a sair da fila. Mas ele fez questão de
prestar sua homenagem ao Menino Jesus e à sua mãe. Quando chegou a sua vez, ele
não disse nada. Apenas pegou umas laranjas que trazia nos bolsos e começou a
jogá-las para cima e pegar todas, sem deixar cair nem uma. Isso em meio a belos
gestos de malabarismo. Aquele monge havia trabalhado em um circo e foi lá que
aprendera isso.
E sabe o que aconteceu? O Menino Jesus
riu e bateu palmas, coisas que não fizera em nenhuma das apresentações
anteriores. No final, Maria estendeu os braços e ofereceu o Filho para que
aquele monge o pegasse um pouquinho, coisa que também não havia feito com
nenhum dos outros monges.
A ciência e os conhecimentos são
importantes, mas muito mais importantes são as nossas ações e os nossos gestos
de amor, mesmo que esses gestos sejam feitos unicamente para divertir o nosso
próximo, fazendo-o rir.
A Encarnação aconteceu graças à
obediência de uma mulher a Deus: “Eis aqui a escrava do Senhor! Faça-se em mim
segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Rainha da obediência, rogai por nós.
O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará
tudo.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A força da
motivação pela razão no enfrentamento dos problemas
Luiz Marins
Há muitas coisas na vida que não compreendemos. Há
muitas coisas na vida que não desejamos. Há muitas coisas na vida que poderiam
ser diferentes do que são. Há muitas coisas na vida sobre as quais temos muito
pouca ação modificadora. Essa é a vida de todos nós. O que fazer? Resignar-se?
Esperar um milagre? Revoltar-se? Perguntar por que eu?
Na verdade a resposta parece ser um pouco de tudo.
É claro que temos que nos resignar frente à realidade. É claro que podemos
sempre esperar um milagre. Mas não há razão para revolta, para o eterno
amargor, para uma morte antecipada, tornando a vida um verdadeiro inferno,
amplificando os problemas que já existem.
Quando temos um grande problema devemos saber que
teremos que ser melhores que a média das pessoas. Temos que saber que muitos
irão se compadecer de nós uns genuinamente, outros falsamente – mas que a
grande maioria não estará preocupada com a nossa dura realidade. Nós, pela
razão, e não pela emoção, é que temos que enfrentá-la. E, a própria razão nos
dirá que não adianta ficar perguntando, por que eu? Ninguém nos dará essa
resposta de maneira satisfatória. Nós é que temos que dá-la ao mundo, mostrando
a nossa capacidade de enfrentar o problema
e ter a firmeza para fazer o que a maioria não seria capaz.
É essa “motivação cognitiva”, pela razão e não
pela emoção, que nos fará levantar e caminhar, fazer o que tiver que ser feito
para não nos entregarmos de vez à doença que não pediu licença para se
instalar, ou ao problema que nos aflige. A emoção nos fará sentir dó de nós
próprios. A emoção nos fará muitas vezes sentir vergonha de nossa incapacidade
física. A emoção nos fará esperar a ajuda dos outros, que, já sabemos, nem
sempre virá.
É a razão que nos fará prosseguir e vencer. É a
plena consciência de nossos limites e possibilidades que deve nos dar a força e
os motivos para lutar, perseverar, ter disciplina nos tratamentos, acreditar na
ciência e seguir em frente. A motivação cognitiva é uma porta que só se abre
por dentro. Só você pode abrí-la. E você a abrirá no momento em que entender,
pela razão, e não pela emoção, que há pessoas em condições muito mais difíceis
e que precisam de você. Você a abrirá aumentando a sua fé, sua esperança e sua
caridade.
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
A águia é a ave que possui a maior longevidade da
espécie, chegando a viver até os 70
anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e
difícil decisão. Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não
consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado
e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e
pesadas em função da grossura das penas.
Voar já está estupidamente difícil! Então, a águia só tem duas
alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação
que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma
montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite
voar. Então, após encontrar este lugar, a águia começa a bater com o bico em
uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo
bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.Quando as novas unhas começam a
nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de
renovação e viver, então, mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos
resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.
E para que continuemos a voar um vôo de vitória,
devemos nos desprender de lembranças,
costumes e outras tradições que nos causaram dor... Enfim, saber perdoar!
Somente livres do peso do passado e com a presença
do alívio do perdão , poderemos aproveitar o valioso resultado de uma
“RENOVAÇÃO” ...
Desconheço a autoria deste
texto. Se você sabe quem é o autor desta mensagem, mande-me por email para que
sejam adicionados os créditos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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