Segunda-feira , 27 de julho de
2020
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o
que você não sabe nada.” (Wayne Dyer)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,31-35
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu
deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer
a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro
dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e
depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.
34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te
foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne
os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará
abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós
mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Jesus contou outra parábola. Ele disse ao povo:
– O Reino do Céu é como uma semente de mostarda, que um homem pega e
semeia na sua terra. Ela é a menor de todas as sementes; mas, quando cresce,
torna-se a maior de todas as plantas. Ela até chega a ser uma árvore, de modo
que os passarinhos vêm e fazem ninhos nos seus ramos. Jesus contou mais esta
parábola para o povo:
– O Reino do Céu é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três
medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa.
Jesus usava parábolas para dizer tudo isso ao povo. Ele não dizia nada a
eles sem ser por meio de parábolas. Isso aconteceu para se cumprir o que o
profeta tinha dito: “Usarei parábolas quando falar com esse povo e explicarei
coisas desconhecidas desde a criação do mundo.”
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Existem em nossa caminhada (profissional, sentimental, espiritual)
decisões a serem tomadas e dentre elas: Aonde quero chegar? Até onde posso ir?
Pronto! Vou comprar um livro de auto-ajuda! (risos)
Um amigo meu disse recentemente que os livros de auto-ajuda na verdade
não se adaptam a todas as pessoas, e sim a uma parcela pequena que consegue
transformar aquelas palavras, expressões e contextos motivacionais em coisas
palpáveis e aplicáveis no dia a dia. “O monge e o Executivo”, “Quem mexeu no
meu queijo”, “Pais brilhantes, filhos fascinantes”, dentre outros, são exemplos
de livros que nos revelam coisas que no fundo já sabemos, mas não dão respostas
as perguntas acima citadas. Mas por quê? Pois isso cabe a nós mesmos
decidirmos!
Até quando e até onde desejo crescer? “(…) Ela é a menor de todas as
sementes; mas, quando cresce, torna-se a maior de todas as plantas. Ela até
chega a ser uma árvore…”.
Reafirmando: Em qualquer uma das esferas (profissional, sentimental,
espiritual) é preciso, em um determinado momento, decidir até onde quero, devo
e como crescer. Um bom jardineiro que conheço diz que não devemos temer a poda.
Ficamos receosos em cortar algo que nos impede de crescer imaginando que nos
fará falta hoje no futuro e que no fim, apegados a ele, crescemos o suficiente
para virar um simples arbusto. Dizia ele também, que para engrossar e ganhar
volume era necessário cortar as folhas mais novas (olhos da planta) por um
período, mas se o objetivo fosse se impor, se destacar, aparecer sobre as
demais, que cortássemos os galhos mais baixos e se deixasse as folhas novas.
Usando a analogia: Querendo passar num vestibular, num concurso, arrumar
um bom emprego, terminar bem os estudos, crescer na espiritualidade, na fé, na
esperança, (…) não podemos temer as podas. Precisamos ser mais robustos, não
balançar com os ventos, (…); precisamos abandonar as vaidades, as pressões de
moda, tendências, egoísmos, (…). Precisamos de galhos (postura) fortes. São
Gregório, segundo São Tomás de Aquino, dizia que “(…) sobre esses galhos
descansam as almas dos justos, que se elevam dos pensamentos mundanos com as
asas das virtudes e respiram longe dessas fadigas, recebendo as palavras e
consolos sobrenaturais”. O que torna minha decisão acertada ou não, é a
sabedoria que vem de algo maior que nós mesmos.
Um ponto importante a ser acrescido: A mulher do evangelho de hoje,
segundo santo Agostinho representa a sabedoria e as três medidas são os três
graus de caridade, representados como: “(1) Com todo o coração, (2) com toda a
alma e (3) com toda a inteligência”.
“(…) E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e
de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os
holocaustos e sacrifícios”. (Mateus 12, 33)
Sendo assim, o adubo dessa mostarda depende de quanto me empenho de
coração, de espírito e do esforço com que busco meus objetivos. Não adianta
reclamar que nos faltam oportunidades, chances, (…) e que alguns são
privilegiados em detrimento a outros. Sim, sabemos que pessoas em vários campos
sociais, econômicos e profissionais têm sido “vergonhosamente” favorecidas
estando até, aos olhos do mundo, altas, mas no que diz a construção do reino de
Deus, são sementes que nem chegaram a germinar e se não germina ainda não
permitiu que o céu nascesse em si. “(…) O Reino do Céu é como uma semente de
mostarda…”.
Crescer robusto é a palavra de ordem. Isso se inclui até mesmo quando
falamos ou trabalhamos para Deus. Além de uma semente bem germinada é preciso
aceitar as podas (correção, estudo, aprofundamento, disciplina e muito joelho
dobrado). Se Deus quiser, e eu me empenhar em três medidas, podei me tornar uma
árvore e então darei frutos, abrigo e transmitirei a paz.
“(…) E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça ainda, e cada vez
mais, em conhecimento e em toda percepção, para discernirdes o que é melhor.
Assim, estareis puros e sem nenhuma culpa para o dia de Cristo, cheios do fruto
da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus”.
(Filipenses 1, 9-11)
Um imenso abraço fraterno.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A melhoria contínua do autoengano
Por Luiz Marins
Há empresas que mais parecem estar engajadas num processo de melhoria
contínua do autoengano. Elaboram orçamentos que sabem que jamais serão
cumpridos. Fazem planejamentos estratégicos que não serão seguidos, nem mesmo
tentados. Estabelecem metas e objetivos inalcançáveis para marketing, vendas,
produção, etc.
Na verdade, a impressão que tenho é que as pessoas riem do que elas
próprias elaboram, planejam e escrevem. Pensam estar enganando seus chefes, diretores,
matrizes ou sei lá quem, mas na verdade estão enganando a elas mesmas. Fazem o que eu chamo de melhoria
contínua do autoengano.
Há profissionais que também são especialistas em autoengano. São os
vendedores que imaginam não precisar visitar clientes e que basta lhes enviar
tabelas de preços via e-mail. São diretores, gerentes, supervisores que
acreditam pode dirigir, gerenciar e supervisionar sem sair de seus gabinetes ou
salas. São chefes em geral que não participam do recrutamento e da seleção de
seus colaboradores, delegando integralmente a tarefa para o RH.
São profissionais que acreditam poder ter sucesso sem estudar, sem se
aperfeiçoar, sem se atualizar. São aqueles que acreditam poder enganar, mentir,
ludibriar e ainda vencer no longo prazo. São aqueles que riem dos outros,
quando na verdade deveriam chorar por si mesmas. Essas pessoas todas - e outras
mais - são as especialistas em melhoria contínua do autoengano.
A verdade é que todos nós estamos muito cansados desse autoengano quemnão
nos tem levado nem à motivação, nem ao sucesso.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Conta a lenda, que certa vez uma mulher pobre, com uma criança no colo,
ao passar diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro
lhe dizia:
- Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do
principal.
- Lembre-se, porém, de uma coisa, completou a voz:
- Depois que você sair, a porta se fechará para sempre! Aproveite a
oportunidade, mas não se esqueça do principal.
A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada
pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar,
ansiosamente, tudo o que podia em seu avental.
A voz misteriosa, então, falou novamente:
- Você só tem oito minutos.
Esgotados os oito minutos, a mulher, carregada de ouro e pedras
preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou.
Lembrou-se, então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava
fechada para sempre!
A riqueza durou pouco.
O desespero durou para toda a vida.
Não se esqueça do principal!
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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