Quarta-feira, 06 de
maio de 2020
“Deus
fecha portas que homem nenhum as pode abrir e Deus abre portas que homem nenhum
as pode fechar. Se alguém lhe fechar a porta, não gaste energia com o
confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: a água nunca
discute com seus obstáculos, mas os contorna.”
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 12,44-50
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
E
Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me
enviou.
E
quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.
Eu
sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça
nas trevas.
E se
alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não
para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
Quem
me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a
palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.
Porque
eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu
mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.
E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu
falo, falo-o como o Pai mo tem dito.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Eu
vim ao mundo como luz.
Neste Evangelho, Jesus nos fala que
veio como luz, luz enviada por Deus Pai para que tenhamos a vida eterna. Em
outra ocasião ele falou: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas
trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
E Jesus continua: “Eu não falei por
mim mesmo, mas o Pai é quem me ordenou o que eu devia falar.” O evangelista
João vai mais longe e fala que Jesus, não só fala o que Deus Pai lhe mandou,
mas é a própria Palavra de Deus Pai que se fez carne (Cf Jo 1,14).
Mas Jesus lamenta: “A luz veio ao
mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras
eram más. Pois quem pratica o mal não se aproxima da luz, para que suas obras
não sejam denunciadas” (Jo 3,19-20). Esta é uma verdade que vemos todos os
dias: quem faz o mal age às escondidas.
No fundo, somos nós que nos julgamos a
nós mesmos diante de Deus, porque o nosso julgamento está na própria palavra de
Jesus que ouvimos e não praticamos. “Se alguém ouvir as minhas palavras e não
as observar... já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último
dia”. Isto nos cutuca fortemente, e nos faz pensar duas vezes antes de abrir os
Evangelhos e ler as palavras de Jesus, pois a partir do momento em que as
lemos, temos obrigação de praticá-las. Claro que o Espírito Santo nos ajuda,
mas que é sério, é. No fundo, quem rejeita as palavras de Jesus está rejeitando
a Deus Pai, do qual Jesus é o porta-voz.
Por outro lado, quem ouve as palavras
de Jesus não será frustrado, pois constrói sobre a rocha (Mt 7,24). Praticar a
palavra de Jesus, no fundo, é aderir à sua pessoa e entregar-se a ele, num
encontro de absoluta confiança. Pela fé fazemos nossa a sua pessoa, de maneira
que ele chega a ser o nosso ideal de vida, numa comunhão total de amor e de
vida.
O Evangelho de hoje nos leva a fazer
um paralelo: Assim como Jesus foi um fiel mensageiro de Deus Pai, nós devemos
ser fiéis mensageiros de Jesus, falando só e tudo o que ele disse, isto é,
reproduzindo hoje, na linguagem de hoje, o que ele falou, sem mudar nem um
pouquinho. Se não conseguimos praticar, vamos ser humildes e pedir perdão, em
vez de querer mudar ou torcer as palavras de Jesus. A santa Igreja é a fiel
intérprete das palavras de Jesus. Qualquer dúvida, é só consultar a Igreja una,
santa, católica e apostólica.
Certa vez, numa sala de catequese, a
catequista perguntou para as crianças: “Qual é a parte mais importante da
Missa?” Um menino, que era bastante levado, respondeu: “É quando termina a
Missa”. Os colegas deram uma pequena vaia nele, como quem diz: “Você assiste à
Missa doido para que ela termine logo, hein?” A catequista interveio e lhe
perguntou por quê. Ele se levantou e explicou com firmeza: “A parte mais
importante da Missa é quando ela termina, porque aí começa a nossa Missa!” Esta
foi a maior lição que os alunos receberam naquela aula de catecismo.
De nada adianta ouvir a Palavra de
Deus e depois não praticar. Jesus só será a nossa luz, se acolhermos e
praticarmos a sua palavra. “Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! Entrará
no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que
está nos céus” (Mt 7,21).
Maria Santíssima foi a primeira a ser
iluminada por esta maravilhosa Luz que Deus Pai nos mandou. Que ela nos ajude a
acolhê-la também.
Eu vim ao mundo como luz.
CURIOSIDADES
Sete filmes
incríveis que foram inspirados em fatos reais e você nem imaginava. Conheça
alguns filmes que são baseados em fatos reais e você não sabia.
Rafael Miranda
Parece que quando um filme é baseado em fatos
reais, mesmo que indiretamente, ele ganha uma relevância maior ou causa um
maior impacto no espectador. Apesar de vermos muitos filmes de terror que se
dizem “baseados em fatos reais”, isso não é só exclusividade deles.
Muitos filmes de outros gêneros também estão
enquadrados nessa categoria. Nós da Fatos Desconhecidos selecionamos alguns
filmes fora do gênero terror e que são baseados em fatos reais. Todos os filmes
abaixo foram aclamados pela crítica tanto pelo enredo quanto pelas atuações de
destaque. Confira:
A troca
Estrelado por Angelina Jolie, a troca conta a
história de uma mulher que reencontra um menino que seria seu filho
desaparecido, logo percebendo que ele na realidade é um impostor. Ela confronta
as autoridades da cidade, que a difamam como doente mental, e mãe incapaz. O
filme é inspirado no caso real de sequestro e assassinato chamado “Galinheiro
de Wineville”.
O filme explora a impotência feminina, corrupção
policial, abuso infantil e as repercussões da violência. A Troca arrecadou
pouco mais de 113 milhões de dólares mundialmente, recebendo três indicações ao
Oscar e oito ao BAFTA.
Sniper
Americano
O filme conta a história de Chris Kyle, um dos
soldados mais letais dos EUA. Sniper Americano foi baseado na autobiografia
“American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Military
History”, de Chris Kyle. Com 255 mortes, 160 delas confirmadas oficialmente
pelo Pentágono, Kyle é o atirador mais letal da história militar dos Estados
Unidos.
Sempre ao seu
lado
Baseado na história de Hachiko, um cão da raça
Akita, o filme fala sobre a lealdade e os laços de amor, que se formam quase que instantaneamente nos
lugares mais improváveis. Parker Wilson (Richard Gere) é um professor
universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um
filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade.
Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva
para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença
de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi
escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi
cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local
no horário em que o professor está de volta.
Menina de Ouro
Frankie Dunn é uma lenda do boxe. Por ele passaram
grandes lutadores e passou a vida nos ringues. Sofrendo com o doloroso
distanciamento da filha, Frankie há muito tempo optou por não se aproximar de
ninguém. Seu único amigo é Scrap, ex-boxeador que cuida do ginásio de Frankie e
sabe que por baixo da aparência rude, encontra-se um homem que freqüenta a
missa quase diariamente há 23 anos, em busca de um perdão que nunca consegue
alcançar.
E então Maggie Fitzgerald, entra em seu ginásio a
fim de se tornar uma lutadora de boxe profissional. Maggie traz consigo um
talento não-lapidado, uma determinação inabalável e uma tremenda força de
vontade. Mais do que tudo, porém, deseja que alguém acredite nela. Por não
desejar – ou por não ser capaz de – desistir do seu objetivo de vida, Maggie se
entrega totalmente ao treino diariamente, encorajada apenas por Scrap. Vencido
pela determinação de Maggie, Frankie acaba por aceitar treiná-la.
Revezando momentos em que se agridem ou se
inspiram mutuamente, os dois descobrem ter um espírito em comum que transcende
as dores e perdas que sofreram no passado, e encontram um no outro a família
que há muito perderam.
O Lobo de Wall
Street
Baseado na biografia de Jordan Belfort, O lobo de Wall Street conta a história de
Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) que
trabalhou em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de
seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser
contratado como corretor da firma, acontece a Black Monday, que faz com que as
bolsas de vários países caiam repentinamente.
Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba
trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo
valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de
montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores
mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais
vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos,
ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam
rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.
Rush
O filme trata da temporada de Fórmula 1 de 1976 e
a rivalidade entre os pilotos James Hunt e Niki Lauda. Eles possuíam
características bem distintas: enquanto Lauda era metódico e brilhante, Hunt
adotava um estilo mais despojado, típico de um playboy. A disputa entre os dois
chegou ao seu auge em 1976, quando ambos correram vários riscos dentro do
cockpit para que pudessem se sagrar campeão mundial de Fórmula 1.
A Onda
O filme é baseado na experiência social da
Terceira Onda. A história fala de Rainer Wegner, professor de ensino médio,
deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe
um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder.
Wegner se denomina o líder
daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome
de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e
ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é
tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real
ocorrida na Califórnia em 1967.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte
pergunta a seus discípulos:
"Por
que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
"Gritamos porque perdemos a calma"
disse um deles.
"Mas, por que gritar quando a outra pessoa
está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.
"Bem,
gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro
discípulo.
E o mestre
volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias
outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele
esclareceu:
"Vocês
sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?
O fato é
que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir
esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais
aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro,
através da grande distância.
Por outro
lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não
gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus
corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes
estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o
amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que
acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que
seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois
chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho
de volta".
Quando você
for discutir com alguém, lembre-se que o coração não deve tomar parte nisso.
Se a pessoa
com quem discutimos não concorda com nossas idéias, não é motivo para gostar
menos dela ou nos distanciar, ainda que por instantes.
Quando pretendemos encontrar
soluções para as desavenças, falemos num tom de voz que nos permita uma aproximação
cada vez maior, como a dizer para a outra pessoa: "Eu não concordo com
suas idéias ou opiniões, mas isso não me faz gostar menos de você."
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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